História Seja livre Charlie - Capítulo 19


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Tags Charlie
Exibições 15
Palavras 961
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capítulo ficou muuuuuito grande, então eu o dividi em dois,mas o outro ficou bem pequeno então...talvez eu posso demorar para postar o próximo,então paciência.
Obrigada a todos! Estou muito feliz com Seja Livre Charlie e com vocês acompanhando.

Capítulo 19 - Doce lembrança


Fanfic / Fanfiction Seja livre Charlie - Capítulo 19 - Doce lembrança

Eu acordei com o frio beijando as minhas costas nuas, o fogo da lareira tinha se apagado, as janelas estavam abertas e as velas estavam apagadas. Não tinha nada que garantisse a minha proteção contra o frio, sem ser é claro o lençol que me cobria, fora isso eu estava exposta a esse frio entediante e chato.
Vesti a camisa do Charlie e corri para o quarto, estava em busca de uma coberta quentinha e achei uma feita de pelo, macia e fofinha, voltei com a coberta e me deitei ao lado de Charlie, esperei o sono me preencher,mas…ELE TEM UM DESPERTADOR DO INFERNO NO TELEFONE QUE TOCOU AS 05:15 DA MANHÃ! ELE NÃO É HUMANO.
Reclamei, fiz birra para só então levantar da cama e procurar algo para comer, mas pera. Cadê o Charlie? Bem…ELE ESTÁ DORMINDO! ÓTIMO! LINDO!
— CHARLIE! De pé! ANDA! — eu o chutei com força.
— Lya! Calma. — Ele falou tendo a voz abafada pelo travesseiro.
— Eu tô calma. Você nunca me viu nervosa. Eu tô ótima. — Falei me virando para as escadas e subindo elas com rapidez.
Andei rápido até o quarto, peguei uma muda de roupas e fui até o banheiro, tomar aquele banho merecido,  tava frio. Nossa senhora das dores, estava um frio do caramba. Mas eu sou uma menina corajosa e tomei aquele banho, caprichado, e me aprontei. Basicamente meu corpo estava ótimo, mas meu cabelo estava horrível,mas quem liga?
— Já está pronta? — Eu ouvi a voz de Charlie.
— Sim, Por quê?
— Desce então.
Eu desci as escadas e fui até a sala onde ele me esperava, sentado em um dos sofás. Ele estava com olheiras profundas e estava concentrado em seu telefone, ele buscava algo eu só não sabia oque era.
Eu o Chamei e ele apenas me avisou que ia se arrumar enquanto eu, essa pessoa maravilhosa, arrumava o carro. Em qualquer situação normal eu teria debatido com ele,mas hoje não. Eu estava feliz demais para brigar e só pelo fato de estar ao lado dele já era motivo para soltar uns sorrisos travessos.
Arrumar o carro foi uma parte bem legal, coloquei tudo no carro. Sim! Ele prendeu aquelas feras! Aleluia senhor! Voltando ao carro...Eu coloquei as malas, suprimentos e uns travesseiros. Verifiquei se tinha água para o carro, se tinha combustível e se os pneus estavam cheio. Tudo isso só porque o CHARLIE É LERDO.
Mas logo ele deu o ar de sua graça e entrou no carro com outra mala. Com as duas mãos no volante, ele ligou o carro e nós partirmos.
Eu não sei quando e nem como, mas eu simplesmente apaguei. Eu ainda ouvia a voz de Charlie, mas logo estava sonhando e só percebi isso quando ele começou a falar diferente e mais gente falando junto. Eu estava sonhando, mas parecia mais uma lembrança.
Era Natal, todos em volta de um Pinheiro gigante todo enfeitado, parecia que a árvore tinha pego todas as estrelas e prendido em seus galhos. Minha mãe e a mãe do Charlie traziam sobremesas, meu pai e meu tio estavam conversando sobre qualquer coisa, Christopher e Lúcia disputavam para ver quem conseguia beber mais chocolate quente e eu? Bem, eu estava com duas canecas cheias de chocolate quente e marshmallows. Estava com um suéter de natal como a maioria e com passos lentos, eu estava caminhando para a varanda. Meus pés com meias quentinhas se encontravam com o chão de mármore frio que logo foram substituídos por madeira, estava na varanda e tinha um corpo deitado na poltrona, cercado por neve, ele aparentava estar dormindo, mas logo acordou com a minha aproximação. Era Charlie.
— Você foi fabricar o chocolate quente? — Ele riu. — Venha, se junte a mim.
— Não encontrava os marshmallows, mas a sua mãe achou. — Eu caminhei até a poltrona e me sentei ao lado dele. — A vovó já está bêbada.
— Novidade, é só ela encontrar uma garrafa de vinho e já era. — Charlie falou.
Eu apenas concordei e dei uma golada na caneca quentinha, me aproximei mais de Charlie, por causa da coberta que ele tinha em seus ombros.
— Olhe as estrelas. — Charlie apontou para o céu. — Estão lindas.
— Não, você já viu a Lua? Ela está ainda mais bela.
— Todos os seres celestes são lindos.
— E livres.
— É,livres.
— Charlie, me conta de novo a história da constelação de Órion? Eu amo muito essa!
— De novo? Tá. — Ele respirou e forçou um pouco os olhinhos como se tentasse lembrar da história. — É aquela do irmão ciumento? Apolo e Ártemis?
— Sim. É tão romântica.
— Vou contar, mas só depois de abrirmos os presentes.
— Mas é para abrirmos só depois da ceia.
— Somos rebeldes. — Charlie me deu uma caixinha pequena com lacinhos rosas. — Abre.
Bem, eu peguei a caixinha e abri. Tinha uma linda pulseirinha com pequenos pingentes de pássaros e algumas estrelas. Era totalmente lindo, era prateada e parecia brilhar junto com a lua. Os pássaros…
—…São corujas? — Eu perguntei.
— Essa é a minha garota. — Charlie sorriu como bobo. — Gostou?
— Amei! É tão linda e delicada…
— Sabia que ia gostar. Eu mesmo mandei fazer.
— Você poderia ser menos perfeito, por favor?
— Desculpa, mas é impossível.
E essa linda lembrança de um natal qualquer se desfaz em minha mente me trazendo de volta a realidade por chamados. Eram suaves, doces e pareciam estar sendo mais delicado o possível.
Quando abri os olhos me deparei com o par de olhos negros de Charlie me encarando e com a mão em minha testa, ele parecia preocupado, mas logo se aliviou.



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