História Segredos do Passado - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Kaibaek, Kpop
Visualizações 1.277
Palavras 6.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá docinhos, como vocês estão?
Gostaria de agradecer pelo feeback positivo de vocês, obrigada! <3

Capítulo 3 - Lágrimas de sangue


Minha noite demorou mais do que o normal para passar. Demorei mais do que o tempo que eu levava para pegar no sono. Acho que era nervosismo, ansiedade, uma mistura de sentimentos.

Felizmente eram sentimentos bons.

Estava quase na hora de eu ir para a casa do Chanyeol para começarmos aquele maldito trabalho da escola. O tempo estava começando a se fechar, logo iria começar a chover. Ótimo! Só espero que não chova até eu chegar na casa dele.

Não sei se meu pai vai me dar uma carona, o que seria bom caso acontecesse. A casa do Chanyeol ficava um pouco longe da minha, e se eu tivesse que ir a pé, talvez eu chegasse alguns minutos depois da nossa hora marcada.

Parei na frente do roupeiro e peguei um blusão cinza, um casaco preto, um jeans comum e preferi usar uma bota, vai que chovesse no meio do caminho. Procurei meu celular pelo meu quarto, precisava ligar para o Chanyeol para confirmar o horário certo que eu deveria estar em sua casa. Se fosse necessário, talvez eu tivesse que sair mais cedo de casa.

Só não chova, por favor.

 

Disquei seu número e fiquei esperando que atendesse.

 

— Alô, quem fala? — escutei do outro lado da linha.

— Oi, Chanyeol. Sou eu, Baekhyun. Só te liguei para confirmar o nosso horário.

— Baekhyun, que coisa boa receber uma ligação sua riu. — Claro, você pode vir na hora que quiser, vou estar te esperando.

— Tudo bem então. Já estou pronto, só vou ver se meu pai me dá uma carona e logo estarei aí.

— Não se esqueça de colocar roupas quentes, o clima está bem frio, assim você evita um resfriado.

Ele estava preocupado comigo?

— Claro, não se preocupe — dei um sorriso de canto, mas Chanyeol não podia ver. — Logo mais estarei aí. Até depois.

— Até depois, Byun Baekhyun.

 

Desliguei a ligação e peguei minha mochila da escola, coloquei algumas coisas que eu considerava importantes — um caderno, estojo, dinheiro e meu celular com o meu fone de ouvido —, assim estando tudo pronto e organizado. Peguei as chaves de casa e coloquei elas no bolso largo da calça jeans.

Fechei a porta do meu quarto e desci as escadas para procurar o meu pai, e quem sabe ganhar uma carona.

Fui até a sala e lá estava ele, com seu óculos de leitura na ponta longo nariz, lendo seu jornal como fazia todos os dias. Em passos lentos, fui me aproximando, mas minha presença não tinha sido notada ainda. Pigarrei para chamar sua atenção, e dessa vez deu certo.

— Fala, Baekhyun.

— Você pode me dar uma carona para a casa de um colega? Precisamos fazer um trabalho da escola.

Meu pai lançou um olhar para mim, eu juro, seus olhares me davam medo.

Com as mãos no bolso, eu apertava as chaves de casa com força.

— Não vê que estou ocupado? Se vira garoto — respondeu fazendo pouco caso.

Voltou a ler seu jornal, ignorando a minha presença naquele local. Eu já estava acostumado com essas coisas, acredite, não sei por que continuo insistindo quando já sei a resposta que vou ganhar.

Não tinha jeito, eu teria que ir a pé para a casa do Chanyeol.

Virei as costas e fui procurar o meu guarda-chuva. Geralmente ele ficava na lavanderia para secar, pois eu o usava muito, ainda mais quando o inverno chegava, chovia quase todos os dias.

 

Com o guarda-chuva em uma mão, e com a alça da mochila no meu ombro esquerdo, segui o caminho para a casa do Chanyeol. O céu estava começando a ficar preto, ia cair uma chuva daquelas. Por sorte não estava nevando, o que seria muito mais fácil de andar pelas ruas. Não tem nada pior do que andar pelas ruas com neve, é terrível!

Pensei em chamar um táxi, mas acho que não era necessário. É só eu apressar um pouco os passos, assim eu chego antes da chuva.

Acho que não pode ficar pior. Só espero que não chova.

 

 

 

♡⚣♡

 

 

 

Aprendi que nada está tão ruim que não possa piorar, sempre pode ficar pior do que já está. Começou a chover quando eu não estava nem na metade do caminho, mas não foi uma chuva qualquer, foi a chuva de todos os dias que não choveram recentemente. Choveu tanto que meu guarda-chuva entortou e saiu voando sem rumo.

Eu gostava daquele guarda-chuva.

Peguei o papel que o Chanyeol tinha me dado ontem com o seu endereço, segundo ele tinha uma loja com a fachada laranja na esquina da sua casa, então decidi procurar ela.

 

Andei por longos minutos até finalmente encontrar aquela maldita loja com a fachada laranja. Resolvi entrar para comprar alguma coisa para mim e para o Chanyeol, só que eu não sabia do que ele gostava.

Quando passei pela porta, pude ouvir o barulho de um sino que ecoou pelo local — estava vazio —, segui o barulho do sino e vi que era em cima da porta. Em passos lentos fui até o balcão principal, onde tinha um garoto de mais ou menos a minha idade esperando que eu fizesse o pedido. Ele me olhava atentamente, acho que pelo fato de eu estar ensopado.

Olhei pelo balcão e vi muitas barras de chocolate.

— Boa tarde. Me vê duas barras de chocolate, por favor. — Apontei para os chocolates, um era ao leite e o outro era meio amargo.

Rapidamente o garoto pegou os chocolates que eu escolhi e os colocou em cima do balcão.

— Mais alguma coisa?

Cocei a cabeça. O que mais eu poderia levar? O que Chanyeol gostava de comer?

Passei os olhos rapidamente pelo local, tinham alguns salgadinhos no outro balcão, acho que seria uma boa levar.

— Quero um pacote grande de salgadinho, por favor. — Apontei para o pacote amarelo. O vendedor pegou no mesmo instante e colocou o pacote em cima do balcão. — É só isso, quanto deu?

O rapaz disse quanto eu devia. Peguei uma nota e entreguei para ele, esperando o troco.

— Aqui está. — Me entregou o troco. — Tenha uma boa tarde.

— Obrigado, você também — sorri.

Me retirei do local e escutei o barulho daquele sino novamente.

Olhei para a rua e ainda estava chovendo, só que a chuva parecia ter aumentado. Por sorte eu já estava perto da casa do Chanyeol. Dei uma última olhada no papel para ter certeza do número da casa dele, 2684.

Segurei firme a sacola com os chocolates e o salgadinho e saí correndo pela rua, até finalmente encontrar a casa dele. Era uma casa de dois pisos na cor salmão. Parei na frente do enorme portão de cor marrom, em cima dele tinha um telhado, no qual eu aproveitei para me proteger da chuva. Apertei a campainha e fiquei esperando o Chanyeol me receber.

Chega logo, Chanyeol.

 

Minutos depois ouço um barulho de porta se abrindo, felizmente era ele. Sua expressão de despreocupado mudou a partir do momento em que ele me viu todo ensopado.

O portão se abriu e eu fui correndo para de baixo da área que tinha na frente da sua casa.

— Baekhyun, você está todo ensopado! — Chanyeol correu para dentro de casa e em minutos voltou com uma toalha, me entregando a mesma. — Seque-se com isso.

— Não diga, só quis me refrescar um pouco no caminho — respondi com humor.

 

Enxuguei meu cabelo e meu rosto com a toalha, mas eu estava com muito frio, eu precisava tirar aquelas roupas.

— Você precisa tirar essas roupas molhadas, Baekhyun, não quero que você pegue um resfriado. — Chanyeol me puxou pela mão para dentro de sua casa, sem se importar com o fato de eu estar molhando toda a sua casa.

— Chanyeol, não acha melhor me deixar do lado de fora para que eu não molhe sua casa?

Paramos no meio do caminho. O maior me olhou com um sorriso enorme no rosto.

— Não me importo com isso. Eu passo um pano na casa depois, não tem problema. — Voltou a me puxar pelas escadas, indo para um quarto que eu deduzi ser o seu. — Vamos ver o que temos aqui. — Foi em direção do roupeiro, parando na frente e escolhendo calmamente as roupas que eu usaria. Puxou então um casaco estilo colegial, uma blusa de lã, uma calça jeans preta, meias e uma cueca boxer. Chanyeol veio na minha direção e me entregou as roupas. — Você pode se trocar no meu banheiro. — Apontou para direção de uma porta que ficava no seu quarto.

Fui para o banheiro e tirei aquelas roupas molhadas, deixando-as no chão.

Me enxuguei com a toalha que havia recebido mais cedo, ficando assim totalmente seco.

Vesti as roupas que recebi, todas ficaram muito maiores do que eu, principalmente a cueca.

 

Saí do banheiro e entreguei as roupas molhadas para o Chanyeol.

— Vou colocar elas na lavanderia para secar, assim quando você for embora elas já estarão secas. Fica à vontade, eu volto em um minuto.

Concordei com a cabeça, me sentando na enorme cama do Chanyeol. Devia ser uma cama King Size.

Seu quarto era incrivelmente arrumado e bem iluminado. Pude ver uma guitarra azul escuro do lado de uma escrivaninha. Será que ele tocava em uma banda?

Chanyeol apareceu na porta do quarto, fazendo com que a minha atenção se voltasse para ele.

— Roupas colocadas para secar — Park sorriu de canto, indo em direção da cama e se sentando do meu lado com uma distância considerável. — Acho que essas roupas ficaram um pouco grandes em você. — Seu olhar passava por todo o meu corpo, de modo que eu sentia meu corpo gelado se esquentar, apenas com o seu olhar.

— Tem razão. Não tenho culpa que você veste o dobro do meu tamanho — dei a língua.

Com um sorriso de canto, Park respondeu:

— Não exagere, Byun Baekhyun. Mas essas roupas ficaram ótimas em você.

Arrumo meu cabelo para trás da orelha, não desviando meus olhos dos de Park Chanyeol.

Sem saber o que responder, percebi que o clima tinha ficado estranho, estava tudo muito quieto. Ficar em silêncio me deixa nervoso, ainda mais quando estou acompanhado.

Resolvi quebrar o silêncio.

— Eu passei naquela loja na esquina da sua casa e comprei umas coisas para a gente comer enquanto fazemos o trabalho — sorri.

— Você é um amor, Byun Baekhyun. — Park se levantou e passou a mão em cima da minha cabeça antes de ir em direção à porta. — Vamos fazer logo esse maldito trabalho, quanto mais cedo começarmos, mais cedo iremos terminar.

Assenti com a cabeça.

Me levantei e desci as escadas, indo para a sala, onde Park Chanyeol estava sentado com um notebook da Apple em seu colo. Ele usava um óculos meio quadrado, será que ele tinha problema de visão, ou seria apenas um óculos para descanso?

Me sentei do seu lado no sofá, pegando um caderno na minha mochila e uma caneta para anotar algumas coisas.

Teríamos que terminar esse trabalho de qualquer jeito, então que seja logo.

 

 

 

♡⚣♡

 

 

 

Beirava às oito da noite quando finalmente terminamos o trabalho. Era um trabalho muito complexo, algumas respostas não tinham na internet, tínhamos que dar a nossa opinião sobre o assunto, isso fez com que demorássemos mais do que o tempo imaginado.

 

Me espreguiço no sofá, estou com a bunda doendo de ficar tanto tempo sentado.

Park fecha o notebook e o coloca em cima de uma mesinha que ficava no centro da sala, deixando assim com que conseguisse se esticar.

— Não consigo acreditar que terminamos esse maldito trabalho, não imaginei que fosse demorar tanto — Park bufou. — Mas fico feliz pelo professor ter dado esse trabalho para a turma.

— Por qual motivo? — Arqueio uma sobrancelha.

Park lambe seus lábios e os morde sensualmente.

— Assim eu pude ficar mais um tempo com você. Sabe-se lá quando eu teria uma chance dessas de novo.

Um arrepio percorre o meu corpo na hora.

— Por que você queria passar um tempo comigo, Chanyeol?

Não sei o porquê de eu ter perguntado isso, eu só estava nervoso, as palavras saíam um pouco atravessadas, ou eu perguntava coisas óbvias.

— Não está bem claro para você, Byun Baekhyun?

Cada vez que ouvia meu nome sair pelos seus lábios, eu fechava meus olhos, domado pelo fogo que se acendia dentro de mim. Domado pelo calor do momento. Domado pelo desejo. Domado pela forma que meu nome saía sensualmente pelos seus lábios. Simplesmente domado por Park Chanyeol.

— Talvez. — Escorei minhas costas no sofá, ainda estávamos lado a lado. — Quero ouvir de você.

Park virou seu corpo em direção ao meu, se aproximando e ficando a centímetros de distância de mim. Sua respiração quente aquecia meu rosto que parecia estar congelando com o frio que fazia dentro daquela casa. Seu hálito sabor hortelã entrava sem pedir permissão em meu nariz. Fechei meus olhos e fiquei esperando algo acontecer.

— Eu queria te conhecer melhor, Baekhyun. Desde que eu te conheci na escola achei você uma pessoa interessante, sabe? Então eu gostaria de conhecer melhor a pessoa pela qual eu me senti atraído sem ao menos conhecer direito.

Abro os olhos e percebo o olhar gentil de Park Chanyeol sob o meu.

— Minha vida não é tão interessante assim para eu ficar falando sobre ela — respondo indiferente.

Chanyeol sorri de canto. Com sua mão direita ele acaricia minha bochecha, assim fazendo meu coração bater mais rápido.

— Mesmo assim, eu adoraria saber mais sobre você. Não ligo se sua vida não é interessante, você é interessante.

Foi a primeira vez que alguém disse que eu era interessante, nunca tinha ouvido isso antes de ninguém.

Engoli seco, tentando me arrumar no sofá, mas Park estava praticamente em cima de mim.

— Sou uma caixinha de surpresas, Chanyeol. Você irá se cansar.

— Se é assim, quero te descobrir por inteiro.

Não tive tempo de responder, minha voz foi interrompida pelos lábios de Park Chanyeol sob os meus.

Iniciamos um beijo lento e calmo. Park me deitou no sofá gentilmente, sem cortar o beijo, deixando assim uma posição melhor para nós dois. Com sua mão esquerda, Park alisa gentilmente os fios do meu cabelo que ficam caídos no seu sofá cinza. Seu corpo estava me apertando no sofá, mas eu não ligava, o tesão do momento não deixava que eu me importasse com isso. Envolvo o maior com minhas pernas, de modo que elas “abraçassem” ele, fazendo assim com que nossas intimidades ficassem mais próximas. Passo minha mão de forma desesperada pela extensão das suas costas, deixando alguns arranhões. Sorrio quando escuto ele soltar um gemido. Vitória!

Chanyeol desce uma das mãos para o meu quadril, apertando com força o local. Não consegui evitar um gemido de dor. Droga.

Park se afastou assustado.

— E-eu te machuquei? Me perdoa... eu não queria te machucar.

— N-não tem problema, você não tem culpa de nada.

Que clima estranho.

— P-podemos tentar de novo? Prometo que não vou mais apertar o seu quadril.

Sorri. Park Chanyeol era um amor. Pena que ele não sabe da metade.

— Claro.

Fui puxado pela mão, ficando sentado no colo do maior.

Senti um volume se formar no colo dele, corei de vergonha. Fechei meus olhos e respirei fundo. Eu queria mesmo aquilo?

Todas as respostas diziam que sim.

Park coloca a mão por baixo da minha blusa, fazendo com que suas digitais geladas tocassem gentilmente as minhas costas e barriga. Arqueei as costas com o toque, estava frio demais, seu toque tinha me deixado arrepiado da cabeça aos pés.

Passo minhas mãos pelos cabelos macios e cheirosos do maior — o meu ainda estava um pouco molhado —, fechando minha mão direita de modo que seus cabelos grudassem na minha mão. O puxei para um beijo não tão lento quanto da outra vez, era um beijo com desejo, com vontade, eu queria muito aquilo, queria os lábios de Park Chanyeol acariciando os meus. Ele explorava curiosamente cada canto da minha boca, me deixando sem ar para respirar. Seus lábios eram incrivelmente carnudos e macios. Suguei seu lábio inferior e o mordi gentilmente, puxando um pouco seu lábio. Abri os olhos e o maior sorria de modo safado, acho que o aticei.

Me senti ser empurrado, de modo que minhas costas batessem no braço do sofá. Na hora doeu, mas eu estava com muita vontade de continuar aquilo. Eu só queria que aquilo durasse, que não terminasse por causa de uma dor idiota. E assim foi.

Park praticamente voou para cima de mim, não deixando que eu tivesse tempo para me recompor da dor. Rapidamente Chanyeol coloca uma de suas mãos na minha nuca, apertando o local com força. Ele me puxa contra seu corpo colando sua testa na minha, sua respiração estava ofegante. Eu estava ofegante.

Respirei com um pouco de dificuldade, mas logo minha respiração foi interrompida com os lábios do maior sugando os meus com vontade.

Uma leve dor se iniciou quando ele puxou meu lábio inferior.

— Ops, precisamos limpar isso. — Park lambeu meu lábio inferior, mostrando sangue na sua língua. — Bem melhor.

Park Chanyeol estava me deixando louco, ele era masoquista?

Suas digitais e unhas passavam ferozmente pela extensão das minhas costas, não consegui evitar um grito de dor quando ele passou suas unhas em uma determinada área.

Apertei meus lábios com força quando vi que Chanyeol se levantou assustado, seus olhos estavam maiores do que o normal. Fechei meus olhos e fiquei pensando como eu era burro para estragar tudo. Droga, Baekhyun!

— Baekhyun, o que está acontecendo? O que você tem nas suas costas? — ele perguntou preocupado.

Engoli seco.

— N-não é nada — respondi na defensiva. — Eu preciso ir embora, já terminamos o trabalho e eu preciso voltar para casa...

— Você não quer ir embora, Byun Baekhyun.

Droga, Chanyeol, não complique as coisas.

— Eu preciso ir embora.

— Você só está me dizendo isso por que não quer responder a minha pergunta — ele disse sério, sua expressão gentil acabara de mudar para uma não tão amigável.

Apertei os lábios com força, ele estava certo. E eu odiava saber disso.

Um clarão iluminou a casa, fazendo com que eu visse um vulto pequeno se aproximar de nós. Quando o clarão se tornou inexistente, pude ver o que era aquele vulto. Era um gato. Um lindo gato de pelo branco. Ele estava tremendo de medo no colo do Chanyeol, senti pena dele.

O puxei para o meu colo e comecei a acaricia-lo na tentativa de deixa-lo mais calmo, felizmente estava funcionando, em questão de minutos ele pegou no sono.

— Acho que ele gostou de você — Chanyeol comentou.

— Gatos sentem quando uma pessoa gosta realmente deles, deve ser por isso.

— Você tem gatos?

— Não, meu pai não gosta de animais. — Acariciei o pelo incrivelmente macio do gato. — Qual o nome dele?

— Floquinho — Chanyeol disse com um sorriso enorme nos lábios.

O nome combinava com ele e seu pelo branco.

— Byun Baekhyun, posso te fazer uma pergunta?

— Claro — respondi. Eu estava nervoso, só queria que ele não tocasse naquele assunto de novo.

Floquinho já estava dormindo, então o coloquei do meu lado, seria mais confortável para ele.

Chanyeol se levantou e cruzou seus braços, ele estava parado na minha frente. Após soltar um suspiro longo, finalmente disse:

— Quando eu coloquei suas roupas para secarem na lavanderia, eu vi que tinha uma mancha estranha na sua camiseta, ela era avermelhada, acidentalmente quando eu toquei em suas costas você gritou de dor. O que você está escondendo de mim? Você se machucou?

Tranquei minha respiração na hora. Droga, pensei que já tinha cicatrizado... pelo visto me enganei.

Me levantei do sofá rapidamente, indo em direção da minha mochila e arrumando minhas coisas, eu só queria sair dali, não queria envolver ele nos meus problemas e confusões. Ele não podia saber.

— E-eu preciso ir embora, meu pai vai ficar zangado se eu chegar tarde em casa...

Senti uma mão segurar meu pulso com força. Me virei e tentei me soltar, estava doendo muito.

— Me solta, Chanyeol. Está doendo.

Ele soltou. O nervosismo era nítido nos seus olhos, ele não sabia como agir, muito menos o que fazer diante da situação.

Abaixei a cabeça envergonhado com a situação. Eu estrava tremendo. Por que as coisas têm que ser tão complicadas?

— Baekhyun, tire esse casaco e essa blusa, por favor. — Chanyeol ordenou com autoridade na voz. Sua voz saiu extremamente rouca e ecoou por cada canto daquela enorme casa.

— Por favor, não...

O maior colocou suas duas mãos no meu rosto, ele estava tão nervoso quanto eu. No fundo eu sabia que ele só estava preocupado e só queria me ajudar.

Meu olhar foi em direção aos enormes olhos castanhos escuros do maior, seus olhos estavam praticamente me engolindo por inteiro, era impossível não se sentir hipnotizado por eles.

— Apenas confie em mim — respondeu quase em sussurro doce.

Fechei os olhos imediatamente, despindo calmamente a parte de cima, até ficar sem nenhuma peça de roupa na parte de cima.

Atirei as roupas em um canto qualquer da casa, meus olhos ainda estavam fechados, e assim eles permaneceriam por um tempo, até eu ter coragem de abrir meus olhos e ver a reação do Chanyeol.

Um silêncio terrível tomou conta do local. Resolvi abrir meus olhos para ver como o Chanyeol tinha reagido com o que acabara de ver, e foi como eu imaginei, ele estava visivelmente confuso e assustado. Ele engolia seco, sua voz simplesmente não saía.

— O-o que significa isso, Baekhyun?! Seu corpo está cheio de hematomas e machucados... Tem até um pouco de sangue saindo das suas costas.

Tentei segurar as lágrimas, mas todos os meus esforços foram em vão. Coloquei minhas mãos no rosto na tentativa de segurá-las, mas elas insistiam em cair.

Lágrimas e mais lágrimas.

— Foi por isso que eu não te contei antes, eu não queria te ver nervoso, Chanyeol — respondi em meio de lágrimas.

— Se você não me contar agora, eu vou ficar mais nervoso, Baekhyun. Quem fez isso com você?

Cada palavra dita por ele me quebrava mais ainda por dentro, eu odiava isso. Odiava deixar os outros preocupados, odiava fazer os outros se sentirem nervosos por minha causa. Era tudo culpa minha.

— É mais complicado do que você imagina...

Chanyeol me puxou, de modo que nossos corpos se colassem em um abraço desesperado. Ele me apertava contra seu corpo, sem ter noção que na hora estava me machucando. Só me soltou quando escutou eu gemer de dor.

— Me desculpa... preciso aprender a ser mais delicado com você — sorriu de canto, envergonhado.

— Não tem problema... — respondi com a cabeça baixa.

Tinha começado a chover muito forte do lado de fora, mais forte do que a chuva que eu tinha pegado antes de chegar aqui.

— Baekhyun, você pode confiar em mim, sabe disso, não sabe?

Parte de mim se sentia muito à vontade para desabafar com ele, mas outra parte, estava com muito. Eu nunca tinha me aberto de verdade com alguém antes, eu tinha muito medo do que poderia acontecer caso eu contasse detalhes da minha vida para outra pessoa.

Mas Chanyeol era diferente, eu me senti diferente no mesmo instante que o conheci. Foi como se a gente já tivesse se conhecido em outra vida. Nunca fui de acreditar nessas coisas, mas quando eu o conheci, mudei meus conceitos sobre isso.

Por fim, assenti com a cabeça. Só espero estar fazendo a coisa certa, uma vez na vida.

— Então me diga, Baekhyun, quem fez isso com você?

Apertei meus punhos com força.

— Foi o meu pai, eu sofro violência doméstica, Chanyeol.

Coloquei as mãos no rosto, envergonhado de ter dito a verdade para ele.

O maior me puxou para um abraço e envolveu seus braços cuidadosamente nas minhas costas, cuidando o máximo possível para não encostar em nenhum machucado ou hematoma.

— Me escuta, Baek. Eu não sei quanto tempo você tem passado por isso calado, mas você não está sozinho. Você pode confiar em mim.

Retribuí o abraço na mesma intensidade. Seu corpo aquecia o meu. Estávamos sozinhos naquela enorme sala, o que fazia com que eu me sentisse mais à vontade com ele.

— Obrigado, Chanyeol... — respondi. Meu rosto estava afundado no seu peito, em momento algum ele se importou pelo fato de eu estar deixando sua roupa toda molhada, eu também não me importei com isso, só queria ficar perto dele.

 

Ficamos abraçados por um longo tempo, parecia que parte da minha dor tinha ido embora com aquele abraço, era um abraço capaz de curar até as feridas mais profundas.

Nos afastamos mas continuamos com nossos corpos colados. Chanyeol deslizou suas digitais quentes pelo meu antebraço, ele parecia uma criança curiosa. Sua digital acabou tocando sem querer em um corte recente perto do ombro, então ele parou no mesmo instante que viu uma careta surgir no meu rosto.

— Dói quando eu toco nos seus hematomas? — perguntou. Com a mesma mão que havia tocado no meu machucado, levou em direção ao meu cabelo, iniciando um cafuné.

Eu amo cafunés.

— S-sim — respondi. Limpei as lágrimas que insistiam em cair.

Park mantinha o olhar preocupado em cima de mim, sua boca estava entreaberta, soltando assim uma respiração quente no meu rosto.

Acho que em outra vida aprendi a ter aula de autocontrole, pois eu estava me segurando de vontade de beijar aqueles lábios carnudos.

Meu coração estava batendo tão rápido que eu podia jurar que Park Chanyeol estaria escutando meus batimentos.

Pigarreei, fazendo Park arquear uma sobrancelha.

— Chanyeol, você poderia me beijar?

O maior arregalou os olhos, surpreso com a pergunta. Acho que ele pensava que eu estava me sentindo indefeso demais para isso, e de fato eu estava, mas eu não queria perder a oportunidade de tê-lo, de ter seus lábios tocando os meus novamente.

O encarei sério, eu sabia o que queria. Só precisava saber se ele queria também.

— Acho que não foi uma boa hora para perguntar isso...

— Você fala demais, Byun Baekhyun. Eu te beijaria de qualquer forma, você pedindo ou não.

Sorri de canto, feliz com a resposta dele.

Fui puxado gentilmente pela cintura, colando nossos peitos novamente. Minha respiração estava tão acelerada quanto o meu coração.

Selamos nossos lábios em um beijo feroz e desesperado, nossas línguas exploravam cada canto na boca um do outro. Os lábios macios de Park Chanyeol acariciavam os meus com carinho e cuidado. Sua mão direita foi levada para a minha nuca, na qual ele depositou a marca de suas unhas ali, fazendo com que eu me arrepiasse por inteiro.

O empurrei de volta para o sofá, ficando sentado em cima do seu colo e tendo total controle da situação. Um sorriso malicioso surgiu no rosto de Park, ele era tão lindo. Tirei seu casaco a sua camiseta com um pouco de dificuldade, revelando um abdômen sarado e bem definido, senti minha boca cair no mesmo instante. Chanyeol riu da minha reação, então aproveitou o meu descuido e me deitou no sofá, ficando por cima de mim e tendo o controle da situação.

Sua mão foi em direção do zíper da minha calça, o que fez com que eu gelasse meu corpo e colocasse minhas mãos em cima da sua, tentando impedi-lo de terminar tal ato.

— Chanyeol... eu...

— Algum problema? — Park depositou um beijo estalado na minha bochecha.

— Eu nunca... ah, você sabe...

Ele arqueou uma sobrancelha e passou a me fitar.

— Você nunca transou antes, é isso?

Senti meu rosto pegar fogo na hora.

Droga, Chanyeol, não vê que isso me deixa com vergonha?

Neguei com a cabeça.

— Tem muita coisa sobre mim que você não sabe, e eu acho até melhor assim, tenho medo que você sinta nojo de mim — respondi cabisbaixo.

— Eu nunca sentiria nojo de você, Baek — sorriu de canto. — Mas se você não está se sentindo confortável agora, vou te respeitar e esperar até que você se sinta mais confiante. Tudo bem?

Sorri tímido, Park Chanyeol sabia o que falar na hora certa.

— Acho melhor eu voltar para casa, já está bem tarde.

— Não vou deixar que você vá embora hoje, está muito tarde, é perigoso alguém sair esse horário na rua — o maior respondeu quase mandando. — Você vai ligar para o seu pai, ou sua mãe, tanto faz, e vai dizer que não conseguimos terminar o trabalho e que gostaríamos de terminar ele hoje.

— Não sei se vai dar certo, Chanyeol.

— Você só vai saber se tentar, Byun.

Ele estava certo.

Resolvi ligar para a minha mãe, ela era muito mais compreensível do que o meu pai, e tinha mais chance de ela deixar eu ficar do que ele.

Me levantei e peguei meu celular na minha mochila, procurando o número da minha mãe no meio dos poucos contatos que eu tinha na minha agenda.

Seu nome estava salvo como “Mãe”.

Apertei no seu nome e começou a discar.

 

— Alô, Baekhyun? — Escutei do outro lado da linha.

— Oi, mãe. Eu estou na casa de um colega, nós não conseguimos terminar o trabalho da escola, queria saber se eu podia dormir aqui para terminarmos esse trabalho ainda hoje. Você sabe como eu gosto de fazer as coisas adiantado.

— Você não muda nunca, meu amor — riu. — E claro, você pode dormir na casa do seu colega. Acho ótimo você estar fazendo amigos, fico muito feliz por isso. Só quero que você volte cedo amanhã, tudo bem?

Sorri por dentro, tinha dado certo.

— Claro, sem problemas. Obrigado mãe, boa noite.

— Boa noite, meu anjo, durma bem. Amo você.

— Amo você também, tchau.

 

Desligo o telefone e solto um suspiro que parecia ter esvaziado os meus pulmões.

— Ela deixou — digo contente. Chanyeol abre um sorriso enorme. — Só que ela quer que eu volte cedo amanhã.

— Claro, sem problemas. Vem aqui. — Ele bateu na almofada que tinha do seu lado, fui em sua direção e me sentei. — Vamos fazer alguma coisa, sei lá. Você gosta de animes?

Balanço a cabeça positivamente.

— Muito bem, qual o seu anime favorito?

— Acho que é One Piece, e o seu? — Me arrumo no sofá e coloco uma almofada no meu colo.

A reação do Chanyeol foi a melhor, eu queria muito ter filmado aquela cena.

— Não brinca, One Piece é meu anime favorito também — ele riu. — O que será que temos mais em comum?

— Só o tempo irá dizer — sorri.

— Tem razão — ele sorriu de volta. — Em qual saga você está?

Coloco os dedos na boca, eu não perdia essa mania por nada.

— Que eu me lembre, acho que parei na saga de Marineford. Faz tempo que eu não assisto animes, eu passo a maior parte do tempo estudando, acabo não tendo tempo.

Chanyeol se levanta e vai para a cozinha, fico acompanhando ele com o olhar, ele ia fazer pipoca. Fico de joelhos no sofá e com os braços atirados nas costas do mesmo, encarando o mais velho. Ele era tão bonito de costas como era de frente. Mordo meu lábio inferior encarando ele como se fosse um leão encarando sua presa, parecia que eu estava vendo uma miragem.

Rapidamente ele se vira com uma bacia enorme de pipoca e me entrega.

— Você quer o quê para beber? — ele pergunta indo em direção da cozinha.

— Pode ser uma água — respondo. Ele concorda com a cabeça.

Chanyeol volta com a água em uma mão e um refrigerante na outra, se sentando do meu lado. Ele coloca o braço por cima do meu ombro e eu me aconchego mais perto dele, de modo que nossos corpos compartilhassem calor corporal.

Park pega o controle e liga e televisão, abrindo o pen drive que estava conectado na televisão e colocando em uma pasta chamada One Piece. Descendo um pouco, ele aperta na saga de Marineford, onde eu parei.

— Bom, eu estou um pouco na sua frente, mas não me importo de ver os episódios de novo — ele sorri, ainda olhando para a televisão.

— Tem certeza? — Encho a mão de pipoca e coloco na boca, enchendo-a.

Park apenas concorda com a cabeça e me dá um beijo na testa.

O episódio tinha começado, fiquei com os olhos vidrados na tela, eu amava aquele anime. Eu parecia uma criança de tão bobo que eu estava.

 

 

 

♡⚣♡

 

 

 

Ficamos assistindo anime até dar meia noite e acharmos melhor pararmos e irmos dormir. Ainda estava chovendo, mas não tão forte quanto hoje mais cedo.

— Hoje foi um dia bem cansativo — ele diz. — Você pode dormir no quarto de visitas, ele fica na frente do meu.

Me levantei do sofá e me espreguiço, cansado.

— Você me consegue um pijama? Quero tomar um banho antes de dormir.

— Claro — ele diz.

Park se levanta do sofá e sobe as escadas em direção do seu quarto. Sem demorar muito, ele volta com um pijama do Batman e me entrega.

Sou guiado até o segundo andar, para o seu quarto.

— Você pode tomar banho no meu banheiro, eu entro depois de você.

Concordo com a cabeça e vou em direção do banheiro. Tiro aquelas roupas grandes do Chanyeol e as dobro, colocando-as em cima do balcão marrom que tinha. Entro no box e ligo o chuveiro, deixando a água escorrer pelo meu corpo magro.

 

Não demoro muito no banho, cerca de uns cinco minutos mais ou menos. Me seco e coloco a calça do pijama, seguro a parte de cima do pijama na mão, eu não era muito fã de dormir com a parte de cima. Tiro o excesso de água do meu cabelo com a toalha, e saio do banheiro. Chanyeol estava deitado na cama olhando para o teto, distraído.

Pigarrei para chamar a sua atenção, ele despertou na hora.

— Obrigado pela toalha. — Vou em sua direção e a entrego para ele. — Onde fica o quarto de visitas mesmo?

Park fitava o meu corpo sem dó, alguma coisa me dizia que se eu não saísse dali logo, algo iria acontecer.

Engulo seco, nervoso pela forma que ele me fitava. Dou um passo para trás para conseguir distância dele, mas ele se levanta rapidamente e me puxa pelo braço, fazendo nossos corpos se colarem e nossos lábios se selarem. Dessa vez foi eu que pedi passagem com a língua, e ele cedeu. Park foi com sua mão em direção dos meus cabelos levemente molhados, enroscando seus dedos ali mesmo como se não quisesse que eu fosse embora. Deslizo minhas mãos para a sua cintura e as coloco por dentro da sua roupa, alisando gentilmente suas costas. Ele solta um suspiro quando eu passo minhas unhas pelas suas costas, deixando minha marca nele.

Rapidamente Chanyeol me empurra para cima da cama, sinto a cama me abraçar de tão macia que era. Mordo meu lábio inferior e chamo Chanyeol com o dedo, sem pensar duas vezes ele se atirou em cima de mim e começou a beijar o meu pescoço, depositando pequenos chupões que iam começando a descer até perto do cós da minha calça. Park puxa a minha calça com força, me deixando apenas de cueca e revelando o volume que se formara ali. Meu rosto queimava de vergonha.

Vi sua mão ir em direção do meu membro, arregalei os olhos, mas logo os fechei quando ele apertou meu membro levemente, fazendo que eu soltasse um gemido abafado. Ele parecia estar se divertindo com isso, parecia que meus gemidos só o incentivavam a continuar. Park começou a massagear o meu membro, e em resposta eu só conseguia soltar mais gemidos, desta vez não tão abafados.

Sinto suas mãos no cós da minha cueca, então eu abro meus olhos rapidamente e o impeço de continuar.

— Algum problema, Baek?

— Não podemos continuar com isso — respondo envergonhado.

Droga, Baekhyun, droga.

— Por que? O que te impede?

Me levanto e tento procurar a calça de pijama que estava atirada no chão, ele devia estar tão confuso quanto eu. Visto a calça do pijama e me sento na cama, de frente para ele.

— É mais difícil do que você imagina — respondo.

— Já ouvi isso antes, e você me contou. Você não confia em mim?

Fecho os olhos imediatamente.

— Confio — deixo escapar. — É até engraçado, pois eu mal te conheço. Mas, desde que te conheci me senti diferente, você é diferente das outras pessoas.

Chanyeol me chama para deitar do seu lado, obedeci, me deitando e colocando minha cabeça no seu peito. Ficamos assim, era uma posição muito confortável.

— Não importa quanto tempo leve, você pode me contar tudo o que quiser, não vou mais te pressionar, me conte quando se sentir à vontade e confiante. Tudo bem?

Sorri e assenti com a cabeça. Fecho meus olhos e sinto ele dar beijinhos na minha testa. Ele era muito carinhoso comigo. Passo meu braço direito por cima da sua barriga, o abraçando, ele passou seu braço por baixo de mim, retribuindo o abraço.

No fim, só eu mesmo sabia de todas as coisas que tinha passado. Eu admirei a paciência do Chanyeol, ele era muito compreensível comigo, e eu gostava disso nele.

— Boa noite, Baekhyun — ele sussurra.

— Boa noite, Chanyeol — sussurro de volta, logo pegando no sono.


Notas Finais


Vejo vocês na próxima, yay.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...