História Segure minha mão - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~bulletproof-

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Minjoon, Namjin, Sugakookie, Taeseok, Vhope, Yoonkook
Exibições 106
Palavras 2.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


olá, estamos de volta~

espero do fundo do coração que dps q vcs lerem essa capítulo, n sinta vontade de arrancar nossas peles e fazerem casacos com elas ahshaushuahsus enfim

boa leitura!!

Capítulo 6 - Sob as luzes da cidade


 

 As ruas estavam mais movimentadas que o normal para aquele horário, denunciando o quão impaciente e certamente ansiosas as pessoas se encontravam para que chegassem o mais rápido possível em suas devidas residência ou compromissos.

 Conforme os pneus do carro cinza deslizavam pelo asfalto e a voz de Jimin cantando uma música aleatória que tocava na rádio, preenchia meus ouvidos me fazendo vez ou outra, o acompanhar em sua cantoria e até mesmo arrancar gargalhadas altas e gostosas do mais novo pelo meu jeito totalmente desleixado de cantar.

 - Nós faríamos uma dupla e tanto Nam-hyung. – apertou o pequeno controle do carro, fazendo o barulho das traves do automóvel serem ativadas, assim que descemos do veículo e nos dirigimos para dentro do restaurante.

 - Só se for uma dupla de decepção, porque minha voz é péssima pra vocal, e não ouse dizer o contrário Park Jimin.

 Recebi um sorriso divertido do ruivo conforme íamos caminhando lado a lado até uma mesa vaga e um tanto afastada das demais.

 Após nos ajeitamos nas cadeiras e realizarmos nossos pedidos, entramos em diversos assuntos aleatórios desde a minha preferência por roupas em tons mais escuros e a do ruivo em tons mais alegres, até como o contraste da cor de nossos cabelos era agradável.

 E naquele exato momento enquanto jantávamos e jogávamos conversa fora em meio de risadas e brincadeiras, me questionei o motivo de nunca ter dado mais atenção para aquele lado de Jimin divertido e de certo modo, um tanto infantil. Não mentiria que aquela face da personalidade do ruivo era um pouco desconhecida por mim.

 - Ah, esqueci-me de perguntar, de manhã você disse que precisou sair correndo mais cedo para casa ontem, aconteceu algo? – perguntei após dar um gole no vinho que repousava dentro da taça.

 - Oh, sim! Não foi nada de preocupante, tirando o fato de que uma infiltração danada no apartamento vizinho penetrou toda a parede do quarto, e está quase impossível ficar lá dentro por causa do cheiro insuportável de mofo, está tudo bem. – disse com um tom de brincadeira, mas consegui perceber um leve preocupar em sua fala.

 - Como assim? Onde você vai ficar durante esses dias? – questionei preocupado por saber como o baixinho vivia reclamando e até mesmo chegando atrasado porque foi parar no hospital por causa de alergias.

 - Ainda não sei, talvez eu fique por lá mesmo ou vá para algum hotel, mas isso não é importante.

 - Claro que é Jimin, vai acabar atacando todas aquelas alergias esquisitas e não quero receber telefonema seu dizendo que vai chegar mais tarde porque está com o oxigênio baixo. – vi o mais novo abaixar a cabeça com a “bronca” que estava dando. – Ei, o que acha de passar uns dias lá em casa? – levantei seu queixo para que me olhasse nos olhos.

 - Não, claro que não Nam-hyung, não posso abusar tanto assim, é só uma infiltração, não precisa faze...

 - Eu não vou aceitar não como resposta e você sabe bem disso. – lhe cortei, com uma expressão seria no rosto. – A casa é grande, e creio que HoSeok vai adorar ter sua companhia, já que vocês se dão tão bem.

 - Tem certeza mesmo? – assenti confiante. – Muito obrigado hyung, prometo não passar mais de uma semana lhe incomodando, assim que tudo se resolver eu saio de lá. Não sei nem como agradecer. Obrigado mesmo! – senti seus dedos cheinhos repousarem sob minha destra, em um ato de agradecimento e não pude de apertar sua mão pequenina entre a minha.

 - Pode me agradecer levando suas coisas lá para casa amanhã depois que sairmos da cafeteria, o que acha? – sorri.

 - Por mim tudo bem! – presenciei seus olhos, novamente, sumirem após um sorriso grande lhe rasgar os lábios. – E hyung, vai ser ótimo acordar todo dia e já ter que presenciar sua beleza matinal. – tive que rir com seu comentário sendo acompanhado do mesmo, e juro que naquele exato momento, o timbre de sua risada doce seria o meu som preferido daqui pra frente.

 

*

 

 - Aish, eu não acredito que está chovendo justo hoje. – um bico grande e infantil repousou nos lábios cheinhos do ruivo, assim que entramos no carro correndo para que nos livrássemos dos pingos gélidos da chuva. – Eu queria te levar a um lugar...

 - Um lugar é? – vi o mesmo balançar a cabeça em positivo enquanto conectava a chave na ignição – Nós não somos feitos de açúcar Jimin...

 Em um movimento súbito o ruivo desviou sua atenção da estrada me olhando como se a melhor ideia de sua vida havia lhe atingindo naquele instante, e não pude deixar de perceber o quão animado ele pareceu ficar por seus planos, seja lá quais fossem, pudesse correr como gostaria antes do imprevisto chuvoso.

 E não posso negar que estava bastante ansioso para saber aonde ele gostaria de me levar.

 Alguns minutos se passaram desde que havíamos começado a passar pelas ruas, que em minha visão estavam totalmente embaçadas por conta do vapor preso no vidro da janela, fazendo com que as luzinhas dos demais carros ao nosso lado e casas daquela região virassem borrões coloridos.

 Mais algumas esquinas viradas e pude perceber pelos rostinhos sorridentes que desenhei na janela com as pontas dos dedos, que conhecia perfeitamente aquele caminho para qual Jimin estava conduzindo-nos.

 Estávamos nos encaminhando para o Rio Han.

 Park, logo estacionou o automóvel de modo que pudéssemos ficar bem próximos à margem das águas e mesmo que estivéssemos dentro do carro podíamos ter a visão perfeita da ponte.

 As luzes coloridinhas da estrutura grande de concreto e dos prédios que ficavam próximos à beira, refletiam no líquido cristalino que era atingindo pelas gotículas grossas de chuva. E por mais que uma quase tempestade lá fora estivesse quase se formando, nada conseguia atrapalhar o espetáculo de águas e luzes azuis e rosas que nos era proporcionados a contemplar.

 - Eu gosto de vir para cá quando preciso esfriar a cabeça. – seu corpo encostado no banco escuro, assim como o meu, sua voz era baixa e serena, seus olhos fixos nas luzes mais a frente. – Achei que você também gostaria de vir aqui comigo...

 - É mesmo um bom local para espairecer. Venho aqui às vezes para escrever algumas letras. – confessei pela primeira vez a alguém que não fosse Seokjin.

 - Uau, você escreve músicas?! – virou seu rosto surpreso para me olhar assim que assenti timidamente. – Então quer dizer que o hyung, além de lindo e inteligente, é também um compositor?

 - Pare com isso. – ri baixo, sentindo minhas bochechas queimarem, meu rosto arder e a vontade de correr daquele veículo cinza me atingir em cheio; falar sobre algumas de minhas composições era algo tão fechado em meu mundinho que o expor dessa forma me deixava tão nervoso e envergonhado.

 - E olha que você disse que faríamos uma dupla de decepção, hein? Você poderia escrever algo e eu poderia cantar, olha que dupla maravilhosa hyung!! – falou alto como se fosse a maio descoberta do universo, rindo logo em seguida.

 - Jimin, você é adorável. – soltei sem muito pensar enquanto afagava seus fios laranja e observava seu olhar terno sob mim.

 - Mas de qualquer forma, gostaria de ler algumas de suas escritas. – repousou sua mão em cima de minha coxa esquerda, ato que já havia me acostumado durante todo o jantar. – Você deixaria?

 - Hmm... – fingir pensar, olhando para frente e notando que a intensidade da chuva havia diminuindo, e o vapor do vidro se condensado. – Talvez eu deixe sim, e quem sabe até mesmo escrevo uma para você cantar para mim, o que acha?

 - Me sentiria honrado, hyung. – sua voz atingiu meus ouvidos causando-me certo espanto por termos ficado tanto tempo em silêncio.

 Jimin nada mais silabou, seu olhar estava perdido em qualquer ponto mais a frente em sua própria mente, que nem se eu quisesse com todas minhas forças, conseguiria alcançar e o puxar de lá para a realidade. Um sorriso de canto dançava por seu rosto, e alguns acariciar foram deixados em minha coxa.

 Podia perceber claramente o quão feliz o ruivo estava apenas por observar aqueles simples detalhes pequenos em suas feições belas. Tudo aquilo se devia pelo o que havia proposto e a minha companhia ao seu lado?

 Não poderia mentir dizendo que não estava contente por estar ali junto do mais novo, sua presença me motivava para que pudesse ficar mais e mais ao lado um do outro, sua gargalhada era tão gostosa de seu ouvir e seu sorriso era perdidamente viciante. Com certeza aquela criaturinha era a mais amável existente.

 - Você tem um timbre muito bom, já pensou fazer algo sobre isso? – perguntei voltando novamente a esse tópico, vendo o baixinho negar. – Depois de hoje eu definitivamente devia te apresentar a Min Yoongi, ele é meu amigo e um ótimo produtor, pode fazer muitas maravilhas com sua voz, Jimin.

 - Seria realmente muito legal de sua parte. – me lançou um sorriso doce, aproximando-se um pouco mais de mim. – Mas você sabe quais maravilhas eu posso fazer com a minha boca na sua?

 Sem nem que eu pudesse raciocinar o que havia dito ou simplesmente pudesse fazer algo sobre suas palavras sussurradas de forma tão castas próximas a mim, senti seus lábios vermelhos e volumosos tocarem sem pudor algum os meus.

 Uma forte corrente elétrica passou por todo o meu corpo e um arrepio formigante percorreu por minha espinha de cima abaixo, no momento que o baixinho se afastou e nos desconectou. Seu olhar era o mais desconhecido possível por minha parte, exalava vontade, desejo e acima de tudo, luxúria.

 Minha vontade naquele exato momento era mais e mais, e como se Jimin pudesse ler meus todos os pensamentos perversos que corriam soltos por minha mente, o ruivo levantou-se e passou suas duas pernas por volta do meu corpo, sentando-se como um molde perfeito em meu colo.

 Novamente nossas bocas se chocaram, dessa vez de forma mais necessitada e desesperada do que anteriormente.

 Sem delongas, sua língua pediu para que pudesse explorar cada canto de minha cavidade bucal, e sem pensar, lhe concedi o pedido mudo. Sua textura era macia e seu gosto era doce, trazendo para a ponta de minha língua o sabor do vinho de mais cedo.

 Suas mãos percorriam desde meus ombros passando por meu peitoral até fixarem-se em meu pescoço, causando pequenos arranhões naquela região que me era tão sensível a qualquer toque. Nossas respirações descompassadas e o som da garoa lá fora, se misturavam deliciosamente como se fossem criadas para aquele único propósito.

 Com suas mãos gordinhas, Jimin foi aos poucos adentrando por baixo de minha camiseta, deixando leves arrepios por onde suas palmas passavam, aquilo estava ficando completamente insano e mais quente que seus cabelos fogo.

 Antes que sua destra quente pudesse descer um pouco mais de direção, e preencher o pouco espaço que restava dentro de minha cueca já apertada pelo volume ali, a imagem de fios vinho frente ao painel do carro se fez presente em minha visão.

 Aquilo de certo deveria ser uma alucinação ou minha mente de apaixonado querendo me pregar alguma peça, porque, não poderia de jeito nenhum, ser Seokjin parado naquela garoa, olhando em nossa direção com uma expressão de descrença estampada em sua face molhada.

 Levantei Jimin com cuidado para que pudesse sair de meu colo, assim que presenciei do lado de fora o mais velho correr quando nossos olhos se cruzaram.

 Abri a porta do automóvel, e partir a correr atrás de Seokjin como nunca antes, que certamente por conta da visão embaçada não foi muito longe desde o momento que saíra da frente do veículo.

 - Ei Seokjin, espere! – gritava enquanto corria, sentindo as gotas acertarem de forma violenta meu rosto por conta da velocidade. – Seokjin, por favor, pare!!

 Ao ver que o mesmo não me ouviria, apressei a corrida de forma que nunca pensei que conseguiria ser capaz de fazer na minha vida de sedentário.

 Passei na frente do mais velho, puxando seu pulso direito para que parasse de correr e prestasse atenção em minhas palavras. Estávamos ofegantes e quando Jin parou de se debater em minhas mãos, pude ver grossas lágrimas escorrerem por seus olhos e se perderem junto aos rastros de gotas da chuva que lhe banhavam o rosto.

 De todas as coisas que poderia presenciar, Seokjin chorando em minha frente e certamente por minha causa, era a pior delas.

 - O que você quer comigo Namjoon? – falou ríspido e frio, puxando seu pulso até então preso por minha mão.

 - Por que saiu correndo daquela forma? – perguntei fazendo com que me olhasse nos olhos.

 - Não me responda com perguntas Kim Namjoon, sabe como eu odeio isso, ou sabia – empurrou meu ombro para trás com uma força que não achava ter. – Talvez seu novo melhor amigo tenha sugado tudo o que você tem de mim com a porra daquele beijo, não é mesmo?

 - Eu não aceito que fale essas coisas Seokjin. Você é e sempre será meu melhor amigo, não aja como se eu não lhe falasse isso sempre que posso. – tentei o puxar para um abraço mas o mesmo se esquivou de meus braços.

 - Por que me traiu dessa forma Namjoon?

 Suas palavras me atingiram como estacas em meu peito. Sua expressão furiosa havia dado lugar a uma carregada de tristeza e decepção, seus olhos inchados e vermelhos fizeram com que o mundo em minha volta parasse, e suas palavras... Suas palavras retiraram o pouco de vida que havia presente em meu ser.

 Eu não podia acreditar que minha aproximação de Jimin e nosso beijo o estavam machucando tanto assim, dane-se como eu me sentia sempre que o via junto de LyAh e seus lábios colados como imã, nunca me perdoaria por faze-lo sofrer daquela maneira. Se estava sendo a porra de um masoquista naquele ponto, eu não estava nem um pouco me fodendo, apenas queria retirar toda aquela dor que escorriam pelos olhos de meu amado, nem que tivesse que passa-la inteiramente para meu corpo e me definhasse cada vez mais.

 Sem respostas de minha parte, o mais alto voltou a caminhar a passos pesados e rápidos a minha frente, me puxando para a realidade do presente e fizesse minhas pernas irem atrás do mesmo novamente.

 Não poderia o perder dessa forma tão impiedosa. Não podia de jeito algum.

 Parando decididamente em sua frente, podendo ou não colocar ao chão todo o castelo de proteção que criei cuidadosamente em volta daquele sentimento, peguei delicadamente seu rosto gelado em minhas mãos úmidas, nos deixando poucos centímetros de distância um do outro, fazendo nossos ares quentes se misturarem.

 Sua expressão estava carregada de espanto pelo movimento e aproximação repentina, suas esferas castanhas avermelhadas estavam fixas nas minhas e vez ou outra uma gota teimosa escorria por meu supercilio e atrapalhava aquela conexão sem explicação que havia se instalado entre nós dois.

 Colei minha testa na sua fazendo alguns fios de cabelos loiros e vinho se juntasse em uma mistura perfeita, e sem que o mesmo se afastasse ou fizesse qualquer gesto que pudesse negar o que sabia que viria a seguir, um selar tímido e longo foi deixado em seus lábios róseos e cheio.

 A sensação de finalmente os tocar da forma que queria desde há muito tempo, era inexplicavelmente inebriante, viciante, torturante. Apenas um roçar fez com que minha mente girasse e girasse em voltas sem fim e meu corpo esquentasse ao ponto de que todas as gotículas de água presentes nele pudessem se vaporizar pelo ar.

 A maciez de sua boca podia se comparar a melhor seda existente nesse universo e o gosto de seu beijo poderia muito bem se transformar na pior e devastadora droga que alguém poderia criar.

 - Eu nunca te traí, meu coração e meu amor sempre foram seus, Jinnie.

 

 E antes mesmo que mais alguma coisa pudesse ser feita ou falada por um dos dois presentes ali, a figura da pessoa mais importante em minha vida, desapareceu pela calçada em passadas rápidas, me deixando para trás com as gotas de chuva gélidas abraçando meu corpo e a sensação de ter provado um pedaço do paraíso em meus lábios.


Notas Finais


eai????? o que acharam?????? nossas peles estão salvas??? ahsuahsuhaush
esperamos que vcs tenha gostado msm dessa capítulo com esse final super filha da puta, mas né... ahushaushauhsua
nos digam oq vcs estão achando e nos fale oq esperam daqui pra frente, sim?
até a próxima atualização!


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