História Sem Limites - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Acampamento, Delinquentes, Romance
Exibições 25
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente eu gostei muito de escrever o primeiro capitulo desta história!
Eu espero do fundo of my heart que vcs gostem!
Isto é uma espécie de prólogo e por isso ficou tão pequeno. Prometo ir aumentando o tamanho aos poucos
Boa leitura!!!!!!

Capítulo 1 - Ônibus errado!


Fanfic / Fanfiction Sem Limites - Capítulo 1 - Ônibus errado!

           - Tem certeza que não esqueceu nada, né? – Minha mãe perguntou pela milionésima vez.

            - Sim, mãe. Caramba, eu vou para um acampamento de rock e não me mudar para a Pensilvânia. – Falei.

            Meu nome é Rebecca Jackson (mas todos me chamam de Becca), tenho 17 anos e estou indo passar minhas férias em um acampamento de música. De primeira meus pais disseram que não tinham dinheiro para isso, mas no último dia de aulas antes das férias aconteceu um milagre: mamãe recebeu o salário adiantado. Então, ali estava eu nas estradas do Texas rumo ao que prometia ser o melhor verão da minha vida.

            O carro parou no estacionamento dos ônibus. Haviam cerca de dez ônibus ali e cada um levava a um acampamento diferente.

            - Tchau, meu amor! – Mamãe disse enquanto me abraçava fortemente e me beijava por todo o rosto. – Vou sentir muito a sua falta!

            - Mamãe, ainda vamos estar na mesma cidade, no mesmo estado, no mesmo país... – Lembrei enquanto tentava me soltar. – A senhora vai quebrar meus ossos!

            - Desculpa, Becca. Se cuida e se divirta muito! – Ela disse enfim me soltando.

            - Eu vou. Até o fim do verão! – Falei finalmente saindo do carro.

            De acordo com o papelzinho que eu segurava (o que dizia meu nome, minha idade, o acampamento que eu iria e o número do ônibus) o meu ônibus era o número duzentos e setenta e...

            Antes que eu terminasse de ler alguém esbarrou em mim e nossas coisas cairam no chão. Me abaixei rapidamente morrendo de vergonha.

            - Me desculpe, eu não olhava para onde ia... – Falei recolhendo as minhas coisas.

            - Então devia começar a olhar.

            A garota com quem eu havia esbarrado parecia saída de um filme de gangsters. O cabelo dela era totalmente vermelho, ela só usava couro (casaco de couro, luvas de couro, botas de couro, calça de couro e blusa...regata branca. Okay, ela não usava só couro).

            - Err...com licença. – Me levantei e segui meu caminho andando rapidamente.

            Voltei a olhar o número do ônibus. Era o 275. Me dirigi até o homem com cara de tédio em frente ao ônibus em questão. Ele escrevia alguma coisa em uma prancheta e parecia querer estar em qualquer lugar menos ali.

            - Desculpe, estou atrapalhando? – Perguntei educadamente.

            - Só a minha vida patética. – Ele disse me lançando um olhar de total desânimo.

            - Ah, certo. Então este é o ônibus 275? – Perguntei mostrando meu papel.

            - Você é do 275? – Ele falou em um tom de total descrença. Achei estranho mas não comentei nada. – Tudo bem. Não é da minha conta o que vocês jovens inventam de fazer para acabar aqui... – Ele escreveu algo na prancheta e então disse: - Pode subir.

            Subi no transporte e me surpreendi com o que vi. Todos os jovens dali tinham cara de encrenqueiros. Todos tinham tatuagens, piercings, alargadores, cabeça raspada, roupas rebeldes e qualquer outra coisa que indicasse encrenca. Minha mãe sempre disse que rockeiros eram encrenca, mas conheço vários artistas que seriam considerados delinquentes caso não fossem artistas. Por isso deixei de lado o fato de todos estarem com uma cara de “vamos virar este ônibus e botar fogo nele!” e guardei minha mala junto com as bagagens acima dos assentos. Me dirigi para o fundo do ônibus junto com minha mochila e minha guitarra.

            Quando o ônibus finalmente saiu do estacionamento eu estava terminando de escrever a letra de uma música que estava compondo. Eu pretendia canta-la na primeira fogueira que tivessemos. Começei a cantarola-la baixinho:

            Eu quero me divertir mesmo estando na escola

            Eu quero acordar sem ter hora

            Eu quero falar

            Sem medo de levar um fora

            Eu quero poder sonhar acordado

            Eu quero dar um replay se fizer algo errado...

            De repente fui interrompida por um garoto sentado a minha frente que se virou no assento.

            - Você está falando sozinha, guria?

            - O que? Não, eu só estou cantando a minha música. – Falei fechando o caderno onde eu anotava todas as minhas obras.

            - Música? Você é metida a artista? – Ele perguntou levantando a sobrancelha com um piercing.

            O garoto possuia cabelos castanhos espetados, olhos azuis como o céu ensolarado e tinha a palavra “venci” tatuada nos dedos.

            - Acho que todos nós somos, não? – Perguntei começando a ficar desconfiada, afinal estávamos indo para um acampamento de rock!

            - Garota, a única arte que eu já fiz foi pichar “coma minhas calças” na porta da casa do diretor da minha escola.

            Minha cara de surpresa foi substituida por um sorriso amarelo. Eu não sabia quem era aquele garoto e nem o que ele estava indo fazer em um acampamento de música, mas procurei não deixar isso me desanimar. Com certeza logo eu encontraria pessoas que davam à música a mesma importância que eu.

            - Muito bem, cupcakes! – O cara desanimado da prancheta ficou de pé no corredor do ônibus. – Em meia hora chegaremos no Sem Limites, o acampamento certo para pessoas como vocês. A sociedade, seus pais ou um juiz decidiram que vocês são um problema e por isso precisam ir para um acampamento corretivo.

            Espera. Acampamento corretivo?!

            - Vou apontar para vocês e cada um me diga seu nome e a razão de estar aqui. – O cara rabugento coçou a barba mal feita como se tivesse acabado de acordar. – Apróposito, meu nome é Carl Lockwood e sou um dos diretores do acampamento. Conhecerão os outros dois diretores mais tarde. 

            Apressadamente enfiei a mão dentro do bolso da calça e retirei o meu papel com o meus dados. Não podia ser, não podia ser, não podia ser...Sim, podia. Lá estava escrito:

            Acampamento Sem Limites

            Número 275

            Idade: 17 anos

            Nome do campista: Vanessa Smith

            COMO EU PUDE TER SIDO TÃO BURRA?! Como eu não vi aqueles dados?! Tudo bem, o número é compreensivel, afinal eu já tinha visto os dois primeiros números do acampamento de rock e também eram 2 e 7. Mas como eu não pensei em olhar para o nome do acampamento? Ou o nome do campista?! Como alguém pode ser tão otário?!

            - Eu roubei o carro do meu professor de álgebra. – Disse um garoto com o cabelo pintado de vermelho.

            - Eu fugi de casa 12 vezes em uma semana. – Disse uma menina com cara de rato.

            - Eu botei fogo no meu quarto. – Disse um outro garoto.

            De repente os olhos cinzentos de Carl foram atraídos para mim e ele me apontou com o queixo.

            - E você, menina com a guitarra?

            - Eu entrei no ônibus errado. – Naquele momento minha voz saiu como se eu tivesse cinco anos.

           

           

            


Notas Finais


Cheiro nas crianças!


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