História Selo dos Deuses - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry, Harry Potter
Tags Harry, Magia, Selo
Exibições 6
Palavras 4.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente agradeço a grandiosa JK Rowling pela maravilhosa obra, Harry Potter e ao criador da franquia Devil May Cry, que eu não sei o nome. São minhas obras favoritas.
Essas obras não me pertencem, mas me ajudam a viver um mundo fantástico criado por eles. Me proporciona a emoção de poder compartilhar esse mundo da minha maneira e a ver como as coisas poderiam ser acontecer caso esses mundos se unissem.

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Hogwarts, um pesadelo.


Fanfic / Fanfiction Selo dos Deuses - Capítulo 1 - Hogwarts, um pesadelo.

Após dois anos letivos, depois de Alvo Severo entrar para Hogwarts, a pequena família Potter teria finalmente a felicidade de sua adorável Lilian Potter, a filha mais jovem da família de se unir com seus irmãos e primos na maior escola de magia e bruxaria de toda a Inglaterra.

A felicidade da jovem não poderia ser maior, após dois anos de espera, completara onze anos e assim começaria sua vida estudantil na melhor escola de bruxaria. Mas o que ela não esperava é que coisas grandes e extraordinárias fossem ocorrer durante esse ano.

Tudo pronto para a família Potter. A estação do King Cross além dos tijolos entre as plataformas 9 e 10. O expresso de Hogwarts plataforma 9 ¾.

Como despedida Hermione deu para seus filhos e sobrinhos uma lembrança uma caixinha dourada para que pudessem lembrar sempre da família, que estaria esperando seu retorno em casa. Cada um recebeu uma joia ou medalhão que os ajudariam a passar o ano longe de sua família, de acordo com a necessidade de cada um. E Lilian recebeu algo ainda mais especial, um vira - tempo.

— Olhe Lily! — disse Hermione.

— O que? O que você tem ai?

— Isto é um... Bom eu já tive um desses quando estava no terceiro ano, isso ajudou muito a seu pai e a mim. Tenho certeza que você vai gostar de usar.

— Serio? — perguntou a garota curiosa.

— Poderá fazer coisas incríveis com ele. Mas saiba usar, pois quando estiver viajando no tempo não pode ser vista por ninguém. Entendeu? Não mostre a ninguém.

— Sim, tia. Obrigada.

O trem estava quase partindo, Lily se despediu de seus pais e embarcou empolgada.

— Cuide de sua irmã, você me entendeu. Deixo isso com você porque sei que Thiago não fará isso — disse Harry a Alvo.

Embora não gostasse de ficar cuidando de sua irmã, Alvo sabia que se ele não ficasse de olho, Thiago não daria importância a ela. Afinal de contas era um pedido de seu pai, e um pedido que não poderia ser negado.

O trem apitou duas vezes em sinal que estava para partir, alguns alunos ainda estavam no lado de fora se despedindo de seus pais. Entravam aos tropeços quase que atropelando outros alunos no desespero de não ficar para trás, outros acenavam pelas janelas. A fumaça era jogada para ar. Lily se alojou em uma cabine vazia e não parou de sonhar acordada com o imenso castelo de Hogwarts, aquele tão sonhado magico castelo que seus irmãos tanto lhes contavam.

Duas batidas na porta foram ouvidas. Uma menina muito bem arrumada parecendo realeza pediu-lhe desajeitada permissão para se sentar na mesma cabine.

— Oi, o meu nome é Lilian, mas me chame de Lily — disse a menina animada.

— Sou Lorayne, mas me chamam de Ray — retribuiu o sorriso.

A partida foi dada e todos os alunos já estavam acomodados, às meninas estavam se divertindo enquanto apreciavam a viajem a caminho de Hogwarts.

— Eu estou tão empolgada para ir à escola, espero por isso há minha vida toda. — disse Lily à menina tímida.

— Na verdade eu queria ter ficado mais um tempo em casa antes de ir para escola.

— Mas por quê? — perguntou Lily

— Você não sabe? A melhor cantora de todos os tempos vai para Londres, e eu queria muito vê-la, sou uma grande fã. Lênin é seu nome, porém este é um nome fictício... Ela não gosta do verdadeiro. — disse a garota com um sorriso no rosto.

— Nossa isso é bem interessante. — disse a menina sem entender nada.

— Você quer ver o pôster? Tem até um autógrafo dela!

— Claro que quero, adoraria conhecê-la. — deu-lhe risadinhas.

Ray tirou da bolsinha de couro de cobra, um papel dobrado revelando o rosto da artista, cantando em um show no Japão. Na foto, a mesma dançava e cantava animada, e via-se o povo com os braços para cima, cantando, acompanhando a musica.

— O show dela é hoje a noite, eu queria muito ver... — disse Rey desanimada.

— Seus pais deixariam você ir? — perguntou Lilian — Os meus jamais me deixariam, sou muito pequena pra muitas coisas. É bem chato.

— Meus pais gostam desta cantora, mas não me deixaram perder o trem para escola. Juro que preferiria ficar em casa a ir pra uma escola idiota.

— Escola idiota? — Lily se surpreendeu. — É a melhor escola do mundo, a mais incrível, não existe outra igual.

— Pode apostar que existe.

Lily não gostou de Ray de primeira, mas sabia que se quiser fazer amizades e ser popular na escola deveria trata-la bem. Quando chegaram já estava escuro. Os novos alunos desembarcaram e se reuniram na plataforma a receber um monitor que os guiassem até os barcos acompanhados de Hagrid o gigante. Chegando à escadaria em frente às portas do Salão, após o pequeno discurso do subdiretor Clerwalter, todos foram direcionados para frente do salão, onde seriam selecionados para suas respectivas casas, através do chapéu seletor.

As crianças foram chamadas uma a uma, se sentavam em um banco de madeira e colocavam um chapéu velho marrom na cabeça. O chapéu se movia sozinho e falava bastante, ele analisava e anunciava cada criança e suas casas. Lilian era à próxima, a menina então se sentou no banco de seleção e sentia todos aqueles rostos olhando para ela curiosos, o chapéu seletor foi colocado em sua cabeça, e não demorou que ele anunciasse em alto e bom tom.

— Sonserina! — gritou o chapéu seletor

Era visível o desapontamento da pobre garotinha. Seus irmãos estavam espantados e enquanto o salão explodia em aplausos, a menina desceu do banco e se uniu aos outros estudantes da Sonserina. Lily se sentiu como se estivesse cometido um crime, tinha a impressão de que todos a seguiam com os olhos. Não sabia o que estava sentindo na hora, era uma mistura de decepção, felicidade, frustração e orgulho, tudo ao mesmo tempo. A primeira noite em Hogwarts estava sendo o que esperava. Alvo e Thiago cochichavam e olhavam a irmã de esguelha. O banquete foi servido e todos os estudantes jantavam e conversavam empolgados.

— Olá! Eu sou... — se apresentada um menino dos cabelos loiros quase brancos, o rosto pálido. Estendia a mão em cumprimento.

— Hunf... — Lily bufou e se virou de lado negando a apresentação do menino.

— O prazer é todo meu. — falou o menino sem graça se virando para outro colega.

— Hora de dormir! — gritava a diretora.

Aos poucos todos os alunos se dirigiram para suas salas comunais, os novos estudantes eram guiados por monitores. Lily estava encantada com o castelo já que passou uma grande parte de sua vida imaginando como seria este momento. Na sala comunal da Sonserina, os alunos novos foram orientados pelo monitor chefe, a seguir para seus quartos.

A semana se estendeu tediosa, aulas chatas, professores chatos, colegas de classe mesquinhos, chatos, arrogantes e um em particular que não largava de seu pé além dos olhares indignados. Filha do famoso bruxo da grifinória na sonserina era decepcionando até mesmo o som das palavras. Nada que a pequena Potter sonhou estava acontecendo, pelo contrário se tornou em pesadelo. Lilian Potter estava deveras decepcionada com sua casa e os olhares estranhos, como se fosse uma obrigação ser selecionada na casa que os irmãos faziam parte. Resolveu desabafar com seus pais em sua primeira carta para casa e recebeu uma resposta nada animadora.

Queria filha.

Gostaríamos de dizer que eu e seu pai estamos muito orgulhosos de você. Com certeza sonserina recebeu uma excelente e talentosa bruxa.

Não fique chateada com a escolha do chapéu seletor, é só uma casa. Isso não implica em sua vida e nem mesmo em seu futuro, para onde foi selecionada não define seu caráter nem suas escolhas. Excelentes bruxos foram da sonserina. Lembre-se, sua reputação e futuro só depende de suas escolhas e atitudes. Seja sabia.

Te amamos, mamãe.

 

— Obrigada mãe, não me ajudou em nada. — bufava a menina decepcionada.

— Não entendo sua decepção. Não é tão ruim ficar na sonserina.

— Por quanto tempo vai ficar me seguindo? Você é um pé no saco, sabia?

— Desculpe! — falou o menino loiro sem graça — Eu sou Escorpion Mal...

— Eu não me importo. — falou Lily se levantando da poltrona — E saia de perto de mim. — bateu os pés e saiu pisando duro da sala comunal.

 

No Ministério da Magia o mais novo ministro Ernesto Boston, reunia algumas papeladas em sua mesa, sua pressa era tanta que se atrapalhava todo com os papeis, quando seu secretário fiel Adolfo Miller entrou na sala para anunciar a chegada de Harry e Rony.

— Peça que entrem Adolfo — disse o ministro

— Com sua licença, senhor ministro. — disse Harry ao homem magro e alto, que guardava com pressa a bagunça em sua mesa.

— Ah! Harry, Rony. Que grande oportunidade, gostaria de pedir-lhes um pequeno favor.

— Qual seria? — disse Rony

— Como vocês dois são os melhores aurores que tenho, gostaria que investigassem algumas coisas. Um homem estranho apareceu misteriosamente nesses últimos dias.

— E que homem é esse? — disse Harry curioso

— Um homem, eu nunca havia visto antes, e devido à penumbra, não pude discernir seu rosto. Porém peço o auxilio de vocês, pois temo que artigos muito valiosos sejam roubados. Temos aqui no Ministério, artefatos que são perigosos demais para que sejam deixados expostos, por isso guardo-os em armários muito bem enfeitiçados, para que o acesso se torne restrito a mim. E o meu bem mais precioso é uma ampulheta dourado, o qual quase foi pego por este homem estranho em questão. Seja ele quem for se trata de um grande conhecedor da magia das trevas.

— Então ele teve sucesso? — perguntou Harry

— Graças a Merlin, não. O espantei no momento propicio, mas como já disse, não pude ver seu rosto... — disse o Ministro com frustração — Mas o suspeito deixou cair do bolso de suas vestes um folheto! Vejam!

Neste momento, Ernesto tira de sua gaveta, o folheto que anunciava o show da cantora do momento, Lênin, que realizaria seu show na data em questão em Londres. — Seria possível, isto ter alguma ligação com o suspeito? — disse o ministro

— Você só pode estar de brincadeira. — disse Harry analisando o folheto.

— Parece que o cara era fã de cantora adolescente. — falou Rony com deboche.

— É a única pista que temos, vamos verificar! — disse o ministro com voz de desculpas e cara de cachorro sem dono.

 — Entendi. Bom, Senhor, então é melhor ficarmos de olho nesse cara, iremos imediatamente verificar e ver o que podemos descobrir.

 — Obrigado Rony... E Harry, por estar me fazendo esse grande favor a esta hora da noite, afinal eu não pensaria em mais ninguém que faria essa expedição depois da hora por mim.

— Sem problemas. — disse Harry, não querendo argumentar o seu pensamento do ministro por uma pessoa desconhecida.

— Espero ganhar um extra depois disso. — disse Rony ao sair do ministério — Esse cara é um imbecil. Porque aceitamos esse servicinho? Fala sério Harry aquele cara quer que nós trabalhemos a madrugada toda para seguir uma pessoa que nem ele sabe como é. Como vamos saber que é o cara se ele não soube identificar.

 — Ele parecia preocupado com isso, parece que essa ampulheta é muito importante, tão importante que ninguém sabe que existe.

— Que bom! Estou começando a pensar que esse cara também não existe.

— Indo para o show da cantora Lênin... Sei que lá vamos descobrir alguma coisa. Se não, vamos pra casa e dizemos que não descobrimos nada. Ponto final.

— Vamos descobrir muita coisa só de ver uma maluca cantar algumas músicas chatas.

— Relaxa!

— Droga! Como é que vamos entrar num show, não tô a fim de pagar pra trabalhar.

— Vamos colocar no orçamento do ministro depois.

Faltavam poucos minutos para começar o show, e a multidão já estava fazendo a festa, esperando a cantora aparecer. Harry e Rony tentavam entrar no meio da multidão de crianças e adolescentes, e alguns adultos baderneiros. Eles não estavam de fato procurando alguém, mas sim esperando que alguma coisa acontecesse percebendo que a maioria que estavam ali para ver a cantora não eram trouxas, e sim a comunidade bruxa e entre os montes de grupinhos havia um em especial que Harry não pôde ignorar.

— Ah qual é! — falava o rapaz — Só estamos nos divertindo aqui.

— Eu nem disse nada e você já está arrumando desculpas. Não estou aqui por você.

— Que é senhor Potter, veio trazer à filhazinha? — zombava o rapaz.

— Não me provoque moleque. Se não, vou te levar comido para o distrito.

— Opa! Calma ai! Senhor Potter, não estamos fazendo nada de errado. Tô vendo que você está de mau-humor como sempre. Relaxa.

— Eu ainda não estou de mau-humor, mas me provoque e você verá.

Do outro lado da cidade, uma jovem foi capturada por dois homens encapuzados, uma jovem linda e meiga, desaparecendo em um estalo de dedos. Os homens a levaram para um cômodo sem janelas as paredes pintadas de azul bebê com uma grande mesa de jantar e uma estante de livros, a jovem por um lado percebia o porquê estava ali.

 — Quero sair daqui. Não podem fazer isso comigo — disse a jovem aos berros — Quem vocês pensam que são. Não vão me impedir.

Enquanto o show começava a voz da cantora ecoava suave nos ouvidos de seus fãs, Natzu também ouvia sua voz, cantava o refrão da musica, acompanhando a cantora. Enquanto a voz da cantora ecoava, à parede azul bebê ia mostrando-lhe imagens de uma garotinha hipnotizada andando sozinha na escuridão da noite. Lilian Potter vagava em seu sonho profundo pela floresta amaldiçoada de Hogwarts.

Natzu por um lado, desenhava com seus pincéis o quarto de Alvo na torre da Grifinória, acordando com o som do piado de sua coruja.

A coruja piava tão alto que o garoto acordou assustado depois de um terrível sonho, mesmo sem entender do por que, seu coração estava fervendo por dentro e essa dor o incomodava muito. Ele tentou inutilmente acordar Tiago, desesperado saiu da torre da Grifinória. Estranhamente Alvo sabia que sua irmã não estava mais em seu quarto e correu para o jardim do castelo, com sua varinha.

Em uma parte longínqua da floresta apareceu um homem encapuzado segurava uma espada curta enferrujada, com runas tilintantes na lâmina fazendo com que ela brilhasse. Lilian estava quase se aproximando e Alvo desesperado gritava pela sua irmã.

Natzu acompanhava tudo pelas pinturas, quando viu aquele homem estocar a espada no peito da menina e arrancou seu coração. Ele a segurava como se fosse um troféu, Natzu induziu Alvo a começar a atacar, mais o garoto era muito mais frágil e inexperiente, e logo foi derrotado. Um feitiço certeiro em sua cabeça e ao cair no chão se deu de encontro com uma pedra grande. O menino sangrou. Lily caiu no chão e Alvo ao lado de sua irmã, inconsciente.

O homem comemorava seu sucesso, mas Natzu ainda tinha uma última arma, ela apanhou um arco e apontou uma flecha que havia sobre a mesa de jantar e atirou contra a pintura do homem encapuzado, quando a flecha atravessou a pintura mágica se teleportou até atingir o coração, e o partiu em dois. Ele apanhou as partes do coração aparatou e fugiu.

O coração dividido de Lilian deu abertura para portas de outras dimensões, e nessa dimensão Natzu viu a menina mergulhando inconsciente em águas profundas de sua própria consciência, quando a pegou no colo e soltou sua lágrima de compaixão e tristeza, e nesta se transformou em um cristal, que cobriu o corpo da pequena Lily, no fim da canção que Natzu cantava triste.

Outra chave de portal se abriu e apareceu duas figuras encapuzadas, um deles era pequeno e o outro era uma mulher jovem.

— Denzza, leve o corpo da menina para o meu castelo, eu vou levar o garoto de volta para o quarto dele. — disse o mais baixo para a mulher.

— Mas, ele não precisa de cuidados médicos? Ele não me parece muito bem

— Não se preocupe logo aqueles magos irão ver o garoto... Bom... Deixe, vou levá-lo a enfermaria. E você leve a garota depressa para um local seguro.

— Mas pensei que ela estivesse morta. — disse a mulher pensativa.

— Ainda não. O espirito dela foi separado do corpo. Por isso, estou pedindo para leva-la para um local seguro. O espírito está guardado com a Natzu e precisamos proteger o corpo. Eles não podem pegar nem o corpo e nem o espírito, se conseguirem nossos planos vão por água a baixo.

— Entendido!

— Agora vá logo e proteja a menina — disse o mais baixo apressado

Denzza se apressou e correu com a menina nos braços para um lado da floresta, quando criaturas começaram a aparecer, eram dugbog que naturalmente não deveriam estar ali. De longe o homenzinho começou a disparar feitiços nos dugbog e gritava para Denzza entrar num portal que ele iria abrir. Não pensou duas vezes Denzza se disparou num portal azul e desapareceu carregando Lily nas costas, quando se deparou com uma enorme casa.

Denzza subiu até a torre mais alta do castelo e em um salão enorme com dois tronos onde em um deles havia um garotinho sentado e desacordado. Lilian foi deixada no trono ao lado.

— Vênus. Deixarei você tomando conta dessa princesinha para mim, ok? — disse Denzza desanimada — Eu irei salvá-lo Vênus, é uma promessa.

Deu-lhe um beijo na testa e saiu.

No show Harry e Rony se dividiram para investigar melhor, quando a segunda musica da cantora acabou tinha a breve impressão que estava tendo sonolência. O público não parava de gritar, quando apareceu no palco um grupo de garotas desconhecidas que cantava e dançava a música de um grupo que Lilian adorava imitar, pensando na filha àquela hora Harry parou para ver o grupo de garotas dançarem. No meio da multidão Rony gritava por Harry, e ambos conseguiram se esgueirar para os fundos do palco.

— Você encontrou alguma coisa? — perguntou Harry

— Sobre aquele cara não, só estou vendo um monte de gente estranha aparecendo do nada.

— De onde vem toda essa gente? — disse Harry confuso.

— A garota nem canta tão bem assim.

— Mas ainda sim consegue atrair bastante gente. Vamos procurar onde é mais fácil e com menos gente. Nos bastidores.

— Tenho certeza que canto muito melhor.

— Você só pode estar brincando. — disse Harry dando risinhos.

— Do que está rindo? Estou falando sério.

— Vamos dar uma olhada nos fundos e ver o que encontramos. Se não acharmos nada, vamos pra casa. Não faz sentido passar a noite inteira aqui procurando uma pessoa que nem sabemos como ou o que é.

— Sem contar que não sabemos o que ele faria aqui. Talvez seja um fã fanático voltando no tempo pra assistir a cantora de novo. Não sei como ele aguenta.

Harry e Rony vasculharam os bastidores do show, os trabalhadores nem ao menos perceberam que havia pessoas a mais, muito menos não autorizadas. Harry e Rony entraram em um camarim, continha algumas roupas e maquiagem muito extravagantes, possivelmente era da cantora ou uma de suas bailarinas. Não havia nada de interessante, talvez o ladrão fosse apenas um fã e estivesse gritando feito louco no meio da multidão. Um barulho veio do lado de fora e os dois sorrateiros resolveram se esconder atrás das roupas. Não era seguro cochichar nenhum feitiço para ser despercebidos, então ficaram apenas calados em seus esconderijos.

Entrou um homem e uma garotinha.

— E então conseguiu trazer o que nós combinamos?

— Bom... Eu tentei pegar a ampulheta no ministério da magia, mas um cara me impediu, eu tentei lutar com ele, mas temi que pudesse me ver e mandar alguém atrás de mim.

— Fez muito bem, se algum daqueles bruxos ridículos souber de alguma coisa podem atrapalhar tudo. Dê-me a caixa.

— Bom... Eu tentei trazer inteiro, mas quando me dei conta ele se partiu em minha mão. Pode ser que Natzu tenha alguma coisa a ver com isso, só ela tem esse poder.

— Impossível!

A menina guardou as partes do coração em uma pequena urna. Apontou o dedo para a caixinha e disse duas palavras que os investigadores não puderam ouvir, mas sabia que era uma magia de lacre. A garotinha colocou a urna em cima da mesa e continuou a encarar o homem.

— Você pode ir quando eu...

De repente a garota deu um grande salto para trás, desviando do lampejo de luz vermelho do feitiço lançado por Rony. O espanto se espalhou pelo cenário, Rony e Harry não podiam acreditar em seus olhos, estavam prestes a duelar com a figura de uma criança... Aparentava tanta inocência!

— O que está fazendo? — perguntou Harry espantado.

— Eu não sei! — falou Rony impressionado. — Minha mão se moveu sozinha.

A garota lançou um sorriso malicioso enquanto o homem encapuzado tirava de sua capa duas armas circulares com laminas afixadas por toda sua extensão.

A menina lançou o primeiro feitiço que bateu na varinha de Harry e voltou acertando o homem encapuzado. Era um rapaz ruivo de cabelos espetados aparentava estar no auge dos seus vinte anos. Ele lançou uma de suas armas circulares em Rony, que desviou, e como um bumerangue a arma rodopiou no ar e voltou, acertando o braço de Rony. Harry por um lado duelava com a garotinha, seus feitiços era ameaçador e precisos, impressionava Harry, já que a menina não usava sua varinha. Harry não percebeu que no momento de distração quando olhou para Rony ferido cambaleando tentando manter-se em pé, enquanto pensava se rebatia as armas do ruivo ou se tentava a sorte de se desviar, a garotinha pegou sua varinha e partiu-a no meio como se fosse um graveto frágil, sorria maldosamente. Na cabeça de Harry apenas passava a imagem do quanto à garota poderia ser talentosa.

— Agora você está sem magia, Harry Potter. — falou a menina com maldade.

Desarmado Harry apenas tentava se esquivar dos lampejos dos feitiços. Embora sendo mais velho e mais experiente Harry não possuía um poder que o permitia usar apenas as mãos por muito tempo, era muito mais difícil do que apenas se concentrar nos feitiços com a varinha, as mãos exigiam um pouco mais de habilidade e treinamento para batalhas mais longas.

Outro lampejo de luz, uma luz dourada que explodiu no ar arremessando Rony e Harry para longe. Quando puderam se levantar a cabana onde estavam desapareceu, e no lugar de um palco, era apenas um terreno grande e vazio.

— Nós aparatamos? — perguntou Rony — Ela nos aparatou.

— Eu não sei. Onde estamos...

— Droga! Como ela fez isso?

— Vamos pra casa.

— Vamos pra casa como Harry nem sabemos onde estamos!

— Você ainda tem a sua varinha? Nos leve pra casa.

— Ah! É mesmo... Eu estou nervoso. — disse Rony ofegante — Cadê a sua varinha

— Aquela garota quebrou, partiu a minha varinha em dois.

— Você apanhou de uma garotinha. — caçoou Rony.

— Cala a boca. — disse apenas.

E uma garotinha que lutava como um bruxo experiente com apenas as mãos. Naquela noite Harry não conseguia dormir, em seus sonhos ele via pessoas inanimadas por toda parte, a garota rindo, ele caindo no buraco. E novamente em seu quarto.

Ainda no sonho Harry via Voldemort em pé perto da janela do seu quarto onde ele apresentava um sorriso maligno, Naguini rastejava em sua cama lentamente o corpo escamoso e úmido por cima do lençol branco. Gina nem ao menos se mexia, estava imóvel deitada ao lado do marido de costas para ele. A grande cobra lhe atacou de repente dando-lhe um golpe fatal no pescoço. Harry acordou assustado com o suor escorrendo pelo corpo.

— Está tudo bem? — disse Gina.

— Sim, estou bem. Pode voltar a dormir.

No dia seguinte Harry acordou com uma batida na janela como se fossem pedrinhas sendo jogadas ali de propósito, quando ouviu o piar de uma coruja acinzentada com uma carta vermelha com o emblema de Hogwarts. Pensando que iria adorar estrangular Thiago se tivesse aprontado a ponto de ser severamente castigado. Ficou surpreso ao pegar a carta do bico da coruja e ver que não era um berrador, apenas uma carta de emergência. Seu sangue começou a ferver mais ainda com a surpresa.

Quando abriu a carta e lia sem entusiasmo, pensou que seus olhos poderiam estar pregando uma peça. Uma solicitação de urgência de comparecimento em Hogwarts com a Diretora M. Mcgonagall. No mesmo momento Harry comunicou Gina sobre a carta e juntos foram para Hogwarts.

Na sala da diretora o casal estava com o coração apertado perplexo com a notícia do desaparecimento de sua filha e o estado de saúde de Alvo. Thiago que foi chamado na sala da diretora tentou esclarecer do porque o irmão havia saído de seu quarto na calada da noite anterior. O menino não conseguia explicar o desespero do irmão, lembrando-se do que dizia minutos antes de sair correndo da torre da Grifinória. Desesperados os pais foi até a ala hospitalar para poder ver seu filho no leito. Alvo estava em um coma, sem explicações. Harry pensou em levar o menino ao hospital dos bruxos, mais achou melhor deixá-lo aos cuidados da escola, afinal não iria gostar nem um pouco de expor a escola ao ridículo nos noticiários e nem de responder perguntas estúpidas da imprensa. Certificou-se de contratar bons médicos particulares para cuidar do filho enquanto ele estivesse nos domínios da escola.

Gostaria de ficar ali apenas olhando para o filho desacordado, procurando algo que poderia solucionar o mistério. Algo dizia a Harry que a doença de seu filho não era por acaso e sim proposital, coisa realizada por algum feitiço maligno. Ainda mais o desaparecimento repentino de sua filha, não conseguia entender o que poderia ter acontecido com sua linda menininha, a tristeza batia em seu coração os olhos se enchiam de lágrimas, não conseguia segurar sua emoção, escondendo o rosto sobre a manga do casaco, suas lágrimas caiam no chão. Meses atrás ficaram sabendo que havia um maníaco sequestrando crianças, não saberia dizer se este era o caso de sua filha, afinal o maníaco era um trouxa, mas acreditava-se que também fosse um bruxo, pois crianças bruxas também estavam desaparecendo.

— O que disseram que era? — perguntou Harry a diretora.

— Ele sofreu um traumatismo craniano. Provável que tenha batido a cabeça na pedra, a encontramos ao lado dele com sangre. — disse o médico doutor Heliot Rulstoff.

— Quais as chances dele de voltar ao normal?

— Não vou mentir para vocês, as chances dele acordar são pequenas, mas existe, porém as chances de sequelas são altas.

Gina chorava e abraçava seu filho no leito buscando conforto e consolo.

Harry não teve tempo de lamentar sobre seus problemas pessoais e foi chamado pelo ministro para que comparecesse ao ministério.


Notas Finais


Se puderem me diz o que acharam, ficarei feliz de saber suas exigências. =D


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