História Seguir em frente - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Tags David Luiz, Futebol!, Geezer, Romance
Visualizações 296
Palavras 2.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, oi!!!!! Fiquei tão feliz com a quantidade de comentários do capítulo anterior que resolvi postar o novo logo! :))) Obrigadaaaaa!!!

Bom, acho que esse capítulo está um pouquinho diferente dos outros porque se passa quase por inteiro em uma única cena e por isso tem MUITOS diálogos. Acho que foi feito pra quem gosta de uma boa manteiga e estou ansiosa pra saber se vocês vão gostar!!!

AHHHHHH, POR FAVOR, DEIXEM EM OUTRA GUIA A MÚSICA "I won't give up - Jason Mraz" PRONTA QUE EU AVISO A HORA DE DAR O PLAY, OK?

É isso, boa leitura. xx

Capítulo 20 - Aquele da nossa conversa


Fanfic / Fanfiction Seguir em frente - Capítulo 20 - Aquele da nossa conversa



- Não... não é de um hospital que eu preciso, Maitê. -ele disse simplesmente 

- É o que, então? Fala que eu arrumo pra você!

- Você.

- Ahm? Eu? 

- É.

- Eu o que, David?

- A minha necessidade é você. Não deu pra entender ainda?

Meu coração acelerou, minha respiração parou, minha pupila deve ter dilatado e como de costume, perdi a fala. Meu cérebro só processava a imagem daqueles olhos cor-de-mel esperançosos pela minha resposta. E qual seria ela?

- Não ouviu o que eu falei? -ele levantou o tórax para ficar na minha altura e segurou meu rosto com uma mão. Merda!

- Para com isso, David! -foi a única coisa que eu consegui dizer. Na verdade eu nem sei o que poderia ser dito agora.

- Por que? Você não pensa mais em mim? Porque a única coisa que eu tenho feito desde que te conheci é pensar em você.  

Travei de novo. Eu sei que o certo seria dizer que não pensava mais nele mas eu estaria mentindo e tentando enganar a ele e a mim mesma. 

- Responde, tê, por favor. -ele desceu a mão que estava no meu rosto e entrelaçou nossos dedos

- Não é assim tão fácil, David. Você não pode chegar aqui e simplesmente me dizer essas coisas depois de tudo que aconteceu! 

- Por que não? Eu já sei que cometi o pior erro que eu poderia fazer quando terminei com você

- Uma coisa tinha que ter começado para poder ser terminada -falei sem pensar muito, se era para falar sobre isso, eu seria sincera

- Como assim? -ele soltou minha mão e me olhava curioso

- O que a gente tinha de verdade, David? 

- Como assim o que a gente tinha? Compromisso, namoro? Não estou te entendendo. 

- Namoro pra quem? Alguma vez você me apresentou como sua namorada? Houve algum pedido? 

- Ah, é isso? Por que eu não fiz um pedido? Eu nunca te escondi de ninguém, Maitê! Sempre fiz questão de estar com você em todo lugar! Nunca usei esse termo porque achei que não era necessário e também não queria de alguma forma te pressionar...

- Não é isso, David. É que...

Eu estava prestes a falar tudo que estava guardado aqui dentro até que ele levou as mãos à cabeça e segurou firme, como se estivesse com muita dor. Levantou o rosto um instante depois e passou os olhos desesperados pela sala e pegou o meu jarro italiano (caríssimo, por sinal) e dentro dele colocou pra fora toda a água do seu organismo, sim, água, porque aquilo não podia ser chamado de vômito. Infelizmente ele não foi rápido o suficiente e acabou melando também o smoking que a essa altura já estava todo surripiado. Me olhou como se pedisse "desculpa" por estar naquela situação na minha frente, mas a essa altura eu já tinha esquecido tudo o que estava fazendo. 

- Vem, eu vou te ajudar. -eu disse e dei a mão para fazê-lo a levantar- você vai tomar banho e eu vou te dar um remédio, tá? Fica calmo, você vai melhorar. -ele não falou nada, apenas assentiu

O ajudei a tirar a roupa com uma certa dificuldade em não olhar aquele tanquinho tão lindo que eu não via há séculos, praticamente. Ele fazia sinal para tirar a cueca boxer mas eu segurei suas mãos, para que não o fizesse. Nem preciso dizer o por que, né? A cena seria cômica, no fundo, se não fosse trágica. Ele sentou novamente no sofá e acho que deu uma risada pela primeira vez desde que o encontrei jogado aqui no chão da minha casa. Fui até o banheiro social e abri o chuveiro, procurei um banco no cômodo e o coloquei em baixo do jato de água para que David tomasse o banho sentado para não haver possibilidade de uma queda ou qualquer coisa do tipo. Voltei para a sala para buscá-lo, que observava tudo atento na medida do possível, e com uma certa dificuldade apoiei seu peso em mim para ajudá-lo a chegar até lá. O deixei em baixo do chuveiro e ia me retirando quando ele se pronunciou.

- Fica comigo, por favor.

- Melhor não, David, eu tô aqui fora se você precisar de alguma coisa...

- Por favor, tê, eu tô muito mal! Só precisa ficar aqui perto...

- Hã... -o que mais eu poderia fazer?- Tudo bem. 

Me encostei no armário e observei a cena. Ele se molhou na água morna e logo pegou o shampoo que deixei numa altura favorável a ele. Pegou o sabonete líquido, ensaboou as mãos e as passou por todo o seu corpo. Ok, nessa hora eu desviei o olhar porque eu poderia perder o foco do que realmente estava acontecendo ali, se é que você me entende. Acho que ele teve uma tontura porque sentou logo em seguida. Fiquei esperando ele me avisar que tinha terminado e estendi uma toalha. O ajudei novamente a sair do cômodo e o levei de volta ao sofá. Subi rapidamente até o meu quarto e peguei o remédio para ressaca que eu tinha guardado e umas roupas dele que ainda estavam guardadas por aqui. 

Quando voltei, estendi a ele as coisas juntamente com um copo de água e fiquei o observando. Ele tomou o remédio e colocou o moletom que eu havia lhe dado e ficou me olhando como se estivesse pedindo permissão. Franzi o cenho.

- Que foi? 

- É que eu vou tirar a cueca antes de vestir a calça porque ela tá molhada...

- Ah, sim, claro -virei o corpo até ficar de costas para ele. 

Aproveitei para ir a cozinha para procurar alguma coisa leve para ele comer. A única coisa que achei foram uvas, porque comida congelada e enlatados não fariam bem para o estômago dele. Voltei para a sala e percebi que ele tinha se deitado no sofá. Os cabelos ainda molhados e o jeito todo a vontade o deixaram ainda mais lindo, se é que isso fosse possível.

- Tá se sentindo melhor? -sentei na ponta do sofá e entreguei as uvas pra ele- tenta comer isso.

- Tô. Obrigado. Por tudo. -ele disse e eu tentei ignorar qualquer outro significado que essa frase tenha tido.

- Hã... Já tá tarde, acho que você precisa descansar agora. Pode ficar aqui, se quiser. O quarto de visitas tá arrumado e limpo.

- É que eu queria conversar com você primeiro...

- Não pode deixar para amanhã, David? Eu tô cansadona aqui e tô precisando de um banho urgente... -falei tentando fugir da situação

- Não, não pode. E tudo bem, tô sem pressa. Pode ir tomar banho que eu espero aqui. 

Bufei e fui em direção ao banheiro do meu quarto. Não sei o que David pretende com tudo isso e confesso que estou com um certo medo do que vem por aí. Repassei todo o meu dia durante o banho e cheguei a conclusão de que foi realmente um dia fora do comum, começando por ter sido "modelo por um dia" e no final a pessoa que eu menos esperava estava desmaiado na minha sala e, como se não bastasse, depois disse que ainda gosta de mim. Passei uns quarenta minutos de baixo do chuveiro na esperança de que ele fosse vencido pelo cansaço e acabasse dormindo, mas não foi o que aconteceu. Saí tranquilamente do banheiro e me deparei com um David deitado na cama.  Na minha cama. 

- David! O que você tá fazendo aqui?

- Vim ver se você estava fugindo de mim, mas como ouvi o barulho do chuveiro, resolvi esperar aqui. 

- Você é abusado, viu, garoto? Uma hora atrás você estava vomitando em si mesmo!

- Não precisava me lembrar disso. -ele fez uma cara do tipo cachorro abandonado com fome

- Tá bom e você não precisa fazer drama, né?

De repente David me olhou de cima a baixo, o que me fez lembrar que estava conversando apenas com uma toalha no corpo e corri até o closet para vestir uma alguma coisa. Peguei a roupa que eu gostava de usar como pijama: camisa uns cinco números maior e cueca boxer e vesti. Fiz um coque desajeitado no cabelo e voltei para o quarto sentando ao seu lado na cama. Olhei para o teto procurando palavras para começar uma conversa até que ele quebrou o silêncio.

dê o play na música

- Queria começar te pedindo desculpas pelo que fiz. Eu sei que fui o culpado por estarmos nessa situação agora e assumo toda a culpa. Sei também que eu te prometi que não ia deixar ninguém te magoar e acabei eu mesmo fazendo isso. Ouvir essas coisas da sua boca foi como levar um jato de água fria no inverno, sabe? Eu sempre tentei agir com a cabeça e deixar as emoções de lado um pouco, mas confesso que não consegui por muitas vezes. Acho que com relação a você não consegui nenhuma, na verdade. Eu errei quando tirei conclusões precipitadas quando você foi ao Brasil e errei mais ainda quando não te dei a oportunidade de se explicar. Você, no tempo que estivemos juntos, nunca me deu motivo para desconfianças e eu mesmo assim preferi não acreditar em você. Me perdoa por isso também? Acredite, eu aprendi tudo isso da pior forma possível, vendo que a falta de você deixava um vazio na minha vida tão grande que nada conseguia mudar isso. Vi que podia te perder pra sempre, que um cara mais legal e bonito que eu podia aparecer e conquistar teu amor. Aquele amor que eu tive e que era só meu e acabei desperdiçando por uma criancice! Se você soubesse o quanto eu tenho raiva de mim por ter deixado o ciúme atrapalhar tudo... Se eu pudesse voltar no tempo faria tudo diferente, mas, infelizmente não posso. O que está ao meu alcance é te pedir perdão e dar a minha palavra que nunca mais vou deixar de acreditar em você, isso se você ainda estiver disposta a estar comigo. Me perdoa, Maitê?

David despejou aquilo tudo em cima de mim e limpava discretamente umas lágrimas que rolavam por seu rosto. Nem preciso dizer que eu chorava também.

- Eu te perdoo.

- Perdoa? -ele se virou para que ficássemos de frente um pro outro e segurou minha mão. De novo. Merda!

- Perdoo, mas não sei se quero voltar, sabe, David? Eu te falei tantas vezes que passei por um namoro abusivo e o quanto isso me machucou, te disse que a desconfiança sem motivo me deixou marcas horríveis, como a insegurança. Eu te disse tantas, tantas vezes o quanto sofri e por isso não tinha ficado com ninguém desde que terminei esse relacionamento até você aparecer e ainda assim, você fez o que fez... Eu não sei se quero pagar pra ver o que vai acontecer, entende?

- Maitê, eu te dou a minha palavra! Sei que não vale muito, mas eu não vou mais fazer isso! Eu aprendi com o meu erro e você vai comprovar isso com o tempo. Eu am... quer dizer, eu gosto demais de você pra te fazer sofrer de novo. Eu vi o que é a vida sem você e acredite, ela não vale nada! Posso ter dinheiro, fama, minha boa fase de volta mas quando eu deito no travesseiro a única coisa que me faria feliz é você. Eu preciso de você, você é o meu refúgio, a cura para qualquer problema,  você é... o que eu sempre quis pra mim. 

Eu estava prestes a respondê-lo quando meu celular, que estava em cima da cama, vibrou. Corri o olho para ver o que era e David, infelizmente, fez o mesmo.

César Azpilicueta
2 segundos atrás

Resolveu apostar na carreira de modelo, huh? Sempre soube que sua beleza era muita para estar escondida... ;)
Vi as fotos hoje a tarde e confesso que não parei de pensar em você. Na verdade, acho que faço isso desde
ontem a noite... Enfim, só resolvi dar um oi. Dá sinal de vida se estiver acordada :* 


- Você gosta dele? -David perguntou me trazendo de volta a situação em que estávamos 

- O que você quer dizer com "gostar"?

- Gostar, Maitê. Você me entendeu. 

- Hã... eu acho que... não. Não gosto dele como eu gosto de você.

- Então você gosta um pouco?

- É complicado, David. Ele é um cara muito legal e deixou bem claro que está interessado em mim de verdade, sabe? Isso mexe com qualquer pessoa. A gente acabou ficando no casamento e...

- Eu vi. -ele disse simplesmente e me olhou com aquela cara de poucos amigos

- Nem vem que você estava bem animadinho agarrando aquela loira com cara de piriguete que eu vi, tá?

- Eu nem lembro o nome dela, Maitê. Só fiz aquilo porque eu tava bebendo e fiquei mal por te ver com o Azpinha.

- Eu gostava disso, sabia? -falei tentando mudar o rumo da conversa

- Disso o quê?

- Da nossa conversa assim... Leve. Acho que foi isso que me conquistou. Eu conseguia me abrir com você de uma forma que eu não fazia com mais ninguém.

- Vai dizer que o meu corpinho não ajudou nisso? -ele brincou

- Ah, isso também... Como eu pude esquecer? -falei e o som das nossas risadas se encontraram. Que saudade disso.

Rapidamente, ele pegou meu celular e colocou bem longe do meu alcance e eu quis rir por um momento. Voltou para perto de mim e me olhava como se pedisse permissão para continuar e eu apenas assenti. Ele chegou mais perto e me abraçou tão forte quanto aquelas vezes que ele queria me passar proteção e que no fim sempre conseguia. Senti todas as borboletas do meu estômago acordarem com aquele cabelo macio grudado no meu rosto e o cheiro que a pele dele tinha. Contra minha vontade, ele me soltou e segurou meu rosto com uma mão.

- Eu quero te fazer a mulher mais feliz do mundo, posso? 

Eu não falei nada. Apenas fiz o que meu coração mandava e juntei nossos lábios. Eu precisava daquela sensação de ter David comigo de novo. Nosso beijo era calmo como primeiro, que, por sinal, estávamos nesse mesmo lugar depois que eu bebi todas e mais algumas no aniversário do Oscar. Acho que a situação era quase a mesma, sendo que com os papéis trocados. Ainda sentados, eu passava a mão pelo seu pescoço lentamente enquanto ele segurava minha cintura. Depois de um tempo, ele parou nosso beijo por um instante e riu quando eu busquei seus lábios de volta.

- Senti tanta a falta disso, meu amor... -ele murmurou

- "Meu amor"? Sou o seu amor? -eu não conseguia disfarçar o sorriso que brotava na minha boca

- Ainda tem dúvida, meu amor? -ele dizia com aquele sorriso mais lindo do mundo

- Olha, David... Eu queria ir com calma, tá? Preciso de tempo para organizar todas as ideias...  

- O tempo que você quiser, meu amor

Nós nos beijamos por mais um tempo e ele entendeu bem o que eu quis dizer e não tentou avançar as coisas, se é que você me entende. Apenas me deitou e virou meu corpo para que ficasse de costas para ele e estávamos na conchinha perfeita. De novo, a sensação de proteção que ele tinha percorria todo o meu corpo. Fechei os olhos e tentei aproveitar o momento antes de cair no sono. No fundo eu sempre soube que esse era o lugar certo para estar.

- Maitê? -ele sussurrava com a boca perto do meu ouvido

- Sim?

- Obrigado por aparecer, por mudar minha vida, minha rotina, deixar a mesmice de lado. Obrigado por ser você. Se eu fosse te desenhar, juro faria do mesmo jeitinho. Sem tirar nem por. Você é linda. 

(...)

 


Notas Finais


Vocês sabem que eu adoro uma treta, mas esse capítulo me deixou emocionada demais!!!! Amei escreve-lo e espero que tenham gostado também!!! Qual foi a parte preferida de vocês? Comentemmmmmm! Beijooooooooo


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