História Segredos - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 3
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - One Last Time


Irritada, Lucy entrou no quarto, vestiu a sandália e deixou um bilhete para Josh, avisando-o que voltaria logo. Tinha que sair, dirigir um pouco, ficar sozinha e pensar. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e precisava se acalmar.

“Que babaca esse Neil! Quem é ele para querer rebaixá-la? Abusado!”, ela pensou. A discussão foi intensa, ele a tirou do sério e ela devolveu bem acima do nível de ofensas que ele tinha feito. Ainda bem que Josh estava dormindo! Perdida nos seus pensamentos,  tomou o rumo da Rodovia dos Bandeirantes... melhor coisa, sua própria casa e seu guarda roupa. Tiraria até o Jaguar da garagem para esfregar na cara do Neil quem ela era!

No caminho, ligou para o amigo e cabeleireiro Sérgio, implorando para que ele fosse até o seu apartamento a fim de maquiá-la, fazer a manicure e fazer o seu cabelo. Já tinha em mente o que vestiria: o seu lindo Marchesa de chiffon preto, de um ombro só.... ou a clássica saia longa preta de cetim e camisa branca Carolina Herrera que havia comprado. Para decidir, só mesmo com o Sérgio.

Ao embicar no portão da garagem, viu Sérgio chegar com seu carro  e parar poucos metros para trás. Buzinou e abriu a janela do carona, convidando-o a guardar seu carro na garagem.

Já no apartamento, Sérgio colocou as mãos na cintura e perguntou:

- Amiga, que nervoso é esse?

- Eu briguei com um mala sem alça. Pior é que eu tenho que encarar esse mala novamente, mais tarde. – Lucy se apoiou sobre a mesa de jantar.

- E por isso precisa de salão no domingo? – Ele riu. A assistente dele deu uma risadinha. – Ok, por onde você quer começar? Qual é o evento?

Lucy explicou que não era nada assim, tão chique, mas queria abafar. Queria demonstrar que quem mandava no pedaço agora era ela.

- Definitivamente, o Carolina Herrera. Isso aqui é poderoso e chique demais! – A assistente comentou, deslumbrada com o closet cheio de roupas de grifes famosas.

- Concordo! O Marchesa é meio festa demais... pelo seu espírito, você quer mostrar que é poderosa... só esse Carolina mesmo! Vai de Jimmy Choo ou Loubotin?

- Ah, mas você pode ter certeza, o Loubotin de napa preto... esse, terceira caixa de baixo para cima... napa preta, com tira no peito! – Lucy apontou para a pilha de caixas de calçados. A assistente pegou a caixa com cuidado. Ela até suava, o closet da cliente parecia um tipo de Disney de grifes.

- Você não faz ideia, minha filha! Essa mulher tem o closet mais babado do Brasil! – Sérgio tirou a caixa da mão da  assistente e a abriu. Olhou maravilhado para o calçado. Voltando-se para Lucy, Sérgio teve o insight – Você vai para esse evento em São Paulo e vai se arrumar aqui. Você não disse que estava hospedada num hotel em São Paulo?

- Sim.

- Meu amor! Porque você não ficou lá e nós iriamos para lá?! Até você chegar em Sampa, já está toda suada, melada, um horror! – O cabeleireiro tirou a saia e a blusa da arara e a colocou sobre a cama. – Vamos voltar já pra São Paulo! Mesma diária de Jundiaí, sem problemas!

Enquanto ela estava na estrada, Josh ligou. A conversa entre os dois foi rápida e ele aparentava ansiedade em vê-la novamente. O Jaguar preto, novinho de Lucy, era seguido pelo carro de Sérgio.

=#=

Na suite do Maksoud, o cabeleireiro e a assistente realizaram a sua mágica: um coque baixo, meio despenteado, com uma trança emoldurando o topo da cabeça até envolver o coque. A maquiagem era também poderosa, com os olhos bem pretos, marcados, para destacar os verdes dos olhos de Lucy e a boca com um batom bem discreto, cor de boca. Os brincos de esmeralda, somados ao preto dos olhos, tornavam os olhos dela mais verdes ainda. No pescoço, um choker de veludo, com um camafeu de esmeralda.

Nesse interim, Dalton ligou, combinando encontrarem-se no estacionamento da casa de show para entregar o passe.

Sérgio, vendo que a cliente estava bonita demais, sugeriu bancar o motorista: desdobrou a manga da camisa preta, colocou-a para dentro da calça de couro e estava pronto para dirigir até o Citibank Hall. 

- Você é nem louca de dirigir assim, parecendo uma princesa! – Ele disse, no seu modo afetado, enquanto abria a porta do carro para Lucy entrar. Dentro do carro, ele ligou o rádio e ouviu, em um intervalo comercial, a propaganda do show do Earthbound na casa de shows. – Fala, amiga! Você e o bofe vão assistir a esse show nos bastidores?

- Não.

- Como não?! Para você estar toda produzida assim, ou o bofe é amigo da banda, ou...

Lucy não disse nada.

- Ai meu Deus! Para tudo! – O cabeleireiro olhou para trás – Vai me dizer que é alguém da banda?!

Lucy ergueu as sobrancelhas, deu um sorriso, mas não olhou para o motorista.

- Qual deles?

- O baixista. Josh Truman.

Passando o smartphone para a assistente, Duda, o cabeleireiro pediu:

- Procura ai no Google, Earthbound. Quero ver se esse bofe merece tudo isso! – Ao ver a foto de Josh, Sérgio emitiu seu parecer – Menina, você é muita areia para o caminhãozinho dele! Se ainda fosse o do lado...

O Jaguar XJ preto embicou no portão do Citibank Hall. Quase 20 horas. O portão se abriu e Dalton, aflito, andava de um lado para o outro perto da porta do hall para os camarins. Esperou o veículo estacionar ao lado da van que havia trazido os músicos para a casa de shows e se aproximou. Atrás dele, vinha Josh.

Sérgio abriu a porta de trás do sedan e estendeu a mão para ajudar Lucy descer. A saia de cetim fazia barulhinhos gostosos a cada movimento dela. Ao olhar para Dalton, Sérgio e depois, para Josh, ela sorriu. Ele estava deslumbrado. Na porta do hall, Neil, ladeado pela namorada dele Madalena, Ben e Scott, assistia a cena. Lucy os viu e, olhando diretamente para Neil, alteou a sobrancelha e ergueu o queixo.

O casal Josh e Lucy se abraçou. Ele ficou meio sem jeito de beijá-la, mas ela o beijou. Abraçados, seguiram até a porta de vidro do hall.

- Pessoal... esta aqui é a Lucy. – Josh a apresentou. Neil apertou a mão dela e disse:

- Já nos conhecemos.

- Com certeza. – Lucy sorriu irônica.

Ao que o casal entrou, Dalton deu ao cabeleireiro dublê de motorista Sérgio e à Duda, passes para assistirem o show. Lá dentro, Betsy apareceu apressada:

- Hora do show... uau! Que chique! – A manager disse ao olhar para Lucy.

Durante o show inteiro, Betsy, Madalena e Lucy permaneceram lado a lado. Eventualmente, conversavam.  Madalena se inclinou e cochichou:

- O Neil não fez por mal.

- Bom, apresentei o meu cartão de visitas. Sou de paz, mas se pisam no meu calo, eu revido com tudo.

- Ele me falou que você é descendente de Italianos...

- Sim. E tenho Dupla Cidadania. Aliás, três Cidadanias.

- Desculpe?

- Sou Cidadã Brasileira, Cidadã Italiana e também Cidadã Norte-Americana.

- Nossa!

- Minha filha também se surpreende quando precisamos usar os nossos passaportes. – Lucy riu. – É sua primeira vez no Brasil?

- Sim, é. Eu sei que tenho parentes por aqui, em algum lugar. Seria divertido encontra-los. Qual o seu sobrenome?

- Gaetani. Morgan, por causa do meu falecido.

Madalena lembrou-se da conversa com uma tia, residente na Campânia, sobre a venda de uma villa nas proximidades da casa dele. A nova proprietária era uma milionária Americana chamada Lucy Morgan, Marquesa Gaetani.  Mais tarde contaria a Neil.

Lucy olhou para trás e viu Duda e Sérgio se divertindo com o show. Pediu licença para as duas moças e se aproximou dos dois amigos.

- E ai, gostando do show?

- Eu estou me sentindo uma Cinderela aqui, assistindo esse show! Muito obrigada, Lucy! – Duda a abraçou.

- O bofe, pessoalmente, não é ruim – Sérgio analisou – mas está carregado de maquiagem.

- Eu estou apaixonada por ele... – O rosto de Lucy se iluminou.

- Dá pra ver, né, Duda? Esses olhos brilham demais quando olha para ele.

A jovem assistente quase pisou na cauda da saia de Lucy.

- Nossa, eu quase cai para trás quando vi o homem. Vocês fazem um casal lindo!

Ao fim do show, depois do bis, Josh saiu quase correndo do palco, tirou os fones de ouvido do retorno, entregou-os para Betsy e correu para abraçar novamente Lucy.

- Gostou do show? – Ele perguntou ansioso, após beijá-la.

- Maravilhoso como sempre, amor! – Ela aninhou a cabeça no peito dele. Ele estava suado, mas com um cheiro irresistível, que mesclava a pele dele com o perfume masculino que estava usando.

=#=

Na festa no hotel, para poucos e seletos convidados, Lucy e Josh se afastaram um pouco dos outros.

- Amanhã eu vou embora. – Josh lamentou-se.

- Sim, eu estou sabendo. – Lucy disse séria.

- Queria ficar com você esta noite. Por favor? – Ele a abraçou apertado.

- No seu hotel, pelo jeito... – Lucy o abraçou tão apertado quanto. Ele a beijou apaixonadamente.

- Pode ser no seu... até prefiro. Não quero arrumar a mala perto de você. Vou me sentir muito mal.

Lucy tirou da bolsa a chave do seu carro e entregou para ele. Fugiram correndo da suíte onde estava acontecendo à festa e, de passagem pela recepção, pediram o Jaguar.

- Você vai me deixar dirigir o seu carro? – Ele perguntou já no volante do veículo de luxo.

- Eu indico para você como chegar lá no hotel.

Na suíte de Lucy, Josh quase não esperou que ela fechasse a porta: arrancou o seu blaser e a puxou para si, beijando-a com tanta paixão nos lábios, no rosto inteiro... foram para a cama. Ele tirou a camiseta e se ajoelhou no chão. Ele ergueu a saia dela e entrou dentro. Lucy ria, pois dentro da saia, ele tirava com os dentes a calcinha rendada que ela estava usando e ela sentia cócegas. De repente, ele ergueu o braço e tinha a calcinha na mão.

- Primeira tarefa cumprida! – Ele declarou, de dentro da saia.

- Você é doido, mas eu te amo mesmo assim! – Ela arquejou de prazer.

Fizeram amor e acabaram deitados, abraçados, com as pernas entrelaçadas, debaixo dos lençóis. Lucy só ouvia a respiração do seu grande amor e o coração dele batendo.

- Quando vamos nos ver novamente? – Josh perguntou – Sou capaz de resolver em três dias meus problemas em San Francisco e voltar para cá!

- Você será bem vindo, sempre. Qualquer dia e qualquer hora. – Lucy disse de forma a apaziguar a sua própria ansiedade. Sabia que não seria tão fácil assim.

- Não tem como nos encontrarmos em Nova Iorque?

“No final de semana que vem?”, Lucy pensou antes de responder.

- Será que não pode ser em Dallas, no final de semana? Veja que, quanto menos tempo eu ficar dentro de um avião, mais tempo sobrará para ficarmos juntos.

- Sim, bem pensado.  Por que você não se muda para San Francisco? Ou Londres... se bem que eu não consigo morar mais em Londres...

- Ei, vamos nos concentrar no aqui e agora. Não fique apressando o futuro. – Lucy estreitou mais ainda o abraço.

O dia seguinte foi duro para ambos. Ele tomou banho, se vestiu meio carrancudo, beijou-a longamente, embarcou no elevador e saiu, entrando num taxi e voltando para o seu hotel. Marcaram no aeroporto, na área de embarque.  O voo dele e da banda sairia às 20 horas.

Justificando a sua permanência na área de embarque, Lucy comprou uma passagem para Buenos Aires. Às 18 horas, estava lá, sentada, com sua bolsa e mais nada. Fez o check-in e não despachou mala alguma; sua bagagem estava dentro do porta-malas do Jaguar. Às 18:10 hs, ele entrou na área de embarque e logo a viu.

- Me diga que você vai comigo, por favor! – Josh a erguia no abraço e os pés dela não tocavam o chão.

- Sequer vou para Buenos Aires! – Ela riu.

- Você é doida! Comprou uma passagem para Buenos Aires só para ficar comigo aqui?!

- Até o último minuto, juntos.

Sem se incomodar com algumas pessoas presentes que estavam fotografando o reencontro, beijaram-se. O resto da comitiva passou por eles e permaneceram há uns 50 metros de distância. Scott aproximou-se meio constrangido, para avisar que eles tinham direito a sala VIP do embarque. Junto com o vocalista, foram para essa sala, vazia, somente o casal e a comitiva. Lucy acabou enturmada com todos, conversando com eles e abraçada a Josh. Quando chegou o momento do embarque dele, não houve lágrimas, mas estavam bem consternados.

- Ligo quando chegar a San Francisco. Eu te amo! – Ele mexeu os lábios.

 



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