História Sem Promessas - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Eren Jaeger, Erwin Smith, Farlan Church, Grisha Yeager, Hange Zoë, Isabel Magnolia, Jean Kirschtein, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Moblit Berner, Petra Ral
Tags Drama, Eren, Levi, Romance, Shingeki No Kyojin, Yaoi
Visualizações 47
Palavras 1.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Short-Fic de três capítulos.
Espero que desfrutem <3
Boa leitura.

Capítulo 1 - Arritmia


Fanfic / Fanfiction Sem Promessas - Capítulo 1 - Arritmia

Uma merda.

Era como definia a própria vida atualmente.

No âmbito profissional, o moreno não poderia estar mais do que satisfeito. Tornara-se um médico renomado. E ainda estava nos seus 27 anos. Agora, quando se tratava do âmbito amoroso, aí a história já era outra. Não que lhe faltasse candidatas, e esse era o problema, ‘candidatas’. Isso o doutor tinha aos montes. E suas preferências eram outras.

A maioria dos homens com que se relacionava, só estavam em busca de sexo e nada mais. Ele não os culpava por isso, até mesmo por que, em grande parte de sua vida, isso também era só o que lhe interessava. E conforme o tempo fora passando, um vazio começou a lhe percorrer e começava a sentir falta de algo a mais. Desejava passar um tempo com alguém que, no fim, não resultasse apenas em sexo. Queria companhia, uma conversa agradável, um passeio divertido, carinho e bem... amor. Não negava, desejava acima de tudo, ser amado e também amar. Dividir uma cama sem que fosse só para transar.

“Como se isso fosse mesmo acontecer. ” – Suspirou cansado enquanto se dirigia ao quarto do próximo paciente que tinha que visitar naquela ronda do primeiro turno.

- Está tudo bem, Carla. Por favor, se acalme. – Pedia de forma carinhosa. – O que importa é que estou bem aqui na tua frente, vivo.

- Não me peça para que me acalme. – Respondeu chorosa. – Estive a ponto de perder meu bebê.

- Mas que dramática. – Riu abanando a cabeça.

- Licença. – O moreno resolveu interromper aquelas trocas de palavras amorosas.

- Oh, és o médico responsável pelo meu pequeno? – Perguntou enquanto enxugava as lágrimas, levantava-se e ia em direção a ele.

- Ah, sim. Exatamente. – Pegou a mão que a mulher oferecia e trocou um leve aperto. – Levi Ackerman, Traumatologista.

- Muito obrigada, doutor. – Agradeceu segurando mais algumas lágrimas. – Soube pela enfermeira que esteve aqui a pouco, que graças ao senhor os danos foram mínimos.

- Imagina, fiz apenas o meu trabalho. – Respondeu simplista.

- Não sei o que seria de da minha família sem esse anjinho.  – Falou sorrindo na direção do paciente que tinha o rosto corado ao ouvir as palavras dela. – Obrigada, mesmo.

- A minha sogra exagera. – Explicou envergonhado.

- Exagero nada. – Voltou a poltrona em que estava sentada antes que ficava ao lado da cama. – És a coisinha mais importante em nossas vidas.

- É tua sogra? – Perguntou surpreso. – Jurava que se tratava de tua mãe, apesar de não ter visto nenhum traço físico evidente que compartilhassem.

- Não deixa de ser mesmo como uma mãe para mim. – Sorriu e os olhos azuis transmitiam muitas emoções. – Perdi minha mãe e meu pai quando era muito pequeno, mas tenho ainda minha irmã e meu avô. E claro essa mãe maravilhosa que a vida me trouxe.

- Oh, meu amor. – A mulher ergueu-se um pouco para afagar suas bochechas. – Vais fazer com que chore ainda mais.

A porta do quarto abriu-se e o homem, que reconhecia como ser o autor de um dos livros que mais lera durante a faculdade, adentrou.

- Bom dia. – Saudou.

- Querido, pensei que demoraria um bocado mais a chegar. – Comentou a mulher.

- Consegui transferir as reuniões de hoje para os próximos dias e as que não consegui deixei aos cuidados de Zeke. – Falou e então olhou na direção do moreno que estava bem chocado em ver pessoalmente o médico que considerava quase um ídolo do tanto que o admirava. – Deves ser Levi Ackerman.

- Isso. – Conseguiu dizer.

- Sou Ghisha Jaeger. – Apresentou-se.

- Eu sei. – Deixou escapar e logo se apressou em explicar-se. – Li suas teses e livros, Sr. Jaeger. E acho que não há quem não o conheça ou tenha ouvido falar ao seu respeito.

- Agradeço. – Sorriu. – Não gosto de formalidades, pode me chamar de Grisha apenas, sim?

- Tudo bem. – Anuí-o.

- Como se sente, Armin? – Perguntou na direção do loiro.

- Dolorido e ansioso, mas bem. – Respondeu em um fio de voz.

- Ansioso? O que te deixa assim? – Quis saber e perguntava com uma postura de quem fazia uma análise clínica.

- Suponho que já lhes tenha avisado, não é?

- A Annie e a Eren? – Questionou e o loiro apenas acenou de forma afirmativa.

- Lógico. – Interpelou Carla. – Se ocultássemos isso, eles não nos perdoariam.

- É um momento importante para eles e para a carreira deles. – Lamentou.

- Mas tu és mais importante. – Aproximou-se dos pés da cama. – O marido da tua irmã deve estar nesse momento a cuidar do processo contra o causador desse acidente e avisou-me antes de se dirigir para lá que já estavam os dois ao aeroporto em espera para embarcar, devem chegar pela madrugada.

- A Alemanha está um pouco longe, no fim das contas. – O loiro deixou um sorriso triste escapar.

- Oh, nosso Eren deve estar tão aflito e preocupado. – Levou a mão ao coração. – Grisha, nosso filho sabe que nosso loirinho está já fora de perigo?

O moreno tentava assimilar toda aquela informação que começava a lhe dá um nó ao cérebro.

“Annie era a irmã do paciente e em verdade o filho daquele casal é que era...”

- Perdão a intromissão. – Começou na direção do paciente. – Mas..., és gay?

- A alguma relevância em saber disso? – Interrompeu o Sr. Jaeger e pode sentir um tom áspero e um pouco agressivo. – Não que isso seja da tua conta, mas para que saibas, sim. Ele é gay e noivo de um dos meus filhos. Tens algum preconceito?

- Não, claro que não. – Defendeu-se. – Nada contra.

“Até mesmo porque também jogo por essas bandas. ” – Pensou consigo e deixou um sorriso escapar.

- Desculpa por ter sido tão invasivo. Parabéns pelo noivado. – Desejou de forma sincera e o homem de olhos verdes que lhe lançava um olhar analítico pôde também notar a sinceridade em suas palavras.

- Obrigada, doutor. – O loiro sorriu sem graça.

- Poderia me passar o quadro clínico do meu genro, Dr. Levi? – O outro médico resolveu pedir para mudar a direção daquela conversa.

- Sim, Sr.... É... Grisha.

E assim fez o moreno, explicou cada detalhe do estado de Armin e conversou sobre outras coisas relativa as suas profissões. Aquela conversa fez Levi constatar que Grisha Jaeger não era um grande homem apenas no campo da medicina, era também uma pessoa humilde e carismática. Ingressara na faculdade ainda aos quinze anos, colecionava em seu currículo grandes prêmios e títulos. Poderia crescer ainda mais como médico, mas a certa altura, resolveu encerrar e deixar de exercer a profissão como tal. Começou um pequeno projeto que em pouco tempo, tomou grandes proporções. Tratava-se do Instituto de Estudos e Pesquisas Jaeger. Um importante centro de pesquisas de micro-organismos e patologias, respeitado e reconhecido internacionalmente, inclusive como referência mundial em Ciências Biológicas, Meio Ambiente e Medicina. Possuía diversos laboratórios espalhados pelo pais e também pelo mundo.

“O homem é mesmo um gênio.  – Pensava enquanto andava distraidamente pelo hospital ao fim daquele dia. – Alcançar tanto em poucas décadas, é impressionante, é extraordinário.... Nessas horas que invejo a Hange..., ser capaz de estar constantemente a conviver com alguém que possui tamanha capacidade intelectual”

A melhor amiga era uma das muitas pessoas a trabalhar ao lado de Grisha, era uma cientista também admirável e talentosa, mas isso ele jamais admitiria diretamente, preferia ser torturado e morto ao ter de dá esse gostinho a ela.

“Preciso de um café para sobreviver a este plantão. – Pensava, arrastando-se de forma preguiçosa por aqueles corredores. – Estou tão cansado. “

Chegou ao térreo e ia em direção a saída quando alguém que corria, chocou-se contra ele o fazendo cair sentado no chão. Preparava-se para desferir os mais terríveis xingamentos quando viu uma mão estendida em sua direção.

- Perdão. Estás bem? Machucou-se? – Encarou atônito o moreno de pele bronzeada que lhe oferecia a mão.

“Mas que espécie de deus grego é este?... E que olhos... ” – Pensava enquanto perdia-se naquele verde.

Viu o rapaz agachar-se e sacudir a mão a sua frente.

- Oi? Ei... Tudo bem contigo? – Insistiu.

- Sim... Eu acho. – Abanou a cabeça na tentativa de clarear as ideias.

- Menos mal. – Suspirou aliviado. – Desculpa pelo encontrão, estava indo ver um paciente que está aqui.

- Não é horário de visitas. – Falou aceitando a ajuda para erguer-se do chão.

- Eu sei. – Sorriu sem graça. – Por isso estava nessa carreira.

- Tenha mais cuidado, estamos em um hospital.

- Desculpa mesmo. – Coçou a nuca e notou que falaria mais alguma coisa e, no entanto, seu celular começou a tocar. – Annie.... Sim, já estou ao hospital... Ainda não... Minha mãe não atende o celular e não me deixam subir para vê-lo... Ok... Vens com o Berth?... Está bem, até logo...

“Annie?... Estes olhos verdes..., iguais ao do Dr. Jaeger.... Será? “

- És o noivo. – Constatou e tentou esconder a decepção.

- O que? – Indagou confuso.

- Sou e o médico que está a acompanhar o caso. – Falou e viu confusão nos olhos verdes. – Armin Arlert... – Esclareceu e teve esperança de ser uma suspeita infundada.

- Ah... – A compreensão finalmente espalhou pelo seu rosto. – És médico.

“Não, animal. Gosto de andar fantasiado por aí. “ – Pensou sarcástico.

- Como disse antes.... Traumatologista.... Médico que está a acompanhar o caso. – Falou maldisposto.

- E como ele está, doutor?

- Fora de risco. Conseguimos minimizar os danos, sequer foi necessário colocar pinos. – O outro parecia agitado. – Ele está mesmo bem, ok? Só vai precisar de estar em observação por conta dos ligamentos e ossos que precisam ficar no lugar, após isso virá as seções de fisioterapia. – O moreno não parecia ainda convencido. – Ele deve estar dormindo agora, fique tranquilo e aguarde o horário de visitas.

- Só preciso..., só preciso me assegurar com meus próprios olhos que ele está mesmo bem.

- Olha, vou ver o que posso fazer por ti. – Falou e em seguida completou. – Mas não prometo nada.

- Sério? – Perguntou abrindo um sorriso lindo e brilhante. Segurou os braços de Levi e disparou uma enxurrada de agradecimentos.

“Oh, meu Deus. O que são esses batimentos cardíacos acelerados? – Questionou-se afastando as mãos daquela perdição e dirigindo-se a recepção. – Não pensa nessas coisas, Levi. Ele é comprometido..., comprometido. ”

 


Notas Finais


Obrigada a todos que leram e que vão esperar pelos dois capítulos restantes <3
Me conte o que achou >.< Fico muito feliz em saber sua opinião <3
Nos vemos no próximo o/
Bjooos amorinhas.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Fanfic Yaoi de SnK em emissão: https://spiritfanfics.com/historia/the-rainbow-8375041

Fanfic/Poema (com Levi como meu muso <3): https://spiritfanfics.com/historia/alcando-voo-9940953


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...