História Segredos - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Depressão, Drama, Romance, Tragedia, Trianguloamoroso
Exibições 5
Palavras 3.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá! ^^ Eu tenho me dedicado mais às histórias de fantasia (quero ver se dou uma aditantada em Homeworld logo), mas isso não quer dizer que deixei Segredos de lado! u_u Quero chegar na segunda parte logo!

Anyway, espero que gostem desse capítulo! :3 Boa leitura!! ♥

Capítulo 10 - Iniciativa


Era sexta-feira, e faltava pouco menos de uma hora para o final do expediente. O bilhetinho que Ross me entregara dias antes já estava amarrotado e gasto, e eu já tinha anotado o número entre os contatos do meu celular, mas não conseguia me desfazer daquele pedaço de papel. Eu brincava e o enrolava entre os dedos o tempo todo, e então lia o conteúdo outra vez, só porque queria ter certeza de que não imaginando coisas. As palavras ainda estavam ali sempre que eu voltava a olhar, e era simplesmente impossível ignorá-las. Curiosidade sempre foi meu maior ponto fraco. O tempo todo, eu não parava de me perguntar o que ele realmente queria comigo depois de tantas idas e vindas, e, no fundo, também não parava de me perguntar até onde ele realmente sabia.

Cheguei a considerar a possibilidade de mandar alguma mensagem várias vezes, mas sempre desistia quando as preocupações voltavam a me assombrar. Falar com ele geralmente envolvia aguentar doses gigantescas de arrogância e sarcasmo, e uma paciência que eu não costumava ter. Se eu já não sabia como responder qualquer coisa que ele dissesse, depois de tudo que ouvi na última vez que nos vimos... Eu simplesmente não sabia como lidar com aquela situação.

Ross não voltou a falar comigo antes que eu me decidisse, exatamente como prometera. Infelizmente, a paz não me ajudou a chegar a alguma conclusão. Pelo contrário, eu nunca tinha me sentido tão longe de saber o que queria, e estava começando a passar da hora de fazer algo a respeito disso.

— Gente? — Levantei os olhos por trás das páginas do livro que eu estava lendo e percorri o local com o olhar, procurando pelos meus amigos. — Vocês podem fechar a livraria hoje? Preciso sair mais cedo.

O pedido não tinha sido bem-vindo, e eu logo percebi pelo modo como eles me olharam.

— Acho melhor não... — Yuri resmungou. — Sua mãe não vai gostar nem um pouco disso.

— Bem, então ela não precisa ficar sabendo, não é mesmo? — Fechei o livro e guardei-o dentro da minha bolsa. — Por favor? Só dessa vez?

Stella cruzou os braços e me encarou.

— Você não vai nos ouvir, não é? — Reclamou. — Ok, vai lá. Você sabe que, se acontecer alguma coisa, vamos botar a culpa todinha em você.

— Eu não esperava outra coisa! — Respondi, rindo. — Obrigada!

Mesmo depois que dei as costas e andei até a porta, ainda conseguia ouvir murmúrios. Sutileza nunca foi o forte de nenhum dos meus amigos. Por mais que eu soubesse que não devia, me prolonguei o máximo que pude e mantive os ouvidos atentos para a conversa.

— Muito me surpreende você, que é sempre a maníaca por organização daqui, aceitando isso assim! — Ouvi Yuri argumentar. — Você não gosta de fazer tudo certinho?

— E você não é tão despreocupado? Já estamos quase saindo também, ué.

— Não acredito que ouvi isso vindo de você!

— E eu não acredito que é você que está surtando dessa vez.

Por sorte, eu já estava com a cara na saída, porque não consegui evitar o riso. Vê-los trocando de papel era, no mínimo, interessante.

— Yuri, a Jade é filha da dona desse lugar — Stella explicou com a voz calma, e carregada de deboche. — Acha que a ela ia fazer a loucura de nos deixar aqui sozinhos, conhecendo a mãe que tem, se não tivesse confiança na gente?

Saí antes de ouvir qualquer outra palavra, e me flagrei sorrindo sozinha para mim mesma ao andar na rua. Confiança, hein? Fazia muito tempo que eu não ouvia essa palavra, ou pensava no seu significado, e saber que eu tinha conseguido encontrar amigos tão bons em meio ao turbilhão que era a minha vida familiar era reconfortante. Reconfortante e, ao mesmo tempo, completamente assustador.

As coisas estavam finalmente começando a se encaixar, então era óbvio que Ross tinha que entrar na minha vida para deixar tudo de cabeça para baixo de novo.

***

e aí, vovô, tudo bem? tá muito ocupado?

Precisei respirar fundo e tomar coragem antes de apertar o botão “enviar”. Por mais que parecesse ser algo simples, fazer contato com outras pessoas sempre foi algo complexo para mim. Eu já tinha começado a me preparar para voltar para casa se ele demorasse a responder, mas recebi uma mensagem logo em seguida.

Boa noite, criança! Eu já estava começando a sentir falta da sua implicância, mas, infelizmente, não posso brincar com você hoje.

Eu não sabia exatamente o que estava esperando dele, e, por também não saber o que dizer, foi exatamente isso que respondi.

não sei nem como devo entender isso

A próxima réplica veio quase de imediato outra vez.

Você me chamou de “vovô” primeiro. Apenas segui o seu raciocínio.

Senti vontade de bufar de raiva e bater o pé no chão no meio da rua. Era incrível como ele conseguia me tirar do sério até mesmo por mensagens de texto! Antes que eu conseguisse pensar em algo à altura para enviar, meu celular tocou outra vez.

Mas, se você está tão decepcionada assim por não poder me ver, por que não me encontra na biblioteca da universidade?

Ora, ora. Finalmente, eu estava conseguindo chegar a algum lugar.

talvez eu faça isso mesmo!

Eu ainda não gostava das gracinhas de Ross, mas, ao menos, ele finalmente tinha me dado a deixa que eu precisava.

***

Voltar à universidade de novo em tão pouco tempo era estranho para mim. Tentei não pensar muito, e me concentrei em seguir as instruções que Ross me mandou por mensagem para conseguir encontrá-lo naquele lugar imenso. Talvez não fosse tão difícil. Apesar de ser gigante, a biblioteca não tinha mudado muito desde a época em que eu costumava frequentá-la.

Quando o localizei, Ross digitava em seu computador sem tirar os olhos da tela, e havia uma pilha de livros ao seu lado. Ele folheava as anotações de vez em quando, depois voltava a digitar freneticamente, e estava tão concentrado que nem percebeu quando me sentei ao seu lado. Cutuquei seu braço, mas ainda não obtive nenhuma reação, e eu não sabia dizer se ele estava fazendo isso de propósito ou não. Tratando-se de Ross, isso era bem possível.

— Boa noite, criança — ele finalmente me cumprimentou. — Admito que não achei que você fosse mesmo vir aqui.

— E eu não achei que você estivesse tão ocupado — apontei para a pilha de livros.

Olhei entre os materiais e anotações espalhados pela mesa. Definitivamente, física não era para mim.

— Infelizmente, nem todos têm tanto tempo livre quanto você — ele suspirou levemente. — Mas eu já estava de saída, mesmo. Acho que é um bom momento para encerrar por hoje. O que você quer de mim essa noite?

Sua voz estava normal, até mesmo em tom de brincadeira, porém aquela atitude continuava a ser irritante.

— Eu... Bem, na verdade... — Respondi pausadamente. — Acho que não pensei tão longe.

Ross fechou os olhos e balançou a cabeça, suspirando outra vez.

— Típico. O que eu faço com você?

Pensei que ele fosse rir, ou me chamar de criança outra vez, mas isso não aconteceu. Tudo o que ele fez foi fechar o computador.

— Alguma sugestão viria a calhar, pelo menos — Ross reclamou enquanto começava a recolher os papeis espalhados.

— Talvez eu devesse dizer a mesma coisa, não acha? — Cruzei os braços, segurando as mangas do meu moletom entre os dedos. — Você não pode pensar em nada, por acaso?

Ross não respondeu, e continuou guardando suas coisas como se eu nem estivesse ali. Por mais que eu soubesse que aquela máscara de indiferença fazia parte dele, a atitude infantil não ajudava. Eu estava cansada de sempre ouvir reclamações sobre tudo, como se só eu fosse capaz de estragar as coisas.

— Eu não entendo você.

Só percebi que estava pensando alto quando ouvi a minha própria confissão. Mordi o lábio para me impedir de continuar falando; Ross não demonstrou reação alguma.

— Não é como se eu esperasse o contrário — ele admitiu calmamente. — De verdade.

— Mesmo assim... — Tive que fazer uma pausa para encontrar o que dizer. — Eu gostaria que você me ajudasse nisso. Eu nunca sei o que esperar de você, ou o que entender do que você diz. Posso saber o que aconteceu, mas nunca ouvi nem uma palavra a respeito disso que tivesse vindo de você. Não sei o que se passa na sua cabeça a maior parte do tempo, e eu quero saber. Não sei bem o porquê, para ser sincera, mas... Você poderia me ajudar aqui, não?

Eu mesma me surpreendi com o meu pequeno discurso. Expressar o que penso sempre foi difícil, principalmente porque eu mesma nem sempre entendia o que, exatamente, fazia com que eu me sentisse daquele jeito. Quando comecei a me abrir, naquele momento, as palavras simplesmente saíram.

— Talvez... — Ele pensou antes de responder. — Mas... Eu não sei se devo fazer isso ou não.

— Essa resposta não me ajuda em nada. Por que você não se decide de uma vez, e para de fazer jogos comigo?

Ross arrumou os óculos em silêncio, fechou o último livro ainda aberto sobre a mesa, e só então olhou para mim.

— Eu recomendo que não espere nada, e não falo apenas a meu respeito. É o que eu mesmo faço na maior parte do tempo. Não quero cometer mais nenhum erro.

Balancei a cabeça, confusa. Eu não fazia a mínima ideia do que aquilo queria dizer, e também não gostava nem um pouco daquele jogo de adivinhação. Ao invés de me ajudar, ele já estava fazendo exatamente o contrário.

— Você fala como se fosse fácil — tentei continuar o assunto. — Por que não me diz o motivo de tudo isso logo?

— Talvez eu diga — ele assentiu, e então torceu o nariz. — Mas que cheiro forte é esse?

Fechei os olhos para sentir o aroma. Droga. Na pressa, acabei exagerando.

— Deve ser o meu perfume — admiti.

— Perfume, é claro. — Ross empurrou os óculos para cima mais uma vez.

Não dissemos mais nada, e ele se levantou para irmos embora como se nada tivesse acontecido.

— Boa tentativa de mudar o assunto — reclamei antes que ele começasse a andar para a saída. — Você pensa que vai me enrolar assim?

— Eu tinha que pelo menos tentar — ele respondeu, rindo. — Agora, se quer uma resposta séria, talvez fosse melhor você perguntar exatamente o que quiser saber.

— E você responderia se eu fizesse isso?

— Acho que você vai ter que tentar e descobrir.

Ao fazer aquele desafio, Ross sorriu. Dessa vez, não havia nenhum traço de sarcasmo em seu rosto, ou de zombaria. Era apenas um sorriso simples, até mesmo inocente, com um toque de leveza que eu nunca encontrara nele antes.

— E então, há algo que você gostaria de perguntar? — Ele continuou o assunto. — Quer ir a algum lugar?

Eu estava começando a me perder entre as minhas próprias impressões. Ao ouvir aquelas perguntas, eu não sabia o que responder.

— Estou sem ideias — confessei, e olhei para o lado.

— Talvez você precise de mais um tempo.

— Pode até ser, mas prefiro não ficar enrolando.

— Será que a nossa criança finalmente está começando a amadurecer? Qual será o próximo passo? Parar de fugir das coisas?

Tentei acompanhá-lo quando Ross finalmente começou a procurar a saída, ainda procurando mentalmente por uma boa resposta.

— Por que você não vai para o inferno?

Na falta de opção, acabei não conseguindo segurar o xingamento, mas não houve reação alguma. Talvez Ross estivesse esperando pelas minhas perguntas, mas eu queria medir bem as palavras antes de começar qualquer coisa. Ainda havia algo me incomodando, e não tinha relação alguma com qualquer pergunta que eu quisesse fazer, e era isso que tornava o assunto tão difícil. Eu nunca soube falar sobre coisas difíceis.

— Eu só queria dizer que... — Respirei fundo para tomar coragem. — Eu sinto muito pela sua mãe. Eu sinto mesmo.

Já estávamos do lado de fora, e eu aproveitei para olhar para o céu. Assim que a minha voz morreu, eu não consegui mais olhar para ele. “Sentir muito” nem começava a descrever coisa alguma, mas o que mais poderia ser dito? Agora que eu já tinha tocado no assunto, percebi que provavelmente seria melhor que eu não tivesse falado nisso, nem trazido as lembranças de volta. Aquela frase feita era tão idiota! E, ao mesmo tempo em que eu já tinha me arrependido por falar sobre isso até meu último fio de cabelo, também me senti aliviada. No fundo, eu só queria que ele soubesse que, apesar de tudo e por um motivo que eu não sabia explicar, eu queria que ele estivesse bem.

Quando percebi que Ross estava prestes a responder, a ansiedade fez meu estômago se retorcer.

— Ora, estou surpreso. Agradecido, mas surpreso. É bom saber que você é capaz de sentir empatia, para variar.

— Está me chamando de psicopata?

— Pensei mais em sociopata, mas não sou a pessoa mais indicada para fazer diagnósticos, não é mesmo?

— Brincar com isso não tem graça!

— Bem, você quem começou.

A raiva transparecia no meu rosto, então virei para o outro lado com fúria para não ter que olhá-lo. E, mesmo assim, ainda pude ver o enorme sorriso que ele forçou para mim antes que meu olhar se fixasse na parede mais próxima. Havia algo que eu queria perguntar, e muito, mas não sabia como tocar no assunto com ele. Talvez fosse melhor ir direto ao ponto sem aviso, ou ele encontraria um jeito de desviar a questão outra vez.

— Ross, eu... Eu estive pensando esses dias.

— Isso é algo. — Ross zombou. — Você sempre diz que pensa e, mesmo assim, às vezes é difícil de acreditar.

— Quer me deixar terminar?!

— É claro. Sou todo ouvidos.

Eu não tinha tanta certeza daquilo, mas continuei mesmo assim.

— Por que você me beijou naquele dia? O que você quer de mim, afinal?

Essa pergunta acabou se transformando em mais um daqueles momentos em que me arrependi assim que ouvi o som da minha própria voz, e, ao mesmo tempo, eu já tinha o conhecido o suficiente para saber que não deveria deixar o momento passar. Olhei para ele com firmeza e esperei pela resposta, fazendo o possível para nem me mexer. Ross não podia sentir a minha hesitação, mesmo que eu acreditasse que ele era capaz de farejá-la no ar, escondida entre o meu perfume.

Quando ele finalmente me respondeu, não foi nada do que eu esperava.

— Hm? Do que você está falando?

E eu não acreditava no que estava ouvindo.

— Você quer parar de ignorar tudo o que eu digo?

Ross balançou a cabeça e, quando olhou para mim novamente, seu rosto estava mais fechado e sério do que eu já tinha visto antes.

— Eu não me interesso por crianças. Não me lembro de beijo algum. Você deve estar me confundindo com alguém... Um amor antigo, talvez?

Meu sangue ferveu ao ouvir aquilo, e eu finalmente entendi. Que droga! Eu queria me convencer de que falar abertamente era o melhor a se fazer em qualquer situação, e estava finalmente começando a acreditar nisso, e ali estava Ross. De pé ao meu lado, assoviando tranquilamente, e confundindo tudo que eu acreditava ser certo depois de todo o meu esforço.

Talvez eu nunca conseguisse aprender. Talvez me relacionar com outras pessoas simplesmente não fosse para mim. Mas, ao mesmo tempo, eu não ia deixar que ele sempre saísse por cima, e me deixasse outra vez com aquele gosto amargo na boca, como se tudo que eu fizesse fosse errado. E, se Ross queria um beijo do qual eu fosse me lembrar por ele, então era exatamente isso que ele teria.

Puxei-o pela jaqueta com as duas mãos, e beijei seus lábios sem lhe dar nenhum aviso. Quando, exatamente, aquele contato se transformou em um beijo de língua, eu nem percebi. Tudo ao meu redor parecia dar voltas, e eu só conseguia pensar no quanto eu estava furiosa. Talvez fosse por isso que, dessa vez, tudo pareceu ser muito mais intenso. O momento, o toque dos lábios dele, suas mãos ao meu redor me puxando para mais perto. Tenho certeza de que teríamos continuado por muito mais tempo se eu não tivesse separado o beijo e me afastado.

— Espero que isso lhe traga algumas lembranças, então — murmurei com um sorriso nos lábios. — Acho que é melhor eu parar de perder meu tempo com uma criança maior que eu. Boa noite, garoto.

E, dessa vez, foi fui eu quem virou as costas para Ross, e fui embora sem olhar para trás. Mesmo que eu não pudesse ver, conseguia imaginá-lo de queixo caído, e sem conseguir tirar os olhos de mim. Ou, ao menos, era essa a reação que eu esperava, apesar de duvidar que Ross fosse se deixar ser visto assim.

***

— Jade! Onde foi que você esteve até essa hora?

Ouvi o grito assim que abri a porta da frente. Quando entrei, encontrei minha mãe sentada no sofá da sala, esperando com um cigarro entre os dedos. Eu já estava imaginando que isso aconteceria, e sabia que demoraria para voltar da universidade. Devia ter prestado mais atenção, e com certeza também devia ter telefonado. Eu sempre parecia esquecer do resto do mundo quando estava furiosa com Ross.

Precisei de um momento para tentar pensar o mais rápido possível. Eu estava naquela situação por minha própria culpa, e tinha que encontrar um jeito de amenizá-la.

— Fui ao shopping quando saí da livraria. — Aquela foi a primeira mentira que consegui pensar. — Já estou em casa, não estou? Está tudo bem!

— Não me responda desse jeito! Já cansei de pedir para me avisar quando você for demorar! Por que você não consegue se lembrar das coisas mais simples? Eu me recuso a acreditar que criei uma filha burra! — A resposta veio com mais berros. — Você não faz nenhum esforço nem para fingir que se importa, não é?

— Eu só me distraí — tentei mais uma vez. — Só isso. Foi só um engano.

— Você sempre diz isso, mas é assim que começa! Isso lá é engano que se faça? Não se esqueça, agora que você voltou a viver debaixo do meu teto, deve satisfações a mim e vai seguir as minhas regras.

Não respondi mais nada. Sempre detestei o modo como ela gostava de enfatizar as palavras quando queria me mostrar o quanto sou uma péssima filha, e estava cansada demais para continuar com aquela discussão.

Assenti em silêncio, e voltei para o meu quarto. Eu precisava de um longo banho quente para me esquecer de tudo aquilo, e era exatamente isso que eu ia fazer.

 



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