História Sem Saída - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Casal, Coragem, Revelaçoes, Romance, Suspense
Visualizações 5
Palavras 601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - 4


—Não acredito que foi até lá sozinha!Eu teria ido com você,mon amour.

Rose Mitchell deu um beijo na testa de Louisa e tomou seu lugar á mesa de frente para a melhor amiga.

—Foi rápido.O sr Parker aparentemente saiu de férias e deixou as coisas no comando do filho.Mas parece ser tão eficiente quanto o pai.

—Sei,sei.Mas ele lhe deu um prazo?Eu não vou deixar ninguém passar a perna na minha menina.

Louisa revirou os olhos e riu,sua amiga sempre muito exagerada.Aliás parecia que tudo em Rose era assim,desde a personalidade até sua  beleza exorbitante.

Rose era alta mas tinha curvas de que se orgulhava,sua pele era negra,tinha os lábios cheios,rosto fino e os olhos verdes herdara do pai alemão.Algumas revistas pagaram alto preço para tê-la como capa.

Louisa convidou a amiga para tomar um café enquanto ela lhe explicaria tudo.Não tinha muitas pessoas em que confiava além da mãe e claro,Rose.

—Amanda Stanford?Ela tem idade pra ser sua irmã.

Rose disse com reprovação quando ouviu a amiga  pronunciar os nomes das possíveis amantes.

—Bem mas isso não a impediria.E o que você acha da Sarah?Ela conhece meu pai bem antes de eu nascer.

—Isso tudo é tão triste.Por Deus,você tem ideia do que vai acontecer se for verdade?

Louisa pensava nisso pelo menos umas vinte vezes por dia.A separação era evidente,Margareth deixou bem claro.Fora se saísse na mídia,o inferno que seria.Mas só queria resolver de uma vez.Provar que a mãe está certa e amenizar seu sofrimento.

—Rose,eu tenho que tentar.Meu pai não pode fazer isso com ela.

—Eu sei,estou do seu lado.Para sempre.

 Rose segurou as mãos da amiga tentando acalma-la,Louisa já estava com os olhos marejados.

—Shhh...não gosto desses olhinhos cor de mel chorando.Vai dar tudo certo.E eu não vou deixar você sozinha nessa...

Louisa queria agradecer a amiga mas algo dentro dela dizia tudo ao contrário;tudo parecia encaminhar para uma ladeira de destruição.  

Quando tudo isso acabar,eu vou estar sozinha.Pensou ela.A quantidade de notícias falsas ou verdadeiras a respeito da família e amigos com certeza iria afastar as duas em algum momento.

Louisa deixou Rose em casa depois de ficarem mais um tempo no café e Rose não comentou mas percebeu as palavras não ditas entre elas  e seu coração nunca esteve tão magoado.


A lua cheia brilhava esplendorosa no céu quando Louisa finalmente chegou em casa,encontrou Margareth em sua suíte,meio sonolenta mas fingiu não reparar nos remédios em cima do criado-mudo.A mãe estava com olheiras mas havia muito tempo que deixara de se importar,era quase comum se não soubesse o motivo.

Antes de ir ver Rose,ela lhe passou por mensagem algumas coisas sobre o detetive William Parker mas a novidade não teve reação alguma sobre ela,como se esperasse por mais,algo imediato.

—Ele disse cinco dias,mãe.Você pode ir lá se quiser.

—Não.Preciso da sua ajuda,Lou.

—Tudo bem mas não o apresse.

Margareth fechou os olhos por alguns segundos e de onde Louisa estava,sentada na beirada da cama,pensou que a mãe adormecera por causa dos calmantes até ouvir sua voz quase como um sussurro:

—Você acha que ele é bom?

Ela lembrou do homem decido que a atendeu,meio irritado mas bem profissional,o que a fez mudar de ideia sobre o local do escritório.Talvez estivesse exausto pelo acúmulo de serviços somados com os do pai,as vezes via uma ruga de tensão entre  as sombrancelhas quando ele achava que ela não estava olhando mas a pergunta da mãe era quase retórica.

Você sabe que sim.Ela queira dizer.Pare com essa insegurança.

—Nós vamos descobrir.

Disse por fim,depois saiu do quarto.

Conversar com Margareth as vezes lhe dava náusea,odiava se sentir assim pois apesar de tudo,era sua mãe.Odiava por ela estar depressiva e fraca e não saber o que fazer para ajudá-la.Ter as provas em mãos nem de longe resolveria tudo.







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