História Segredo Virtual - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amigos Virtuais Segredos Mentiras
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Palavras 3.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - Capítulo 21 Parabéns à Vida


A multidão estava do lado de fora da mansão, todos comentavam entre si sobre a grande revelação e a mulher esfaqueada, que já havia sido socorrida por uma ambulância que chegou rapidamente no local. Sara queria respostas, mas com aquela multidão, como iria achar Jason? Ela decidiu ir embora, passando sufoco para sair do meio de tanta gente. Ao conseguir chegar ao fim da rua, percebeu Lídia junto a Bianca viradas na esquina, Sara caminha até elas, vendo suas caras de preocupadas e curiosas:
— Grande noite, não?.
— Isso foi...Intenso...- Diz Bianca para Sara.
— O que será da cidade após isso?.- Pergunta Lídia.
— O mesmo de sempre.- As duas fazem cara de desentendidas.- Uma cidade de fofocas, assassinatos, segredos...Como em todo lugar.
— Sara, isso não foi uma revelação como traição ou roubo, mas sim...- Ela é interrompida por Bianca, que completa a sua fala.
— Uma revelação de um grupo de assassinos...Mas eu não entendi o porquê de todos menos você, Dylan e Daniel serem revelados, tem como me explicar isso?
— Também preciso de respostas, Bianca.- As três ouvem um grito, a multidão havia ficado mais eufórica. Lídia foi até um homem que estava por perto e perguntou-lhe o que havia acontecido. 
— Acharam um corpo morto dentro de um dos baús.- Sara e Bianca se encaravam após ouvir a resposta do homem.
— Bianca, quer que eu ache sua mãe?- Bianca engole a seco.
— Não acho que irei achar ela aqui...Vocês podem me levar?
— Preciso achar Daniel...
— Eu te levo.- Sara coloca a mão na cadeira.- Pode ir atrás do seu final feliz.- As duas trocam sorrisos, Lídia se vira caminhando até a multidão. Lágrimas desabam dos olhos pequenos olhos de Bianca, Sara esfrega seus olhos e em seguida começa a caminhar levando sua cadeira junto.
— Sinto que...desperdiço cada dia da minha vida...
— E porquê pensa isso?
— Eu não posso sair por ir e fazer minhas próprias escolhas, é como se estivesse presa em correntes...- Sara poem a mão em seu cabelo o alisando.- Já se sentiu?
— Já...Há muito tempo...
— Sabe...Quando Dylan era vivo, eu não me sentia presa, ele cuidava de mim...
— Acho que Dylan foi a razão para tudo isso acontecer com a gente.
— Ele era meu irmão, meu melhor amigo e a única pessoa que me entendia, mas ai...Apareceu você, Sara.- Ela dá um pequeno sorriso no canto dos lábios ao ouvir aquilo.
— Eu é que devo ser grata a você, você me fez abrir meus olhos, entrar em uma aventura e tanto...
— E em uma fábrica de pessoas mortas...
— Bianca...- Sara arfa e coloca suas mãos no ombro da amiga, que estava um pouco tímida.- As vezes precisamos sofrer para ser felizes...
— Já não basta tanto sofrimento?.- Ela decide ficar quieta, aquela conversa com Bianca, não levaria a lugar algum. Depois de caminhar por algum tempo, Sara finalmente parou Bianca na porta da mansão. As ruas estavam tão quietas, não haviam nem seguranças na entrada, apenas as duas ali, paradas encima da luz do poste que vinha de dentro da mansão.
— Chegamos.- Sara se ajoelha enfrente a Bianca, segurando suas mãos delicadas e tímidas.- Espero que você fique bem...Sinceramente.
— Ficarei. Obrigada por tudo, eu me viro daqui, ok?
— Ok.- Ela dá um beijo em sua bochecha e segue o seu caminho.

Já no quarto do hospital, Marina dormia, enquanto sua mãe se apoiava ao lado da cama sentada em uma cadeira, já era a segunda vez da filha naquela mesma cama, primeiro perdeu o memória, e agora um bebê, o que mais estaria por vir? Daniel entrou no quarto silenciosamente sem que Ruby percebesse, e então colocou a mão no ombro de sua ex-futura sogra, como um gesto de apoio, ela deu um pequeno sorriso no canto dos lábios e segurou sua mão:
— Obrigada, você fez muito pela minha filha, Daniel.
— Ela precisava de alguém para ajudá-la, apena fui humano.
— Um super-humano.- Eles sorriem um para o outro.
— Ela ficará bem?
— Espero que sim...As consequências não foram tão graves...Felizmente.
— Desculpa tocar nesse assunto, mas...por que acha que Oscar seria tão covarde e frio a esse ponto?
— Não acho que uma pessoa " covarde " seria capaz de matar alguém, mas entendi o que quis dizer...Eu realmente não conheço meu filho, quanto esperava...
— Bem...- Daniel hesita o que iria dizer, e percebe que é hora de contar-lhe tudo o que sabe.-...Eu sei sobre o seu filho doente, Senhora Ruby.- Ela se levanta por impulso e se vira para ele.
— Como...- Antes de terminar a frase, Daniel a interrompe.
— Marina me pediu para espioná-la, pensou que você estava traindo o pai dela... Nós podemos arrumar um jeito de corrigir...
— Saia, Daniel.- Ela aponta para a saída.
— Nós...
— Saia!.- Ela pega a cadeira na qual estava sentada e a joga nele, que desvia antes de sair dali.
— Confie em mim.- Daniel vai embora, fechando a porta.

 

Após a agitação do Baile de Respostas, já era de manhã e todos os jornais "falavam " do que aconteceu aquela noite: " Filha do Prefeito em um grupo de assassinos ", " Integrantes do Cold Blood são revelados! ". Além disso, no noticiário mostrava a fuga de Thiago da prisão e a procura por Ellen e Rebeca. Sara esperava no restaurante, o horário em que acabara o turno de Lídia para poderem ir juntas até a casa de Jessica. Ela estava sentada em uma mesa no canto, isolada, havia pedido batatas-fritas como sempre pedia quando ia lá, mas como nessa cidade há várias coincidências, adivinhem quem entrou pela porta?
— Jason...- Sussurrava Sara para si mesma, ao vê-lo entrando pela porta e indo em sua direção.- Precisamos conversar.
— Eu sei, por isso estou aqui.- Ele pega uma cadeira de uma mesa vazia e se senta ao lado dela.- Vou te contar tudo...Por onde devo começar?
— Por que está fazendo isso?
— Como assim " isso "?
— Contar a cidade inteira sobre o grupo.- Ela se ergue para enfrente, colocando seus braços em cima da mesa.
— Nós...planejamos destruir o Cold Blood...
— " Nós " ?
— Eu não entreguei o Thiago, Sara. Ele se próprio incriminou para que Ellen se sentisse ameaçada e percebesse a presença do blogueiro, parece que ele queria pagar um pouco de tudo o que fez...
— Muito estranho, se realmente quisesse pagar sua pena, não teria fugido. E por que vocês querem tanto destruir o Cold Blood? Não seria mais fácil apenas...
— Sair? .- Ele dá uma pequena risada sarcástica.- Ninguém saiu vivo do Cold Blood.
— Mas e Daniel?
— Ele não passou pelo processo que quase todos os integrantes tem que passar antes de entrar, ele provou fidelidade, mas não fez o processo. 
— Então quem faz processo não pode sair, pois tem chance de um assassino a sangue frio que não faz parte do Cold Blood?
— Exatamente. E o motivo pelo quais queremos destruir o Cold Blood é óbvio, evitar mais sofrimento, fiz isso por você, Sara.- Ela vira o rosto e pensa em algo para mudar o assunto.
— Mas...Eram só vocês dois?
— Thiago tinha alguém, não sei quem é, mas tenho quase certeza que foi um dos rejeitados.
— É assim que chamam as pessoas que não passaram no processo?
— Sim, mas suas memórias são retiradas, então não consigo entender como ele conseguiu essa ajuda.- Lídia chega por trás de Sara e coloca a bandeja com o pedido encima da mesa.
— Oi Jason.- Ele dá um sorriso.- Só mais vinte minutos, Sara.
— Tudo bem.- Lídia se retira, e o casal esquisito apenas se encaram, tentando lembrar como chegaram até aquela situação.


Ellen e Rebeca estavam totalmente desoladas e sendo procuradas por todos, mas como sempre, a nossa grande vilã sempre tem um plano, um refúgio com que pode contar para se isolar:
— Desgraçados!.- Reclamava Ellen, andando de um lado para o outro dentro da sala de uma casa simples.
— Tem como parar de ficar resmungando? Eu tenho que pensar em como tirar a gente dessa...
— Pelo que o eu sei, sou a única pessoa que consegue pensar em tudo.- Ela caminha até uma prateleira com livros e teias de aranha, mostrando que o lugar foi desabitado por bastante tempo.
— Então dê seu plano, " Grande Vilã ".- Cassoa Rebeca se sentando em uma cadeira de madeira.
— O jogo final.
— O que?
— Toda grande história de sobrevivência tem o jogo final, onde apenas os protagonistas e mais fortes conseguem vencer.
— E o vilão sempre se ferra.
— Já estava na hora de mudar isso.- Um grande sorriso de satisfação consigo mesma brota nos lábios de Ellen que caminha até uma cela com um metro de altura na parede, no qual está Thiago, sentado e com os braços em volta de suas pernas amarradas até o pulso, sua boca estava celada com uma fita e dentro um pano branco.- Não concorda comigo, Thiago?

 

No quarto de hospital, Ruby continuava ao lado da cama da filha, esperando até o momento em que acordasse. Diogo ainda de máscara entrou no quarto, abrindo a porta que fez um enorme rangido, sua mãe se virou e arfou levemente:
— Como conseguiu entrar aqui?
— Conheço esse lugar muito bem, espero que não achava que eu ficava lá conformado, esperando você voltar.- Ele se aproximou da irmã, acariciando seus longos fios de cabelo.- É...Pelo menos ela tirou esse peso da consciência.
— Ou colocou mais um?.- Os dois se calaram, olhando o relógio que marcava 19:00, o tempo passou bastante rápido após os acontecimentos da noite anterior, e ninguém iria esquecer aquilo tão cedo.- Conseguiu conhecer sua segunda irmã...Sara, certo?
— Sim, mas acho melhor deixá-la de lado, devo focar em conhecer Marina primeiro.- Ruby concorda com a cabeça.- Sabe onde está Oscar?
— Não...E sinceramente não quero vê-lo tão cedo, não sei nem o que faria com ele.
— Tenho certeza disto.
— Daniel disse que sabe sobre você.- Ele fico surpreso ao descobrir aquilo, mas logo a surpresa foi outra, quando sua irmã começou a se remexer na cama e enfim abrir seus olhos.
— Querida?!.- Ruby se levanta para olhar melhor a filha, Diogo sai do quarto ao perceber que a irmã havia percebido sua presença.

 

Sofia passava pelo corredor dos quartos, estava segurando um colar de pérolas, e entrou no quarto da filha, que estava sentada na cama como de costume:
— Como está se sentindo?.- Pergunta a mãe, se aproximando de Bianca e se agachando enfrente a ela,
— Muito bem, antes de você entrar...
— Está fazendo birra por causa do tratamento?
— Não te devo satisfações, Sofia.
— Eu também não.- Sofia mostra o colar para Bianca.
— Vai me enforcar com ele?
— Não seja clichê, querida.- Ela tenta colocar o colar a força, mas Bianca se afasta dela.- Vamos, Bianca, deixa que eu o coloque.- Jason entra pela sacada, e se depara com a cena.
— Pare com isso, mãe.- Sofia se vira e caminha até o filho o-abraçando.- Se ela não quer usar, deixe-a.
— Ela está me desafiando, e não vou deixá-la passar por cima de mim.- Ela volta para perto de Bianca e consegue colocar o colar à força, mas Bianca o arranca.
— Não quero usar nada que você comprou como uma puta!.- Sofia lhe dá um tapa, e Bianca o revida, mas acaba sendo jogada no chão pela mãe, que começa a chutá-la. Jason chega por trás de Sofia e a pega pelo braço, lhe dando um forte soco e a jogando para trás.
— Não vou deixar você tratar minha irmã como lixo!.- Após ouvir aquela barrulheira toda, Naomi entra no quarto, e vê Sofia e Bianca jogadas no chão, Jason ajuda sua irmã a se levantar, e Sofia apenas se senta encostada na parede.

 

Daniel caminha até seu carro, entra e se olha no retrovisor, pensando o que iria fazer. Após alguns segundos pensando, ele decide ligar para Lídia que o atende após alguns segundos:
— Oi, amor.- Diz Lídia, com uma barrulheira ao fundo.
— Ainda está no restaurante? Estou ouvindo gente gritando...
— É a Sara tentando fazer você pensar besteira...Shh!.- Ele ri daquilo, abre o porta-luvas e de lá pega um jornal com a matéria sobre o Cold Blood.
— Pra uma pessoa que passou por tudo aquilo, voltou a ser a mesma rápido de mais...
— Faço milagres, não tem como me esquecer.- Fala ela com confiança.
— Então manda ela Sara Costa, está um pouco dolorida.- Brinca ele com um trocadilho.
— Ha...Ha...Ha...Que engraçado, que bom que ela não ouviu.- Ao fundo Daniel ouviu " Não ouvi o que? ".- Nada, Sara.
— Aonde você vai? 
— Vai ter uma festa pra Rose, e a Jessica queria que eu ajudasse, Sara só tá sabendo disse agora, coitada...Ela quer me matar, tenho que desligar.
— Ok, tchau.- Lídia desliga e em seguida, Daniel joga seu celular no banco de trás, com um ato sem a intenção de ser bruto, mas acaba sendo. Ele foleia o jornal, procurando a página sobre o Cold Blood e ao achar começa a lê-lo, com certeza ele foi bastante sortudo ao conseguir sair do Cold Blood, mas Daniel não se considerava " vitorioso ", se arrependia amargamente de tudo o que fez, um ódio e prazer irracional por vingança, e não apenas por seu amor por Lídia, mas sim pelo seu próprio futuro. Sua infância foi extremamente feliz, tardes no parque, cinemas diariamente e seus pais sempre presentes no seu dia-a-dia, talvez não fossem a " família perfeita ", mas Daniel sempre pensou que fosse, infelizmente tudo o que é bom dura pouco, e seus pais foram assassinados quando ele ainda era criança, mas o Cold Blood o vingou, e a partir daí ele percebeu o quão agradecido estava por aquela morte friamente devastadora, o assassino havia sido torturado, vivendo uma das experiências mais agoniantes já feita pelo Cold Blood, e ele sentia prazer ao ler isso no jornal, então se aproximou de Dylan, Daniel sabia que ele era próximo do Cold Blood e que poderia lhe colocar no grupo, deu certo e então quando finalmente entrou, percebeu que aquilo podia ser pior do que imaginava. Daniel pega seu celular novamente para mandar um mensagem à Lídia, mas infelizmente, Rebeca que estava escondida no banco de trás, pegou seu celular e o jogo pela janela, Ellen entrou no carro pela porta do carona, segurando uma arma e apontando para Daniel. Rebeca colocou um pano úmido encima das narinas dele que se rendeu facilmente.

 

— Eu simplesmente não acredito que você me arrastou pra essa furada.- Reclamava Sara na cozinha da casa de Jessica, levando uma bandeja com cachorro-quente para a sala.
— Hello, doces grátis!.- Tentava animar, Lídia que a ajudava abrindo a porta.
— Ei, Lídia.- Sara entra na sala, vendo a enorme bagunça que aquele lugar se tornou; Os balões pendurados na parede já estavam estourados e no chão, crianças correndo de um lado para o outro, guaraná entornado no chão, e a porta aberta, da onde se via o pula-pula no quintal.
— O que foi?
— Eu nunca te perguntei sobre isso, mas...Como Rose pode ser ruiva, sabendo que nem você e Dylan são?
— Meu pai é ruivo, então teve algumas chances de ela nascer assim
— Já posso morrer em paz.- Diz ela dando um grande sorriso.- Quando essas crianças forem embora...
— Pula-pula?
— Exatamente.- Sara leva a bandeja para as crianças, enquanto Lídia tentava limpar um pouco da bagunça. 
— Obrigada, Lídia, não sei o que faria sem você.- Diz Jessica descendo as escadas.
— Eu que agradeço.- Diz Lídia enquanto pega um doce.- Me chame mais vezes.
— Pode deixar.- Ela abre um grande sorriso amarelo, se divertindo com os comentários interesseiros e engraçados.

 


— Preciso que seja discreta, ela não pode perceber que está seguindo-a.- Sussurrava Sofia dentro de seu quarto com a porta fechada. Mesmo estando falando baixo, Bianca que passava pelo corredor e conseguia ouvir certas palavras que davam para entender a conversa.
— Está bem.- A porta se abriu, saindo de lá uma das empregadas da casa que carregava em um envelope consigo, ela se assustou ao se deparar com Bianca, mas logo seguiu seu caminho, tentando ignorá-la. Sofia foi até a porta para fechá-la e percebeu a presença de sua filha.
— Volte para o seu quarto.- Elas se encararam por algum tempo, mas até então, Sofia decidiu fechar a porta, enquanto Bianca apenas tentava supor quem a empregada deveria seguir. A garota pegou seu celular no bolso e ligou para o seu motorista:
— Preciso da sua ajuda.- Após essa frase, apenas desligou e se dirigiu ao seu quarto, indo até uma de suas gavetas e retirando um quantia de dinheiro.
— Não vou deixá-la destruir mais vidas.- Diz Bianca para si mesma, sem perceber que disse em voz alta. Após alguns minutos, o motorista bateu na porta que já estava aberta e entrou.
— Me chamou?.- Ela então sorriu, indo até ele e o entregando a quantia.
— O que faria por todo esse dinheiro?.- O motorista fica calado por algum tempo, apreciando todas aquelas notas, mas enfim decide falar.
— Qual quer coisa.- Ele abre um sorriso.
— Foi o que imaginei.

 

Sara se deitou no sofá para descansar, esperando que Lídia não avise na mordomia, tentativa falhada:
— Pode levantando!.- Exclamou ela, tentando empurrar Sara do sofá.
— Mas ela disse " Sinta-se em casa ".- Após quase cair, decide se levantar e ir até a cozinha
— Muito engraçado, Dona Costas.- Disse Lídia, a acompanhando.
— Essas crianças não vão embora não?.- Sara pega uma água e enche o copo.
— Nem cortaram o bolo ainda.
— Cheguei!.- Falou Jason, abrindo a porta.
— É, eu sei, todas as crianças gritaram ao ver sua cara de defunto.- Sara se aproximou dele, dando um sorriso antipático.
— Suas piadas são tão boas...Onde está meu filho?
— Está lá encima com a Jessica.- Após disser isso, Sara suspirou ao lembrar de sua briga com a mãe, mas que a esqueceu para ver o filho.
— Povo, eu só queria saber qual é o nome do filho de vocês?.- O casal se olha, percebendo que não haviam pensado nisso.- Eu sei que aconteceu muita coisa, mas não pensar no nome do próprio filho...
— O que você quer, que a gente saia pedindo pra cada criança dessa festa dizer o nome?
— Não acho má ideia.- Diz Jason,
— Shh, cala a boca, vai logo pra cima, vai!.- Jessica entra na cozinha com um chapéu de festa infantil na cabeça.
— Vamos cortar o bolo!.
— Graças à Deus.- Fala Sara, pegando o bolo de chocolate na geladeira e o levando até a sala, onde uma multidão de crianças agitadas corriam.
— Deixa o bolo comigo, pode ir lá encima no meu quarto pegar um isqueiro? Deve estar dentro de uma das gavetas.- Sara passa o bolo para ela.
— Claro.- Ela sobe as escadas e passa por Jason segurando seu filho, e de repente crianças o cercam, encantados com o bebê.

 

— O que estamos fazendo aqui?.- Pergunta o motorista dentro do carro, enfrente a delegacia.
— Você disse que faria tudo.- Bianca estava no banco ao lado, olhando pela janela, esperando algum sinal da empregada. Após alguns minutos, ela finalmente percebeu Naomi, tirando seus óculos e entrando na delegacia, logo atrás dela está a empregada, a espiando como foi mandado por Sofia. Ao perceber que os policiais estavam saindo e entrando em seus automóveis, a emprega começou a correr enquanto pegava seu celular no bolço.- Segue ela.- O motorista a obedeceu e começou a seguir a empregada que havia virado em uma rua isolada logo atrás da delegacia, ainda discando os números para ligar para Sofia. Ao estarem em uma distância de alguns metros, Bianca pediu ao motorista para desligar os faróis.
— Devo chamá-la?
— Não. Deve atropelá-la.- Ele a olha assustado, como uma mulher que parecia tão inofensiva poderia pedir para atropelar uma das empregadas de sua mansão? E tão inesperadamente...Era algo difícil de se imaginar.- O que...Eu não vou fazer isso, você é louca!.- Bianca tira um estilete de seu sutiã e coloca encostada no pescoço do homem.
— Vai, agora!.- A empregada começa a falar ao celular, e então o motorista
sede a pressão e acelera o carro a atropelando, fazendo o celular voar para longe e quebrar.
— Meu Deus!.- Ela afasta o estilete e ele sai do carro, indo socorrer a empregada que já estava morta.- O que você fez?!.- Bianca dá um sorriso no canto da boca, e guarda o estilete novamente.
— Fim de jogo, mãe.

 

— Aonde tá essa merda?!.- Diz Sara agoniada por não achar o esqueiro nas primeiras gavetas da cômoda, com roupas intimas. Após olhar todas as gavetas, ela percebe que há outra cômoda do outro lado do quarto, Sara caminha até o móvel e começa procurando pela última, onde apenas acha uma camisola branca.- Só vou achar na última que procurar, né? Bem previsível.- Para ela, a vida era como um clichê com algumas reviravoltas inusitadas, mas que sabemos como vai terminar, não sei como ela consegue achar isso depois de tudo o que houve. Sara então procura na primeira gaveta que está vazia, e na segunda, e então na terceira, até chegar na quarta.- Ela não guarda isqueiros, ela esconde isqueiros.- Após olhar a última gaveta e não achar, Sara decide ir procurar nas gavetas do armário, ao abrir a primeira, achou algo inusitado, um capuz vermelho, o capuz vermelho idêntica a de Girl Blood. Ela então procurou mais afundo, e achou a máscara de Guy junto de algumas balas de revólver.
— Sara, eu já achei!.- Fala Jessica ao entrar no quarto e então se deparar com filha segurando o capuz.- Sara...Não queria que descobrisse dessa maneira... 
— Pode me explicar isso?

Continua...



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