História Segredos da Realeza - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Debrah, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais
Tags Castelo, Drama, Princesa, Principe, Romance, Romance Medieval, Tragedia
Visualizações 50
Palavras 2.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Salut vossas majestades.
Sim faz uma semana! Não, eu não morri!
Eu vou abrir meu coração com vocês minhas queridas princesas. Eu fiquei muito triste, pois nessa uma semana não teve um comentário novo, nem favoritos. Agradeço a linda princesa YuniAkizuki2515 que virou membro da nossa realeza na semana passada, você é muito bem vinda.
Eu não quero parecer uma chata reclamona, mas queria tanto saber o que você acham, pois escrevo para vocês. Não ameaçarei largar a história, pois a posto mais para mim.

Perdoe-me por esse desabafo, espero que gostem do capitulo. Ate a próxima. Beijos reais.

Capítulo 8 - Impact


Acordei pela manhã com uma luz que invadia todo meu quarto. Levantei-me e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal. Voltando para o meu quarto fui atrás das minhas malas, mas não as achava em lugar nenhum.
Comecei a pensar se eu tinha guardado tudo e não me lembrava e fui até o guarda roupa e lá estava tudo. Meu queixo caiu ao ver minhas roupas dependuradas em cabides.

 

- Como? – falava com os meus botões tentando entender. – Lembro-me de ter ido dormi. Será que sou sonâmbula? – continuei com essa minha pequena mania de falar sozinha quando fui interrompida por batidas na porta. - Entre. – respondi ainda perdida nos meus pensamentos. A porta se abriu e Louise adentrou por ela.

- Bom dia senhorita. – ela me comprimento formalmente.

- Bom dia Louise. – respondi com um sorriso. – E não precisa de formalidade comigo, só Lynn está bem?

- Tudo bem Lynn, se prefere assim. – ela respondeu com um sorriso. – Vejo que você já percebeu que eu arrumei suas malas. Espero não ter sido abusiva.

- Foi você que arrumou minhas coisas? – perguntei apontando para o guarda roupa. Ela respondeu concordando com a cabeça. Soltei um “ufa” mentalmente por não ser uma doida sonâmbula compulsiva por arrumação. – Obrigada Louise, você não foi abusiva não. – sorri e ela retribuiu o gesto.

- Só não guardei o que está naquela mala menor, pois contem coisas mais pessoais, então deixei ao seu critério.

- Obrigada Louise. – lhe dei um abraço e ela retribuiu um pouco surpresa.

- O café já está pronto. – ela anunciou ainda corada.
- Obrigada, já desço.

Ela se retirou do quarto e eu tomei minha atenção ao guarda roupa. Troquei-me, desci e tomei café com Isa e sua tia

 

~//~

 

Terminei de tomar meu café e fui para a jardim fala com o George. Ele era o jardineiro do castelo e minha única esperança. Aproximei-me dele, que podava umas das moitas que havia em volta do castelo.

- Bom dia George.

- Bom dia Simon, o que lhe traz até mim. – respondeu soltando a tesoura de poda.

- Ouvi dizer que você está precisando de alguns ajudantes para seu serviço.

- Estou sim, por acaso está pensando em mudar de cargo Simon? – ele respondeu um pouco sarcástico.

- Não George, mas tenho uma proposta para você.

- Então diga. Se for de meu interesse posso até aceitar.

- Como você está ocupado agora deixarei para mais tarde. Pois já percebi que a vossa majestade não acordou muito bem hoje.

- Tudo bem, onde quer que eu lhe encontre? – respondeu pegando a tesoura que havia largado ao lado da moita.

- Pode ser na padaria do Charlie na vila.

- Tudo bem, estarei lá.

 

 

Era quase hora do almoço e estava indo à casa de Ágata falar com Amy Lynn. Parei em frente à porta e bati três vezes até que atendido por uma mulher de meia idade vestida com roupas simples.

- Bom dia sou Simon e gostaria de falar com a Amy Lynn por gentileza.

- Sim senhor. – ela respondeu se curvando formalmente e dando passagem pra minha entrada. – Entre irei chamá-la. – respondeu subindo as escadas.

- Bom dia Simon, tão cedo aqui. – ouvi a voz de Ágata entrando na sala que eu estava. Peguei em sua mão e depositei um beijo.

- Sim vim falar com a Lynn.

 

~//~

 

Estava no meu quarto guardando as coisas da última mala que restava e o lugar escolhido era a penteadeira. Distribui nas gavetas e por último restou alguns porta-retratos. 

Havia um da minha mãe com o meu pai logo quando casaram, estavam tão felizes que se eu fechasse os olhos poderia ouvir minha mãe rir de felicidade. No outro havia papai e a vovó e no último estava eu, papai e a vovó em uma das vezes que ele havia me visitado no meu aniversário, e em especial aquela fotografia foi no meu primeiro aniversário sem minha mãe.

Estava perdida em lembranças com olhos cheios de lágrimas até ser interrompida por baixas batidas na porta.

 

- Pode entrar. – me levantei vendo Louise entrando em meu quarto.

- Senhorita Lynn, seu pai está te esperando lá em baixo. – ela falou de cabeça baixa.
- Só Lynn Louise, já disse que comigo não precisa essa formalidade. Muito obrigada já estou descendo. – ela concordou e saiu do quarto.

Penteei meus cabelos e o prendi em um rabo de cavalo, sai do quarto e desci as escadas vendo meu pai sentado no sofá falando com a tia Ágata.

 

- Bom dia pai. – falei abraçando recebendo um beijo na testa.

- Bom dia pequena dormiu bem?

- Sim e o senhor?

- Sim. – ele sorriu. – Vim aqui para te buscar, daqui a pouco o George estará em frente à padaria do seu Charlie e quero lhe apresentar a ele.

- Sim senhor, mas pai queria pedir uma coisa para o senhor.

- Pode pedir meu amor. – ele respondeu acariciando meu rosto com um sorriso lindo.

- Não queira trabalhar lá sozinha, sei que é um pouco de mais conseguir me por lá dentro imagina por eu e a Rosa, mas não quero ficar sozinha.

Ele me olhava de uma forma indecifrável e eu já esperava o seu “não” quando Rosa entrou na sala.

- Deixa tio. – ela pediu se juntando a mim.

- Se a Ágata não ver problemas, irei falar com George sobre a Rosalya, mas se não tiver como, não teremos outra escolha. – ele respondeu.

- Por mim tudo bem, quem quer trabalhar é ela. – tia Ágata respondeu sorrindo.

- Uhuuu. – nos abraçamos em comemoração.

- Então vamos meninas, não quero deixar George esperando. – ele falou indo em direção da porta. Despedimo-nos da tia e o seguimos.

 

Fomos em silêncio até a padaria. Ao chegarmos um senhor baixinho meio forte, cabelos grisalhos e aparentemente uns cinquenta anos se aproximou de nós.


- Boa tarde George. – papai o comprimento, mas o senhor estava imóvel olhando para mim.

- O-o que significa isso? – ele apontou pra mim recuperando o ar. Um frio percorreu minha espinha com as palavras que ele acabara de dizer. Havia saído assim como o rei falara aquela noite.

- Calma George essa é a Amy Lynn, minha filha. – meu pai falou acalmando.

- Não nega ser filha da Mary é tão bela quanto à mãe. É como se ela ainda estivesse aqui. – ele disse sorrindo, me fazendo sorrir pela sua comparação. 

 

Ficava muito feliz de ser tão parecida com a minha mãe é como se ela tivesse comigo. Quando falavam que eu parecia com ela ou até nos confundia para mim era como se minha mãe estivesse sempre na minha frente me protegendo de todo mal.

 

- Mas o que ela tem a ver com a nossa conversa? Ou melhor, elas. – ele continuou apontando para Rosa.

- Vamos sentar ali. – meu pai aponta para uns bancos que havia na praça.

 

Eles caminharam em silêncio e se sentaram em um dos bancos e Rosa e eu em outro.

Meu pai deu um resumo um pouco detalhado de tudo que havia acontecido desde a morte de minha mãe até a morte da minha avó.
Minha vida tinha sido marcada por duas perdas, pensava enquanto ouvia meu pai falar com ele que ouvia com atenção.

 

- Então George, eu te chamei para pedir sua ajuda. A minha filha é muito nova e não quero e nem tem como deixá-la só. E como você está precisando de alguém que possa te ajudar queria pedir para que fosse ela. – ele falou quase concluindo quando olhei fixa para ele e apontei disfarçadamente para Rosa. – Quer dizer elas. – ele respondeu sorrindo um pouco nervoso com a resposta que receberia.

- Simon você sabe que o que você me pede é mais que complicado, é impossível. Se o rei descobre manda corta minha cabeça em praça pública. – ele respondeu com pesar na voz.

- George só falar que não sabia e eu me responsabilizo pelo resto, se for o caso eu morro em praça pública para te salvar. – ele respondeu determinado me fazendo engolir a seco.

- Não sei, não estou muito confiante, mas vou arriscar. Confio em você Simon e gostava da Mary, farei por ela também.

- Obrigado, não se preocupe se alguém precisar pagar, esse alguém será eu. – meu pai respondeu apertando forte sua mão.

- Obrigado mesmo senhor George. – falei ainda tímida e Rosa agradeceu com um sorriso.

- Vocês estão prontas? – ele perguntou olhando para nos duas.

- Sim. – respondemos juntas.

- Então vamos. – ele falou se levantando.

- Mas precisamos nos trocar. Não podemos ir assim. – Rosa falou olhando para nossas vestes e concordei com ela. - Vocês mulheres não mudam. – ele disse revirando os olhos. – Acho que ainda tenho tempo de mudar de idéia. – ele falou olhando para o meu pai.

- Não, por favor. – falei um pouco rápido. – Minha amiga está certa. Nossas roupas não são de trabalho o rei pode desconfiar. – ele bufou e concordou.

- Tudo bem, mas não demore. – ele respondeu derrotado.

 

Saímos da praça correndo entrando na casa da tia e indo para os nossos respectivos quartos.

Papai se despediu de George e voltou para o castelo enquanto nos tocávamos para não chegarmos juntos no castelo.

Peguei o vestido mais simples que havia no meu guarda roupa e me vesti. Parei em frente à minha penteadeira e senti como se tivesse que prender meus cabelos e assim o fiz. O prendi em um coque frouxo e coloque um tipo de toca por cima. Coloquei o pingente por dentro do vestido e me retirei encontrando com Rosalya no corredor que estava com uma roupa igual a minha só que em outro tom.

 

- Para alguma coisa serviu compra vestidos parecidos. – falei sorrindo pra ela.

- O que você fez com seus cabelos. – ela perguntou confusa.

- Alguma coisa me diz que é melhor deixá-lo preços. – falei arrumando a toca me certificando que nada aparecia.

 

Descemos as escadas, nos despedimos da tia que estava nos esperando na porta.

 

 

Aquele castelo era muito diferente do antigo, era maior e mais bonito.

- Senhor posso lhe pedir uma coisa. – falei enquanto passávamos pela entrada do castelo.

- Sim, claro. – ele respondeu sem me olhar. 

- Não me chame de Amy Lynn nem de Lynn aqui, tudo bem? – falei de cabeça baixa.

- Mas por quê? – ele perguntou sem entender.

- Não quero que descubram quem eu sou. Chame-me de Emillie. Você também Rosa.

- Tudo bem senhorita Emillie. – ele respondeu sorrindo.

- Por que Emillie? – Rosa perguntou fazendo careta.

- Foi o primeiro que me veio em mente. – ela ri balançando a cabeça em forma de negação.

 

Ao chegarmos à frente da porta principal paramos de rir e encaramos o castelo por dentro. Fomos guiadas até o andar de cima que seguia por uma escadaria. Paramos na frente de outra porta. Essa era de madeira toda trabalhada, era alta e larga.

George bateu duas vezes na porta e pode ouvir a voz abafada que eu conhecia bem. Logo um calafrio percorreu minha espinha. George abriu a porta e ele fez sinal para que esperássemos. Ele entra e a encosta.

Mesmo com a porta entreaberta não era possível ouvir a conversa deles. Alguém se aproximou da porta e terminou de abri-la e podemos ver George pedindo para que entrássemos.

Eu e Rosa juntas de cabeças baixas parando em frente à mesa e nos curvando em respeito.

 

- Podem se ajeita. – ele disse nos encarando. Arrumamo-nos sem o encará-lo.

- Como vocês se chamam? – ele perguntou com indiferença.
- Me chamo Rosalya vossa majestade. – ela falou fazendo novamente o gesto de reverência.

- E eu me chamo Am... – comecei a falar, pigarrei e concertei. – Emillie senhor. – repeti o mesmo gesto que Rosa havia feito soltando um pequeno suspiro.

- Se aproxime Emillie. – ele disse. Dei uns passos à frente com o coração na boca. – Você me parece familiar. – ele falou me fazendo gelar e segurar a respiração por um momento.

- Já me falaram isso, mas ainda não encontrei esse clone meu. – falei tento disfarçar o nervosismo e pensando da onde tinha tirado ousadia pra fazer uma piadinha daquelas.

- Menos brincadeira e mais trabalho. Pois espero que vocês venham ajudar o George não atrapalhar. – ele falou seco da mesma forma que eu me lembrava.

- Sim senhor. – falamos juntas.

- Já podem se retirar. Já tem muito que fazer. – falou com impaciência.

 

Fomos em direção à porta, mas ela foi aberta antes que fizéssemos o mesmo. Alguém familiar passou por nós pedindo desculpa e cumprimentado.

Meu coração foi à lua e voltou, ao perceber meu nervosismo Rosa soltou uma risadinha, mas logo parou vendo que eu a fuzilava só com um olhar.

Descemos passando pela cozinha e saindo pela porta do fundo indo para uma velha cabana onde estava às ferramentas. Ele deu as instruções e voltou ao seu trabalho.

Nosso trabalho não era difícil. Seu George havia sido gentil conosco e deixou o trabalho mais simples para nós.

 

- Ele é bonito mesmo. Pena que não tive tempo de admirá-lo melhor. – Rosa falou ao perceber que estávamos sozinhas.

- Não sei do que você está falando. – fiz de desentendida pegando o regador e indo para um canteiro que havia perto da cozinha.

- Você pode até não saber, mas seu coração sabe. – ela me cutucou rindo.

- Chega Rosalya. – falei olhando séria para ela e a mesma se calou.



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