História Sem Limites - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Acampamento, Delinquentes, Romance
Exibições 35
Palavras 1.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Galera, aqui está mais um capitulo!!
Esse capitulo pode não estar lá essas coisas ma ainda é o inicio da história pessoal! E eu ainda tenhos muitos planos para por em prática!
Queria agradecer ao pessoal que já favoritou a fic! <3 Briagada seus lindjos
Buenas leituras!!

Capítulo 2 - The worst summer of my life


      Sabe quando você está na sala de aula e o professor te faz uma pergunta? Sabe quando você responde algo incrivelmente absurdo e errado e todo mundo fica olhando para você como se fosse a criatura mais estranha do mundo? Naquele momento, presa em um ônibus com cerca de vinte ou trinta delinquentes juvenis, eu senti que era um coelho cercada de lobos ferozes e famintos.

            - O que disse, Cupcake? – Perguntou Carl.

            - Eu disse que entrei no ônibus errado. – Repeti, dessa vez com a voz mais firme, para mostrar que eles não me intimidavam.

            Carl me encarou por cinco segundos como se fosse dizer algo extremamente importante.

            - Sei, todos dizem isso. – Disse por fim.

            - M-mas eu estou falando sério! Eu troquei o meus documentos com o de uma garota na estação! – Falei suando frio.

            - Garota, você é a oitava pessoa que me vem com essa história. Olha, você não gostaria de estar aqui. Eu não gostaria de estar aqui. Então não dificulte meu trabalho e aceite que você fez merda e agora terá que pagar pelos seus erros. – Disse com uma voz extremamente calma.

            Eu estava boquiaberta e com vontade de quebrar a minha guitarra na cabeça daquele cara. Ele voltou a fazer a chamada como se eu fosse apenas um pequeno incômodo. Rapidamente puxei meu celular da bolsa e tentei ligar para minha mãe mas eu estava sem sinal. Tentei mandar mensagem mas eu não tinha 3G.

            - Meu deus. Isso não está acontecendo. Simplesmente não está! – Sussurrei para mim mesma.

            - Não pareça tão assustada. – Disse uma garota sentada atrás de mim. – Eles sentem o cheiro do medo.

            A garota tinha um rosto muito bonito, na verdade, lindo. Ela poderia ser atriz ou modelo. Mas seus cabelos eram pintados de azul turquesa, seus olhos eram verdes como grama molhada e havia um piercing de argola em seu nariz. Mas sua aparência era só uma parte do visual estranho...Ela usava uma blusa preta com a frase “I will sleep when I died”, um short jeans e all star cano longo preto.

            Eu só conseguia pensar: De onde ela apareceu? De um filme de terror?

            - Então isso pode ser um problema, porque neste momento estou exalando pavor!

            Ela deu uma risada como se estivesse achando tudo muito engraçado.

            - Você realmente entrou no ônibus errado. – Okay, aquilo me surpreendeu. – A Vanessa não está aqui. Provavelmente ela fez alguma coisa de propósito para trocar os documentos de vocês e tu vir para o Sem Limites no lugar dela.

            Um brilho de esperança surgiu nos meus olhos.

            - Então você acredita em mim?!

            - Claro que acredito.

            - Então vai me ajudar?

            - Claro que não.

            E o brilho se apagou.

            - Co-como não? – Perguntei incrédula.

            - Estou achando essa história toda bem divertida. Além disso quero ver como uma filhinha de papai se sai entre um bando de maloqueiros. – Ela disse dando um sorriso convencido.

            Sério, eu estava me contendo para não arrancar aqueles cabelos azuis da cabeça dela! Qual era o problema daquelas pessoas?!

            - Nesse caso, valeu por nada! – Falei tentando soar o mais grossa possivel, o que não era o meu forte.

            A menina riu.

            - De nada. Prazer – ela disse estendendo a mão. – Sou Cece Swan.

            Muito a contragosto apertei sua mão.

            - Rebecca Jackson.

            Naquele momento o ônibus parou. Olhei pela janela e vi um lago, uma floresta, vastos campos de grama verdejante, cabanas, e um edificio rústico no centro do acampamento. Perto da entrada havia um mastro com a bandeira do Texas. Bom, não haviam guardas fortemente armados, sirenes, policias, arames farpados ou qualquer coisa digna de uma prisão, o que era bom.

            - Certo, delinquentes. Façam pelo menos uma gentileza nas suas vidas patéticas e se dirigam ao Grande salão. – Pediu Carl como se estivesse acostumado a repetir aquilo várias vezes.

            - Grande salão? – Repeti.

            - Só siga a multidão de delinquentes. – Disse Cece entrando na fila para sair do ônibus. Eu não vou dizer que gostei dela, mas como eu não conhecia nada ali e ela era a única pessoa que podia me informar melhor das coisas fiz o que mandou.

                                                                ***

 

            O Grande salão era, na verdade, um auditório. Me sentei ao lado de Cece e assim como os outros delinquentes esperei algo acontecer. Carl se juntou a outros dois homens que estavam de frente para a plateia.

            - Aqueles são Jay e David Lockwood, os irmãos de Carl. Os três herdaram o acampamento do pai deles já faz uns sete anos. – Explicou Cece.

            - Nossa. O pai deixou de herança um acampamento cheio de delinquentes. Que paizão – falei.

            Jay tentava falar algo em um microfone, o que se tornava uma tarefa quase impossivel quando todos da arquibancada estavam conversando sem prestar a menor atenção. Então Carl tirou do cinto da calça uma espécie de buzina e apertou, fazendo um som estridente que silenciou a todos no auditório.

            - Atenção, Cupcakes! Porque nós não vamos repetir nem uma palavra sequer. – Declarou Carl passando a palavra para Jay, o homem de cabelos cacheados.

            - Vocês estão aqui porque são um problema. – Uau, que discurso incentivador. – E se vocês são um problema nós somos a solução. Até o fim do verão todos, ou pelo menos uma boa porcentagem, estarão reabilitados e prontos para voltar a viver em sociedade. Os que não estiverem...bem, podem voltar no próximo verão ou ir para a prisão. Isso é com o juiz.

            Tudo estava tão silêncioso que eu até estava com medo.

            Era tão estranho...Quer dizer, se eu visse qualquer um daqueles garotos na rua eu nem desconfiaria que eles eram capazes de cometer crimes.

            - Agora nós iremos dividi-los em três grupos. Cada grupo terá ou eu, ou David ou Carl como coordenador. Seu coordenador ficará responsável por mante-los na linha. – Explicou David. – Vamos começar...

            David disse uma série de nomes e no fim disse para o grupo de trinta pessoa segui-lo. Carl ficou com o microfone e também começou a dizer vários nomes mas só captei alguns:

            - Uriah Lancaster. – Um garoto ruivo se levantou da plateia.

            - Alam Jensey. – Um rapaz cheio de tatuagens, alargadores enormes nas orelhas e boné se dirigiu ao restante do grupo.

            - Cece Swan. – Olhei para a menina de cabelos azuis que só piscou para mim, se levantou e se juntou aos outros.

            - Bruno Hayes. – Uma rapaz alto, de cabelos castanhos, olhar malvado e sorriso convencido se levantou.

            Carl disse vários outros nomes que não gravei e por fim chamou:

            - Vanessa Smith.

            Demorei uns cinco segundos para processar o nome que ele falou e então me levantei e me dirigi ao meu grupo.

            - Os outros terão David como coordenador. – Anunciou Carl. Então ele se virou para o seu próprio grupo e disse: - Sigam-me, Cupcakes. Este verão vai ser longo.

            Eu só conseguia pensar: Eu não vou ficar aqui de jeito nenhum! Sem chances!

            Eu ia caminhando cabisbaixa enquanto bolava na minha cabeça mil e um planos para fugir daquela prisão.

            Já do lado de fora eu ainda estava tão concentrada em meus pensamentos que nem percebi que os cadarços do meu all star estavam desamarrados. E quando percebi já era tarde demais e eu já estava indo em direção ao chão. Fechei os olhos e esperei o impacto. Mas ele não veio.

            Abri primeiro um olho e depois o outro. O tal do Bruno Hayes estava me segurando pela cintura, o que aproximou muito nossos corpos.

            - Foi mal! Obrigada por me segurar – agradeci.

            E foi quando um sorriso cafajeste se formou em seus lábios.

            - Ora, não foi nada – disse em um tom malicioso.

            Demorei um pouco para entender, mas por fim percebi o quanto nossos corpos estavam próximos. Tipo, praticamente colados. E todas as pessoas do nosso grupo tinham parado para nos olhar.

            Carl bateu palmas.

            - Ah, o amor é lindo! Pena que aqui não tem lugar para amor. Aliás, estejam cientes que uma das regras deste acampamento é namorar é proibido.

            E foi ali, naquele momento, que eu percebi que aquele seria o verão mais louco e problemático da minha vida...

            


Notas Finais


Queria pedir desculpa por qualquer erro! Inclusive os de formatação!
Cheiro nas crianças!
E como diria o Luba, um beijo para quem quiser!


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