História Sempre e Para Sempre - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Tags Caleo, Frazel, Jasiper, Percabeth, Thalico
Exibições 126
Palavras 1.662
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prefacio


Nova York

Selva de concreto onde são feitos os sonhos

Não há nada que você não possa fazer

Agora você está em Nova York

Essas ruas vão fazer você se sentir completamente novo

As luzes vão inspirar você

Vamos aplaudir Nova Iorque

- Empire State of Mind

 

 

Três meses antes do baile de primavera da nona série, minha mãe jogou a caixa com as miniaturas colecionáveis do papai pela janela e garantiu que ela caísse bem em cima do seu queridinho Chevrolet seminovo. Depois disso, ele dormiu em um hotel por seis dias e só voltou para pegar meias limpas.

Na noite do baile, como o planejado, Jake Mason me buscou pontualmente as sete e meia. As nove, eu recebia meu primeiro beijo escondida dos professores, bem embaixo da arquibancada do ginásio. Em seguida, quando o pai dele me deu uma carona até minha casa, o garoto por quem eu fui completamente apaixonada durante dois anos inteiros assistiu Atena Chase fazendo uma pequena fogueira na calçada com todas as roupas que Frederick possuía no armário de casa.    

 Depois daquele dia, Jake não me mandou mais mensagens e eu decidi que nunca mais iria a bailes.

 Queria poder dizer que fiquei triste quando o advogado deu início ao processo de divórcio, mas era impossível ignorar que, por mais que eu e meu irmão os amassemos incondicionalmente, a convivência em família era bem melhor quando meus pais não estavam sob o mesmo teto. Nós continuamos a morar com nossa mãe e papai vinha nos visitar nos finais de semana, quando seu trabalho como professor de história não o impedia. Não era totalmente perfeito - afinal, nunca havia sido – mas sobreviveríamos. Quer dizer, até Brooke aparecer com seu decote de quinze centímetros, voz fina e personalidade insuportável e estragar tudo. Ela era secretaria na universidade de São Francisco  em que meu pai trabalhava e surgiu oficialmente dois meses depois do termino final da relação só-um-pouco-muito-problemática-e-incrivelmente-dramática dos meus pais.  

Foi aí que minha mãe pirou de vez.

Ela já sabia da Brooke. Também sabia que os dois não estavam saindo a menos de dois meses e, com toda certeza, sabia muito bem como usar as unhas de maneira efetiva. No final, a mulherzinha de quinta categoria havia sido o motivo da separação dos dois e Atena tinha esperado que, depois dela ter descoberto tudo, meu pai tivesse o bom senso de acabar com aquela história.  

Pelo jeito ele não tinha mesmo.

Mas isso com certeza é história para outra hora. Eu teria que expandir meu vocabulário para tentar nomear adjetivos suficientes para caracterizar Brooke. Então, vou apenas seguir da parte em que minha mãe enlouqueceu.

Atena Chase sempre se vangloriou por sua inteligência e grande carreira promissora. O trabalho era a coisa mais importante na sua vida, mesmo que ela nunca tivesse dito isso com palavras diretas, até não ser mais. Malcolm e eu já havíamos notado uma diferença no seu comportamento – o jeito como ela parecia insatisfeita com tudo, como não se gabava mais por seu desempenho de excelência, como mesmo uma ida ao mercado havia se tornado tedioso –, e essa atitude se arrastou por dois anos inteiros, até chegar a um nível completamente insuportável.

Foi quando um certo dia ela retornou do trabalho com um envelope grosso nas mãos. Sua expressão estava ansiosa, como se soubesse quem tinha matado Lincoln e não suportasse a ideia de guardar esse segredo. Algumas semanas depois, ela anunciou que iriamos nos mudar.

Antigamente, eu costumava definir a palavra mudança como a locomoção de uma casa para outra melhor, dentro de um mesmo bairro. Minha mãe conseguiu ultrapassar esse limite, colocando entre mim e a cidade em que nasci o total de dois mil e novecentos e quatro milhas. Tinha certeza que era o mesmo que ir morar em outro planeta.  E tudo porque um cara – ou aparentemente O Cara, chamado Zeus Grace, dono de uma empresa responsável pela maioria dos edifícios de Nova York - havia se encantado pelo projeto da minha mãe sobre arquitetura urbana.  Eu não tinha nenhum parente, e ficar com meu pai estava fora de cogitação, então nós três pegamos um avião e demos adeus para São Francisco.

Só que, na ansiedade de se mudar, minha mãe esqueceu de dar importância para um pequeno detalhe. Quase insignificante, mas extremamente inconveniente. Tipo, o lugar provisório em que ficaríamos até recebermos a chave do nosso apartamento. 

 - Eu não vou aguentar isso – resmunguei pela milésima vez, espremendo meu rosto entre duas almofadas. Eu estava deitada no sofá, ainda com as roupas do aeroporto, e nossas malas estavam empilhadas no canto do cômodo quase vazio. O chão tremeu quando uma nova batida se iniciou e um gemido de frustração escapou pela minha garganta – Eu tenho certeza que nós podemos chamar a polícia.

- Pare de ser chata, Annabeth – Malcolm disse sem desviar a atenção do livro em seu colo. Ele não parecia estar sendo afetado pelo barulho alto que vinha do andar de baixo como eu estava, mas também, nada o irritava de verdade. Já a minha vontade era descer lá e cortar os fios daquela droga de som. Será que aqueles adolescentes sabiam que era domingo e no dia seguinte, além das pessoas precisarem trabalhar cedo, eles teriam aula? Era tão irresponsável. O volume da música aumentou, chegando em uma parte mais agitada, e consegui ouvir uma gritaria de aprovação. Meu irmão continuou, sem se abalar:  – Esse lugar não é tão ruim assim. Você consegue sobreviver até terça.

Quem dera que o problema fosse só o barulho.

- Ah, claro. Esse lugar é ótimo. Ele até me lembra aquela casinha de bonecas que eu tinha quando era pequena. Sabe, aquela que nós tivemos que jogar fora porque estava destruída demais para doar para alguém.

Ele revirou os olhos.

O relógio marcava onze da noite quando eu resolvi que não conseguiria suportar a dor que começava a se formar na minha cabeça. Malcolm disse algo por cima de todo aquele estardalhaço quando me viu caminhando para a porta, algo que soava como “é perigoso sair à noite em uma cidade que você não conhece”, mas o som estava muito alto para que o meu bom-senso pudesse ouvi-lo.

Enfiei minhas mãos no bolso do casaco enquanto esperava o elevador chegar até o meu andar. Em Nova York era mil vezes mais frio do que na Califórnia e meu corpo não estava habituado a isso. Em casa, a essa hora, apesar de ser tarde, eu poderia estar na praia, com shorts e camiseta, e a sensação térmica não seria a mesma. Praia. Suspirei, deixando meus ombros caírem. Com certeza, uma das coisas de que mais sentiria falta seria acordar toda manhã e sentir o cheiro da maresia entrar pela janela, ou o som das ondas se quebrando contra as pedras. Balancei a cabeça, afastando o pensamento. As portas se abriram depois de um longo rangido e rapidamente apertei o botão que me levaria até o térreo.

Quando nosso voo aterrissou e nós éramos sem tetos em uma cidade completamente desconhecida, por um momento achei que nós teríamos que passar a noite em um daqueles abrigos de filme para desabrigados. Os hotéis que encontramos estavam lotados e a gasolina do carro estava acabando. Eu fiquei tão feliz quando minha mãe disse que tinha encontrado um lugar para ficarmos até terça, mas agora eu sentia aquela felicidade se esvaindo lentamente. Não que eu esperasse um hotel cinco estrelas, embora quisesse um lugar tranquilo para descansar. Havia sido uma viagem cansativa e amanhã seria um dia ainda mais cansativo. Annabeth Chase pela primeira vez na vida seria a garota nova na escola e eu nunca fui muito boa em fazer amigos. Mas, como a sorte não parecia estar ao meu lado, Atena havia encontrado um prédio que alugava apartamentos para universitários e o mesmo parecia ter sido construído um pouco depois da segunda guerra mundial. A estrutura era velha e parecia estar caindo aos pedaços. Eu não conseguiria dormir e amanhã estaria com um péssimo humor.

Eu estava encostada com as costas no metal frio, encarando meus cadarços e sentindo pena de mim mesma quando ouvi o som estridente que anunciava a abertura das portas. Não havia chegado no térreo, então eu desloquei meu corpo para o lado a fim de que quem entrasse pudesse ocupar o espaço necessário.

Arregalei meus olhos ao observar duas figuras enroscadas uma na outra atravessarem o portal, sem notarem a minha presença.  Eram uma garota e um garoto e eles pareciam tentar desafiar a lei da física que dizia que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. O garoto tinha cabelos escuros, quase da mesma tonalidade que o da menina, e ela era branca e possuía fios brilhantes e compridos. Seu rosto estava levemente inclinado de modo que eu podia ver alguns traços asiáticos. Primeiramente, eu fiquei constrangida, imaginando se aquilo era alguma brincadeira com a minha cara. Então o garoto desceu a mão pela a cintura da garota, fazendo com que ela soltasse um suspiro. Meu rosto se contorceu em uma careta de nojo.

Limpei minha garganta. Eles se separaram, surpresos, e olharam para mim, como se eu tivesse brotado do chão.

- Se não se importam, tenho certeza que vocês podem esperar eu sair daqui antes de fazer o que quer que vocês forem fazer – murmurei, sentindo meu rosto corar.

A garota sorriu maldosamente, com seus dentes perfeitamente alinhados. Ela inda estava pendurada no pescoço do garoto.

- Inveja mata, fofa – zombou com as palavras arrastadas. Provavelmente bêbada.

 - Não seja idiota, Drew – o garoto repreendeu a garota, que devia se chamar Drew. Ele se afastou dela ao mesmo tempo que as portas se abriam novamente – Foi mal, loira.

Arquei uma das sobrancelhas.

- Não me chame desse jeito.

- Não precisa ficar irritada – ele sorriu de uma forma que eu achei extremamente irritante. Segurou a mãos da tal Drew, arrastando-a para fora antes que eu pudesse xinga-lo.  

Bufei. Nova-iorquinos.


Notas Finais


Hello, cupcakes!
Bom, esse foi o primeiro capitulo.
Eu simplesmente odeio primeiros capítulos porque tudo parece um pouco confuso, mas eu juro que tentarei melhorar. O que acharam? Gostaram? Odiaram? Deixem nos comentários, por favor. Os irmãos Winchesters já tem problemas demais para também terem que lidar com leitores fantasmas ( Entendedores, entenderão :3 )
Não é a primeira vez que escrevo essa historia, mas eu sempre acabo apagando ela e escrevendo de novo. Vou tentar o meu máximo para levar adiante, mas é difícil prever uma coisa dessas. Só espero que tenham curtido ler assim como eu curti escrever esse pequeno capitulo.
Beijinhos de Luz <3 e até o próximo. Espero que logo.

Obs: Eu costumo imaginar a Annabeth como a scarlett leithold
Link Annabeth: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/1c/c0/38/1cc038c5a86d9b60782fbcd248d9b723.jpg


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