História Segredos de um mundo paralelo. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias A Ilha Misteriosa
Tags Ficção, Magica, Mundo Paralelo
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Palavras 1.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A descoberta.


Fanfic / Fanfiction Segredos de um mundo paralelo. - Capítulo 2 - A descoberta.

Tive que admitir que o Jessye tinha razão, o lugar era lindo e eu amei. Talvez fosse  o Café mais lindo no qual eu já fui. Ao lado da mesa que sentamos, a qual era de madeira com acabamentos finíssimos, havia uma fonte de água pequena e delicada, onde as pessoas paravam para tirarem fotos; o cardápio era o mais apetitoso possível. Enfim, o Jessye realmente sabia onde me levar. Eu não era a única que estava estranha naquele dia, quando chegamos ao Café, o Jess me pareceu um pouco apressado para o garçom sair, enquanto eu esperava ouvir e apreciar mais um pouco daquele sotaque italiano maravilhoso.
- Ana, eu... – Começou dizer, assim que eu terminei minha breve apreciação do local,  me olhando fixamente nos olhos, com aqueles olhos que só ele tinha.
- Que foi? Olha Jessye, eu vou contar pra você mais tarde, eu juro. – Só não sabia se seria naquele dia, mas não disse essa parte.
- Tudo bem, eu entendo, nós não nos vemos a um tempo, talvez você precise de alguns dias pra voltar a confiar em mim outra vez. Só que não era sobre isso que eu queria falar com você agora.- Fiquei grata por ele não insistir e curiosa pra saber do que se tratava.
- Não é isso. Jess, eu confio em você, só não estou pronta pra falar disso com alguém, é muito particular. Me diz o que você queria me falar. – Assim que eu terminei de falar  os nossos pedidos chegaram, sucos de laranja com pães e  fatias de tortas doces, ambos com uma cara ótima.
- Olha, é que nesses últimos meses, eu estive pesquisando sobre algumas universidades, meus pais acham que já está na hora de eu começar a decidir pra qual eu vou. E, enquanto eu pesquisava me peguei pensando em pra qual você iria... – Ele disse parecendo meio envergonhado e confuso, não entendi o motivo.
- Ah sim, sobre isso. Escuta Jess, é que eu ainda não me decidi, espero que a minha mãe espere um pouco para começar a querer me expulsar dessa vida. – Eu disse tentando soar normalmente.
- De qualquer forma, só queria dizer que eu não queria ficar longe de você como nesses últimos meses. Não me entenda mal, mas nesses últimos tempos, quando ficamos em lugares diferentes, eu me senti sozinho, quero dizer, senti falta de você. – Ele disse isso, foi de um jeito meigo e sincero, de um jeito que eu não via sempre.
- Mas quem sabe não vamos pra perto? Ou pra mesma? Eu também não quero que a gente se separe por muito tempo, sua presença sempre faz falta. – Eu disse sem saber como agir aquela confissão repentina dele.
    O resto do dia foi maravilhoso. Andamos e exploramos cada pedaço dos lugares próximos ao acampamento, chegamos até a ir um pouco mais longe no final da tarde, a fim de achar algum lugar pra ver o por do sol. Parecíamos até um casal, mas sempre fomos amigos, sempre confiamos um no outro. Além disso eu sempre escutei que namorar o seu melhor amigo estragava a amizade, e eu não poderia perder uma das coisas que mais amava na vida.
- Sabe, acho que dessa vez você se superou, esse lugar é maravilhoso. Veio aqui com os seus pais também? – Perguntei, me sentindo maravilhada.
- Minha mãe veio aqui comigo quando era pequeno, nem sei como acertei o caminho de volta, sempre quis trazer alguém especial aqui, só não esperava acertar o caminho, que bom que consegui. – Ele disse se sentando na beira do lago, onde haviam folhas secas no chão.
- Nossa, será que eu mereço tudo isso? Você ainda nem sabe o meu segredo, talvez nem queira mais andar comigo quando souber. – Eu disse, sorrindo um pouco sem graça, sempre fomos tão amigos, mas eu nunca havia compartilhado nada sobre o meu pai com ele. Os nossos pais eram amigos, então ele já deveria ter uma noção do que aconteceu, mas não deveria esperar que eu ainda pensasse nisso.
- Ana, se você não merecer, ninguém mais merece, confie em mim. –  Ele disse, colocando sua mão sobre a minha. Acho que corei um pouco, senti meu rosto quente, o Jessye nunca tinha agido assim comigo.
    A forma como ele me olhava, sua mão sobre a minha,  tudo se tonou um alerta de fuga imediata pra mim. Apesar disso eu não consegui me afastar, deixei ele se aproximar. Enquanto suas mãos alcançavam meu rosto, eu sentia o calor delas, então senti  ele se aproximando de mim. Tudo aconteceu muito rápido, eu desviei o olhar por um instante, esperando ver se alguma das pessoas na outra margem estavam nos observando, e o vi. Era o meu pai, sentado, olhando pra mim e para o Jessye.
   A partir desse momento, eu não lembrei de mais nada, só dos meus anos de busca inútil por informações, das minhas tentativas de tentar entender o que tinha acontecido. Quando me dei conta, eu já estava correndo para o outro lado do lago, esperando alcançá-lo enquanto ele sumia entre as pessoas. Percebi uma voz gritando pai, mas não saberia dizer se fui eu. Corri, não sabia como eu conseguira correr tão rápido, mas corri, tentando desesperadamente alcançar o meu pai. Eu precisava, eu queria.
   Não parei de correr, continuei até parecer que não havia mais ar para ser respirado. Quando eu pensava que ia alcançar, ele dobrava alguma esquina e desaparecia, surgindo muito longe, tão distante que eu não saberia mais dizer se era ele mesmo. De repente comecei a pensar que poderia não ser o meu pai, afinal, porque ele correria de mim? E se não fosse, porque a pessoa correria? Comecei a me sentir confusa e idiota. Parei por um instante para descansar e só então me dei conta. Não havia ninguém por perto, eu não me lembrava daquele lugar, não sabia onde estava, poderia estar completamente perdida. Nada fazia mais sentido, a não ser uma voz gritando o meu nome.
-  ANA... ANA, por favor, onde você está?! Me desculpe, não quis forçar a barra com você. ANA... Me responda! – Era o Jessye. Ele estava gritando, desesperado, me procurando. Mas essa não era a parte estranha, o estranho era que ele não conseguia me ver.
- Jessye? Ei, estou aqui. Não estava fugindo de você, eu sei que vai soar estranho, mas eu estava procurando meu pai, eu vi ele lá no lago, estava sentado na outra margem... – Falei, mas fui completamente ignorada.
- Ana... Me responde, por favor. – Continuou Jessye, correndo pela rua, ele parecia não me ver. Então percebi que ele não estava me vendo. Como isso era possível? Ele estava bem na monja frente e não me via. Eu estava tentando entender quando alguma coisa acertou a minha cabeça, e eu desmaiei, só tive tempo de sentir as mãos de Jessye me tocando, desesperadas.

      Quando eu acordei, percebi que estava deitada no meu quarto improvisado na nossa barraca. A minha mãe estava sentada do lado e conversava com alguém que eu não descobri de imediato quem era, só quando ou vi as vozes. Os pais do Jessye e o próprio Jess estavam de pé ao lado da minha cama improvisada também. Abri os olhos e percebi que todos estavam preocupados e aflitos, a minha cabeça doía muito, e eu não me lembrava das coisas em ordem. As informações sobre o que tinha acontecido começaram a surgir, mas eu não tive tempo de organizar tudo antes que minha mãe percebesse que eu estava acordada.
- Ana, como está se sentindo? Não, não levante a cabeça, espere mais um pouco. – Disse a mamãe tão calmamente que me surpreendeu, achei que ela fosse surtar.
- Jessye? Vamos deixar elas a sós, a sua amiga precisa de paz pra se recuperar desse susto. – A mãe do Jess disse também muito calma, tentando afasta-lo de mim, enquanto o pai dele assistia a cena muito quieto.
- Tudo bem, ela acordou. Vamos mãe, acho que a Ana precisa de um pouco de paz mesmo. – Jess respondeu, se despediu da minha mãe, e os três começaram a se rerirar.
- Jessye, espere, queria te agradecer por me ajudar e não me deixar para trás.- Eu disse me sentindo um pouco culpada. – Eu disse pedindo desculpas com o olhar, esperando que ele entendesse.
- Só fiz o que eu precisava fazer An... Boa noite! – Disse, voltando pra beijar meu rosto, de um jeito que diz, adeus.
    Quando o Jess saiu pela porta, tive uma sensação horrível que ele não iria mais voltar. No entanto, não tive muito tempo até minha mãe me forçar a dormir, sem sequer pedir mais explicações. Ela não deveria saber porque eu corri, talvez o Jess não tivesse contato a história toda, simplesmente porque ele não entendia ou não acreditava em mim. Mas havia também a possibilidade dela não querer falar sobre isso agora.



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