História Sekai no Sozokujin: Herdeiros de um mundo - Capítulo 25


Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Konohamaru, Metal Lee, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shinki
Tags Comedia, Drama, Narusaku, Naruto, Revelaçoes, Sasuhina
Exibições 53
Palavras 4.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIEEEEEE PESSOAAAAAALLLLLL!
Okay, exagerei, eu sei!
Estamos aqui, trazendo o capítulo (ou a primeira parte dele) no fim de semana como o prometido. SIMMMMM muita coisa vai mudar depois dessas duas partes do capítulo. Quais são essas coisas? Aí vocês vão ter que descobrir.
O.K., dessa vez não vou ficar enrolando para caramba nas notas iniciais e foi deixar vocês irem ler em paz kkkkkkkkkkkk
BOA LEITURA SEUS LINDOS!

Capítulo 25 - A garota de lindos olhos. (Parte 1)


-Senhor, nós o perdemos completamente. -Os membros do clã Hyuuga declararam, em um tom sério. Naruto apenas suspirou e dirigiu seu olhar aos membros da Anbu e de outros clãs que tinham habilidades de localização. Porém, só o que conseguiu receber como resposta foram acenos negativos de cabeça e olhares confusos.

-Não há nada. Ele simplesmente sumiu. Nenhuma pista, chakra, nada. Nem meu Rinnegan conseguiu localiza-lo, o que significa que ele não se transportou para outra dimensão. É como se… -Sasuke foi cortado pelo melhor amigo, que já se encontrava em modo Sennin, numa busca com ínfimas esperanças de provar aos seus ninjas que estavam errados, mas não estavam.

-Como se nunca tivesse existido. -Completou, e o Uchiha assentiu.-Estamos a seis dias nessa missão, Sasuke. Não sei por qual milagre meus clones ainda não desapareceram. Estou exausto. -Afastou a própria capa, cuja estava apoiada em seu ombro, e se sentou no chão, desativando seu modo Sennin.

-Você já foi melhor.

-Você também. -Ele deu um leve sorriso, por um instante esquecendo-se da seriedade daquela missão, enquanto Sasuke sentava-se ao seu lado, com seu ombro encostando-se no dele.

-Eu sei. -O Uchiha concordou. -Antes eu não tinha dores nas costas. Acho que você também não. Mas eu continuo sendo mais resistente, Usuratonkachi.

-Você que pensa. -Naruto riu. Eram raras as ocasiões que Sasuke usufruía de alguma forma de seu senso de humor, e sempre ocorriam quando a situação estava realmente grave. Por um momento, Naruto desejou um espelho; Para Uchiha Sasuke começar a fazer piadas, devia estar com uma cara péssima. - Eu ainda acho que consigo te vencer.

-Nas condições que estamos agora, não arranhamos nem nossas bandanas.

-Não usamos mais bandanas. -Comentou o loiro, como numa auto afirmação. Sasuke fechou a cara por um momento, provavelmente insatisfeito pela falta de entendimento do amigo. Uma vez Naruto, sempre Naruto.

-Eu não preciso explicar. -Comentou, e uma luz pareceu se acender no cérebro do Uzumaki, fazendo-o sorrir.

-Não, não precisa. -Encostou a cabeça no tronco da árvore na qual estava encostado, fechando os olhos, e o silêncio reinou por alguns segundos. Durante aquele ínfimo tempo, o Hokage repassou os poucos dados que o fugitivo havia rendido, e as ainda menores informações conseguidas nessa missão de captura. Não haviam respostas, e cada rara pista só faziam surgir mais questões. Ainda não sabiam quem era o mestre, ou como o prisioneiro havia fugido. Em seus anos como shinobi, dos quais ele contava 22 desde sua oficialização como guênin, poucos casos haviam tido tanto mistério.

-Ei, até quando vão ficar aí? Vocês são mesmo o Sétimo Hokage e sua sombra? - A voz de Shikamaru questionou, em seu tom que misturava preguiça, respeito e autoridade.

-Não gosto do apelido sombra. -Murmurou Sasuke.

-Eu também não, mas tecnicamente você não tem cargo oficial, Sasuke.

-Sou um jounin da folha.

-Você tem um nível acima de jounin ou de Anbu, mas mesmo assim oficialmente continua como Chunnin. -Esclareceu. -Por trás, as pessoas te chamam de sombra. “A sombra da luz que a chama da vontade de fogo do Hokage produz.” É quase como um segundo Hokage. Eu explicaria mais, mas essas coisas são trabalhosas demais.

-Por trás, as pessoas ainda me chamam de coisas piores. -O Uchiha declarou, sério, levantando-se. Naruto abriu os olhos, incomodado. Não poderia admitir, mas sinceramente desejava ficar e descansar por mais algum tempo. -Não que eu me incomode. -Sorriu, ajudando um Hokage preguiçoso a se levantar.

-Olha, Uchiha Sasuke sabe sorrir. -Brincou o Nara, mesmo já tendo visto aquele sorriso algumas vezes antes.

-Ele aprendeu. -Declarou Sasuke, sorrindo por uma última vez antes de retomar sua expressão costumeira: dura e séria. Naruto riu com o comentário.

-Após muitas pessoas tentarem ensiná-lo. -Naruto comentou, logo após deixando seu bom humor de lado e fazendo sua melhor cara de determinado. -Shikamaru, qual é o plano?

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-Está tudo bem. -Hokuto falava, com um sorriso no rosto, tentando passar uma falsa sensação de segurança.

E o estranho, era que estava funcionando.

Não que fosse assim tão convincente, na verdade não era. Mas, de algum modo, mesmo quando a menina não falava palavras de incentivo ou calma, Hitomi sentia-se cada vez melhor. Era como se o medo, o nervosismo e a aflição de saber que haviam vidas de pessoas desconhecidas em suas mãos se desfizessem um pouquinho a cada segundo. E, para agravar mais a situação, ainda existia a responsabilidade e o comprometimento com a promessa feita à Takara e seus pais.

Mas, por algum motivo, esses sentimentos estavam sendo sugados dela, fazendo-a se sentir bem e disposta a enfrentar qualquer perigo. Isso era até benéfico, certamente, mas não era como se fosse algo normal.

A Uchiha desviou os olhos negros para os companheiros. Shikadai e Inojin, com quem tinham se encontrado a alguns minutos, pareciam relaxados. Konohamaru, embora sério, também não parecia sentir muita preocupação. Moegi parecia levemente nervosa, mas nada realmente grave. Já Chouchou devorava um salgadinho, com uma expressão séria. Boruto olhava para os lados, desconfiado, e Hokuto sorria calmamente, de forma que, para o restante das pessoas, deveria parecer bem autêntico. Mas, para Hitomi,não parecia. A rosada, embora tentasse esconder, ainda encontrava-se extremamente nervosa, movendo e mudando as posições das mãos toda vez que percebia que ninguém olhava, ou mexendo no próprio cabelo, ajeitando-o atrás da orelha ou o enrolando com o dedo. Estava tentando fazer-se parecer calma, e de alguma forma também acalmava os outros. Apesar disso, enquanto todos ficavam seguros, a menina parecia cada vez mais insegura. Hitomi, que conhecia o suficiente a maior parte dos sorrisos da amiga, poderia identificar aquele:

Um sorriso forçado.

A Uchiha suspirou. Aquela situação não estava certa. Ninguém vai calmamente em direção a uma missão que poderia significar sua morte ou a de outros. Era natural se sentir tenso em momentos como esse, não? Mas então, de que forma a tensão durante aquele caminho apenas diminuía, ao invés de aumentar? A não ser que todos estivessem fingindo, como se querendo encenar algo como uma “calmaria antes da tempestade”, não havia resposta para aquilo.

Ou talvez houvesse.

Apertou o passo, ficando ao lado de Hokuto. A proximidade com a amiga era sem dúvidas reconfortante, e passava segurança. Não era algo que Hitomi costumasse falar, mas a convivência com os gêmeos, principalmente com a rosada, conseguia fazer com que ela se sentisse melhor. Qualquer mágoa sumia quando estava perto de Hokuto, suas dores e ressentimentos diminuíam, fazendo-a se sentir sempre bem, e mostrar aquele sorriso tão raro, que por vezes fora comparado ao de Sasuke.

Até aquele momento, pensara realmente pouco no assunto. A verdade era que, ao que parecia, Hokuto tinha algo a mais que fazia com que qualquer um perto dela, em qualquer tipo de situação, se sentisse bem, disposto a sorrir. A culpa talvez fosse do sorriso gentil que ela dava, do rosto animado que nunca apresentava cansaço, dos olhos azuis brilhantes, da energia pulsante e a alegria vinda de sabe-se lá onde que ela sempre parecia ter dentro de si. Embora fosse explosiva e extremamente forte, Hokuto conseguia abdicar a si mesma em prol de qualquer um. Parecia não se importar em ficar para trás, na maior parte das vezes, e em algumas situações parecia fazer isso de propósito. Não era tímida, mas parecia simplesmente não desejar mostrar as próprias habilidades e revelar um pouco mais sobre quem verdadeiramente era para as pessoas. Na verdade, Hitomi poderia apostar que não sabia ao certo quem era a melhor amiga. Esse pensamento assustava um pouco a morena, cresceu com Hokuto, a tinha quase como uma irmã mais nova, além de ter passado milhares de  coisas junto com ela; Agora, parecia não saber quem verdadeiramente era a menina. Nunca havia parado para pensar daquela forma. Afinal, quem era Uzumaki Hokuto? O que ela sentia? Do que ela gostava? Quais eram seus segredos e ressentimentos mais profundos? Porquê parecia sempre querer desviar a atenção das pessoas para com ela? Hitomi a conhecia, certo?

Uzumaki Hokuto tem 13 anos. Sua fruta favorita é morango. Ela ama ler. Tem meio grau de miopia em cada olho. Faz tudo pelo irmão. Tem uma queda pelo Shikadai. Adora chocolate. Ama ver animes. É apaixonada por Dangō. É uma aluna espadachim exemplar. Ótima em taijutsu. É muito inteligente. Tem muita força fisica. É dois minutos e meio mais velha que Boruto. Tem hiperatividade. Os olhos dela sempre brilham. Ela sempre está sorrindo.”

Todas essas informações, agora, pareciam superficiais demais. Eram coisas que podiam ser observadas e descobertas. Hitomi sentia que deveria saber mais. Bem mais do que algumas informações sobre comida e hobbies. Deveria conhecer as habilidades da amiga, como ela se sentia em relação a todos e qual era sua visão do mundo. Porquê ela agia daquele jeito e quais eram seus objetivos. Deveria saber qual era o segredo de como ela conseguia fazer com que todos se sentissem tão…

Em paz.”

-Hitomi? Tudo bem? -A voz de Hokuti ecoou em seus ouvidos, parecendo distante por um momento, mas logo puxando-a de volta para a realidade. Hokuto lhe encarava, parecendo curiosa, talvez um pouco preocupada.

-Sim. Por quê?

-Você estava me encarando como se eu fosse algum tipo de experimento. Parecia estar me estudando. Foi bem estranho. -Declarou a Uzumaki. -Vou perguntar mais uma vez: Está tudo bem?

-Claro que está. Eu só estava meio...distraída. Impaciente. Indecisa, não sei. Acho que tudo. -Não era mentira, mas é claro que também haviam verdades ocultas ali. Não poderia contar a Hokuto o que estava pensando, a não ser que desejasse ser chamada de louca.

-Não precisa ficar. -Ela deu um sorriso, mas estranhamente pareceu fazer esforço para aquilo, como se ele exigisse demais dela. Apesar do detalhe, Hitomi não pôde conter dar um sorriso em resposta, simplesmente porque não conseguiu se sentir mal a ponto de não sorrir, na verdade se sentia até bem.

Mais uma vez, Hokuto havia feito alguém feliz apenas com a sua presença.

Ótimo

Retomou a sua atenção para o caminho.A paisagem ia mudando, e aos poucos os chakras iam ficando cada vez mais perto, fazendo com que os instintos de shinobi da Uchuha indicassem que uma luta logo poderia acontecer. Ninguém parecia com medo,e mesmo que estivessem todos estavam se esforçando muito para esconder, talvez tentando manter-sem calmos para acalmar os outros.  Não se sabia se isso funcionava, mas era uma hipótese válida. Se fosse assim, quem era o mais calmo deles? Hokuto? Boruto? Ou os senseis? Era impossível saber. Mesmo porque, de alguma forma, talvez também fosse impossível todos estarem fingindo.

-Ok, crianças, esperem. -Pediu Konohamaru, detendo-se no meio da corrida. Hitomi parou,assim como os outros, atenta ao que estava por vir. -A essa altura,alguns já devem ter detectado que os dois chakra não se encontram no mesmo lugar, certo? 

-Certo. -Hokuto, Boruto, Moegi e Hitomi confirmaram. 

-Por conta disso, a decisão mais lógica é separarmos o grupo. Separaremos em dois grupos, cada um com quatro integrantes. Porém, quando chegarmos perto de onde os chakras se localizam, quero que o grupos se separem, formando quatro duplas. Em caso de combate,se reúnam novamente, okay? Hitomi, você segue com Chouchou, Shikadai e Moegi para o foco mais próximo, a Sudeste. Eu, Boruto, Hokuto e Inojin iremos para o outro foco, que aparentemente se localiza no nordeste. Entenderam?

-Sim. -Responderam  todos em conjunto. Moegi  falou algumas coisas antes de pegar o seu time e ir em direção ao sudoeste. 

-Fiquem todos atentos. –Avisou a jounin. Hitomi previa uma batalha, e sentia um misto de euforia e medo. Toda sua insegurança retornava pouco  a pouco, crescendo dentro dela  e fazendo dúvidas consumirem-lhe aos poucos. Não conhecia as habilidades do inimigo, sequer sabia se o tal chakra realmente emanava de algum  inimigo em potencial. Talvez fosse apenas um engano, ou um ninja de outra vila perdido. Nunca se sabia ao certo o que espera em uma missão daquele nível.

A Uchiha ativou seu Byakuringan, rastreando e analisando o forte sinal de chakra. Era extremamente poderoso, embora parecesse estar contido de algum modo, e parecia levemente familiar. A menina vasculhou a própria memória, em busca de alguma lembrança ou marca que a fizesse recordar daquele chakra, mas não conseguiu. Era como se já tivesse entrado em contato, mas, de forma estranha, aquilo causava uma lacuna em sua mente. 

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A tensão era crescente. Hitomi sentia-se estranha, olhando para os colegas momentaneamente, preocupada. Não haviam mentiras dessa vez. Era claro como água o quanto também sentiam os efeitos daquele lugar estranho. 

Após mais alguns minutos de corrida, chegaram a uma grande clareira. O chakra parecia bem intenso ali, mas não era exatamente daquele lugar que ele surgia. Continuaram a passos lentos, preparados para alguma situação emergencial ou batalha repentina, mas, após dois ou três minutos de caminhada que não levava a lugar algum além de mata fechada, resolveram voltar à clareira, para discutir a situação e a forma como iriam resolvê-la. O foco do chakra parecia mudar de direção, embora não saísse do local. Além disso, Hitomi, mesmo com seu Kekkei genkai, estranhamente não conseguia reconhecer nenhuma forma humana, embora o chakra que sentiam ficasse cada vez mais perto; Se o portador do poder fosse uma pessoa, havia algum tipo de truque escondendo-a, e deixando-a escondida até mesmo ao Byakugan dos Hyuugas, e, no caso de Hitomi, até mesmo de seu Byakuringan.

-Vamos ter que nos dividir. -Conclui Moegi, depois de alguns minutos de discussão. 

-E se acharmos algo? -perguntou ChouChou.

-Caso achem o inimigo, voltem para a clareira. Não tentem enfrentá-lo, pode ser perigoso para qualquer um de nós aqui.


-Bom, quem vai com quem? -Questionou a Uchiha.

-ChouChou e Hitomi vão pela direita eu e Shikadai iremos para a esquerda. Qualquer coisa, peçam reforço. Nos encontramos daqui a meia hora certo?

-Certo. -Responderam.

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-A névoa surgiu do nada, não é? -Perguntou Hitomi, de forma quase simpática, pensando que talvez uma vez na vida devesse deixar o orgulho (e talvez, e só talvez, o ciúme) de lado e conversar com Chouchou. Havia ficado cansada de andar em silêncio, sabendo que tinha alguém a seu lado.

-Sim. -A Akimichi respondeu, meio ríspida. -Foi estranho, né?

-Foi. -A Uchiha suspirou, sabendo já naquele momento que a conversa não levaria a nada. Porém, pelo bem de sua sanidade e de seu subconsciente, resolveu continuar. -O que você acha dessa missão?

-Sei lá. Estranha. Mas é parecida com umas missões que meu pai disse que participou. Minha mãe também. -Hitomi não precisava dirigir o olhar para Chouchou para saber que ela fazia uma expressão confusa, buscando um objetivo por trás do diálogo. - Não é nada que eles fizeram quando eram guênins, e sim Chunnins ou Jounins, mas…

-Eu sou Chunnin.

-Eu sei. Mas nem todos do nosso grupo são. -Respondeu, com um tom que denunciava a pouca inveja que tinha do cargo. - Só estou dizendo que não é normal mandarem ninjas do nosso nível para missão tão...complexas.

Hitomi refletiu sobre o comentário por alguns instantes, e mesmo que não quisesse admitir, chegou à conclusão de que a menina estava certa. A missão era séria, difícil e necessitava de atenção em dobro de todos os membros. A história da pequena vila já era o suficiente para fazer alguém se interessar.Além disso, lidavam com uma ameaça desconhecida e no mínimo perigosa, que, de uma forma ou outra, sequestrara vários ninjas que a Uchiha supôs serem bem treinados.

-Eu entendo, mas como o Tio Naruto…

-Tio Naruto?

-Desculpa, força do hábito. - Deu uma risadinha, lembrando-se da própria infância. - Como o Hokage disse, só fomos mandados aqui por conta dos Jounins estarem ocupados em uma outra missão ultra secreta ou coisa assim. Não era uma coisa planejada.

-Pouca coisa na vida é. -Comentou, parecendo um pouco triste. Hitomi achou ter ouvido um barulho, mas não disse nada à companheira, apenas ativou seu Byakuringan. Não detectou nada, além do forte chakra que ainda não se sabia de onde vinha. Ainda assim, decidiu que continuaria a utilizar seu kekkei genkai, para que pudesse ficar ainda mais atenta. A névoa, que antes era leve e sequer atrapalhava a visibilidade do lugar, havia se tornado densa e complicada, impossível de enxergar com os olhos normais, e dificultando até mesmo os olhos especiais da Uchiha. Não fosse por seu kekkei genkai, Hitomi provavelmente estaria completamente perdida.

-Sim, bem pouca. Mas nem sempre isso é ruim, entende? Às vezes, é preciso apenas de paciência. Sei que é uma frase clichê, mas é verdade. -Ela suspirou, completamente focada no caminho à sua frente, embora ainda falasse. -Mas, sabe, Chouchou, as coisas inesperadas podem ser as melhores. -Sorriu sozinha, com alguns momentos passando rapidamente por sua mente. - Às vezes… É preciso uma mudança. Entendeu? -Virou-se pela primeira vez desde o começo da conversa, sorrindo amigavelmente, esperando dar de cara com a mais nova; Porém, nada encontrou além de mais névoa. Sequer podia sentir mais o chakra da menina.

-Chouchou? -Chamou, em vão, o sorriso se desfazendo e dando lugar a uma expressão preocupada. -Akimichi Chouchou, essa brincadeira não é legal.  

Mesmo tentando se convencer de que realmente era um brincadeira, não podia estar mais claro para a Uchiha de que aquilo era algo sério. Mesmo com o longo alcance de seus olhos, não era possível identificar nenhuma forma humana em meio à névoa. A menina quase se desesperou por um instante, mas obrigou-se a manter a calma,respirando lentamente.

Capturada

Novamente

Eu não vi”

Distraída

Uma armadilha

Demais.

A culpa cresceu em seu peito. A névoa ficava cada vez mais densa, chegando a confundir até mesmo seu Byakugan. O inquietamento de sua mente a fazia ficar ainda mais distraída e confusa. Como pôde deixar que aquilo acontecesse? Como pôde distrair-se a ponto de deixar que uma companheira sumisse de tal maneira? Porquê aquilo tinha que acontecer novamente?

Retomou a caminhada, um pouco desorientada, determinada a achar Chouchou de alguma forma; Andou por alguns metros, até que, em meio à névoa que embaçava sua visão, dois chakras tomaram forma. Deteu-se no exato lugar que estava, não acreditando em sua própria vista. O chakra forte realmente vinha de uma das pessoas que se encontrava ali, a mais alta, com ombros largos e um físico aparentemente masculino. A outra pessoa se movia lenta e relutantemente em direção ao mais alto, parecia uma mulher, alta e com formas familiares demais. Seu chakra estava fraco, embora ainda fosse possível senti-lo, e parecia confuso; espalhava-se por dentro de seu corpo de uma forma estranha, como se estivesse perdido e sem saber por quais vias passar, ou como se algo estivesse reprimindo-o.

De repente, o chakra forte, que sempre havia parecido familiar, começou a despertar lembranças na Uchiha. Já havia sentido aquele chakra antes, bem de perto, e nunca mais esperava senti-lo novamente.

Caminhou o mais rápido que podia, tentando ser discreta, em direção às duas formas. Forçou o Byakuringan, tentando aumentar seu alcance, e a cada passo as pessoas se tornavam mais claras. Podia ver borrões de cabelos ruivos na forma menor, um sorriso perverso na maior, e tudo começou a ficar mais claro. Não conseguiu acreditar na cena quando ela se tornou completa.

-O mestre quer muito você, menina. -Murmurava o homem. -Ele parece interessado no seu clã, entende?

A menina não respondeu. Não parecia conseguir responder. Parecia lutar consigo mesma, andando como se estivesse sendo obrigada, os olhos mexendo num pedido simples de socorro. Não parecia haver nada prendendo-a, mas Hitomi não podia deixar de pensar que ela estava presa. Não sabia como aquilo acontecera. Achava algo impossível. Nunca achara nada que fosse capaz de prender Uchiha Toshiko.

Hitomi começou a prestar atenção nas coisas que Yumi falava, com aquela voz rouca que nunca quisera ouvir novamente. Embora não parecesse, o incidente que ele causara naquela missão a tempos atrás havia causado um trauma na menina, e uma raiva tão grande que desejava nunca mais vê-lo novamente a cada vez que se lembrava do acontecimento. E agora, ele estava ali, fazendo sabe-se lá o quê com sua prima. Seu único resquício e ligação que restara com seu tio, do qual nem chegara a conhecer e pouco sabia. Sua confidente e quase irmã. Seu exemplo.

- O mestre vai ficar tão feliz, ele vai conseguir o que queria. O mestre sempre consegue tudo, ele vai me perdoar pelo meu último erro.

A morena lembrou que ela mesma ia ser levada a esse tal de "mestre". Então, era isso. Ele falhou em levá-la, então seu chefe o mandou ir atrás de sua prima. Desativou o Byakurigan e ficou olhando os dois. O que estava havendo com Toshiko? Por que ela não falava nada? Porque não esboçava reação alguma? Se parecia com uma boneca sendo controlada pelas mãos de uma criança. A raiva começou a crescer dentro da menina, que, embora soubesse que devia manter a calma e observar a situação, não conseguia suportar a ideia. As dúvidas apenas cresciam e a corroíam por dentro, fazendo-a sentir agonia.  Yumi pareceu ainda não tê-la visto. Talvez estivesse tão concentrado em Toshiko que não estava se atentando ao que acontecia ao redor. Por fim, não aguentou, tendo que gritar em alto e bom som:

-YUMI! SEU...SEU… O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO COM ELA?! E O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA AMIGA?! CADÊ A CHOUCHOU? O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

O homem virou com rapidez a cabeça na direção de Hitomi, parecendo surpreso. Provavelmente não esperava ser interrompido. Porém, antes que pudesse responder, Hitomi continuou com suas perguntas:

-VOCÊ NÃO ESTAVA PRESO? KONOHAMARU-SENSEI TE PRENDEU! EU TENHO CERTEZA!  O QUE VOCÊ QUER COM A MINHA PRIMA? PORQUE VOCÊ TEM QUE APARECER DE NOVO?!

Yumi não respondeu, apenas continuou olhando o lento progresso de Toshiko, que ia chegando cada vez mais perto. Hitomi se enfureceu.

-ME RESPONDE! EU ESTOU AQUI, SEU GRANDE IDIOTA!

-Eu sei, criança. -Comentou, pela primeira vez referindo-se diretamente a ela. -Mas tenho coisas mais importantes a fazer. Desde que eu tenha ela, você não é mais necessária. Foi o que o mestre me disse. Ele vai ficar orgulhoso de mim. -Deu um largo sorriso, os olhos brilhando. -Isso não é bom, Hitomi?

A Uchiha mais nova abriu e fechou a boca repetidamente, tentando em vão falar algo. Yumi não era normal. A obsessão pelo “Mestre” o tornava uma pessoa má, ou assim fazia parecer. Em particular, Hitomi achava que ele mais parecia um animalzinho tentando impressionar seu dono que um homem perverso trabalhando para alguém. Era um cara confuso, porém não completamente mau.

-Não, isso não é bom. -Respondeu a Uchiha, tentando se acalmar. - Yumi, podemos fazer um acordo?

-Acordo?

- Sim, acordo. Você liberta a Toshiko e eu a levo embora comigo, então eu invento uma história para os meus companheiros, fingindo que nós nunca nos encontramos. Tudo bem? -Tentou usar seu tom mais convincente possível. Yumi pareceu considerar a ideia por um instante, mas logo descartou-a:

-Não. Eu preciso dela. O Mestre a quer, então vou entregá-la ao Mestre como pedido de desculpas pela falha em minha última missão. Se eu fizer isso, Ele vai me perdoar, eu tenho certeza.  Além disso, se você me prender, o Mestre vai me fazer escapar de algum jeito. Ele é muito inteligente e poderoso, então ele consegue me soltar a hora que precisar de mim.

-O quê O Mestre quer com minha família, Yumi? -Questionou, receosa.

-Eu não sei. O Mestre não distribui informações sobre seus planos. Eu não sei o que Ele anda fazendo, Hitomi.Eu apenas vim por ordens dele.  Não sei para quê ele quer tanto uma de vocês.

A Uchiha mais nova poderia não admitir, mas estava sentindo medo naquele momento. Sentiu-se paralisada e sem saída, olhando inútilmente para a cena que se desenrolava. É claro, não era preciso ser algum tipo de gênio para entender o que acontecia; fosse quem fosse, por algum motivo, o mestre claramente buscava ter posse de um Sharingan, e estava utilizando Yumi para adquiri-lo. Hitomi sabia que, atualmente, apenas ela, Toshiko e seu pai tinham o Kekkei Genkai; sabia também que era considerado um valioso dom, e muito invejado por outros clãs. Sabia que muitos Uchihas haviam tido seus olhos tomados e considerados como troféus por inimigos em batalha. Não era nenhum segredo de estado, e a menina já ouvira do próprio pai que era possível e provável ela ser atacada em alguma de suas missões, por pessoas interessadas em seus olhos. Porém, algo parecia errado. O “Mestre” não parecia apenas querer o Sharingan. Era como se estivesse obsessivo por ele. Primeiro ela, e depois sua prima. Duvidava que os ataques parariam.

Quando deu por si, Toshiko já estava muito perto de Yuni, cerca de dois ou três passos, e o homem já estava levantando as mãos perigosamente na direção da ruiva. Uma onda de adrenalina e instinto protetor tomou seu corpo, e sem pensar direito, sem importar-se com os riscos ou com as chances de sair machucada, apenas correu o mais rápido que pôde e jogou-se em cima de Toshiko. A ruiva não teve reação em momento algum, nem quando Hitomi jogou todo seu peso em cima dela, derrubando-a no chão, e nem quando bateu a cabeça contra a terra que o cobria. 

A morena levantou a cabeça e constatou que a mais velha havia desmaiado por conta da pancada forte que havia recebido. Não sangrava, e apesar de ter sido uma bela pancada, o maior risco baseava-se numa concussão. Suspirou, momentaneamente aliviada, e se levantou; Yumi encarava-a, surpreso.

-O quê você pensa que está fazendo, criança? -Ele parecia um pouco confuso, perturbado e também decpcionado. -Ela não mais pertence a você. Ela pertence ao Mestre. Eu preciso entregá-la ao Mestre. O Mestre quer todos os especiais.

Especiais?”  Sabia que deveria seguir as palavras ditas por Moegi. Sabia que entrar em conflito com alguém como Yumi não era uma boa ideia, e que deveria avisar a sensei, socorrer Toshiko e procurar por Chouchou. Porém, as palavras ditas pelo inimigo rondaram sua mente, ecoando e fazendo-a esquecer de toda e qualquer regra que deveria seguir naquele tipo de situação. A raiva apenas irrompeu em seu peito e, naquele momento, decidiu-se que iria derrotar Yumi com suas próprias mãos. 


Notas Finais


EAEEEEEEE????????!!!!!!!!! O QUE ACHARAM? Yumi reapareceu, Toshiko totalmente estranha, Chouchou sumindo e o grupo totalmente separado. O que você acham??? "O Mestre" tem alguma coisa haver com a Vila do Algodão? Como o Yumi escapou? Quem é "O Mestre"? O que Ele busca? Porquê e como Toshiko estava ali? AAAHHHH DISCUTAM MT, PERGUNTEM MT, EU RESPONDO TUDOOOOO <3333
Gente, acho que não tô muito normal hoje não.
Um beijão! <3


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