História Segredos do Passado - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Kaibaek, Kpop
Exibições 1.352
Palavras 1.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente, essa é minha segunda fanfic aqui no Spirit.
Peço que me sigam, pois assim poderão ser avisados em primeira mão quando eu atualizar a fanfic, ou começar uma nova, pois tenho muitos projetos em minha mente.
A fanfic deverá ser atualizada uma vez por semana, e quando isso não acontecer, vou falar para vocês.
Eu reescrevi a fanfic para melhorar a minha escrita, a atualização dos capítulos ocorreu no dia 17/04/17.
Será uma fanfic razoavelmente longa, então favoritem e comentem muito, pois isso me motiva bastante.

Sem mais delongas, vamos para o capítulo! Espero que todos vocês gostem, não esqueçam de favoritar e de indicar para os seus amigos, é muito importante para mim. ♥

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Segredos do Passado - Capítulo 1 - Prólogo

Oito anos atrás

 

Com um ouvido colado na porta de madeira cor marrom do escritório do meu pai, consigo ouvir algumas risadas, o motivo era desconhecido para mim.

A verdade era que algumas coisas aqui em casa não estavam muito bem, minha família era meio conturbada, se assim posso dizer. Sinto que o clima tem mudado de uns dias para cá, não é mais como antigamente. Posso ter apenas dez anos, mas não sou burro.

Ainda com um ouvido colado na porta, consigo ouvir passos vindo na minha direção.

Me levanto rapidamente para tentar disfarçar para quem for que esteja vindo, podia ser a minha mãe ou a Kim — minha irmã.

— O que você está fazendo aí?

Kim era minha irmã gêmea. Mas, mesmo assim, éramos muito diferentes. Não nos dávamos muito bem por termos as nossas diferenças, sempre senti que ela era a preferida dos meus pais. Querendo ou não, ela era perfeita aos olhos dos meus pais. E eu, bom, eu era apenas o Baekhyun.

— Nada. — Tento parecer convincente o bastante para ela acreditar. — E você? Não vai ir para a casa de alguma das suas amigas?

Diferente de mim, Kim tinha muitos amigos, seja na escola ou nas aulas que ela fazia — canto, patinação, entre outras coisas —, pois segundo nossos pais, Kim era uma criança que conseguia se destacar dos outros onde quer que fosse, pelo fato de conversar bastante e ter uma presença diferente. E comigo, a história já era diferente.

— Mamãe vai me levar agora para a casa da Mairy. Você não deveria estar estudando, já que a única coisa que faz? — perguntou com ironia.

Com a cabeça, digo que não.

— E você? Não deveria estar cuidando da sua vida? — rebati.

Kim torceu o nariz rosado, virando as costas e me deixando sozinho perto da sala do papai.

Ótimo, finalmente consegui a privacidade que eu queria.

Fui em direção da porta novamente, conseguindo assim ouvir outras vozes, o que me fez pensar que ele não estava sozinho. Essas vozes não eram estranhas para mim, já tinha ouvido elas outras vezes.

— Não contei para vocês a notícia que recebi esses dias.

Era a voz do meu pai.

— O Baekhyun saiu do armário, com dez anos de idade.

Consigo ouvir risadas se aumentarem gradativamente, e a cada risada, eu ficava mais confuso.

Sair do armário... era o que eu estava pensando?

Já tinha ouvido essa expressão outras vezes na escola, mas nunca dei muita importância para isso. Muitos garotos me zoavam falando sobre isso.

“Quando você vai sair do armário?” era uma das perguntas que eu mais ouvia na minha escola. Na verdade, eu nunca soube o que isso significava. Que motivos uma pessoa teria para sair de um armário? Ou melhor, por qual motivo ela entraria em um? Um pouco confuso para a minha cabeça de uma criança de dez anos.

Pensei sobre os últimos acontecimentos dos últimos dias, se algo diferente tinha acontecido.

— Que azar o seu, não deve ser fácil ter um filho gay. — Ouvi uma voz dentro da sala.

— Ele chegou esses dias da escola e disse estar gostando de um coleguinha dele. Achei um absurdo. Onde já se viu garotos gostando de garotos? Meninos precisam gostar de meninas, e meninas precisam gostar de meninos. Esse é o certo.

Então esse foi o motivo pelo qual ele anda me rejeitando ultimamente, eu não era o filho perfeito para ele.

Nunca pensei que existia uma regra que ditasse que você era obrigado a gostar de uma pessoa que fosse do sexo contrário ao seu. Sempre pensei que o importante fosse o sentimento, independente do sexo da pessoa. Por que existe essa regra? Quem a ditou? Talvez fosse uma pessoa que não sabia direito sobre o amor, ou o que era.

Continuei ouvindo a conversa com o meu ouvido grudado na porta, eu sabia que isso era errado, mas eu precisava terminar de ouvir essa conversa. Era sobre mim.

— Baekhyun se tornou a vergonha da família.

Enquanto meu pai conversa com seus amigos, sinto o peso da rejeição nas minhas costas.

— Não estávamos esperando isso dele, foi uma surpresa. Mas acho que sei como resolver isso.

Fechei os olhos imediatamente, incrédulo pelas palavras que tinha acabado de ouvir.

Meu próprio pai me odeia.

“Gay”, deduzindo as palavras que tinham sido ditas, presumi que gay era como iriam me taxar daqui para frente, por eu ter falado que gostava de um menino. Mas isso é motivo para ofensa? Para ser a vergonha da família? Eu só tinha dez anos, eu não queria ser a vergonha da família. Quero que minha família me aceite do jeito que eu sou. Eu sou assim, o que posso fazer?

Engulo com força. Lágrimas pinicam o canto dos meus olhos.

— Ele vai se arrepender de ter virado gay.

É a voz do meu pai. Uma voz que eu pensei que jamais iria dizer tais palavras.

Não foi algo que eu escolhi, simplesmente aconteceu. Não pensei que ele se importaria tanto com isso, pensei que isso não iria afetá-lo, que isso o deixaria com raiva de mim, com nojo.

Pai, eu sou uma vergonha para você?

Me desculpa.

Minha mãe me chama da cozinha. Me levanto e vou ver o que ela quer. Limpo os resquícios de lágrimas, não queria preocupa-la.

— Me chamou, mãe?

— Sim, queria saber o que você estava fazendo.

Olho para a ponta dos meus pequenos pés, mordendo meus lábios e arrancando um pedaço de casca que se formou ali.

— Nada demais — respondi, ainda olhando para a ponta dos meus pés. — Posso te fazer uma pergunta, mãe?

— Claro, querido. O que foi?

Levanto minha cabeça com calma, tendo que olhar um pouco para cima para conseguir ver os olhos da minha mãe.

— Você acha que eu sou a vergonha da minha família?

Sua surpresa ficou nítida em seu rosto. Mamãe me deu uma olhada antes de colocar um sorriso tímido no seu rosto.

— De forma alguma, meu filho. Eu tenho muito orgulho de você. Você é uma criança muito inteligente, especial. Quem te disse isso? Ou melhor, quem te fez pensar nisso?

Repito suas palavras na minha cabeça. Ela estava falando a verdade?

Engoli seco.

— Ninguém — respondo, tentando parecer natural —, foi só uma coisa que eu andei pensando...

Escutei ela murmurar um “tudo bem então”, logo voltou para a cozinha para terminar de fazer o seu famoso bolo de chocolate. O meu favorito.

As palavras do meu pai não saiam da minha cabeça, era algo que eu nunca imaginaria ouvir de alguém, principalmente quando essa pessoa é alguém da minha família.

Voltei para o meu quarto, eu já tinha ouvido tudo que precisava ouvir.

Até o que não precisava.

 

Nesta noite, eu fui colocado na cama pelo meu pai, o que me fez ficar surpreso. Ele nunca me colocava para dormir. Ele nunca me colocou para dormir, quem fazia isso era a minha mãe, que sempre me dava um beijo estalado na testa.

Ele estava lá, na porta do meu quarto com os braços cruzados sem expressão alguma, o que fazia com que eu sentisse um leve desconforto.

Meu corpo estava coberto pelo cobertor azul marinho com barcos que eu ganhei de presente de algum parente distante quando fiz dez anos.

— Boa noite, Baekhyun — ele disse seco. — Durma bem.

— Boa noite, papai.

Com um sorriso diabólico nos lábios, ele se retirou do meu quarto sem dizer mais nenhuma palavra.

Me revirei na cama e tentei pegar no sono, mas o sono não estava vindo. Depois de longos minutos consegui adormecer.

Eu não sabia que o meu pesadelo estava só começando.


Notas Finais


Qualquer coisa, estou no twitter @jiminfit
Conto com o feedback de vocês, até a próxima!


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