História Selvagens; YG - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 672
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Harem, Hentai, Lírica, Poesias, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Sevagens;


 

 Garoto... Meu garoto...

 Você se lembra daquela noite no meio do outono? 

As folhas cecas caiam sob o vidro do seu carro estacionado em frente ao meu apartamento. Você batia desesperado no portão e tocava a campainha, até eu surgir na calçada. Vestida de qualquer jeito, abraçando meu próprio corpo devido ao frio.

 Você me abraçou, como se tudo que você sentia fosse se acabar ali. Você beijou minhas bochechas, nariz e testa até chegar a meus lábios, menino. Eu tremia de frio, mas seus lábios eram quentes. 

''Está ocupada?''

 Você sabe que eu estava, mas nunca para você. Porque depois de você todas as coisas se tornavam secundárias.

''Vamos'' Você disse me puxando enquanto eu te olhava com a expressão mais confusa que eu tinha.

 Você basicamente me colocou dentro do carro, fechou a porta e assim que entrou pegou me sobretudo no banco de trás e me entregou. Aquele vermelho, o meu favorito. Há quanto tempo ele ficou no banco do seu carro, querido?

''Onde estamos indo?''

''Eu preciso esfriar a cabeça.''

 Foi tudo o que você havia dito antes de acelerar. Você parou em uma barraquinha, você comprou bebidas, e nem se importou se alguém me veria no carro com  você,  você voltou a dirigir como um louco, garoto.

 Naquela noite eu achei que você pudesse parar em qualquer lugar do mundo, menos no seu próprio trabalho. 

 A empresa estava toda escura, mas ainda havia algumas pessoas por ali, e você me puxava na maior velocidade que você conseguia. Subimos correndo as escadas, ou melhor eu tropeçava em quase todos os degraus  tentando acompanhar seu ritmo.

 Até chegarmos a cobertura. O céu estava bonito, mas ele não era tão gentil aos meus olhos quanto você, querido.

 

 Nós sentamos por ali, você abriu a bebida sem se importar com mais nada. Eu sabia que você estava explodindo por dentro. Era isso ou explodir tudo em volta.

 Por quanto tempo nós bebemos aquela noite, garoto? Quanto nós bebemos? 

Estávamos completamente bêbados, mas você sabe, sempre fomos bons com álcool. Por isso eu me lembro daquela nossa conversa, por isso eu sei que você se lembra, por isso eu lembro da sua voz rouca ao meu ouvido enquanto estávamos deitados na cobertura.

''Eu quero ser sempre o seu garoto favorito, ouviu?''

 Eu sorri e acariciei seu cabelo. Você é o meu garoto favorito, não importa o que.

 Você me puxou para si, e não importava a frieza do ambiente era sempre quente o seu corpo. Você me tocou com seus lábios que tinham gosto de menta e álcool pela segunda vez aquela noite, nós rimos sem parar de absolutamente nada.

 Parecíamos duas crianças inconsequentes. Sem se importar com nada.

 Eu não ligava se iria ser demitida ou repreendida no outro dia por ter acumulado boa parte do trabalho, você não estava ligando para sua fama naquele momento.

 Eramos só nós dois e alguns pensamentos idiotas. Parecíamos legais um para o outro. Nós somos legais um para o outro.

''Você ainda vai me amar?'' eu perguntei enquanto aconchegava minha cabeça por cima de seu braço.

''Hã?''

''Quando seus fãs descobrirem, você ainda vai me amar?''

''Vou.''

''Quando as coisas se tornarem ainda mais difíceis, você vai me amar?''

''Vou.''

''Quando seus fãs te pressionarem, você vai me amar?''

''Vou.'' 

Eu sorri, porque você sempre foi tão firme em relação a nós dois.

''Quando eu não for mais jovem e bonita, você vai me amar?''

''Eu vou. Eu vou amar você até estarmos bem velhinhos, quando eu não puder mais fazer música, quando nosso único passa tempo for ficar sentados em frente a Tv vendo um programa idiota de variedade num final de semana, e você usar uma daquelas camisolas bregas com estampas de florzinha. Até quando você estiver assim, eu vou amar você.''

 

 Naquela noite de outono, nós nos beijamos fora do meu apartamento, como nunca havíamos feito antes, nós ficamos alcoilizados, nós rimos de coisas idiotas e contamos bobagens um para o outro. 

Nós eramos selvagens, garoto. Nós não ligávamos para nada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Bjxs da autora! ;*


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