História Seguir em frente - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Tags David Luiz, Futebol!, Geezer, Romance
Exibições 139
Palavras 2.537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, meus amores!!! Desculpem a demora para postar, mas eu posso explicar, tá? Eu já tinha em mente praticamente todo esse capítulo, mas toda vez que ia começar a escrever não dava certo. Sempre acabava apagando tudo porque não achava bom! Acho que finalmente consegui o que queria, então, espero que gostem!!!

Se segurem que... ah, não vou dar mais spoiler! Leiam pra saber, hahahah
ps: vejam bem essas fotos da capa, no capítulo elas serão mencionadas algumas vezes ;)

É isso, boa leitura! Obrigada pelos favoritos e comentários, vocês são fod*! :))) xx

Capítulo 19 - Aquele do sumiço


Fanfic / Fanfiction Seguir em frente - Capítulo 19 - Aquele do sumiço

 

 Maitê P.O.V

Já estou no caminho para a praia de Viking Bay, onde a equipe da Martha já me espera para tirar as fotos. Achei meio estranho um catálogo de vestidos de festa serem fotografados numa praia, mas, tudo bem. Ela poderia ter me pedido para ir até o Japão ou qualquer lugar do mundo que do jeito que eu estava, iria sem pensar duas vezes. No fundo eu só queria fugir daquela cena que me deparei assim que acordei. Um David (muito do cara-de-pau, diga-se de passagem) dormindo ao meu lado na cama. Lembro bem quando fui dormir e ele estava no sofá a metros de distância e com a maior cara lisa do mundo, deve ter ido para a minha cama depois que dormi. Minha única reação foi levantar logo e agradecer por ele não ter acordado porque minha pose de durona seria desfeita com qualquer movimento dele, porque, você sabe, eu descobri que não sou uma mulher tão forte e decidida assim se trata dele.

Depois de uma hora e vinte minutos, com ajuda do meu querido amigo GPS, cheguei no local marcado. A praia era linda e eu sempre que coloco os pés na areia me repreendo por passar tanto tempo sem ir a uma praia. O trabalho exige cada vez mais de mim que acabo deixando de lado certos prazeres tão simples como esse. Peguei meus pertences no carro e logo encontrei Martha num quiosque enorme acompanhada de um cara que eu julguei ser o maquiador. Ao me ver, ela foi ao meu encontro com um sorriso enorme no rosto e me estendeu um pacote pequeno demais. Franzi o cenho.

- O que é isso? -Perguntei curiosa

- O primeiro biquíni que você vai usar, querida...

- Biquíni? 

- Sim. Algum problema? 

- Hã... Como assim... biquíni? -perguntei sem realmente entender a situação

- Por que o espanto? No contrato que te mandei deixava claro que essa primeira parte seria para a minha marca de roupas de banho, não está lembrada? -ela me olhava com os olhos semi cerrados 

- Ah, sim! Claro -menti e só depois disso me lembrei que deveria ter lido o contrato. A correria com o casamento foi tanta que acabei esquecendo outra vez. Merda!

- Pois bem. Vamos começar? 

Vesti a peça e depois de fazer a maquiagem, umas mulheres passavam incessantes cremes para deixar minha pele com tom bronzeado. Pela minha falta de molejo, senti um pouco de vergonha nas primeiras fotos, embora que Martha e a equipe assegurassem que eu estava indo bem. Não sei se foi o clima de descontração que me fez perder o medo, mas depois da segunda troca de biquíni eu já me sentia quase familiarizada com aquilo. Fizemos uma pausa enquanto o último cenário era montado e o fotógrafo mostrava satisfeito o resultado prévio das fotos no computador. Peguei meu celular e tirei uma foto da tela com as minhas imagens e resolvi postar no instagram. Fazia  tempo que eu não atualizava aquilo.

Primeiramente desculpem a falta de prática da modelo, ok?  Simplesmente adorei a experiência!
Thanks Martha and staffs for the invitation and support ;) #vidanova #novosdesafios


- Eu sabia que você era perfeita, querida! Meu faro não erra nunca -Martha dizia

- Que bom que gostou... Confesso que fiquei meio apreensiva no começo mas foi maravilhoso, experiência incrível!

- Já te vejo estrelando as maiores marcas do mundo, Maitê! 

- Vamos com calma, tá? -brinquei- meu lugar mesmo é por trás das câmeras, na publicidade.

- Isso é o que nós vamos ver, mocinha! -ela dizia- agora, vamos para o último take?

Fizemos todo tipo de foto. Pertinho da praia tinha uma casa que foi alugada por ela que tinha uma piscina extramente linda com borda infinita e fizemos as últimas fotos por lá. Nunca pensei que ia gostar de ser modelo, nem que fosse apenas por uma brincadeira. A cada dia tenho mais certeza que os últimos acontecimentos me transformaram em uma pessoa mais extrovertida e eu agradeço por isso. A vergonha me atrapalhou em praticamente minha vida inteira e fico feliz por estar conseguindo deixá-la de lado. Quando tudo terminou, cada pessoa que estava lá ganhou uma taça de champanhe e brindamos. Eu só fingi que bebi, porque eu não podia ver álcool na minha frente depois da noite de ontem. 

Depois de organizar detalhes de contrato e pagamento, me despedi de todos e fui até o carro. Estava realizada pelo trabalho aparentemente bem feito, já que eu não entendia muita coisa de fotografia. Peguei meu celular para conectar com o bluetooth do carro e me espantei com a quantidade de ligações perdidas que tinha. Oito ligações de Ludmila, cinco de Oscar e uma do David. Não tive tempo de raciocinar qualquer coisa porque meu celular tocava de novo e anunciava outra chamada de Ludmila.

- Ludy, aconteceu alguma coisa? 

- Finalmente você atendeu! Tá tudo bem? Meu Deus, eu já pensei tanta coisa aqui e... 

- Por que você tá assim? -a interrompi- Eu tô bem sim, tava fotografando aquela campanha que te falei...

- Ah... -ela parecia desapontada- por favor, me diz que o David tá com você!

- David? Hã... Não. Por que?

- Ele sumiu, Mai! Ninguém sabe dele, já estamos desesperados porque ele marcou de vir aqui em casa mas não chegou até agora. Ele não atende o celular, já ligamos pra casa dele também e nada. Oscar foi lá na portaria do prédio dele e o senhorzinho disse que ele tinha saído meio atordoado há pelo menos umas 2 horas... Ele nunca faz isso, sabe? De sumir... Você conhece, ele sempre é pontual. Estamos tão preocupados... 

- Aí, não! -senti uma fisgada enorme no peito- será que aconteceu alguma coisa? Ele me ligou há um tempo mas eu só vi agora... O que a gente faz? Ele pode ter ido, sei lá, só respirar um pouco de ar livre, né? Hã... Mas se fosse isso ele avisaria, né? Meu Deus! Será que ele tá precisando de alguém e não consegue se comunicar?

- Maitê, é o Oscar. Escuta, a gente precisa manter a calma, tá? Fique tentando falar com ele por aí que eu vou ver o que faço por aqui, tá?

- Mas, Oscar...

- Apenas que faça o que eu disse, tá? A gente vai dar um jeito!

- Tá bem. Me liga se souber de qualquer coisa, pelo amor de Deus. **
(...)

  
        David P.O.V

Acordei perto das dez horas da manhã com uma dor de cabeça horrível. Não lembro de muita coisa de ontem depois que a Maitê saiu para falar com o Azpinha... Acho que acabei dormindo de qualquer jeito e tenho quase certeza que acordei de madrugada e a vi dormindo na cama próxima ao sofá que eu estava. Meio que automático eu senti uma necessidade extrema de ir até lá e ainda meio zonzo do efeito do álcool, deitei ao seu lado e a observei dormir até cair no sono também. Meu estômago embrulhava por inteiro e eu sabia que aliado a ressaca, estava assim por causa dela. Ela que me transformou por completo sem ao menos pedir licença, ela que me apresentou as  melhores sensações da vida ao mesmo tempo que trouxe as piores. Minha maior burrada foi deixar o ciúme atrapalhar nossa relação desde o começo. Cabeça dura.

Minha única vontade agora era abraçá-la e não deixá-la sair até que entendesse o quanto eu preciso dela na minha vida. Seria tudo muito lindo se quando eu acordei ela ainda estivesse aqui, mas só pude sentir o cheiro do seu perfume nos lençóis, porque ela já tinha ido embora. Meu primeiro reflexo foi levantar e ver onde ela estava, mas um enjoo tomou conta de mim. Corri até o banheiro e coloquei para fora tudo que tinha comido ontem. O efeito da bebida ainda estava vivo em mim e eu desejei umas quinhentas vezes não ter bebido tanto. Não costumo fazer fazer isso e meu corpo não reage bem no outro dia. Me assustei com um barulho vindo da pia até perceber que era meu celular tocando. 

- A..alô? 

- Mano, você tá bem? Já tá todo mundo indo embora, você não apareceu e... -Oscar dizia do outro lado da linha

- Ca..Cadê ela, Oscar? 

- Ela quem? A loira que você pegou ontem? -senti minha cabeça doer e aos poucos todos os detalhes de ontem pareciam voltar para a ordem cronológica

- Cacete... Não! Eu tô falando da Maitê!

- Ah, claro. Deve ter ido embora mais cedo porque aqui no hall do hotel ela não tá.

- Ahm... Tá bom. Mais tarde a gente se fala, mano. 

- David, você tá bem, cara? Conheço tua voz de bêbado

- Eu tô bem, tampinha -menti- é só ressaca. Mais tarde a gente se fala, preciso resolver minha vida

- Tá bem, então. Mais tarde você vai lá pra casa, né?

- Vou, mano. 

- Tá bem, se cuida mlk. ***
(...)

A dor de cabeça e os enjoos ficavam cada vez mais fortes e na minha mente vinha Maitê e Azpinha. Será que ela sente algo por ele?Eu só conseguia pensar na possibilidade de ter perdido a mulher da minha vida por uma criancice minha. Nós tínhamos uma história que ainda iria começar a ser traçada mas já era tão linda e eu estraguei tudo. Meu corpo queria fraquejar, dava sinais de problemas mas eu tentei ser forte. Com uma certa dificuldade, juntei tudo que achei que era meu no quarto. Não achei nenhuma roupa que não fosse o smoking que usei ontem e o vesti de novo. Onde estavam minhas roupas?  Alguns funcionários do hotel me olhavam torto e um, eu acredito que até perguntou espantado se eu estava precisando de alguma coisa. Minha cara estava tão ruim assim? Sei lá, nada mais importava porque eu não conseguia raciocinar direito. Depois de o que eu achei ser uns quarenta minutos, encontrei meu carro no estacionamento. Eu  não sabia ainda aonde devo ir, mas sabia o lugar certo para estar.

Cheguei em casa e me sentia cada vez pior. Não consegui comer nada sem colocar pra fora e minha cabeça latejava como nunca. Deitei no sofá na tentativa de aliviar a pressão e conseguir uma melhora para pelo menos tomar um banho, mas, sem sucesso. Meu celular vibrava no bolso e o peguei na esperança de falar com alguém para vir me socorrer, mas um turbilhão de notificações me chamaram atenção. 

"Nossa, como você deixou essa mulher passar, heim? @davidluiz_4"

"Falta a sua curtida na foto, @davidluiz_4... estamos de olho"

"Neguinho vai pirar com essa foto! @davidluiz_4 vocês são tão lindos juntos! <3 #TeVid"

"Linda demais! O @davidluiz_4 não tem ciumes?"***

Maitê.
Biquíni.
Sorriso lindo.
Cabelo perfeito.
Minha garota.
Dor de cabeça.
Enjoo.
Ressaca.
Visão turva.
Porra! 
(...)
    
       Maitê P.O.V

Passei o caminho todo até em casa com uma angústia terrível. Eu ligava para Ludmila e Oscar de cinco em cinco minutos e a cada "ainda não" eu me sentia pior. Ele é sempre tão responsável e deixar todo mundo assim preocupado não é uma coisa que ele faria, por isso estou tão assustada. Mil possibilidades passavam pela cabeça e eu tentava afastar os pensamentos mais ruins. Guardei o carro no estacionamento do meu prédio e fui subindo pelo elevador. Meu celular tocou mais uma vez com uma ligação de Ludmila. 

- Ludy! Diz que encontraram ele, por favor... -eu pedia, fraca

- Não, amiga... A gente tá pensando em avisar a polícia, acho que é a melhor coisa a se fazer agora.

Eu não respondi. O nó que estava na minha garganta me tirou a voz e eu permiti que as lágrimas que estavam presas desde que eu soube do sumiço dele rolassem. Fui abrir a porta do meu apartamento e estranhei por ela estar destrancada. De repente uma pontada de esperança se espalhou pelo meu corpo e abri com força a mais do que o necessário. Passei o olho pela sala que era o primeiro cômodo da casa e o encontrei ali, para minha felicidade ou tristeza, não sei, desmaiado perto do sofá.

DAVIIIIIIIIIIIIIIIIIID! -eu gritava

- ELE TÁ AÍ? -Ludmila também gritava do outro lado da linha mas eu não ouvia mais nada. Joguei no chão tudo o que eu tinha em mãos e fui até onde ele estava. 
(...)

- David, fala comigo, por favor! -eu batia em seu rosto- David, meu amor, fala comigo... 

Lembrei das aulas de primeiros socorros que tive para tirar a habilitação e sabia que tinha que afrouxar as roupas de um desmaiado e foi aí que percebi que ele ainda estava com o smoking do casamento. Depois de fazer isso, corri até a copa e peguei um pano molhado com álcool. Coloquei para ele cheirar, mas, nada aconteceu. Será que foi algo mais grave que um desmaio? O cheiro de bebida que vinha dele era insuportável.

- David, por favor, me ajuda, vai! Abre o olho, meu amor... -eu passava a mão trêmula em seu rosto e finalmente senti algum tipo de movimento vindo dele.

- Ahm... -ele murmurou

Sei que não deveria ter feito isso, mas eu o abracei com toda a força que tinha. Eu não sabia ainda o que tinha acontecido, mas só de vê-lo respirando com mais força e dando sinal de vida, uma onda de felicidade me atingiu. Por impulso, dei leves beijos em sua testa e bochechas. 

- O que aconteceu com você, David? Fala comigo, por favor... Eu já estava desesperada -ele abria os olhos aos poucos

Peguei o meu celular que tinha sido jogado no chão e avisei a Ludmila que ele estava lá e que parecia ter desmaiado, mas já estava acordando. Fiquei praticamente uns dez minutos o observando acordar de verdade e reconhecer tudo que estava a sua volta. Peguei um copo de água e o fiz beber, assim como ele fez comigo no dia que briguei com Thomas. Fiquei em silêncio tentando me acalmar e ainda sem ter digerido toda essa avalanche de acontecimentos.

- Ai, ai, ai... minha cabeça! Eu acho que bebi demais -ele parecia ter voltado aos sentidos

- Você costuma desmaiar quando bebe? 

- Não -ele me olhava daquele jeito indecifrável ainda que frágil- não sei o que me deu. Eu vim aqui porque precisava falar com você mas não te encontrei. Tentei te ligar mas minhas pernas fraquejaram de repente e acho que bati a cabeça em algum lugar.

- Meu Deus, David... Eu nunca te vi assim. Você comeu alguma coisa hoje?

- Não, coloquei tudo pra fora -ele dizia com a cara de decepcionado

- Não? Nossa... Acho que isso explica muitas coisas. O Oscar e a Ludy estavam loucos te procurando, sabia? Parece que você combinou de ir pra casa deles hoje cedo. Olha... -fiz um sinal para que ele se apoiasse em mim- vem, vamos! Você precisa de um hospital e...

- Não... não é de um hospital que eu preciso, Maitê. -ele disse simplesmente 

- É o que, então? Fala que eu arrumo pra você!

- Você.

- Ahm? Eu? 

- É.

- Eu o que, David?

- A minha necessidade é você. Não deu pra entender ainda?

CONTINUAAAA (...)
 


Notas Finais


Genteeeeee, o que vocês acharam???? O que será que a Mai vai responder? Estão ansiosas pro próximo capítulo? :))))) comentem se estão gostando, por favor, é importante! Beijooooooo


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