História Segure minha mão - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~bulletproof-

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Minjoon, Namjin, Sugakookie, Taeseok, Vhope, Yoonkook
Exibições 108
Palavras 2.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoas lindas que nós amamos
Desculpem por eu estar postando antes do combinado, é que amanhã (segunda), eu não vou ter tempo de postar, assim decidi colocar o capítulo aqui hoje, já que estava pronto.
Obrigada a todos que favoritaram, comentaram ou que simplesmente leem e dão seu carinho a nós duas.
Espero que gostem *----*

Capítulo 7 - O que falta em mim encontro em você


Fanfic / Fanfiction Segure minha mão - Capítulo 7 - O que falta em mim encontro em você

Senti como se a cada gota que caísse sobre mim fosse como se uma pancada fosse desferida contra meu coração. Um embrulho do estômago tornou aquilo pior, uma ânsia de sair dali, um desespero maior do que eu pudesse cogitar. O peso das gotas das chuvas nunca seria comparado ao peso dos seus lábios nos meus. Eu realmente vivi aquele momento? Não passou de um sonho? O doce tom de sua pele na minha, aquele inebriante aroma do perfume que compramos juntos no Natal passado. Os momentos em que a minha companhia era mais do que necessária. Que esquecíamos o tempo lá fora e nos focávamos em viver pequenos pedaços de memória só nossos. Que traziam cor aos nossos dias. Que agora estão manchados, abarrotados por minhas lágrimas, abarrotados por nosso coração que sangra. O calor da pele na minha, o sabor de ter o que eu sempre quis por apenas uns segundos. Tudo em mim queimava, inclusive os meus sentimentos. Me mostrando que tudo era tão real quanto a dor que eu sentia. Quando o peso das minhas pernas que me fizeram ficar naquele local. Meu coração estava se quebrando, caindo aos poucos, sendo tragado por aquela exorada de sensações ruins. E o que eu pude fazer? Me sinto tão perdido. Somente deixa-lo ir. Somente ver que eu não podia alcança-lo. Estava tão perto e ao mesmo tempo tão distante. Quando o vi se afastar, quando o vi dar as costas, como se aquilo não fosse nada, como se meus sentimentos pudessem ser lavados, assim como meu corpo estava sendo, pela intensidade daquela chuva. Daquela tempestade que se fazia em mim. As pequenas rachaduras do meu coração, foram tristemente queimadas, e nem toda aquela água conseguia apagar aquilo de mim. Naquela noite, no meio de tantas luzes bonitas, no meio de tanta beleza exposta, eu encontrei a dor. E ela com boa amiga, me mostrou sua morada.
- Hyung? - ouvi aquela voz tão conhecida me despertar. Jimin, ô céus Jimin. Ele viu tudo? E se pensasse que eu era apenas mais um daqueles que usa e depois joga fora.
- Jimin eu...- tentei dizer, mas ele me calou com um selar silencioso. Seus lábios quentes e macios me ofereceram um conforto além do que eu pudesse imaginar. Além de mim mesmo.
- Tudo bem, está tudo bem. Vamos embora? - ele pediu baixinho, enquanto tomava a minha mão com a sua. Me senti pela primeira vez ali como uma criança, que necessita ser acalentada por um adulto. Meu coração estava tão quebrado, será que ele conseguiria consertar aquilo tudo? Não poderia depositar tamanha responsabilidades em suas mãos, mas naquele instante eu me deixei levar e o segui, de volta ao carro. Que ele me guiasse. Já que eu não tinha mais forças para fazer o meu caminho sozinho.
...
Pouco tempo depois estávamos chegando ao apartamento que eu dividia com meu irmão. Estranhei o fato de que ele não estava lá, era tarde. Bem tarde até. Supus que ele estivesse com uma pessoa em especial. Se fosse assim eu não tinha com que me preocupar. Sabia bem que o outro daria sua vida pelo meu irmão e o contrário também acontecia. Assim fiquei tranquilo e respirei fundo. Já tinham feridas demais dentro de mim, não precisava dispor de mais preocupações. Meu irmão era bem responsável e eu não sobre o que reclamar dele. Sempre me deu alegrias demais. As vezes me pergunto se eu realmente mereço tudo o que eu tenho.
Jimin não me fez nenhuma pergunta no caminho todo, alias, isso me deixava até um tanto incomodado. Eu sabia que ele havia visto assim como eu sentia que ele estava mal por dentro. Se seus sentimentos fossem tão palpáveis como eu os sentia a minutos atrás, sabia que ele compartilhava da minha dor, de uma maneira ou de outra, nossos corações estavam equiparados. Éramos dois fodidos no amor. E isso me fez pensar que talvez eu pudesse mudar isso. Com minhas próprias mãos. Porém a minha mente me faria ver aquele rosto, aqueles fios vermelhos. Minha mente me faria enxergar o que eu vejo mesmo tendo os olhos fechados com tanta força. Ele estava mais em mim do que eu realmente pudesse apagar. Era uma tatuagem incrível. Meu maior erro, minha obra mais bonita.
Jimin adentrou o apartamento de maneira tranquila, ele já conhecia o local. Hoseok e ele eram bem amigos até e eu admirava demais essa amizade. Além do que, se há algo que ele sabia ser era sociável, juntando-se com Jimin então? TaeHyung pirava. Observei o garoto perto de mim. Ele passava as mãos nos fios molhados de uma maneira provocante demais. Sensual demais. Ele exalava isso, era completamente absurdo o quanto ele trazia no olhar um atração que nem eu estava imune. Então porque eu não consigo deixar de...Droga.
- Vou pegar umas toalhas para nós. - afirmei enquanto me dirigia ao banheiro.
- Com meu silencio eu disse que não precisava de uma resposta, fazendo de mim um grande mentiroso. Mas eu sei esperar. E eu vou dar o tempo necessário que você precisar. Apenas me dê uma chance. Não guarde dor demais. - sua mão buscou a minha e eu deixei nossos dedos se entrelaçarem. Por mais um momento eu deixei me levar. Deixei que ele me puxasse pela cintura, deixei que ele me trouxesse mais pra perto. Senti o frio percorrer a minha espinha, proveniente dos nossos corpos molhados. O calor que emanava daquela boca, a língua macia que acariciava a minha, me dando uma sensação única de que eu podia me afogar ali. Ele chupava meus lábios e os mordiscava, intercalando com um carinho doce que era ter aquela boca junto com a minha. Suas mãos sabiam onde tocar, sabiam como deixar meu corpo mais mole. Sabia como me fazer um completo rendido e dependente dele. Eu não conseguia tirar o outro da mente de maneira simples, mas naquele instante eu me permiti apagar da mente o quão eu o amava. O quão eu o amo. Acariciei meu ego um pouco. Sabia que não seria pecado me deixar ser amado. Me prender naquele toque de dedos gélidos, me prender no calor de seu tronco. Mesmo molhado, mesmo causando arrepios. Sua boca me levou a um mundo diferente. Seus lábios macios se encaixavam nos meus, minha pele da nuca era acariciada agora, com mais precisão, me fazendo gemer baixinho em sua boca, lhe arrancando um meio sorriso. Olhos fechados, mas que se viam tanto, olhos fechados, mas que deixavam ver mais do que aquela máscara que eu colocara. Jimin era quente. Seus beijos e caricias eram completos, então porque não? E eu estava tão frio por dentro. Eu precisava de calor, em meio aquela tempestade toda, eu precisava ser aquecido. E tinha certeza de que ele era o sol.
...
Estávamos deitados juntos. Depois de nos secarmos devidamente e eu lhe ter emprestado uma roupa de Hoseok. Sabia que ele não se importaria nenhum pouco. Já que ele gostava demais do Park. O apartamento dispunha de dois quartos, foi a primeira coisa que eu quis como pré requisito para alugar o local. Dar ao meu irmão e a mim mesmo privacidade. Coisa essa que não tínhamos na casa dos nossos pais. Não que isso fosse ruim. Dividir o quarto com o moreno era o mesmo que estar só. Ele fazia apenas o barulho necessário, sendo a cada dia o melhor irmão do mundo. Minha cama de casal, exagerada, segundo Yoongi, nos cabia bem. O edredom macio nos cobria, nos aquecendo ainda mais. O barulho da chuva me era tranquilizante e o corpo do menor colado no meu me causava uma sensação de aconchego enorme. Ele era muito carinhoso e mesmo com meu jeito fechado eu sentia que precisava daquilo. Precisava de suas mãos me deixando relaxado, de seu jeito estranhamente fofo de me olhar. Nem parecia o homem sedutor que me deixou perdido nele. Agora era como um gatinho dengoso. Vez ou outra eu ganhava um selar casto ou um sorriso bobo. Era lindo demais. Gatinho bobo que se enroscava em mim. Tão dependente e ao mesmo tempo tão auto suficiente. Queria ter isso dele. Essa parte forte, que constituía Park Jimin. Sua pele, agora quentinha era tão boa de sentir.
- Nam hyung? - ouvi meu irmão me chamando. Consultei o relógio que ficava em cima do criando mudo, marcava doze e quarenta. Jimin a contra gosto me deu passagem e eu me levantei a fim de atender ao chamado do menor. Caminhei até a sala e nem percebi, mas Jimin não me seguia. Ele tinha uma carinha de sono adorável e eu me perdi naquele jeitinho por um momento. Até avistar Kim TaeHyung na minha sala.
- Você demorou muito Seok. Onde esteve esse tempo todo? - disse tentando parecer serio. Mas não havia um pingo de irritação na minha voz.
- Desculpa Nam hyung, eu estava na casa do Tae. - ele disse levemente corado, claro que estava. Quando é que não?
- A culpa foi minha NamJoon hyung, eu pedi que ele ficasse e nos perdemos nas horas que passavam. - o Kim se pronunciou me fazendo lembrar de sua presença ali.
- Tudo bem então. - olhei pra eles e vi seus fios molhados, porém as roupas estavam bem secas. Aquilo com certeza significava algo, que com certeza eu sabia bem o que era.
- Hyung, eu posso ficar aqui hoje? - Tae se pronunciou me surpreendendo. - Meu irmão não está nos seus melhores dias e discutimos um pouco. Meio que eu não gosto de ficar perto dele quando isso acontece. Ele não é ele quando está com raiva. Pior que eu não sei o que aconteceu. - aquela noticia me trouxe um misto de sensações impar. Jin estava com assim, será que seria por mim? Minha mente vacilou por um momento e eu até sorri. Então aquilo realmente mexeu com ele, não foi apenas eu que senti o impacto de tudo sozinho. Meu coração acelerou e por um momento eu quis sair correndo dali e me encontrar com ele. Pedi respostas, deixar minhas desculpas, caso fossem necessárias. E quem sabe...Será que...
- Ele pode? - foi desperto de meus devaneios por Hoseok, que agora, estava parado na minha frente com cara de cachorro pidão. Sua mãos já estavam ao redor do meu pescoço, como sempre fazia quando queria alguma coisa. A resposta era simples demais de dar. O abracei com todo carinho do mundo e disse baixinho que sim. Ele apenas sorriu e acariciou a minha nuca em um gesto simples. Coisa só nossa. Desde sempre tínhamos isso e confesso que me sentia bem com aquele amor que recebia dele. Minha criança.
- Confesso que se não soubesse que vocês são irmãos eu ficaria morrendo de ciúmes. - a voz de Jimin ecoou pela sala. Não esperava por isso e confesso que Hoseok também não. Já que o moreno corou um pouco, mas não se abalou. Apenas me soltou, não sem antes deixar um selo casto em minha bochecha. Ele era todo carinho e confesso que vi pelo olhar de Tae que o mesmo não havia gostado nada do comentário do Park.
- Jimin hyung - Hoseok correu até o mesmo que o abraçou com um daqueles seus característicos sorrisos. - O que está fazendo aqui a essa hora?
- Ocorreu que o apartamento dele está passando por reformas, então eu o convidei para ficar aqui conosco por uma semana. Pegamos uma chuva no caminho e bem, lhe emprestei umas roupas suas. Espero que não se importe. - procurei ser o mais rápido possível nas explicações. Pois tinha ciência que o Kim a nossa frente era bem mais esperto do que se podia cogitar.
- Bem, foi exatamente isso que aconteceu. - o Park se separou do mais novo e manteve seu sorriso.
-Por mim tudo bem. Não vejo problemas. - Jimin sorriu para nos mais ainda, parecia satisfeito com isso.
- Então isso significa que eu também vou ficar. - Tae que estava quieto comentou com um sorriso ladino e altamente desafiador. O mesmo, não satisfeito deu alguns poucos passos até nos e puxou meu irmão pela cintura, fazendo suas costas colarem em seu peito. A diferença de altura entre eles era pouca. Sendo meu irmão alguns centímetros menor. O Kim deixou seu queixo no ombro do outro e encarou Jimin.
- Claro Tae. Não vejo problemas.
- Obrigado Nam hyung. Sabe como é não é mesmo? Tenho que cuidar bem do que é meu. - não posso omitir o quanto Hoseok corou da cabeças aos pés. E eu fiquei surpreso em quanto o Kim poderia ser possesivo.
...
O dia seguinte amanheceu rapidamente. Contamos com a sorte enorme em ser sábado. Assim poderíamos abrir mais tarde, dando um pouco de folga aos nossos corpos cansados. A noite que passei ao lado do Jimin foi turbulenta. Não que ele se mexesse demais na cama, ou que tivéssemos algo a mais do que abraços e beijos. A grande questão era que eu estava em completo desacordo comigo mesmo. Se antes a minha mente repousava em somente uma pessoa, obtendo a calma necessária para não surtar, agora ela voltara ao estado de antes. Confusão. Isso era o que eu estava sentindo. Em uma batalha interna. Era um tanto complicado demais acordar e ter ao meu lado uma pessoa que não merecia o que se passava em minha mente.
- Bom dia hyung. - ele disse baixinho e eu tive de sorrir.
- Bom dia Jimin.- completei com um sorriso habitual. Ele não merecia passar por aquilo ao meu lado. Eram meus problemas e meus amores não resolvidos, alias. Que nem ao menos tinham ganhado um inicio. Ele se inclinou para me dar um selar e eu deixei que isso fosse feito. Mas ao mesmo tempo nos assustamos com o barulho da campainha. Estranhei imediatamente e logo pensei que alguma coisa houvesse acontecido. O relógio marcava ainda sete horas. Normalmente ninguém me procurava nesse horário se não fosse algo urgente. Me levantei rapidamente e corri pra sala. Hoseok tomado do mesmo sentimento me acompanhou e quando eu abri a porta me deparei com quem eu menos esperava ver ali.
- Jin.


Notas Finais


Foco nas tretas pessoas lindas


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