História Selo dos Deuses - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry, Harry Potter
Tags Harry, Magia, Selo
Visualizações 3
Palavras 4.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura!!!

Capítulo 2 - O Segredo dos Malfoy


Fanfic / Fanfiction Selo dos Deuses - Capítulo 2 - O Segredo dos Malfoy

O ministro concedeu á Harry um mês de licença para se recuperar dos horrores que ocorriam em sua vida pessoal, não somente o desaparecimento de sua filha mais nova, mas as condições de saúde de seu segundo filho.

Quando esse longo período passou, Harry sentiu que nada havia mudado a dor ainda o consumia e os problemas eram os mesmos, em sua casa e em seu trabalho.

Chegando ao pátio térreo do ministério Harry notou que muitas coisas haviam acontecido, mas nada que não fosse natural do seu cotidiano. Apesar de gostar de ser auror e viver a vida sobre a face da morte, detestava trabalhar no ministério, odiava a ideia de ter que levantar de manhã todos os dias e vestir social e trabalhar em um ambiente que todas as pessoas andavam sempre apressadas tentando resolver tudo ao mesmo tempo, sempre com pressa e falando alto. As pessoas gostavam de falar mal da vida alheia e fazia questão de serem ouvidos, por alguns é claro que não fosse à vítima das piadas, e claro que Harry Potter era uma dessas vítimas, mas quem tinha coragem que falar quando ele estava por perto?

Harry bufava enquanto esperava uma oportunidade de encontrar um espaço vago no elevador lotado e ficava ainda mais irritado com a demora em subir em seu andar. O departamento de prisão e documentos de bruxos perigosos classe A. Harry era chefe do departamento e responsável pelos bruxos mais procurados, ele conhecia cada um, ou assim pensava. Até os antigos comensais da morte, que conseguiram se esconder por anos, e muitos que ainda lhe davam muita dor de cabeça. Naquele aperto todo, Harry sabia que passaria o resto de sua vida naquele sufoco todo santo dia para ganhar o sustento de sua casa. O que lhe convencia de continuar naquela rotina estressante era seu salário suficientemente alto e bem pago, que lhe permitia dar boa vida á família.

Ao chegar a seu andar Harry viu um grupo de aurores com caras de espanto, o ministro mexia com sua varinha uma gosma preta no chão, a aparência da gosma deixava Harry com o estomago embrulhado.

Rony estava discutindo e dando bronca em um pequeno grupo que estavam ali no local, ele chegou meia hora mais cedo do que Harry para poder resolver alguns problemas pendentes da semana. Rony se agachou para analisar a gosma mais de perto e fazia careta de nojo, a gosma parecia vômito misturado com terra preta e clara de ovos, havia vestígios de cinzas como se tivesse queimado papel. O cheiro também não era bom, parecia comida azeda, carne queimada e urubu morto há semanas. Seu odor era tão forte que queimava as narinas ao ser inalado.

— Isso parece coco de trasgo — disse ele enojado — e fede igual.

— Isso é um dementador morto. — Disse uma mulher se aproximando no salto.

— Bom dia, Lola. — cumprimentou Rony.

— Dementador morto? — perguntou Harry confuso se aproximando e cumprimentando o grupo com um aceno de cabeça. — Como é possível, achei que essas criaturas não morressem.

— Bom dia, senhor Potter. — disse um rapaz mais baixo e desajeitado.

— Um dementador. Como poderia isso não se parece nada com um dementador.

— É assim que eles morrem senhor Weasley, quando morrem eles viram... Isso. Eu só não sei como ele morreu e nem em qual fase de suas vidas eles morrem. Os pesquisadores de criaturas mágicas ainda ficam muito intrigados com esse fenômeno. Sabemos que é possível que essas criaturas possam morrer, só não sabemos como e quando. Ainda é um mistério.

— Bom... Agora realmente sabemos que a morte vem realmente para todos.

— E como sabe que eles morrem se isso não aparece nos guias? — questionou Harry.

— Não é a primeira vez que um dementador é encontrado morto. Acreditamos que essas criaturas são capazes de renascer das cinzas. Outros pesquisadores acreditam que eles sejam uma fase anterior das fênix, que eles possam passar por uma metamorfose após morte.

— Quero que reúnam os melhores aurores e investiguem o que está acontecendo.

— Ministro. Não foi um crime que aconteceu aqui, é apenas um fenômeno da natureza dessas criaturas, se o senhor me permitir poderia trazer minha equipe para estudar esse cadáver. — Disse Lola se adiantando.

— Muito bem! Mas tire essa coisa do chão, está deixando o lugar fedido. E comunique o senhor Malfoy também sobre esse incidente, a morte de um dementador em pleno pátio do ministério. O que mais pode acontecer nesse lugar?!

— Porque o Malfoy? Ele nem mesmo tem responsabilidade por essas atividades.

— Por que ele não aparece para trabalhar e eu não dei férias a ele. Preciso que o traga aqui, quero saber por que está faltando ao trabalho.

— Quero que todos comecem a trabalhar. — Falou o ministro sério. — Senhor Vincent! — chamou o ministro, se dirigindo a um homem que atropelava as próprias pernas na tentativa de evitar conversa com seu superior. — Preciso falar com você.

— E vocês o que fizeram o mês inteiro em que eu estive fora? O que ainda estão fazendo aqui? Vão trabalhar! — disse Harry fechando a cara ao dar uma bronca no grupo.

 — Nós começamos a investigar um grupo de foragidos, senhor Potter. É um grupo pequeno de baderneiros, mas descobrimos que eles têm um chefe poderoso que os comanda as escondidas. Estão organizando ataques a estabelecimentos de bruxos e trouxas. Sem um motivo aparente.

— E quem são eles?

— Ainda não sabemos senhor, mas estamos investigando. — disse um rapaz de óculos fundo de garrafa. O rapaz parecia um nerd de escola primaria, vestia um casaco preto de botões nas laterais e uma calça social preta, seus cabelos negros de tigela revelando a inexperiência e nervosismo.

— Quero que vocês analisem e descubra quem está por trás de todos os ataques e interroguem todos os suspeitos. Quero também uma lista de todos os que estão foragidos e casos que ainda não foram solucionados agora mesmo, e uma copia dos formulários do mês em minha mesa. E que sejam bem rápidos se querem continuar a trabalhar aqui.

— Sim, senhor! — disse em coro o grupo desajeitado e se apressando a suas tarefas.

— Eu já fiz a lista dos foragidos, senhor Potter, sabia que o senhor iria pedir. Os formulários já estão na sua mesa. — disse com um sorriso largo um rapaz negro dos olhos cor de mel. Tirou detrás das folhas que carregava em sua prancheta um papel amarelado que continham os nomes dos foragidos.

— Ótimo Powker... Pelo visto você é o único que ainda se mantém ocupado.

— Obrigado, senhor.

— Nossa... Vai ser fácil recapturá-los... Esses são os mais idiotas... São peixes pequenos.

— Devem estar batendo perna por ai, se gabando... Não vai ser difícil de achá-los. — disse Rony tirando a lista das mãos de Harry para analisar melhor.

— Powker, eu quero que você lidere um grupo pequeno para captura desses foragidos. Você dá conta deles não é?

— Claro que sim... Senhor Potter, vai ser moleza.

— Ótimo! Estou contando com você.

O rapaz se retirou depressa e voltou a sua mesa, dentre todos os aurores novatos Gregory Powker era o mais ambicioso e esperto, se formou na escola da Croácia muito jovem e se destacou como estudante mais brilhante tinha o desejo de se tornar auror desde pequeno, e prender os responsáveis por matar seu pai, quando ele ainda era criança. Tinha uma grande admiração pelo talento de Harry, e faz de tudo para que ele o note, se sente honrado por ganhar a confiança e o respeito do bruxo mais famoso da época. O que derrotou o Lorde das Trevas. O grande Harry Potter.

— Você se lembra daquela menininha que lutamos em Londres? Ela usava apenas as mãos, nenhuma criança com aquela idade sabe usar a varinha direito, quanto mais às mãos, e ainda por cima nos derrotar. Dois adultos experientes. Habilidosa de mais pra uma criança. — disse Rony.

— Depois de um mês você consegui ainda se lembrar desses detalhes.

— Prefiro acreditar que seja um patife usando poção polissuco e usando a imagem de uma menina que deve estar na escola, aprendendo feitiços idiotas. — disse Rony com cara de indignação no rosto. — Vou passar em casa... Hermione quer mandar os meninos pra casa dos meus pais nos próximos feriados.

— É... Vou falar com a Gina e pedir para levar Tiago também... Vou trabalhar dobrado nesses casos, e ela resolveu voltar ao time de quadribol. Vai ter jogo no feriado, vamos ter que deixá-lo com seus pais... Queria trazer Alvo pra casa, os médicos dizem que não podem fazer nada, não sabem o que ele tem. Aparentemente está saudável, mas mentalmente está doente. Ele ainda não acordou. Vou deixá-lo internado no hospital. Dar um jeito de transferi-lo antes que as moscas da imprensa descubram.

— Acho que já deveria ter levado.

— É... Eu sei.

— Potter! Weasley! — novamente o ministro da magia chamava pelos seus aurores preferidos — preciso que me façam um favor.

— Lá vem esse cara outra vez. — disse Rony baixinho apenas para Harry poder ouvi-lo.

— Preciso que passe na casa do senhor Malfoy e avise-o que eu preciso vê-lo com urgência, eu mandei uma coruja, mais ele não me respondeu. Ele estava iniciando uma investigação, acabou deixando de comparecer ao ministério há algumas semanas e estou preocupado, ele não me comunicou nada sobre a investigação dele. E... Eu lamento muito por sua filha Potter, eu realmente sinto muito...

— Como ficou sabendo sobre o que houve com minha filha?

— Ah! Eu... Comunico-me com a diretora da escola pra ficar sabendo dos acontecimentos... E... Saber como vão à educação dos nossos estudantes, e ela me disse o que havia acontecido.

— E o que o senhor pretende fazer?

— Eu encobri essa história para que não prejudiquem a escola, se você não se importar de processar por conta do que houve com sua filha estaremos muitos agradecidos.

— Não se preocupe... Não farei isto, fui criado dentro de Hogwarts, aquele castelo foi minha casa, não pretendo tirar isso dos meus filhos.

— Ótimo! Também estou mandando os melhores aurores para procurá-la pode ficar tranquilo, só não queria que você fosse junto por que... Emoções podem atrapalhar muito nas investigações e podemos também ter a possibilidade de ela não estar... Bem... Viva.

— A minha filha está viva, eu tenho certeza disso, o senhor não pode me impedir de procurar por ela. — falou Harry entredentes.

— Eu sei... Mas é melhor que você não interfira na investigação. Pode procurar sua filha de outras maneiras... Eu lhe peço para não atrapalhar, pois como eu disse... Algumas emoções são desnecessárias para esse tipo de situação.

— Desnecessárias. — disse Harry num tom mais alto e indignado

— Harry! Ele pode ter razão. Você precisa se acalmar e deixar que o grupo de busca cuidem disso, nós temos muitos outros problemas.

— É porque não é um de seus filhos não é mesmo Rony — disse Harry já alterado.

— Desculpe, — disse o ministro percebendo a revolta no rosto de Harry — mas terá que deixar isso conosco... E garanto a você... Que faremos o máximo para achar a sua filha sã e salva.

Harry concordou com a cabeça e baixou o rosto com os olhos cheios d’água, se esforçou para não deixar nenhuma lágrima cair. A dor que sentia era uma como nunca já sentida na vida, nem mesmo quando sentia a falta de seus pais ao olhar Rony muitas vezes com a família, durante toda a sua adolescência, nada se comparava a dor que sentia pela perda de sua filha. Parecia que o coração de Harry iria explodir em seu peito. Rony colocou o braço em volta do amigo e lhe deu uma leve sacudida, Harry fez com que as lágrimas voltassem, sumisse de seus olhos e então levantou a cabeça, mas seu rosto não negava a dor.

— Vamos indo Rony, quero resolver as coisas de hoje e comer alguma coisa, não tomei café da manha ainda.

— Ok.

— Com sua licença senhor, ministro — disse Harry educadamente e virando-se de costas para o ministro e Rony.

— Você tá legal? — disse Rony apressando o passo para acompanhar o cunhado que andava quase correndo.

— Estou.

— Precisamos contar a ele sobre aquela garotinha e o amigo dela de cabelo espetado Harry, a garota e o moleque que nos atacou.

— Que nós atacamos né Rony?

— Ah! Eu já disse que não tive escolha, quando me dei conta estava lançando feitiços sem nem perceber.

— Espera ai... Você ainda não contou nada sobre aquilo?

— Eu estava esperando você voltar de licença, eu não queria ser visto como maluco sozinho... O que você acha que todos vão pensar, quando eu disser que perdemos um duelo contra uma garotinha de dez anos?

— É. E você quer que eu seja visto como doido também.

— É claro... Ou você achou que eu ia perder essa oportunidade? Afinal, você já deve estar acostumado.

— Você é um ótimo amigo.

— Pense positivo. Agora não vai ser doido sozinho.

— É. Faz sentido. Vamos à casa do Malfoy... Depois avisaremos ao ministro sobre isso, e vamos ver o que ele pretende fazer em seguida, talvez ele esteja se esquecendo de nos contar alguma coisa.

— Que! Ah! Fala sério... Nós somos aurores ou quebra galhos... Tudo de anormal que acontece temos que fazer... Investigar invasor estranho, ir á casa do Malfoy, isso é muita sacanagem. Estudei muito pra isso?

— Relaxa Rony... Vamos a casa dele damos o recado e vamos embora... É só isso.

— É só isso...? Se fosse apenas para dar um recado porque ele não manda o mensageiro dele, ou outra coruja ou sei lá... O próprio secretário.

— Rony... Cala a boca... Ultimamente você está reclamando de mais e isso está me dando nos nervos.

— Olha só quem fala. Você reclama mais do que eu.

Chegando à mansão dos Malfoy, ambos se entreolharam, estava muito diferente desde a última vez que estiveram ali, parecia que a casa estava duas vezes maior, os portões também estavam mais longes mudara de preto para um azul, e havia um emblema da família entre os dois portões, uma serpente envolvendo um M bem grande, a mansão agora era toda de mármore e vidro, a elegância da mansão era sem igual num estilo vitoriano. Uma relíquia deixada por bruxos famosos antigos. Não tinha a aparência trivial, tudo era mais claro e iluminado, deixara de parecer que havia uma família de bruxos morando ali. Havia um enorme jardim mais bem cuidado e colorido, as flores estavam desabrochando em plena fora de época, o gramado era mais verde e fresco. Havia um caminho longo feito de pedras do portão até a entrada da casa. Em cada ponta do jardim havia duas árvores carregas de maças maduras e outros tipos de enfeites.

Harry havia pisado sobre aqueles terrenos apenas uma vez na vida, quando a família Malfoy deu uma festa de confraternização de natal há 4 anos com os colegas de trabalho.

O portão estava aberto. Apertou à campainha da casa, um som suave tocou, mas não houve resposta, irritado Rony pressionava a campainha pela quarta vez seguida. Uma mulher loira dos cabelos dourados e longos até a cintura abriu a porta com delicadeza os cachos sobre o rosto doce. A mulher usava um vestido de linho longo até o tornozelo, nas cores vinho e branco típico das vestes antigas dos bruxos. Mangas longas em forma de V e babados brancos, a última moda da estação, das lojas mais caras e famosas da comunidade bruxa. Harry nunca notara antes, mas naquele momento percebeu que a senhora Malfoy era encantadora. Seu rosto parecia de uma boneca, seus olhos muito azuis e sedutores, os lábios vermelhos. Sua pele aparentava macies, seu perfume era suave como das flores na primavera, tinha os cabelos longos dourados e lisos até as costas e nas pontas dos cabelos fazia-se cachos bem feitos que descia até a cintura. Ela deixava Harry todo desajeitado ao encará-lo. Ela sorria delicadamente. Harry baixou a cabeça e olhava para os pés como se fossem mais interessantes, em seus pensamentos não deixava de admirar a mulher, e ficava tentado em perguntar se ela tinha algum problema mental por ter se casado com um homem como Malfoy, ou se aqueles lindos olhos azuis não enxergavam bem.

Logo balançou a cabeça e pensou em Gina, pensou que seria errado olhar e se encantar com a beleza de outra mulher com sua esposa em casa. A mulher acariciava a enorme barriga, esperava por seu primeiro filho. A senhora Malfoy era uma mulher linda e alegre, recebeu Harry e Rony como se fossem parentes que adorava e não via há muito tempo. Ela fez sinal para que os dois entrassem, e os acompanhou até o escritório onde Draco Malfoy estava sentado perto de sua lareira em uma poltrona de luxo de couro preto, um copo com uísque pela metade. Ele parecia muito deprimido e doente. O braço direito enfaixado até o cotovelo. Ficou ali paralisado olhando as chamas da lareira por minutos antes de dar atenção à visita.

— Draco querido, Potter e Weasley estão aqui para vê-lo.

— Os mande irem embora. — Falou ele meio mole.

— Ele não está se sentindo muito bem. — disse a mulher aos convidados.

— Só viemos deixar um recado. — disse Harry já se adiantando — O ministro quer vê-lo no ministério, disse que é muito importante sua presença. Quer saber os detalhes do caso que você está cuidando.

— Vá pra o inferno Potter — disse Malfoy encostando o copo na testa como se tivesse com dor de cabeça.

— Não estou brincando Draco... Quer saber, não é da minha conta. O recado está dado.

— Eu já investiguei tudo o que tinha para ser investigado. O ministro até mesmo deixou o caso pra vocês resolverem. Não tenho nada a passar para o ministro.

— Do que é que você está falando? — perguntou Harry.

— O artefato roubado.

— Ah! Ótimo. Este caso o ministro passou para nós. Não precisa mais se preocupar com isso. Deixe que, vamos resolver. — Falou Rony. — Vamos Harry.

— Não estou falando da ampulheta. Eu falo de outro artefato.

— Outro? O que era?

— Uma joia, com uma pedra nunca vista. Aparentemente o ladrão a levou para o Quênia, mas não se sabe o motivo. Acredito que tenha sido para vender. Deve ter conseguido. Não tenho mais nada a passar. Já está fora do meu alcance.

— Como assim não tem mais nada? Você era o único que estava investigando esse caso. Ninguém mais tinha conhecimento. Tinha que ter recuperado a joia a todo custo. É pra isso que você é pago. — Falou Rony desconfortado.

— Você nem sabe o que aconteceu.

— E nem quero saber. Se for outro caso, então é um problema seu.

— Não sou pago pra ser caçador de tesouros.

— Você é pago pra ir até um fim em um caso e se for pra recuperar uma tampa de caneta, sua obrigação era ter recuperado.

— Calma! Rony! — Falou Harry ao amigo, vendo a expressão assustada da Sra. Malfoy. — Já estamos indo embora. — falou Harry olhando para a mulher.

— Você realmente é um inútil. — falou Rony irritado.

— Eu fiz a minha parte, não tenho mais nada a passar, Weasley, não tenho nada mais... Você me entendeu? — disse Draco já alterado levantando de sua poltrona e encarando Rony nos olhos.

— OK! Eu já entendi que você é um completo babaca que não serve pra nada mesmo.

— Adeus Weasley! — disse Malfoy fazendo sinal para eles irem embora. — Feche a porta quando saírem.

— Só me responda uma coisa. — insistiu Harry — O que foi que você descobriu?

— Sobre o que?

— Sobre o que você estava investigando.

— Nada.

— Como nada! — indagou Rony ainda mais irritado. — Ninguém sai em uma missão e volta de mãos vazias.

— Nada! Eu tentei... Mas o artefato desapareceu junto com o ladrão, fui até o inferno pra conseguir recuperá-lo, mas não achei. É só isso. — Draco lançou o copo com o uísque na lareira que fez uma pequena explosão em contado do fogo com a bebida e tornou a sentar pesado em sua poltrona.

— Eu vou quebrar a sua cara!

— Porque não tem ido trabalhar? — disse Harry segurando Rony pela camisa evitando que atacasse Malfoy.

 — Agora você quer saber de mais da minha vida. Quem você pensa que é?

Draco fez “não” com a cabeça foi até uma mesinha próxima a Harry pegou outra bebida e se sentou em sua poltrona pela terceira vez fazendo sinal com a mão para que eles fossem embora. Harry já estava bastante aborrecido, queria sair daquela casa o mais rápido possível. Deu uma breve olhada para fora do escritório e olhou diretamente nos olhos de espanto da senhora Malfoy. Fez um aceno para Rony e os dois saíram da casa, Rony bateu a porta com tanta força que os quadros que estavam nas paredes despencaram no chão e se quebraram, no mesmo instante os cacos de vidro da vidraça dos quadros foram se juntando novamente e os pedaços da madeira do molde foram se colocando no lugar até que os quadros voltaram sozinhos as suas posições iniciais.

 — Você está bem? — disse a senhora Malfoy abraçando o marido enquanto se sentava em seu colo.

 — Não, estou com muita dor... — Falou Draco apoiando a cabeça no peito da esposa. — Eles nem deveriam ter vindo aqui, não é seguro para eles, nem para nós.

 — Eu vou fazer uma pomada pra ver se ameniza a dor do seu braço.

 — Tudo bem, obrigado. Você e o bebê estão bem.

 — Sim, é claro... Eu não vejo a hora desse bebezinho nascer... Estou tão ansiosa.

 — Eu também estou. — Draco abraçava a esposa enquanto acariciava sua barriga, quando sentiu um peso no ar. Pediu para que sua esposa saísse da sala depressa.

Quando já perto do portão, Rony vê uma criatura voando em direção à mansão e um grande barulho de explosão vindo de seu interior. Rony sacou sua varinha e correu novamente para dentro, Harry logo atrás.

Quando entraram a metade do escritório estava destruída e Draco no chão caído com o rosto ensanguentado. Um homem alto dos cabelos brancos prateados penteados para trás com feições jovens, um rosto fino e pálido, usava uma jaqueta preto de couro por baixo de um sobretudo azul, calça jeans preto escuro e uma bota até a canela de um marrom médio, com luvas de motoqueiro da mesma cor.

Ele encarava Draco diretamente nos olhos, segurava uma Katana de samurai em uma das mãos.

— Encontrei você. Onde está? — disse o homem a Draco, se aproximando lentamente, o rosto sério.

— Eu já disse que não sei. Quantas vezes tenho que repetir. — falou Draco tentando ficar de pé.

— Não acredito em você. Está mentindo pra mim, posso sentir.

— Como foi que você me achou?

— É muito fácil encontrar um covarde. Eles geralmente são burros de mais e acreditam estar seguros em casa.

Draco se levantou depressa e o atacou, em segundos o homem se virou e arremessou Draco contra a parede, o homem se mexia lentamente sem expressão, ele largou a espada no chão e lhe agarrou pelo pescoço erguendo-o no ar. Harry e Rony tentaram ajudar mais também foram derrotados com facilidade seus corpos estavam paralisados no chão, a esposa de Draco chorava agachada no canto da parede do outro lado do cômodo. Draco fez um aceno e encantou a espada com Accio que a fez vir em sua mão enfaixada, quando tocou na espada Draco gritou, sentiu uma dor insuportável, seu braço queimava como fogo em brasa formando bolhas na pele, largou a espada que caiu como chumbo. A dor era a pior que já sentiu em sua vida.

O homem largou-o no chão e pegou sua espada, ainda bem calmo. Aproximou-se da senhora Malfoy que estava encolhida.

— Não toque nela! — gritou Draco. Ainda se contorcendo e se esforçando para se levantar. — Se tocar nela eu te mato.

O homem o olhou surpreso. Deu um sorriso em canto de boca. Voltou à atenção a mulher, mas nada fez. Sra. Malfoy estava muito assustada e tentava desesperadamente se manter afastada do invasor quase que querendo atravessar a parede em suas costas. Ele a olhou por alguns segundos e se lembrou de algo em seu passado, algo obscuro e triste.

— Eu voltarei. — disse ele apenas. — E para o seu bem, espero que esteja com o que eu procuro.

O homem pulou para o grande buraco que fez no teto do escritório e desapareceu. Draco sentia tanta dor que desmaiou.

Rony se levantou apoiou Draco nos braços e o levou ao hospital.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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