História Seis - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Aventura, Romance, Seis
Visualizações 10
Palavras 1.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Aproveitem o segundo capítulo!

Capítulo 2 - Uma Nova Realidade


Fanfic / Fanfiction Seis - Capítulo 2 - Uma Nova Realidade

Acordamos com o sol na nossa cara e eu estava com fome, o senhor nos chamou para a cozinha. Todos nós fomos, exceto Dilan que ainda estava com o pé dolorido. Sentamos na mesa e comemos uma papa que eu acho que era de aveia, já que, não tinha gosto de nada.
- Eu serei breve! - O senhor disse enquanto comíamos, todos silenciaram para escutar o que ele tinha a dizer.- Não possuo nenhuma informação do que devem fazer daqui em diante, apenas que cada um de vocês deve ir atrás de seu mestre o mais breve possível antes do auge do inverno ou morreram de frio no caminho.
- Ok! Primeiro como vamos achar esses mestres e Dilan quando vai poder sair da cama?- Minha mãe perguntou com preocupação.
- As sacolas que dei a vocês, elas vão dar aquilo que precisarem para seguir o seu caminho e o garoto estará recuperado amanhã.
- Mas isso é loucura ! Qual é gente ? Não é possível que estejam acreditando nisso.- Eu disse nervosa .
Isso realmente é loucura, caímos de um barranco e agora estamos destinados a ser heróis de outro mundo ou sei lá o que. Eu ainda tenho um pouco de sanidade.
- Você vai ter que aceitar criança que essa é sua nova realidade! - o senhor falou me olhando como se eu estivesse louca.
Eu não respondi nada, simplesmente levantei da mesa e sai para fora. Minha mãe gritou alguma coisa, mas eu não escutei. Dei a volta e fui para parte de trás da casa onde avistei um poço de pedra cinzas(totalmente era medieval). Soltei um suspiro. Eu fiquei olhando as árvores, nunca tinha visto folhas tão verde ou céu tão azul, esse lugar é realmente lindo.
 Me sentei embaixo de uma das árvores e encostei no tronco olhando para folhas que pareciam brilhar com o sol. O que estamos fazendo aqui ? Ou melhor por que nós e não outros? Sei lá, eu estou cansada. Acho que eu devia estar animada com essa loucura ou pelo menos aceitar tudo isso. As lágrimas escorrem pelo meu rosto e eu começo soluçar.
- Eca, já to vendo meleca escorrendo! Que nojo!
Eu não enxergo nada no meio das lágrimas, mas sei que é James falando.
- Eu quero...(soluço) voltar pra... (soluço) casa Teimes ! - eu tento falar James, mas choradeira não ajuda.
- Ei calma a gente vai voltar pra casa depois que cumprir sei lá o que. Vai ficar tudo bem!
-Tá.
 James sentou do meu lado e ficamos quietos por uns cinco minutos até que minha choradeira parou. 
- Zafrina eu tenho um plano.
- Plano pra que?
- Quando você saiu para fora a mãe e o pai disseram que jamais deixariam que nós fossemos sozinhos atrás de mestres.- ele solta um suspiro e começa a arrancar os matinhos que tem no chão.
- Não entendo, qual o problema? 
-Simples se não encontrarmos nossos mestres, nós não cumpriremos a profecia e ficaremos presos aqui.
Ele tem razão, sendo loucura ou não eu quero voltar pra casa.
- Entendi, qual o seu plano?
- Vamos fugir agora! - Ele abre um mapa na nossa frente- Eu peguei lá dentro, estava em uma mesinha perto da cama onde a Natasha estava, mas eu não tenho a miníma ideia de como ler esse mapa. - Ele deu um sorriso sem graça e eu ri.
O mapa não é muito grande, é totalmente desenhado a mão e mostrava apenas um reino. O Reino De Adalas, mostrava o litoral ao Leste com alguns portos, o maior porto se localiza a Nordeste onde a grande capital Tálisma se encontrava, a cidade com seu grande castelo estava ao lado de montanhas e de alguns espaços verdes e vazios que eu deduzi ser plantações. No extremo Oeste havia três grandes florestas diferentes com algumas aldeias : bem ao Noroeste  A Floresta Magenta que de fato estava pintada de magenta, abaixo no Centro-oeste a Floresta De Pinheiros e o Bosque Mariane ao Sudoeste. Ao Sul estava as Terras Áridas como dizia o mapa e também indicava a fronteira com o outro reino, o Reino Carlidiano. O centro do mapa estava cheio de aldeias,de pequenas matas e florestas,  havia vários rios serpenteando pelo mapa inteiro e a estrada real atravessava o reino inteiro com várias ramificações.

- Onde estamos?- perguntou James.

- Aqui! - apontei para a árvore Marieta que estava no meio do bosque Mariane.- Estamos no meio do Bosque Mariane.

-Certo, o plano é o seguinte : vamos deixar um bilhete indicando a onde nós vamos nos encontrar depois de achar nossos mestres e treinar.

-Entendi, mas como vamos escrever um bilhete? Por acaso você trouxe uma caneta ou um lápis?- Eu perguntei.

-Por acaso eu tenho um lápis no meu bolso.- Ele riu da minha cara. - Isso foi muita sorte! Mas então, onde vamos nos encontrar?

-Você pergunta pra mim!? - Ele faz sinal de sim com a cabeça.- Tá, que tal nessa aldeia aqui!

Eu apontei para uma aldeia grande próxima da Floresta de Pinheiros no Centro-oeste, a aldeia se chamava Alamanda.

-Alamanda?- ele perguntou.

-É, eu gostei , ela tem nome de uma flor. - Ele revirou os olhos.  (eu adoro flores)

-Tá bom.- Ele diz.

Ele pegou o lápis e circulou a aldeia, virou o mapa e escreveu no verso "Quanto mais rápido cumprirmos está profecia, mais rápido voltaremos para casa! Ficaremos bem, quando encontrarem seus mestres e treinarem nos espere na cidade de Alamanda, todos nos encontraremos lá."

-Pronto! Cumprir essa coisa vai ser rápido! - Ele disse.

-Como você sabe?

-Instinto.- Ele levantou os ombros.- Acho que devemos aceitar logo essa nova realidade para não sofrermos.

-Eu concordo.

Eu olhei para as copas das árvores esverdeadas, ficamos embaixo dessa árvore por tempo demais. Levantamos e fomos para casa do senhor . Sem falar nada entramos; todos estavam sentados em volta da mesa, até mesmo Dilan. Olharam para nós, mas não disseram nada. Então fomos para o quarto, pegamos as bolsinhas mágicas (eu ainda não acredito nisso, mas sou obrigada), deixamos o mapa com a mensagem e saímos sem nos despedir de ninguém. Mas eu tenho certeza que minha mãe sabia, pois quando ela olhou para nós uma lágrima escorreu pelo seu rosto e seu olhar dizia tchau com ternura.

***

Já estávamos andando a uns dez minutos quando James parou.

- Eles vão ficar bem, todos nós vamos ficar bem! - Disse James, quando percebeu meu olhar constante para trás.- Não se preocupe. Agora vamos testar essas bolsinhas.

Nós colocamos as mãos dentro das bolsinhas. Eu senti uma coisa achatada e redonda, quando puxei da bolsa uma bússola, ela não apontava exatamente para o norte, então devia estar apontando para onde meu mestre estava ( eu acho). 

-Para onde a sua aponta? - Eu perguntei a James que também tinha uma bússola.

-Para o Sul e a sua?

-Para Sudoeste.

Ele me abraçou, seguiríamos caminhos diferentes e eu chorei por isso.

-Vai fica tudo bem, vai acabar logo!

Ele beijou minha testa e saiu correndo, ele sabia que se demorasse muito para se despedir, eu iria desistir. Eu estou com a mente cansada para ser forte agora.

***

Está quase anoitecendo e já faz um tempo que eu perdi James de vista. Começo a procurar um jeito de passar a noite segura ( sem nenhum bicho querendo me comer) e acabo subindo em uma árvore com troncos largos o suficiente para me sentar e dormir  confortavelmente. Uso a sacolinha mágica de novo e ela me dá duas maçãs e uma capa bem grossa marrom (bem quentinha). Mordo uma das maçãs e ela está doce como mel, um esquilo pequeno vem perto de mim e eu dou um pedaço para ele. Depois de comer as maçãs, eu me arrumo na árvore e continuo pensando que tudo isso é uma loucura, fico imaginando motivos para termos sidos escolhidos e concluo que não tem nenhum. 

Essa é minha realidade nova , eu preciso aceitar e tenho que agradecer por ter coragem e não ficar doida  (quer dizer por não estar completamente doida)com o fato de estar em outro mundo, penso nisso até adormecer.

 

-

.

 

 


Notas Finais


Ela achou um motivo, mas não percebeu...


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