História Segredos de um Anjo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Anjos, Gaaino, Naruhina, Sasusaku
Visualizações 81
Palavras 1.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo I


Capitulo I

Sentia o vento gelado batendo na minha pele enquanto eu estava parada em frente as portas do prédio central. Já era noite e eu observava a pintura desgastada das portas, já que o receio de entrar no local era maior do que o meu frio. O que minha mãe diria ao me ver nesse estado? Ela que sempre foi minha melhor amiga e sempre estava ao meu lado. Mãe... ao lembrar dela meu coração apertou, a mulher que me teve, cuidou de mim e me amou, a minha única família foi morta há duas semanas, o pior é que o assassino ainda estava a solto tornando-o impune à justiça.

Ao completar meus 16 anos, além de lidar com o luto da pessoa mais importante da minha vida, recebi uma visita da Tsunade Senju, que trazia uma carta para mim e o remetente era Kizashi, o homem ao qual dizia ser meu pai mas que eu não conhecia nem o rosto. Aquilo me fez ter esperanças já que o Conselho Tutelar havia me visitado e dado a notícia de eu seria levada à um orfanato, esperanças essas que foram logo apagadas com o conteúdo do recado. Na carta não havia demonstração de afeto, carinho, justificativa pela ausência ou no mínimo arrependimento por ter passado 16 anos sem manter nenhum contato, mas nela havia informações que mudaria a minha vida, minhas crenças e minha visão do mundo.

– Sakura Haruno? – Dei um sobressalto ao escutar uma voz feminina, não tinha percebido que  a porta tinha sido aberta. Na porta do prédio havia uma mulher com uma prancheta na mão, ela era baixa, tinha cabelos curtos e olhos pretos.

– Sim? – Respondi ao ver que ela me olhava com desconfiança.

– Apresse-se, Haruno. Não temos tempo para enrolações, está atrasada. – Ela disse seca, dando as costas. Engoli em seco e logo a segui, segurando fortemente a alça da mochila sobre meu ombro. À nossa frente havia poltronas decorando a sala de recepção e eram ocupadas por duas garotas e dois garotos. Além da pintura exterior do prédio, o interior possuía o piso de mármore escuro, quadros antigo e o mesmo tom escuro e sombrio que me davam calafrios e piorava quando eu me lembrava que os alunos daquele Instituto não eram pessoas normais, muito menos eu poderia me considerar mais uma adolescente normal.

– Já que estamos todos aqui, vamos começar. Na caixa ao lado do senhor Akasuna, coloquem objetos proibidos pelo Instituto e seus celulares. – A mulher que nos recepcionava falou. Ao escutar a palavra celular a vontade de voltar pra casa aumentou, como eu conseguiria sobreviver sem meu celular? Esse Instituto estava mais para uma prisão.

Me aproximei da caixa, que estava ao lado de um garoto ruivo de olhos castanhos, vestido com uma camisa branca gola V, calça jeans escura e all star, ele era lindo e sorria abertamente pra mim, o que causou um leve rubor em minhas bochechas. Retirei o celular do meu bolso e apertei entre meus dedos, aquilo seria mais difícil do que eu pensava. Fechei os olhos com força ao soltar meu celular na caixa, lá havia outros celulares assim como um soco inglês, canivete e uma pequena faca.

– Não se preocupa, você acaba se acostumando. – O ruivo disse pra mim sem abalar o sorriso.

– No momento eu acho difícil me acostumar com tudo isso. – Suspirei.

– No início é assim, mas posso garantir que vai passar. – Disse piscando um olho pra mim, sorri de canto. Até que ele era gentil, espero que pessoas assim não seja uma raridade por aqui.

– Ei, Sasori! A rosinha é minha. – A loira que esperava na recepção tinha se aproximado.

– Acho que eu a vi primeiro, Ino. – Sasori disse fechando a cara para a loira.

– Foda-se, Akasuna. Mulheres sempre estão unidas! Né, Sakura? – Ino falou empolgada me fitando com seus grandes olhos azuis, ela era loira, tinha estatura baixa igual a minha, era magra e vestia uma saia jeans curta com uma blusa de alça rosa e uma bota com cano baixo. Nunca fui de ter muitas amizades, principalmente feminina, eu não sabia o que a loira ao meu lado realmente era, mas não parecia tão ruim assim como Sasori, certo? Antes que eu pudesse responder algo para os dois que não tomasse partido na disputa entre eles, Ino falou. – Melhor ela não pensar demais. Adeus, Sasori.

– Até mais, Sakura. – Pude ouvir o ruivo se despedir, outro ruivo se aproximava dele, esse tinha os cabelos mais curtos e olhos azuis. Apenas acenei com uma mão livre, já que Ino tinha agarrado meu outro braço com o seu e me puxava em direção à mulher que passava coordenadas para a outra aluna que estava na recepção, ela tinha cabelos castanhos e dois coques na cabeça, vestia uma calça jeans clara, uma camisa xadrez e tênis.

– Sem chances, Mitsashi. Seu antigo quarto já foi ocupado, terá que se contentar com o novo. – A mulher anotou algo em sua prancheta sem ao menos levantar o olhar. A morena bufou e saiu pisando duro.

– Shizune, raio de sol. – Ino se aproximou cantarolando. De uma coisa eu tinha certeza, a loira não batia bem cabeça e nem tinha medo do olhar mortal da mulher a nossa frente. Tive que me controlar para não rir.

– Yamanaka. – Shizune falou com certo desgosto na voz.

– Senti saudades também, florzinha. Agora, cadê as nossas chaves? – Ino falou sorrindo sem se importar com a amargura da Shizune, pelo visto Ino já era conhecida por aqui.

– 205 e 209 o da novata. – Shizune disse nos entregando as chaves e anotando algo na prancheta.

– Oba, ainda bem que não ficamos longe uma da outra, isso vai fortalecer o nosso laço de melhores amigas. – Ino falou enquanto me puxava pra fora do prédio com o seu braço entrelaçado no meu. Admito que não pude deixar de ficar um pouco assustada com o seu jeito.

– Ino, certo? – Eu falei timidamente e ela concordou com a cabeça me olhando sem diminuir os passos. – Você já esteve aqui antes? – Perguntei mesmo já sabendo a resposta.

– Mais vezes do que gostaria, acho que esse lugar já se tornou uma casa pra mim. – Falou diminuindo o passo e soltando uma risada baixa. Era estranho alguém se referir aquele lugar como um lar, já que o ambiente não tinha nada de acolhedor ou reconfortante. – Acho que deve estar havendo alguma festa pelo dormitório, uma ótima chance pra você conhecer a galera! – Ela voltou com a empolgação antes quando entramos no prédio menor, pelo que eu tinha pesquisado sobre o local, era ali que ficava os quartos e o lado bom era que o ambiente era individual, o que me trouxe um certo conforto.

– Desculpa, Ino, mas acho melhor eu ir para o meu quarto. – Falei com receio, não queria estragar o clima entre nós duas já que por ela conhecer o local minhas chances de se perder eram nulas, mas o que eu mais queria agora era uma cama. Já devia passar das nove horas da noite e por hoje ser domingo, as aulas começariam amanhã cedo e eu precisava de forças pra enfrentar o que viria.

– Poxa, seria tão divertido. – A loira falou desapontada, fazendo um pequeno bico. – Não é todo dia que aparece uma Nephilin por aqui. – Ela falou enquanto subíamos as escadas e aquela palavra despertou um arrepio pelo meu corpo.

– C-como você sabe...? – Falei chocada. Eu não sabia se ela era uma Nephilin também ou outra coisa. Já que era o meu segundo contato com pessoas assim, o primeiro foi com a presença da Tsunade Senju que era a diretora desse Instituto, sua energia era perceptível, transmitia uma paz e sentimentos bons, mas eu estava muito abalada no dia para saber o motivo dessa energia. Já a Ino eu não sentia nada.

– Oh, eu já desconfiava e agora com essa sua cara de quem teve seu segredo descoberto, já sei que estava certa. – Falou rindo enquanto entravamos por um corredor com várias portas, pude perceber que o lado esquerdo eram os quartos de números pares e os ímpares do direito. – Caramba, gostei tanto do seu cabelo! Essa cor rosa com o corte curto ficou demais! Dá até vontade de cortar o meu.

– Ino... – chamei a atenção da loira que já mudava completamente o assunto, como se o fato de eu ser uma Nephilin fosse algo normal. – O que você é? – perguntei baixo.

– Minha mãe trepou com um demônio, ele claro não se importou nenhum pouco com a possibilidade de uma raça indesejada, gerando assim uma Nephilin chamada Ino Yamanaka. – Ela falou em tom de brincadeira, mas eu pude ver pela primeira vez o rosto dela se fechar um pouco. Mesmo estando um pouco assustada com a escolha de suas palavras, eu suspirei e coloquei minha mão por cima da dela que segurava o meu braço, era minha pequena tentativa de conforto.

– Eu sei como se sente. – Eu falei e a loira sorriu pra mim.

– Quarto 209! – Ela disse animada assim que paramos em frente a uma porta de madeira. – Tem certeza que não quer ir em uma festa de boas vindas? – Ela falou juntando as mãos em forma de súplica, me fazendo rir pela primeira vez em duas semanas.

- Tenho sim... mas obrigada por me acompanhar. – Agradeci à ela enquanto pegava minha chave.

- Nos vemos amanhã então, Saky. – Não pude deixar de sorrir com o apelido da loira que logo saiu saltitando pelo corredor.

Ino podia parecer um pouco doida, mas algo naquele jeito alegre dela me dava um certo alívio. Além de ser uma híbrida como eu, ela já conhecia o ambiente daqui e não parecia uma pessoa ruim, algo que de início achei que seria impossível.

Girei a chave na fechadura abrindo o local. No quarto tinha uma cama de solteiro no canto direito, no lado esquerdo havia um pequeno guarda roupa, também tinha uma porta ao lado do guarda roupa que imaginei ser o banheiro e uma escrivaninha com cadeira ao lado da cama, minhas malas também já estavam ali, acima da cabeceira da cama havia uma janela grande com grades em toda sua extensão, suspirei, agora sim esse local voltou a parecer uma prisão.

Fechei a porta e me aproximei da escrivaninha colocando minha mochila em cima, sentei na cama e tirei as sapatilhas, me encostei encolhida na parede e olhei pela janela. Agora aqui estou eu, Sakura Haruno, uma nephilin, metade humana e metade anjo, presa em um Instituto em Konoha, um lugar que abriga anjos, demônios e nephilins, um lugar que irá me ensinar tudo que um ser sobrenatural deve saber sobre sua raça, sua história e para me tornar uma nephilin de verdade. Logo eu que nunca tive uma crença religiosa estabelecida, acabei descobrindo o lado sobrenatural do mundo e a minha participação nele, acabando assim com minhas chances de tentar seguir minha vida como uma adolescente normal. 


Notas Finais


Olá, gente. Voltei com essa história que foi inspirada na saga Hush Hush e Fallen, espero que aproveitem e curtam essa história assim como eu. Não demorarei a postar o próximo capítulo!


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