História Segredos - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Exo, Hunhan, Krishan, Lemon, Lolicon, Luchan, Taohan, Yaoi
Exibições 195
Palavras 2.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi~~~~!

Demorei revisando, mas estou aqui... '-'

Então... Antes que leiam o cap, o inicio ta meio pesadinho...
Não me odeiem, só peço isso!

Tenham uma boa leitura! C:

Capítulo 34 - Chapter - XXXIV


 

 

Eu sentia todos os ossos de meu corpo doer, minha pele ardia e meu emocional estava um lixo, como eu era.

Minhas lagrimas corriam por minhas bochechas da mesma forma que o sangue escorria por minhas pernas. Chanyeol havia se superado naquela vez, me machucado de uma forma sobre humana e ele deveria estar fumando ao meu lado, provavelmente rindo internamente do meu estado deplorável.

Me encolhi ainda mais naquele colchão e meu orifício doeu de tal maneira que não consegui reprimir o grito que escapou de minha garganta e então a gargalhada dele ecoou por todo o cômodo, me deixando envergonhado.

Chanyeol era um monstro doente.

—Não sabia que você era tão sensível. –sua voz era totalmente debochada e isso me fez sentir-me ainda mais humilhado. –Na próxima vez não quero ouvir gritos. –meu cabelo foi puxado e assim meu corpo virou, fazendo tudo doer, tudo mesmo. –Eu odeio gritos. –falou olhando em meus olhos e eu empurrei suas mãos de mim.

Me arrastei até a beirada da cama e assim me levantei com muita dificuldade já que minhas pernas tremiam. Dei alguns passos trêmulos em direção ao banheiro, mas não aguentei a dor que tomava meu corpo por inteiro e assim despenquei no chão, chorando ainda mais do que já havia chorado. Chanyeol riu novamente e eu não me atrevi lhe olhar, me sentia um nada dentro daquele quarto.

—Saia daí, está sujando o meu quarto. –ele falou dessa vez seriamente e assim eu fitei o chão, vendo os pingos vermelhos pararem onde eu estava caído. –Não vai querer limpar isso, não é? Então vá tomar um banho antes que eu faça você limpar isso com a sua língua!

Definitivamente, Chanyeol era um monstro da pior espécie.

 

 

Luhan, já está tarde! –ouvi meu pai gritar lá debaixo e tudo que eu fiz foi virar em minha cama, escondendo-me entre os cobertores. –Luhan! Se apresse que eu te levo. –sua voz foi ficando cada vez mais próxima e então ele bateu na porta. –Luhan? Está tudo bem?

Estou com dor de cabeça. –respondi e suspirei. –Não quero ir à aula.

Tudo bem... Quer que eu vá na farmácia? Posso ir lá rapidinho e te trago algum remédio. –meus olhos arderam e eu mordi o lábio inferior. –Talvez você esteja ficando resfriado, eu vou...

Não se preocupe, pai. Eu vou ficar bem. –o cortei. –Vá trabalhar e se cuide.

Ok meu filho, mas qualquer coisa me ligue. –assenti mesmo que ele não visse e fechei meus olhos. –Ahn, eu... Eu queria conversar com você, é sobre a sua mãe. Mas você não está bem, então...

O que tem ela? –perguntei ao que franzia o cenho e então escutei a porta ser aberta e assim me virei para ele, tentando esconder meu rosto já que meus olhos estariam provavelmente vermelhos.

—O advogado dela entrou em contato com o meu essa semana. –assenti e ele encostou-se a porta. –A sua guarda será decidida na segunda-feira que vem. –arregalei meus olhos e sentei-me na cama.

—P-Porque você não me contou sobre o andamento? –perguntei e ele abaixou a cabeça. –Pai! V-Você deveria ter me deixado por dentro disso tudo!

—Esse não é um assunto para a sua idade, me entenda. –falou de forma calma e eu neguei com a cabeça.

—É sobre mim que vocês estão decidindo! Eu deveria saber! –falei alto e soquei o colchão. –Eu não acredito! –me virei na cama e voltei a me deitar, escondendo meu rosto.

—Me desculpe, Luhan. –ele pediu baixo e eu apenas bufei, alto suficiente para que ele ouvisse. –Dependendo do que vá acontecer no tribunal, eles vão querer te ouvir, pedir sua opinião... –sua voz ia ficando cada vez mais perto e assim me escondi embaixo dos cobertores. –Seja qual for a sua escolha, saiba que eu vou sempre te amar, ok? –meu corpo foi afagado e eu tentei conter as lagrimas que queriam se apoderar ainda mais de mim.

Ouvi seus passos se afastarem aos poucos e eu destapei minha cabeça para poder respirar melhor. Mas eu não merecia aquele ar, eu não merecia nem viver.

—Eu também te amo, pai. –falei baixo, ouvindo seus passos pararem e eu senti uma lagrima escorrer por minha bochecha, seguida de varias outras. Ele não demorou a sair do meu quarto e fechou a porta, me deixando sozinho com meus pensamentos sobre o que eu havia feito da minha vida.

Eu não sabia mais o que fazer, eu não sabia mais como agir e isso pioraria caso minha mãe ganhasse aquele processo e ficasse com a minha guarda!

Respirei fundo mais uma vez e tentei voltar a dormir, mas era difícil. Difícil porque eu fechava os olhos e via Chanyeol me machucando, me estapeando e investindo contra meu corpo sem se importar com meus pedidos para que parasse e o meu choro excessivo. Nem o sangue o impedia e antes que eu me afundasse naquela memoria suja, ouvi o meu celular apitar anunciando uma nova mensagem. O peguei na mesa de cabeceira e vi o nome de Tao estampar a tela, coisa que fez meu coração apertar.

Como ele estaria? Chanyeol teria feito o prometido?

 

Amor, porque tá demorando? Quero te ver!”

 

Fitei sua foto sorridente e tratei de secar meu rosto, logo começando a responder sua mensagem.

 

Me desculpe, acho que estou ficando resfriado...”

 

Mandei e vi uma nova mensagem chegar, vindo de um outro numero e eu senti meu sangue gelar. Cliquei para ver e respirei aliviado, vendo que era uma mensagem de Yifan e assim coloquei para que eu pudesse ler.

 

Não nos vemos desde o sábado... Sei que disse que não te procuraria mais, só que... Eu queria saber se você está bem.”

 

Sorri triste lendo aquilo.

 

Estou bem sim, e você como estás?”

 

Mandei e fui até a conversa com Tao já que ele havia me respondido rápido.

 

Oh... Que chato isso! Se mantenha aquecido, ok? E beba chá. Vou tentar ir depois da aula até sua casa.”

 

Cocei a nuca e suspirei, começando a digitar uma resposta para ele.

 

Não é necessário vir, você acabará ficando doente também.”

 

“Ok, meu amor. Fique bem então e cuidado com o frio!”

 

Ri fraco e me acomodei melhor na cama, passando a encarar o teto. Ficar sozinho não era apropriado para o meu estado naquele momento. Meu emocional estava um lixo, a todo momento me lembro do que havia acontecido ontem e isso me fazia pensar na merda que eu me enfiei quando aceitei a guardar aquele segredo com Chanyeol. Minha vontade era de poder encontrar o Luhan de 12 anos e encher a cara dele de socos e tapas, porque era graças aquele segredo sujo que eu estava sendo usado feito uma boneca inflável, sendo usado para que aquele abusador conseguisse descontar sua tensão sexual em mim!

E pensar que eu cheguei a gostar daqueles toques em minha pele e que senti saudade quando ele me deixou. Maldito manipulador, maldito!

Respirei fundo seguidas vezes e me sobressaltei na cama com uma nova mensagem. Peguei meu celular e vi que era a resposta de Yifan.

 

Também estou bem... Ah, você deve estar na aula, vou parar de incomodá-lo. Tchau.”

 

Neguei com a cabeça e me encolhi na cama, logo começando a digitar.

 

“Matei aula.”

 

“Isso é ruim, keke.”

 

“Talvez seja, mas tanto faz...”

 

"Você não me parece bem... Aconteceu algo?”

 

“Não, não se preocupe. Acho que vou dormir, tchau.”

 

“Ok, Luhan. Tenha bons sonhos, tchau.”

 

Eu até teria bons sonhos se quando eu fechasse meus olhos não enxergasse Chanyeol.

 

 

Remexi meu garfo sobre o prato e suspirei, olhando de soslaio para o lado, observando meu pai que comia em silencio. Novamente eu não sentia fome, mas se eu não comesse provavelmente desmaiaria como já havia acontecido. Então me forcei a comer o que eu conseguia e percebi o olhar do meu pai em mim. Lhe encarei com um meio sorriso e ele afagou meu cabelo, olhando fundo em meus olhos.

—Meu querido, você não está com uma expressão muito boa. –ele comentou, o que me fez baixar a cabeça. –Quer me contar algo? –neguei e ele suspirou baixo, bagunçando meus fios. –Não gosto de ver você assim.

—Tá tudo bem, pai. –lhe sorri fraco e ele assentiu. –Eu vou subir, ok?

—Vou fingir que você comeu e não deixou quase tudo. –ele falou e eu ri fraco, me levantando e saindo da cozinha.

Segui em direção ao meu quarto e quando cheguei, vi que a luz de notificação de meu celular estava piscando e assim engoli a seco, me aproximando da cama onde ele estava e assim o peguei, vendo o nome de Chanyeol estampar a tela.

Merda! Porque isso?!

Meus olhos já marejavam enquanto discava seu numero e assim o coloquei próximo ao ouvido, esperando que ele não atendesse e se isso acontecesse eu teria a desculpa de ter tentado me comunicar. Mas ele atendeu, infelizmente.

Porque não me respondia? –sua voz era irritada e assim eu engoli a seco. –Está em casa?

—S-Sim. –respondi e abaixei a cabeça. –P-Por favor, não... A-Ainda dói... –sussurrei e assim pude ouvir um riso fraco vindo do outro lado da linha.

—­É porque você não é acostumado. Logo, logo isso não vai doer. –comprimi meus lábios e levantei o olhar, tentando não fazer minhas lagrimas escorrerem por meu rosto. –Esteja daqui a 15min na esquina da sua casa.

Não, por favor! –pedi desesperado, mas a ligação já havia sido finalizada.

Realmente, ele era um monstro.

Encarei a parede em frente à minha cama e percebi que todo o meu esforço em esquecer o que havia acontecido tinha sido em vão. Me levantei e busquei meu casaco grosso de frio, minha toca, cachecol e luvas. As vesti tudo e guardei meu celular, saindo dali rapidamente para não ter o perigo de me atrasar e isso irritar Chanyeol. Desci a escada rapidamente e cheguei à sala, vendo meu pai sentado ao que assistia TV e eu suspirei, indo até a porta.

—Vai sair? –paralisei com a mão na maçaneta e assim olhei para meu pai que me fitava. –Você não estava resfriado? Vai piorar se sair.

—E-Eu... –falei baixo, pensando no que dizer. –Eu vou ver o Tao. –menti e ele assentiu, ainda me encarando. –É que não nos vemos hoje.

—Ah sim, entendo. –ele sorriu e isso me fez sentir-me mal. –Mande um abraço a ele. –concordei e abri a porta. –Qualquer coisa me ligue que eu vou buscá-lo, vou ficar em casa já que não tenho muito o que fazer na empresa e o estagiário vai vir até aqui para me passar as anotações dele.

O estagiário...

Sehun...

—Ok, pai. –falei e saí, fechando a porta com rapidez.

Me escondi atrás do cachecol e caminhei até a calçada, já podendo ver o carro de Chanyeol estacionado na esquina e assim fui com passos rápidos, prestando atenção para não cair e assim fiz a volta no automóvel, entrando no lado do carona. Ele me olhou com um meio sorriso e se aproximou, puxando meu rosto para tomar meus lábios em um beijo que correspondi de má vontade já que não queria apanhar por estar sendo “birrento”.

—Porque está com essa cara? –ele perguntou quando nos afastamos e eu abaixei a cabeça.

—Por nada. –respondi, me remexendo no banco e assim coloquei o cinto. –Apenas dirija. –pedi e ele suspirou, ligando o carro e o acelerou.

Permaneci com o olhar cravado na janela e senti meu coração falhar uma batida quando percebi que Sehun estava na calçada, caminhando ao que me olhava fixamente e assim eu engoli a seco.

Porra! Ele não pode ter visto o beijo!

Continuei o olhando até o carro dobrar e isso me fez ficar ainda mais nervoso, porque não seguíamos o caminho do apartamento de Chanyeol. O olhei de soslaio e contei mentalmente até 10, tentando ficar calmo, mas isso não era algo fácil. Depois do que ele fez comigo, eu já esperava pelo pior.

—Pra onde estamos indo? –perguntei baixo e ele me olhou brevemente já que dirigia um tanto rápido.

—Preciso entregar uma encomenda. –respondeu de forma calma e assim assenti. –Não aja assim, está me incomodando.

—Se não tivesse me machucado... –deixei no ar e ele me olhou seriamente. –P-Porque você é assim comigo? E-Eu não te entendo. –confessei e minha voz estava embargada.

—Eu não queria ser, mas você não me dá escolhas. –lhe olhei confuso e ele suspirou. –Você mais novo era mais fácil de lidar.

Claro, eu era uma criança manipulável...

Fiquei quieto, tentando não pensar que estava ao seu lado naquele carro. Busquei meu celular em meu bolso e comecei a procurar qualquer coisa que pudesse me distrair, mas foi difícil quando sua mão afagou minha coxa. Respirei fundo e empurrei-a de mim, percebendo o quão sem graça ele ficou quando voltou a segurar o volante com certa força.

Continuei a procurar algo de interessante em meu celular e do nada o carro parou, me fazendo olhar para os lados ao que observava aquela rua e logo ele desceu do carro, atravessando a rua e entrando em um prédio. Eu conhecia aquela rua, conhecia aquele prédio.

Oh não... Esse não era o prédio em que ele saiu acompanhado de Baekhyun aquele dia?!

Então a encomenda é para o senhor Byun?

Olhei em volta naquela rua e vi que próximo de onde o carro estava estacionado ficava o ponto de ônibus que eu estava naquele dia. Mas... Mas a festa naquela casa também era do senhor Byun, então porque estávamos ali?

Eram tantas perguntas e nenhuma resposta. Que droga!

Voltei a olhar para a entrada do prédio e Chanyeol saía dali de maneira mais séria que o possível e assim entrou no carro, fechando a porta com força. Engoli a seco e me encolhi contra a porta, tentando me afastar ao máximo dele, que pareceu perceber já que relaxou os ombros e suspirou.

—Por favor, não aja assim. Já disse que isso está me incomodando. –ele murmurou e eu abaixei a cabeça.

—Você me assusta. –sussurrei e ele me encarou parecendo... Triste?

—Droga...! –o ouvi falar baixo e lhe encarei um tanto confuso. –E-Eu não q-queria isso... Eu só queria... Queria que fosse como antes. –sua voz estava embargada e com isso arregalei meus olhos.

—Não tem como ser igual a antes. –falei e ele permaneceu quieto, em um silencio tão assustador que me fez sentir que eu havia feito alguma coisa errada.

E isso se confirmou quando ele ligou o carro e seguiu, totalmente em silencio até que chegássemos em seu apartamento.

 

 

 


Notas Finais


Bom... Já aviso que o próximo será bem tristinho :(

As coisas vão começar a se tornarem mais tensas... :(

Sorry, gente! '-'


Beijinhos (*3*) amo vcs demais! :3

Até semana que vem! ô/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...