História Seleção - Capítulo 15


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Harem, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia!
Boa leitura <3

Capítulo 15 - Lá e de volta outra vez


Fanfic / Fanfiction Seleção - Capítulo 15 - Lá e de volta outra vez

 

 A chuva o cobria por inteiro, da cabeça aos pés e ele só sabia olhar para o mar tempestuoso como seus sentimentos, o que faria? Como aceitar que seu coração já não era mais seu, só seu, ele não queria voltar, mas não queria aquilo também... 
Então braços rodearam seu corpo e um beijo foi depositado em seu ombro suavemente: 
— Saia da chuva, meu príncipe, vamos voltar... 
— Yixing... 
  Chanyeol se voltou para o peito do príncipe que o abraçou forte. Ele não podia fazer aquilo, não podia... 
— Eu te amo. Então porquê? Porque precisamos fazer isso? 
— Porque é seu destino, mas eu vou estar com você a cada passo do caminho. Não tenha medo, eu estou aqui, todos estamos. Confie em mim. Seu amor me faz imortal, meu príncipe. 
Chanyeol assentiu e fechou os olhos deixando-se abraçar pelo homem forte a sua frente. Ele o amava, mas seria suficiente? 

— Vocês não vão estar comigo lá, eu vou estar sozinho com príncipe Yoongi e Junmyeon... E-eu tenho medo Y-yixing... E S-sehun... Ele...

— Confie em mim Chanyeol, tudo vai se resolver, mas você precisa ser forte até lá, nós vamos libertar você, mas precisa ser forte até que consigamos, pelos bebês...

  Ele ergueu os olhos e encarou os do príncipe mais velho da Tessália...

— Sehun viu esse destino, não viu?

  Príncipe Zhang desviou os olhos e suspirou:

— Você precisa confiar em nós, eu não posso te dizer mais do que isso...

— Meu príncipe, precisamos ir.

  Ele ouviu a voz de príncipe Junmyeon e quis chorar outra vez. Contudo se afastou da praia e foi se despedir de um por um dos príncipes.

— Eu vou te resgatar, meu bem, eu juro!

  Príncipe Huang disse firme, Channy engoliu em seco e assentiu. Os outros disseram coisas parecidas e ele por fim subiu no cavalo com o príncipe Junmyeon enquanto Danny seguia no outro sozinho. Ele aprendeu a cavalgar com os príncipes Kim nesse tempo de viagem.

  Seu pajem também lutava para não chorar... Aquilo era tão triste...

— Isso não acabou bebê, eu volto para te pegar.

    Príncipe Jongin disse ao Danny e então eles partiram da praia e Channy soube que o destino que os aguardava era sombrio...

 

 

Meses depois

 

 

Eu te amo, Chanyeol, jamais esqueça disso, entendeu? Te amo, amo nossos filhos e farei qualquer coisa por você. Vai se lembrar? Vai se lembrar, meu príncipe?

 

    Channy acordou ofegante, de novo sonhava com aquele dia... De novo ele acordava tremulo e com dor em seu peito. Amava Sehun... Mas ele o tinha traído. Aliás desde aquele dia na praia não teve mais nenhuma notícia de nenhum dos príncipes a não ser as comuns fofocas dos cortesões.

  Nenhuma carta, nenhuma notícia, Junmyeon não lhe dizia nada e a presença constante de Yoongi já o deixava em nervos. Sua coroação foi uma tortura e odiava ser chamado de rei, contudo precisava cuidar do seu povo, ainda que só quisesse ficar no jardim interno conversando com seus bebês...

  Para seu alivio por estar em um estágio avançado de gravidez ele só era exigido no salão real em casos emergenciais, de resto Junmyeon cuidava por ele como príncipe consorte. Junmyeon era um líder perfeito, agora se sentia muito aliviado de tê-lo ao lado, ambos compartilhavam o asco por Yoongi, e ele era forte como nenhum outro homem que conheceu e ainda o consolava quando as noites se tornaram insuportáveis, ainda sonhava com o tempo passado ao ar livre, aprendendo a caçar, a rir, a estar em volta dos homens que ganharam seu coração e que agora... Não via ao menos o rosto.

  Sentia saudades dos sorrisos discretos cheios de palavras não ditas de Yifan e dos galanteios de Luhan, dos olhares amáveis de Baekhyun, dos resmungos de Kyungsoo, dos risos dos Kim, da proteção de Zitao, dos olhares profundos de Yixing, sentia falta de Sehun... Muita, muita falta, dos seus olhares misteriosos, dos pedidos para nunca esquecê-lo... como poderia, se no fundo do coração acreditava que ele jamais o traiu de verdade e que algo o obrigou aquilo?

  Yixing disse que o irmão tinha sete vidas, e que ele era capaz de voltar dos mortos...

  Channy o viu morrer, teve de ser segurado pelos três Kim para não correr para ele e gritar com o Yixing... Aquele dia ainda queimava sua mente apenas em recordações dolorosas...

  Ele amava Sehun e morreria amando, sabia disso.

  Se levantou da cama e logo viu Danny vir para ele com uma túnica de banho.

— Bom dia, majestade!

  Danny disse sorridente e algo naquele sorriso o desestabilizou, não era um sorriso cansado e resignado, era um sorriso genuíno. Um sorriso genuíno em meses...

  Channy olhou para os lados e então falou baixo olhando nos olhos do pajem e melhor amigo:

— Você teve notícias?

  Danny assentiu ligeiramente e então sussurrou:

— Mas as paredes têm ouvidos, só não fique mais triste, majestade, tudo vai ficar bem.

 Channy agarrou as mãos do amigo e respirou fundo algumas vezes para se acalmar, tinha que continuar do mesmo jeito e sabia... fosse lá o que fosse acontecer, ele precisava continuar igual...

— Obrigado, Danny.

— Eu sirvo minha majestade, e só a ele. E ah, hoje deveria ir até o túmulo do seu pai, majestade, fazem quatro meses...

  Ele suspirou, tinha sentimentos controversos com seu pai, amava ele como filho, mas ele fez tantas coisas... E então deixou Yoongi como conselheiro real. Odiava aquilo, odiava como ele sempre era extremamente gentil e bom ao seu redor, mas tratava os servos do palácio como um tirano. Ele achava que Channy era idiota?

  Via como Junm ficava exausto ao ter que lidar com ele todos os dias, seu príncipe era uma rocha, mas não impenetrável. Sentia pena por ele. Muita pena, o amava como um amigo muito próximo, era verdade, mas sabia que se tivesse tempo podia realmente vir a amá-lo como homem, ele era um dos pais dos seus filhos e o homem mais justo e digno que conheceu.

  Foi para o banho e então ao terminar e já voltar para quarto, viu o príncipe Grego entrar no quarto do rei, ele dormia nos aposentos lateral, mas era um dos únicos que podia entrar em seus aposentos livremente, ele veio para si e beijou sua testa com carinho antes de acariciar sua barriga imensa àquela altura.

— Como vão nossos bebês hoje?

— Quietos, o que é muito estranho – disse ameno sorrindo de canto – Manhã difícil?

— Faça um decreto real, meu rei, me autorizando a picotar o conselheiro real em mil pedacinhos. Seria a melhor coisa do meu dia.

  Channy riu, porque as formas que Junm inventava de querer matar o Yoongi eram muito divertidas para si, mesmo que não devesse ser. Então ele abraçou o mais velho e disse baixinho em seu ouvido:

— Talvez não vá precisar de decreto para isso, meu príncipe, só talvez.

  Ele foi abraçado com cuidado e teve os lábios dele em seus ouvidos:

— Não diga isso, meu rei, as paredes...

— Tem ouvidos, eu sei.

  Terminou sussurrando e então foi erguido e levado para a cama e deitado com cuidado até ter o príncipe deitando ao seu lado e acariciando seu rosto, Danny saiu de fininho do quarto:

— Não quero que fique se esforçando, combinado? Nossos filhos te cansam muito rápido, majestade, precisa repousar mais vezes.

— Preciso ir no túmulo do meu pai hoje, Junm...

— Eu adoro quando me chama assim – E ele sorriu tocando a ponta do seu nariz com o dedo – Eu amo, na verdade.

  Channy abaixou os olhos um pouco sem graça, mas abraçou mais o príncipe até ser envolvido pelos braços dele e ainda que a barriga avantajada deixasse a posição meio desconfortável ele gostava de ficar assim e os últimos dias tinham sido bem corridos para terem um tempinho desse jeito... E como o esperado, o primeiro chute veio e Chanyeol ofegou ainda que risse em seguida:

— Esse chutador é com certeza filho do Kyungsoo.

  Disse e logo Junm correu a mão até o bebê que lhe chutava sempre que tinha a oportunidade.

— Ou do Yifan – Corrigiu ele como um meio sorriso – Aliás eu tenho certeza que é daquele bárbaro.

— Aposto que é do Kyungsoo com um pouco do Yifan... Criamos um monstrinho!

  E logo ambos riam e ficavam ali sentindo os movimentos dos bebês... Channy achava que eram três bebês, Junm achava que eram quatro pelo tamanho da sua barriga.

  Então a porta foi aberta outra vez e Danny anunciou o conselheiro real.

  O clima de diversão se perdeu.

  Channy se sentou na cama com ajuda de Junm e ambos olharam o príncipe entrar com um sorriso radiante como se o mundo estivesse perfeito:

— Vim acompanhar sua majestade até o túmulo do falecido rei.

  Channy queria socá-lo e sabia que Junm se sentia dez vezes mais raivoso, contudo ambos se ergueram e o seu príncipe o ajudou a terminar de se arrumar e logo entregou seu braço ao conselheiro para que saíssem juntos da ala real.

  Visitar o tumulo era ação de etiqueta do rei e seu conselheiro.

  Em seu caminho ele dava bom dia aos servos, as pessoas, acenava para outras enquanto o conselheiro, porém, andava altivo como se ele fosse o rei. Channy queria gritar com ele, mas sabia que não podia...

  Odiava as malditas etiquetas reais como odiava a falta dos seus príncipes! Se fosse o Jongin ali com certeza estaria mando beijinhos e sorrisinhos todo fofo para seus súditos.

  Sorriu com o pensamento, Danny sentia falta dos Kim como um louco... O que mais pedia em suas orações noturnas era pela felicidade do amigo, se casasse com o Kim, Danny poderia tê-los para sempre... e quem sabe os outros príncipes também não se apaixonariam pelo seu pajem?

  Nossa, ele tinha mesmo se apaixonado pela poligamia... Seu pai ia enlouquecer se soubesse! Ainda mais depois que descobriu que ele ao dizer que todos os príncipes iam assumir ele naquela manhã depois do jantar foi uma forma de ganhar mais prestígio antes de fazê-lo casar só um, mas receber espólios de todos os reinos pela afronta...

  Seu pai era mesmo um louco do mal!

— Estava sorrindo e agora está bravo, o que te fez mudar de humor, o que passou por sua cabeça, meu rei?

  Yoongi perguntou solicito, ele evitou de responder atravessado – Será que tinha roubado um pouco do mau humor do Kyungsoo? – E respondeu educado:

— Nada em especifico – Uma das lavadeiras passou por eles e acenou animada, ele acenou de volta, Yoongi resmungou algo estranho, ele parou e encarou o nobre – O que disse?

— Você precisa agir mais de acordo com sua posição, majestade, esse seu hábito se ser cortês com todos e qualquer um, não te ajuda em ser impositivo quando for necessário.

— Quem é o rei aqui, Yoongi, eu ou você? Quer me ensinar a lidar com o meu povo?

  Então o príncipe sorriu e apertou seu braço tirando um ofego baixo de si:

— Eu tenho sido paciente, Chanyeol, mas minha paciência tem limite, você vai se comportar como eu disser que deve, se não seu adorado Junmyeon vai ter um destino pior do que o do seu pai.

  E então ele sorriu e o soltou.

  Chanyeol quase perdeu a força nas pernas. Ele estava o ameaçando diretamente?

— V-você...

— Sorria, estamos sendo observados, meu rei.

  Ele disse voltando a se comportar com o mesmo sorriso gentil de sempre e Chanyeol quis sumir dali, se afastar dele... Fugir, se pudesse. Mas não podia, por isso aceitou o braço dele outra vez e fechou os olhos chamando mentalmente pelos seus príncipes...

  Eles estariam vindo? Eles finalmente o libertariam daquela cela infernal?

 

 

 

  Yixing olhou para o palácio a distância e sorriu. Finalmente... finalmente...

  E então um corvo pousou em seu braço e ele pegou a mensagem curta a lendo várias vezes e sentindo seu sangue ferver:

“Ele ameaçou meu bebê em público e machucou o braço dele, se você não fizer, eu irei esquartejá-lo, não estou brincando”

  E então a mensagem saiu da sua mão para as do Minseok.

— Mas ele não tem amor a vida mesmo, não é não?

— Isso importa? Hoje nós matamos ele e fim de jogo.

  Yixing se voltou para Kyungsoo que tinha um sorriso cruel nos lábios. Agora sim o sangue Peloponeso pulsava nele.

— Sim, altezas, hoje é fim do jogo.

 


Notas Finais


E é isso!!!
Beijinhos!


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