História Segure minha mão - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~bulletproof-

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Minjoon, Namjin, Sugakookie, Taeseok, Vhope, Yoonkook
Exibições 116
Palavras 1.798
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, a unnie voltou e hoje estamos postando o antepenúltimo capítulo da nossa fic. Já estamos chorosas, por ver que a nossa bebê está perto do seu fim. *-------*
Mas ainda mais temos que agradecer por tudo e pelo grande apoio que andam nos dando.
Boa leitura.

Capítulo 13 - Me liberte !


Fanfic / Fanfiction Segure minha mão - Capítulo 13 - Me liberte !

 

 Talvez aquelas lágrimas fossem bem mais dolorosas do que qualquer pancada desferida contra mim. Talvez aquele doce beijo não doesse tanto quando uma queimadura sobre a derme nua. Talvez aqueles olhos não causassem em mim a mesma dor que uma faca desferida contra meu peito. E ele me machucou assim, ele me quebrou assim, ele começou a fazer de mim um ser simplesmente insignificante. E isso era o que eu me sentia, isso era o que eu via que era pra ele. E aos poucos o nada me acolhia, me fazia perceber o quanto eu estava me perdendo. O quanto esse sentimento estava espremendo o meu peito ao ponto de que eu não conseguisse nem ao menos raciocinar direito. Eu estava sendo um completo tolo, bobo e apaixonado. Não é pelo fato de que não pudesse tê-lo que eu sofria, mas sim pelo fato de que eu não poderia nem nutrir mais aquele sentimento bom de amizade, já que sentia que tudo estava desabando aos poucos, que tudo estava ruindo e que em minha mente o que ele sentia por mim não se resumia a outra coisa que não fosse ódio. Eu o amei, antes de mim mesmo, eu o quis antes de qualquer coisa, eu cuidei dele antes de cuidar de mim e eu me arrisquei como a quem aposta o seu coração. Ele precisou de mim em noites frias e eu estava lá. Ele chorou e eu sequei suas lágrimas, ele sentiu fome e eu o alimentei, ele suspirou e eu colhi o seu pesar. Eu o quis mais do que o ar que eu respiro e de que serviu esse amor? Apenas para me deixar entender que nada do que eu sempre quis poderia ser alcançado por mim. Assim eu estava mais uma vez amargando em um lugar onde a dor fazia morada. Em um bar. 

 Yoongi se aproximou de mim, ele estava ao lado do rapaz que cantava naquele lugar. Ambos sentamos em uma das mesas mais próximas do palco enquanto o garoto se despediu e se encaminhou ao local onde ele brilharia. Onde ele colocaria pra fora através de notas, palavras que resumiam a nossa dor. Que mesclavam a nossa realidade com a música tranquila. 

 - Vocês estão juntos? - perguntei depois de um tempo. Meu amigo parecia perdido ali, observando aquele garoto que tinha um sorriso diferente e uma voz de anjo. 

 - Depois de uma burrada que eu fiz, sim. - o olhei, meu amigo parecia abatido, não havíamos conversado muito sobre tudo. Eu estava abalado e ele também. 

 - O que houve? - dei um espaço mental para que ele falasse. Yoongi desviou o olhar do palco e me encarou. Trazia um meio sorriso forçado. Algo aconteceu. Dei a ele um tempo. 

 - Eu beijei Hoseok. Meio que não aguentava mais, estava completamente louco de paixão por ele e acabei prejudicando tudo. - ele tentou sorrir. Eu fiquei em dúvida do que fazer, não tinha vontade de socar a cara do meu amigo, mas ao mesmo tempo não tinha forças para consolá-lo. E ele me fitando continuou. - Ele não correspondeu. - claro que não. Meu irmão morre de amores pelo Kim mais novo. - E bem, aconteceu que o TaeHyung chegou naquele momento e me bateu. - Yoongi riu, riu como se aquilo pudesse espantar um pouco da sua dor. E eu apenas abaixei a cabeça e me servi de mais um gole. - Me perdoe Namjoon. Eu sei que ele é seu irmão, mas eu não aguentava mais. Eu me sentia morrendo aos poucos. 

 - Tudo bem. Eu te entendo. Não posso dizer que está errado, se eu bem... Fiz o mesmo. - o Min acariciou as minhas costas e eu sorri com ele. 

 - Você não vai me bater ou me chamar de idiota? - ele me surpreendeu com aquela pergunta. 

 - Não, não posso julgar alguém quando eu mesmo fiz a mesma coisa. - tive de tentar por na mente que eu era tão errado quanto ele.

 Houve silêncio. 

 - Só que eu me permiti deixar pra lá, seguir em frente e tentar encontrar em outro coração, uma morada pra mim. - o outro me disse depois de um tempo.

 A voz de Jeon JungKook ecoava por aquele salão, assim como as risadas e os choros das pessoas que se afogavam em seus mundos paralelos. Procurei não dar atenção àquela indireta. Por mais que ela fizesse todo o sentido do mundo. 

 - Você deu uma chance a ele? - completei sorrindo. Pensando que pudesse ao menos dar um rumo diferente àquela conversa. Mas não, não se pode fugir da realidade. 

 - Não meu amigo, eu dei uma chance a mim mesmo. Uma porta de saída. Eu sabia que não podia chegar até o coração de Jung Hoseok. Não quando ele está completamente apaixonado por Kim TaeHyung, não quando o que os dois sentem é maior do que tudo. Eles são um do outro e eu não posso simplesmente fechar os olhos e nadar contra essa correnteza. Uma hora eu tombaria e me afogaria, sendo assim, enquanto ele ficaria feliz com o cara que ele ama, eu choraria sem pausas por esse amor que nunca será meu. Por isso decidi mudar, decidi deixar isso de lado e me dar uma chance. O Kook parece me amar, ele está provando isso dia a dia. Então pra que perder meu tempo com alguém que não quer nada comigo, quando posso ser feliz com quem me quer de verdade?

 Suas palavras ficaram ecoando na minha mente. E eu mal conseguia pensar em outra coisa depois disso. Minha mente ficou nublada e eu bebi ainda mais. Enquanto ouvia o menor ali cantando, sorrindo enquanto o olhava. Eles pareciam conectados demais, presos demais. Se dando uma chance de serem felizes. Então, por que não eu? Me levantei daquela mesa e me despedi do meu amigo, acenei para o Jeon que cantava e me dirigi pra saída. Algo tinha de mudar. 
... 
... 
... 

 Cheguei em casa e meu irmão se encontrava no sofá da sala, vendo qualquer programa a esmo com o namorado. Tae acariciava e beijava sua cabeça com um carinho enorme. E eu percebi que o mais novo ali estava quase dormindo. Impressionando-me por como ele conseguiria ser cuidadoso com quem ama. Realmente aquilo seria mesmo impossível para o Min. Tentar quebrar aquela barreira que une aqueles dois. De certo ceder e ir embora era a melhor saída, por mais dolorosa que pudesse parecer. 

 - Boa noite hyung. - meu irmão saiu do colo macio do outro e veio em minha direção.

 Os abraços de Hoseok sempre eram os melhores, ele me acolheu ali de uma forma única. Forma essa que eu estava realmente precisando, um colo que me amparasse. Fiquei ali com a cabeça na curva de seu pescoço por um tempo, enquanto ele fazia carinho nas minha costas. Com cuidado e leveza, me fazendo desejar deitar em uma cama com ele e deixa-lo me fazer dormir. Ato esse que sempre fazíamos quando éramos menores. Mesmo que ele fosse mais novo. Quem recebia todo o mimo era eu. Amar aquilo era um fato. Me sentia perdido em meio aquele ninho de amor de irmão.

 Contudo, não podia ficar ali pra sempre e o afastei delicadamente. O Kim nos olhava, ciumento como ele. Se havia algo que Kim TaeHyung era, é ciumento. Em uma escala que eu me surpreendia às vezes. Mesmo assim o Jung me deu um beijo no bochecha e acariciou os meus fios, melhor contato. 

 - Onde está Jimin? - de repente o Park me veio a mente. Meu irmão ainda sorrindo me respondeu. 

 - No quarto, eu e ele fizemos um jantar, se quiser o seu ainda está guardado, posso esquentar pra você. - fiz que sim. A comida dos dois é maravilhosa. 

 - Estava te esperando pra comer. - ouvi a voz conhecida do Park vindo do corredor, meu irmão sorriu pra ele que vinha lentamente em nossa direção. 

 - Obrigado, mas não precisava ter me esperado. Está tarde. - consultei o relógio que marcava vinte e três horas. 

 - Mesmo assim, não tem problema. Vou esquentar a nossa comida. Hoseok fez um mousse de limão, que está um delícia. Podemos comer juntos depois. - Jimin sorriu e passou as mãos de leve nos fios de cabelo do meu irmão, que respondeu a altura. Pareciam tão íntimos e felizes. E eu gostava de ver aquilo, de sentir como meu irmão se dava bem com o outro. Era perfeito, Jimin sabia cuidar e respeitar a minha família. E o fato dele se dar bem com o Jung me deixava ainda mais encantado. 

 - Hoseok, eu estou com sono, vamos dormir. - fomos despertos daquele momento doce, quando o Kim mais novo chamou meu irmão. Seu tom era rude e ele parecia irritado. O que eles tinham? Sinceramente, o que corria nas veias dos Kim? Estava perdendo a paciência com TaeHyung, mas só me segurei porque Hoseok estava ali. 

 - Sim, já vamos. - o moreno se virou pra nós. - Boa noite Jiminnie e hyung. Cuidem-se e não se esqueçam da sobremesa. Amo vocês. - ele disse baixinho, o que nos arrancou um sorriso. 

 Logo os dois foram pro quarto e eu podia ouvir de longe o Kim reclamar de algo. Jimin tratou de nos servir e em poucos minutos estávamos nos deliciando com a comida caseira daqueles dois. Conversamos um pouco sobre assuntos aleatórios. E eu me sentia muito bem assim. A companhia dele era a melhor e seus carinhos eram os que mais me traziam paz. 

 Mas de repente uma pergunta mudou tudo, me tirando a paz e me fazendo refletir sobre o quanto eu queria ou não ser feliz.

 

 - Kim NamJoon, quer namorar comigo? - fiquei por um tempo sem saber o que dizer, sem compreender o quão aquelas palavras tinham poder e quanto elas podiam mudar a minha vida. Respirei fundo e parei de comer o doce que meu irmão havia feito. Estava uma delícia mesmo e eu me surpreendi em como poderiam ser duas coisas distintas, mas que me deram um prazer além do imaginado. Assim eu respirei fundo e fitei aqueles olhinhos esperançosos. E respondi com todo o coração. Fiquei aprisionado na intenção de não saber bem o que dizer. Eu sentia a necessidade de estar livre, de encontrar pra mim os sentimentos que me pertencem. Ao invés de viver engaiolado a alguém que não tem a intenção de me dar nada. Somente dor, e por mais que isso esteja queimando dentro de mim eu pude enfim decidir o que fazer. Olhei nos olhos do mais baixo ali e disse de forma simples, meu sim mascarado com o meu maior desejo.

 

 

 

 

 

- Eu aceito, por favor me liberte Jimin.


Notas Finais


E o que acharam? Comentem aqui pra nós e um grande abraço da sua unnie.


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