História Selendis - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Antihero, Elfo, Medieval, Sadismo, Violencia
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Palavras 1.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Luta, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Dessa vez Selendis ataca à luz do dia, ainda marcada da noite daquele beco, porém não se deixaria abalar por um episódio, não poderia desperdiçar uma chance de saquear a feira de outono do reino;

Capítulo 2 - A Feira


Um vento frio assobia aos ouvidos de Selendis naquela manhã de outono, acordara de um humor não muito agradável, com frio e ainda tonta de sono, devia ser por volta de 9 da manhã, o sol meio escondido, deixando o azul do céu meio sem cores. Ela levanta e, ainda puxando a perna, olha pelas frestas da janela, observando o beco ao lado, vazio e silencioso.

Selendis dormia, quando conseguia, dormia em uma casa abandonada, no primeiro andar, era quase uma espécie de porão, na verdade, o suficientemente escondido e quieto para que ela não fosse descoberta e perturbada por ninguém, sua barriga começava a fazer barulhos de fome, lembrara que não havia comido nada desde a noite passada, precisava comer algo, tinha um pouco de dinheiro guardado, o suficiente para viajar apenas 20% do caminho para Tarasi, um reino predominantemente élfico, não queria tirar nenhuma moeda do dinheiro, não aguentava mais aquele lugar.

A elfa checa mais uma vez o beco, e sai devagar, sem fazer nenhum barulho. Cobre a cabeça com o capuz, e sai à rua, o capuz não a escondia totalmente, as orelhas pontiagudas revelavam sua origem élfica, mas não entregava sua identidade de imediato, era não era a única elfa da cidade.

Selendis chega ao seu destino, uma feira enorme, a maior do reino, que acontecia todos os outonos, não a interessava o que era vendido ali, o interesse da elfa eram as carteiras e joias fáceis daqueles humanos falantes e burros.

De repente um braço abraça sua cintura, e alguém beija levemente sua orelha direita, Selendis checa assustada quem seria essa pessoa tão abusada, e se depara com Lime, um ladrão fino da cidade, sempre metido em problemas, problemas muito maiores do que os de Selendi.

- Bom dia, flor – Diz Lime com um ar alegre, apertando carinhosamente Selendis;

- Sai de perto de mim, já quer ser preso? – Diz Selendis sem olhar para o rapaz;

- Já está melhorzinha? – Pergunta Lime acariciando a barriga de Selendis;

- Soube que te fizeram mal, ontem – Disse o rapaz com um tom de tristeza;

- Não foi nada – Disse Selendis fazendo pouco da história

- Te socarem até você vomitar não parece nada – Disse o rapaz devolvendo sua adaga tomada pelos guardas.

Selendis pega rapidamente sua adaga da mão do rapaz, e à guarda: “Você realmente quer ser preso hoje” – Diz Selendis dessa vez olhando para o rapaz sempre sorridente.

- Vamos fazer daquele jeito de novo? – Propõe o rapaz, se referindo a um episódio que os dois dividiram uma área de um festival para roubar, e dividiram os lucros ao final, sem nenhuma competição.

- Pode ser, às 5 horas no mesmo local – Diz Selendis, seca e tirando a mão do rapaz da sua cintura,

- Okay, okay! – Concorda o rapaz já saindo e cantarolando.

Selendis então começa a procurar as presas mais fáceis, burguesas gordas, cheias de joias à mostra, filhos de nobres com joias caras, homens abarrotados de compras e com suas bolsas de moedas pedindo para serem roubadas.

Facilmente consegue pegar o equivalente a 3 dias comuns de trabalho, mas não podia exagerar no quanto carregava, então escondia os roubos atrás de uma pedra solta de uma das paredes, e continuava o trabalho.

Após encher seu esconderijo pela quarta vez, no caminho de volta, ela vê uma burguesa tão gorda, tão cheia de joias, que conseguiria abastecer uma joalheria inteira por uma semana, ela então vai em direção da burguesa, e de repente, alguém a puxa violentamente pelo braço.

- Vamos passear – Diz o guarda, arrastando Selendis;

O guarda era bem mais alto que ela, a mão que a puxava era massiva. O coração da elfa passa a bater mais forte.

Após ser arrastada para fora da feira, o guarda segura seu rosto e pergunta: “Já roubou metade da feira, né, vadia?!”

Selendis apenas sinaliza com a cabeça que não;

- É mesmo? – Diz o guarda apalpando a garota, procurando pelos roubos;

Onde você escondeu? – Pergunta o guarda, ainda procurando pelos roubos, parecendo até estar se aproveitando da situação para tocá-la;

 

- Não roubei nada, acabei de chegar – Disse séria, tentando esconder o nervosismo;

- Foi mesmo? Engraçado você dizer isso, por que eu vim exatamente à sua procura porque um rapaz a denunciou que estava roubando várias pessoas;

De repente, ela sente um impacto forte na sua barriga, empurrando a garota para trás – Não acreditava que passou anos sem apanhar daquele jeito, e em menos de dois dias, já havia apanhado tanto assim;

A dor veio rápido, mas dessa vez nada de náuseas ou vômitos;

- Fala onde escondeu, elfa – Diz o guarda rangendo os dentes;

- Você deve estar confundindo, a pessoa deve ter falado de outra pessoa, já disse que não roubei nada – Disse a garota com uma expressão de dor e segurando a barriga;

- Ok – Disse o guarda, de forma seca;

O guarda solta o rosto da garota e desfere um soco rápido no rosto dela, parecendo quebrar seu nariz. A garota cai sentada no chão, e leva a mão ao rosto, se deparando com o sangue pingando do seu nariz.

O guarda mais uma vez avança na direção da garota para acertá-la mais uma vez, porém, antes de machucá-la de novo, uma voz feminina fala em tom alto: “Chega, ela já aprendeu”, o guarda então recua e vê que uma senhora havia pedido para que ele parasse, o guarda então simplesmente sai, deixando a elfa sangrando no chão.

Uma humana havia lhe protegido? Por que? Quem era essa senhora? – E ao levantar a vista, se depara com a senhora gorda que pretendia roubar, saindo sem olhar para trás.

Ela levanta então, lentamente, ainda um pouco tonta da pancada

- Melhor parar por aqui, hoje – Diz a elfa, enxugando cuidadosamente o sangue do nariz e voltando para casa, amanhã pegaria “suas” coisas;

Após chegar e lavar seu rosto, a elfa deita na cama, cansada, e levanta sua blusa, para checar o dano do golpe do guarda. Sua barriga, lisa e macia, com pouquíssimos traços de musculatura na região de cima do abdômen, ainda estava com manchas roxas da noite passada, e agora, com uma leve vermelhidão.

Então passa a se indagar sobre o porquê da atitude dos guardas contra ela tornaram-se tão violentas e brutais, recentemente. Antes os guardas só eram um problema se a vissem realmente fazendo algo, e nunca a machucaram daquele jeito, agora, batem nela como se fosse um homem, ou talvez nem isso, pior. Selendis apaga lentamente, e dorme.

Selendis acorda assustada, já era noite, havia se lembrado que tinha que pegar os roubos da feira, e dispara rapidamente em direção à porta. De repente alguém surge das sombras e tapa sua boca, para que não grite, o coração élfico da garota dispara, outra mão é posta no seu corpo, puxando-o em direção ao da figura sombria, e sente uma respiração em seu pescoço, e de repente, um sussurro ao seu ouvido:

- Esqueceu do principal, Sel? – Selendis reconhece instantaneamente a voz, era Lime, o ladrão.

Aliviada, e um pouco irritada, a elfa tira violentamente a mão de sua boca e de seu corpo;

- Não teve graça, imbecil – Diz a elfa com um tom irritadiço;

Com um sorriso no rosto, entregando a bolsa de saques para a garota, como se oferecesse para a elfa um buquê de rosas;

Selendis revira os olhos, e pega o saco das mãos de Lime. Lime era um sujeito magro, jovem e de uma certa forma, charmoso.

- Acredito que mereço algo em troca – Diz Lime com um sorriso de segundas intenções no rosto

- Claro, qual a porcentagem que você vai me cobrar dessa vez? – Diz Selendis já checando a bolsa com os roubos da noite passada

- 100%, de você – Diz Lime, dessa vez com um ar sério.

Selendis franze a testa, como se estranhasse totalmente aquilo, Lime sempre pareceu totalmente focado nos trabalhos, tirando seus sustos e supresas, nunca pareceu interessado nela;

- Não precisa ser agora, antes de você viajar, quero te dar um presente de despedida – Diz Lime, mais uma vez sorrindo;

- Ok – Diz Selendis suspeitando das intenções do ladrão;

Lime, olhando para a elfa, sai devagar pela porta, e some mais uma vez nas sombras daquela noite tão escura;


Notas Finais


Selendis consegue uma boa quantidade de dinheiro nessa feira, agora ela deve estar próxima de seu objetivo de começar sua viagem de volta para a terra élfica;


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