História See The Light - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens Jackson, JB, JR, Youngjae
Tags Gay, Got7, Im Jaebum, Jackbum, Jackson, Jackson Wang, Jaebum, Jaeson, Yaoi
Exibições 154
Palavras 2.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Esporte, Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - You Make Me Blush Inside


Acordo com o som da voz doce e calma da minha mãe chamando-me em um tom de voz baixo, mas audível. Levo as mãos aos olhos, coçando-os e abrindo-os com esforço. Meu corpo doía, reflexo do cansaço após o árduo trabalho físico durante os dois dias da semana passada. O final de semana com certeza não fora suficiente para recompor 100% a minha capacidade física. Minhas costas reclamavam do trabalho feito, e choravam pelos próximos que viriam, crescendo em mim preguiça e indisposição para voltar àquele colégio pela manhã de uma segunda-feira deliciosa para ser passada em casa, quieto e deitado por um longo tempo.

- Jackson, você precisa ir, querido. Tenho que ir para o trabalho agora, mas se apresse e não chegue atrasado ao colégio. Deixei o café-da-manhã pronto e não esqueça de tomá-lo. Sei que você não está comendo no colégio, eu percebi que você emagreceu, Jackie. Fiz uma marmita com seu almoço, está na geladeira. – Depositou um suave beijo em minha testa, levantando-se da cama e deixando-me no quarto.

Levanto com dificuldade da cama. Todo o meu corpo suplicava em dores para que eu permanecesse deitado, mas eu sabia que tinha que ir para o colégio mesmo assim. Exigi de mim mesmo a maior energia que eu conseguisse extrair de meus músculos. Considerei o Jaebum como o melhor estímulo que encontrei para sair daquele lugar. Chacoalhei o tronco na tentativa de livrar-me um pouco do sono que me dominava por completo. Dei passos lentos e atrapalhados até o banheiro, jogando uma mão de água fria no rosto. O choque com a água deu-me sustância para manter o corpo em pé. Retirei a camisa e a calça que me cobriam, entrando no box para um banho rápido e gelado.

Envolvo minha cintura na toalha, procurando meu uniforme jogado em algum canto do quarto. As peças de roupa estavam em lugares distintos. O tecido encardido da camisa e calça indicavam o uso demasiado e a necessidade de uma lavagem. Não haveria tempo e nem um uniforme reserva limpo, a saída era usar aquele mesmo. Visto as roupas malcheirosas e sinto um certo desconforto ao usá-las. O cheiro de cloro e suor ainda era forte e as notáveis marcas de amassado denotavam o mal uso e descuidado com as peças. Corro até a cozinha e encho minhas bochechas com o alimento posto à mesa. Às pressas, consigo finalizar a refeição e, com passos desajeitados, calço os sapatos, pendurando a mochila nas costas por apenas uma das alças.

Chego ao colégio ofegante e úmido de suor, devido a corrida que realizei até o local. O líquido que eu expelia pela transpiração intensificava o odor exalado pela camisa encardida. A entrada do colégio estava vazia. Pensei na hipótese: ou eu estava adiantado e fora o primeiro a chegar ao portão, ou atrasado e todos já estavam em suas devidas salas de aula. Achei a segunda alternativa mais provável e pude constatar, de fato, que eu estava atrasado, quando avistei o Jinyoung percorrer toda a extensão escolar com olhos curiosos e atentos a qualquer sinal de que avistara o objeto de desejo. Pelo visto, eu era seu objeto de desejo.

- Wang! Aonde você estava? Está meia hora atrasado, não consegui encobrir seu atraso com o diretor. O máximo que consegui foi não aumentar seu castigo, eu tive que avisar que você tinha apenas se atrasado ou levaria uma falta e a punição seria mais severa.

- Tudo bem. Valeu. – Respondi com a voz falha e senti meu corpo fraquejar. Sustentei-me apoiado nos joelhos, enquanto minha garganta parecia queimar de tão seca.

- Você ta bem? – Agachou-se, acompanhando a altura em que eu me encontrava, depositando uma das mãos em minhas costas na tentativa de me passar algum tipo de conforto.

- Tô... Eu... Preciso de água. – Pronunciei tais palavras com um péssimo fôlego.

- Vamos, a tarefa hoje será na sala de artes. Tem um bebedouro lá, mas posso comprar uma água na lanchonete que fica no caminho. – Assenti e seguimos até lá, passando por todos os imensos corredores, pátios e jardins daquela escola. A caminhada pareceu muito mais extensa devido ao meu cansaço e dores corporais.  

Sentei em um dos bancos do refeitório, enquanto saboreava o fluido gelado descer-me garganta a baixo. Jinyoung acompanhou-me, sentando ao meu lado e examinando-me com um olhar aliviado.

- Pronto, vamos. – Levantei completamente renovado e segui para que Jinyoung fosse comigo.

Chegamos até a sala e, antes que eu expressasse qualquer dúvida que tinha em relação à atividade do dia, pude deduzir o que seria apenas verificando o estado da sala. Com certeza o lugar precisava de uma reforma pesada. As paredes, sujas. Os materiais, espalhados por todo o chão. Tintas, pincéis, potes, lápis, caneta, panos, telas, argila e gesso, acrescentavam à sala uma atmosfera ‘’ artística’’.

- É... Temos muito trabalho por aqui. – Jinyoung observou, enquanto coçava preguiçosamente os fios molhados do cabelo negro em franja.

- Eu começo tirando os objetos do chão e você procura um pano, uma vassoura e qualquer outra coisa que sirva pra limpar essa bagunça, pode ser? – Consentiu calado, apenas sinalizando com um movimento positivo com a cabeça, deixando a sala para procurar os materiais. – Que droga, como esse povo pode ser tão desorganizado? Qual o problema de manter a sala pelo menos limpa? Se a gente não estivesse aqui pra limpar, eles trabalhariam nessa sujeira? Céus! Tem tinta por todo lado! – Reclamei para mim mesmo após sujar a sola do tênis com uma pequena poça de tinta laranja que escorria pelo chão liso e escuro do lugar. – Merda! Cadê o Park?

Recolhi alguns potes fechados e outros abertos que dissipavam uma quantidade utilizável de tinta em bom estado, que poderia não estar sendo desperdiçada desta maneira. Era incrível o cuidado que tinham esses alunos. Agacho para pegar alguns pincéis, sujos por sinal, envoltos em vestígios de tinta por cada um deles.

- Aish! Quanta sujeira! – Uma careta involuntária foi formada em meu rosto. Todo aquele forte cheiro que abafava a sala, somado ao que eu exalava mais intensamente cada vez que o meu corpo transpirava, dava-me dor de cabeça. Não consegui conter o incômodo por inalar o odor das substâncias ali presente e mescladas, levando a mão ao nariz, pude aliviar-me por alguns segundos em que prendi a respiração.

- Que bela curvatura... – Ouço uma voz familiar soar de uma distância não muito longa.

Em um movimento brusco, torço meu corpo em direção à porta e contemplo a figura do Im encostado a ela. De braços cruzados, esboçava um largo sorriso formado nos lábios. Sorriso este que eu já estava habituado. Seu sorriso é capaz de levar luz até a mente mais escurecida. O modo como ele trata as pessoas ao seu redor, com delicadeza e gentileza é a coisa mais admirável.

- Bom dia. – Ouvi a melodia doce da sua voz pronunciar tais palavras delicadamente. – Precisa de ajuda?

- Bom dia. – Não fiz esforço algum para não retribuir seu sorriso largo. Mesmo que não tão belo e suave, o meu fora o mais sincero possível. A presença do Jaebum ali, fora um elemento imprescindível para aliviar todo o meu stress e tensão espalhados pelos músculos das minhas costas.

Admirava o modo como ele parecia estar sempre de bom humor e disposto a ajudar a todos, mesmo que não tivesse intimidade alguma com o alvo de sua gentileza. Apontei para um dos vasos atrás de mim e pedi para que ele os recolhesse, e assim o fez.

- Até quando vai ficar suspenso?

- Hoje é o último dia, na verdade. – Eu disse, e era claro o alívio esboçado em meu olhar. – Por outro lado, ainda restam 27 dias para conseguir me libertar disso aqui. – Indiquei desdém apenas pelo tom de voz, era óbvio que isso não era agradável.

- Bom, vocês não precisam fazer tudo sozinhos... – Ele falou e eu pude entender que ele oferecia sua ajuda.

- JB, você não precisa... – Senti-me íntimo demais ao chamá-lo pelo apelido, mas ele não pareceu se incomodar.

- Deixa, eu quero. Acho que vocês não merecem todo esse esforço, parece bem cansativo.

- E o fizemos por apenas dois dias.

- Mesmo assim, ainda há muito pela frente.

- Tudo bem. Já que insiste... Aceito sua ajuda. – Com os lábios contraídos, formei um pequeno, mas meigo sorriso em retribuição, mas por dentro a minha gratidão era bem maior. O que acabava me deixando mais aliviado e contente não era o fato de que eu teria menos trabalho a fazer, mas sim que a presença do Jaebum seria constante. – Tem certeza de que não vai prejudicar seus estudos?

- Tenho, o máximo que vai acontecer é eu burlar algumas atividades extracurriculares que não farão a menor diferença.

- Ok então, senhor Aluno Exemplar. – Com os dedos indicador e polegar, gesticulei um ‘’ ok’’, enfatizando meu tom sarcástico e ele respondeu dando-me um leve empurrão, que me fez cair para trás, sentando em uma poça de tinta esparramada e fresca.

- Não acredito! – Ele dizia. Não deu tempo de articular qualquer palavrão que eu pudesse dirigir ao Jaebum. O mesmo ria escandalosamente, apontando para a sujeira no bolso traseiro da minha calça.

Contorci meu corpo tentando examinar o tecido enlambuzado pela tinta grossa e fria que parecia atravessá-lo e encostar em minha pele. Não mexi muito na área suja, apenas esperei que Jinyoung voltasse, com a esperança de que ele trouxesse algo que resolvesse meu problema.

- Jaebum, chega. – Tentei parar sua crise de risos, mas falhei. Comecei a rir junto a ele, só que meu riso era uma mistura de raiva, agonia e 1% de graça.

- Relaxa. – Bufou e suas risadas foram cessando aos poucos. – Deixa eu te ajudar. – Passou os olhos por toda a sala, buscando algo que pudesse limpar a sujeira.

Foi até uma mesa que estava quase mais bagunçada que o próprio chão. Jornais, revistas, folhas picotadas, tintas, pincéis e um monte de outros objetos grandes e pequenos podiam ser vistos apenas superficialmente, pois com toda aquela desordem, ficava quase impossível notar uma coisa específica.

- Aqui. – Correu até a mesa branca e quadrada, voltando com vários pedaços de papel avulsos em suas mãos.

- Me dá.

- Deixa que eu limpo. Fica quieto pra não aumentar a mancha. – Falou enquanto esfregava cuidadosamente o papel pela minha bunda. A sensação era desconfortante, mas hilária. Jaebum parecia limpar uma criança e não contive meu riso ao ver a cena refletida em um espelho espurco à nossa frente.

JB analisa o pedaço de papel em suas mãos, vendo toda aquela tinta ele conclui seu trabalho de me limpar. Seu rosto ainda muito próximo ao meu, exacerbava a tensão agora existente entre nós. A mesma tensão do primeiro contato que tivemos no dia anterior. Sozinhos novamente, eu não poderia pensar em outra coisa a não ser beijá-lo. Junta seu rosto ainda mais ao meu, mirando diretamente meus lábios úmidos e cheios de desejo por si. Sem pressa, achega ainda mais seu rosto, quase rompendo com o espaço entre nossas bocas. Mas antes que qualquer esperança de um possível beijo fosse plenamente formada em minha mente, sinto a frieza da tinta que estava depositada no papel, tocando meu nariz. Deixo minha cabeça cair para trás, e fecho os olhos com os dentes maltratando meu lábio inferior, permitindo que assim a sensação que me cobria pudesse ser desvanecida. Jaebum sorria outra vez, moleque. Um garoto daquele tamanho e porte físico, não era muito diferente de uma criança de 11 anos correndo pela sala em comemoração à sua brincadeira infantil.

- O que houve aqui? – Jinyoung observava-nos com um sorriso estampado no rosto. 

- Jaebum me sujou. – Eu disse descontente.

- Mentira. Não é culpa minha se você tem um ótimo equilíbrio. – Ironizava.

- Pelo menos a sala já está um pouco melhor desde que eu deixei o Jackson sozinho. – Não compreendi o porquê da ênfase no ‘’ sozinho’’ que Jinyoung dera ao expressar-se.

No momento, questionei-me internamente como o Jaebum sabia que eu estava lá e o tom das palavras recitadas por Jinyoung.

- Vamos continuar, ainda há muito a ser feito. – Determinei.

Fui ao encontro de Jinyoung, que trazia consigo duas vassouras. Apanhei-as e joguei uma delas em direção a Jaebum. Catei outros materiais que ele trouxera em um balde e derramei-os no chão. A tinta parecia mais espalhar-se que ser retirada do chão. Mesmo com o produto, parecia não funcionar, toda a nódoa era ampliada ao invés de reduzida.

- Você está fazendo isso errado. – JB sinalizou para que eu parasse, segurando abruptamente em minha mão para que eu não despejasse mais o líquido. – Não pode simplesmente jogar produto em cima da tinta. Limpe primeiro e depois tente retirar a mancha do chão com o produto. - Fiz como indicado e obtive êxito. Fizemos o mesmo com todas as outras partes da sala.

Colocamos cada objeto em seu determinado local. Lavamos todos os pincéis e limpamos o chão, agora a sala estava inteiramente asseada. Respirei em refolgo, examinando o ambiente diferente do que estava ao começarmos. Deixei os dois no local, seguindo até o escritório do Min. Ouvi pisadas ligeiras me acompanhando e escuto a voz do Jaebum chamando meu nome.

- Espera. – Ele disse ao me alcançar.

- Por que não esperou o Jinyoung?

- Por que eu deveria?

- Você é um pouco frio... – Soltei uma leve risada abafada e continuei caminhando até meu destino. – Acho melhor eu entrar sozinho, espero Jinyoung, mas fique aqui pra não levar bronca do Min. – Alertei e vi Jinyoung chegando. Esperei para que entrássemos juntos e assim o fizemos.

Concluímos nossa tarefa diária e o diretor informou que nossa suspensão havia terminado. Voltaríamos para a sala de aula no dia seguinte, mas as tarefas continuariam, como previsto. Fiquei satisfeito de não ter a necessidade de cumprir mais tarefas que levassem quase o dia inteiro, apenas uma parte do segundo turno, assim o esforço seria menor. Com a ajuda do Jaebum, só melhoraria. 


Notas Finais


Esse capítulo foi bem grandinho pra não ter acontecido nada demais. Eu gosto de ir com calma, vocês já perceberam isso. Não tenho pressa alguma em desenvolver minhas histórias, acho que as coisas tem que ir aos poucos porque assim tudo vai acabar se resolvendo melhor pro lado do JB e do Jackson. Eu vou esclarecendo as coisas um pouco mais a cada capítulo, fazendo de tudo pra chegue ao ponto da perspectiva do JB, assim eu vou tentar hehe. É isso ai, espero que tenham gostado ♡ ☾


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