História Sempre e Para Sempre - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Tags Caleo, Frazel, Jasiper, Percabeth, Thalico
Exibições 91
Palavras 1.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capitulo II - Good Morning


Fanfic / Fanfiction Sempre e Para Sempre - Capítulo 2 - Capitulo II - Good Morning

 

Acordei sentindo como se um bando de sátiros houvesse decidido praticar sapateado na minha cabeça. Tateei o criado em busca do meu despertador e o soquei até sentir que o aparelho havia escorregado da madeira e despencado em direção ao chão.  

Pisquei, confusa. Apenas alguns poucos raios de sol atravessavam as cortinas grossas, dando ao quarto uma luminosidade amarelada. Por um breve instante, fiquei desnorteada sobre onde estava. As lembranças foram voltando aos poucos. Minha mãe. Mudança. Nova York. Ok.

Levantei-me brevemente, apoiando o corpo com o cotovelo enquanto usava a mão livre para esfregar meus olhos. Estava tendo um sonho agradável, onde eu jogava minha antiga professora de artes que eu tanto odiava do quarto andar da minha velha escola.

Toquei as cobertas ao meu lado a procura do meu celular, seguindo o fio do fone que havia usado a noite passada. O visor marcava sete horas da manhã em ponto. Suspirei, jogando os cobertores quentes para o lado e balançando minhas pernas para fora da cama.

Minha roupa já estava cuidadosamente pendurada em um cabide solitário dentro do guarda-roupa vazio desde a noite anterior, de modo que eu só tive o trabalho de procurar a bolsa com meus objetos de higiene no meio de toda aquela bagunça. Assim que terminei de tomar banho, encarei meu reflexo o espelho. A noite mal dormida estava tatuada em meu rosto com profundas marcas arroxeadas bem debaixo dos meus olhos. Esfreguei um pouco de água sobre eles, tentando os livrar dos requisitos do sono. Com um pente, ajeitei os fios loiros desgrenhados e prendi todo o meu cabelo em um rabo de cavalo alto antes de voltar ao quarto. 

- Bom dia – Minha mãe sorriu quando me sentei a mesa, virando uma panqueca na frigideira. Um cheiro de queimado se espalhou pela cozinha e eu franzi o nariz.

- Tenho certeza que você não está fazendo isso da maneira certa. O que nós conversamos sobre a senhora cozinhar?

- Só passou um pouco do ponto.

 - Nós temos gostos diferentes – terminei de passar manteiga em uma pequena torrada e dei uma pequena mordida. Atena revirou os olhos e eu ri. Ela tinha muitas qualidades, mas a culinária nunca foi um talento que particularmente possuía. Em São Francisco, quem se responsabilizava pela nossa comida era a governanta, e nos finais de semana geralmente pedíamos comida pelo telefone. Eu ainda não sei como eu e Malcolm não crescemos duas crianças obesas pela frequência com que o Fast Food esteve presente em nossas vidas. 

Terminei o café em silencio. Acho que estava imaginando como seria meu verdadeiro primeiro dia na cidade de Nova York. Alguma coisa me dizia que seria diferente do que eu esperava, mas não sabia exatamente como.  Torcia para que fosse realmente diferente do que eu esperava, já que o que estava na minha cabeça não parecia ser tão bom.

Malcolm apareceu um pouco depois, entrando pela porta enquanto esfregava os olhos por debaixo dos óculos. Seu cabelo loiro estava impecavelmente alinhado e sua mochila também já estava pronta, descansando sobre seu ombro.

Apesar de sermos fisicamente parecidos – a mesma tonalidade cinza nos olhos, o mesmo tom claro de pele e a mesma cor loira de cabelo -, não conseguíamos ser mais diferentes se tratando de personalidade. Por exemplo, eu não saberia dizer se ele estava nesse momento indo para o primeiro dia de aula ou a uma entrevista de emprego, enquanto eu parecia ter sido arrastada para fora da cama. 

- Então – minha mãe serviu uma xícara de café para Malcolm – animado para o primeiro dia na faculdade?

- É, claro – meu irmão respondeu, meneando levemente com a mão – Ainda vou ter que tratar de alguns detalhes sobre a transferência, mas eu acho que vai ser um bom dia – ele levou a xícara até os lábios e tomou um pouco do liquido. Em seguida, seu rosto se contorceu em uma careta e acenou para que eu pegasse o açúcar. Malcolm limpou a garganta – Aliais, isso me lembra que o papai me ligou ontem.

Minha mão paralisou no meio do caminho para o açucareiro. 

- Ele fez o que? – Perguntei, em um tom mais estridente que o habitual.

- Ele me ligou. Também me perguntou se tinha mudado o número do seu telefone, ao que parece não tem respondido as mensagens dele. Queria conversar com você.

- Mande-o esquecer – Bufei, indignada.

- Annabeth! – Minha mãe interviu – Meu casamento com Frederick pode ter acabado, mas ele ainda é o seu pai. Nunca pedi para escolherem lados.

Um barulho estranho escapou pela minha garganta e eu abandonei meu prato em cima da mesa.

-  Claro que não, ele fez isso. Ou vocês se esqueceram do que ele fez? Meu pai não traiu só a senhora, ele traiu nossa família quando decidiu recomeçar a vida com uma vadia qualquer.

- Annabeth – Malcolm advertiu enquanto minha mãe arregalava os olhos e largava o pano de prato sobre a pia. Meus olhos foram da expressão preocupada de Malcolm até a assustada da minha mãe. Eles estavam agindo como se aquilo fosse um segredo de estado quando todo mundo sabia a verdade. E eu achava aquilo ridículo.

- Sabe de uma coisa? Esquece.

Dito isso, coloquei a mochila nas costas e bati a porta atrás de mim ao sair.  Ouvi Malcolm me chamar, mas não tornei a me virar para saber o que ele queria. Peguei o elevador e quando cheguei ao térreo ouvi a porta da escada de emergência bater e logo meu irmão estava ao meu lado, suando e balançando as chaves do carro no ar.

- Sou eu quem dirige, esqueceu? – Arfou. 

 - Eu posso ir sozinha – Retruquei. Minha voz carregada de raiva.

- Duvido que consiga arranjar um táxi a tempo. Além do mais, eu desci seis andares correndo para alcançar você. Isso deve valer alguma coisa.

Estreitei meus olhos, o encarando durante um segundo. Sabia o que meu irmão estava fazendo e não gostava nada disso. Desde a infância, sempre que discutíamos, ele passava o momento seguinte fingido que nada havia acontecido. Como se pudesse fazer eu me esquecer da raiva.

O pior era que isso sempre funcionava.  

Maldito.

Cruzei meus braços.

- Você é um idiota.

- Eu sei que você me ama – piscou para mim, andando em direção a garagem.

Faltavam uns dez minutos para o sinal bater quando Malcolm estacionou o carro na frente escola. Saltei do meu banco com uma breve despedida e ajeitei nervosamente o meu moletom enquanto observava o veículo virar a esquina. Half Blood College era, aparentemente, uma escola para pessoas ricas.  Fiz uma careta quando algumas garotas com roupas caras e quilos de maquiagem em cada lado do rosto passaram por mim e se amontoaram perto de uma BMW.

Respirei fundo, arrumando a mochila sobre meus ombros. Por enquanto, a minha missão era apenas sobrevier ao dia de hoje socialmente intacta. Eu conseguia fazer isso. Só precisava  ficar na minha, longe de confusão e tentar não ser tão estranha quanto eu imaginava que fosse.

Ok. Eu consigo fazer isso. Eu acho.

Caminhei hesitantemente até a entrada, me deparando com um corredor abarrotado de alunos. Conferi meu horário. Minha primeira aula era Artes, Sala 117. Revirei os olhos. Não que eu tivesse algo contra a matéria, mas desenhar e falar sobre artistas velhos e chatos nunca fez parte da minha lista de afazeres preferidos, mesmo eu sabendo que as definições de velho e chato não fossem uma opinião que o mundo compartilhasse.  Mas grande parte desse desinteresse vinha por culpa da minha antiga professora, Srta. Éris. Quer dizer, ela não parecia muito com o que se esperava de uma professora de artes.

Mas isso não era importante agora. Eu precisava confirmar minha matricula na secretaria, e depois me preocupar em encontrar minha sala. 

 Enquanto andava rápida e distraidamente na esperança de não chegar atrasada, esbarrei acidentalmente em alguém - ou alguém esbarrou em mim -  e os papeis em minha mão voaram para longe. Annabeth, sempre tão sortuda.  Bufei ao ver que meus livros haviam se espalhado pelo chão e me abaixei para recolhe-los.

Apanhei o meu horário e acabei encarando um par de sapatos. Franzi a testa, levantando o olhar para o garoto que havia esbarrado em mim, parado, enquanto olhava para mim de volta. Meus olhos se encontraram com os seus e eu observei o tom verde que eles possuíam. Na mesma hora reconheci o garoto do elevador e, em seguida, desviei o olhar, fechando a cara. Tentei manter a calma para não corar, mas, com a minha pele clara, eu duvidava que havia obtido êxito de alguma forma.

- Muito educado – ironizei, com mais pressa ainda de recolher meus pertences e sair dali.

- Eu conheço você – falou, balançando a cabeça como se finalmente percebesse o que eu estava fazendo ali no chão e se abaixando para me ajudar. Puxei o último livro que ele me estendia, sem o encarar. – Você é a garota do elevador, não é?

- Não, claro que não. Eu sou o Umpa Lumpa que veio trazer o seu bilhete para a fábrica de chocolate – zombei – Você por acaso tem alguma deficiência visual?

- Calma, loira – ele riu, estendendo a mão para ajudar a me levantar – Sabe, eu adoro garotas com temperamento forte.

- Que sorte a minha – revirei os olhos, ignorando sua mão estendida. Geralmente, eu não saia distribuindo ódio por aí, mas tinha alguma coisa naquele menino que me irritava profundamente. Talvez fosse o fato dele representar tudo que mais odiava no momento. Coisas como barulho, irresponsabilidade e festas aos domingos. Mas eu não saberia dizer exatamente o que era. 

- Não tivemos a chance de conversar muito ontem... – continuou, sem se abalar com o meu mau humor matinal – Sou Percy.

- E eu sou uma pessoa atrasada. Com licença – virei para seguir meu caminho até a diretoria.  

- Não vai me dizer seu nome? – Ele perguntou, tocando levemente o meu ombro.

Suspirei, voltando a encara-lo. Ele era bonito, provavelmente um dos garotos mais bonitos que eu já tinha tido o desprazer de conhecer. Seu cabelo era escuro e completamente bagunçado, como se nunca tivesse visto um pente na vida, mas aquilo combinava incrivelmente com a cor clara dos seus olhos. Porém, era o sorriso que provocava aquele sentimento de desprezo absoluto. Era um sorriso de alguém que não estava acostumado a ser tratado daquela forma pelo sexo feminino em geral e estivesse gostando do desafio, como se tivesse certeza da vitoria no final. Mas era claro.... Já havia conhecido muitos como ele. Um garoto bonito e riquinho. Provavelmente deveria ter várias garotas correndo atrás dele o tempo inteiro.  Como aquela menina asiática do elevador.

Que idiota.

- Você é muito bom em esbarrar com pessoas por aí. Tenho certeza que pode descobrir sozinho.

Eu ouvi sua risada atrás de mim enquanto me distanciava com passos largos.

 


Notas Finais


Eeeeeeei pessoas lindas do meu Brasil!
Três pessoas lindíssimas comentaram no ultimo capitulo e eu fiquei muito feliz. Tipo, muito mesmo.
E são a essas pessoas -mais as doze (Doze?) que favoritaram essa historia - a quem eu realmente peço desculpas se o capitulo de hoje ficou um pouco ruim ou com um final meio estranho.
É porque esses dias que passaram foram meios complicados para escrever, e eu não tenho maturidade o suficiente para deixar armazenado capítulos prontos porque eu sou uma pessoa extremamente bipolar que esta sempre mudando os caminhos da historia. Enfim,eu queria postar logo o segundo capitulo, mas tudo deu muito errado. O capitulo ficou muito grande e eu tive que dividir em duas partes, eu passei o dia todo escrevendo e não tive paciência para revisar minunciosamente, além de outros fatores que eu não vou mencionar.
Mas é a vida.
Outra coisa, eu vou aproveitar que estou aqui para perguntar de quem vocês querem o primeiro pov aleatório. Eu estou entre Jason e Piper. A historia já esta montada, mas eu queria decidir quem vai narrar. Isso não vai interferir nos acontecimentos do meio, só no final. E foi mal, eu disse que o próximo capitulo ( sem ser esse o outro) ia ser de um pov aleatorio, mas como eu já falei tive que dividir esse aqui em duas partes. Então, o próximo capitulo, sem ser o próximo desse capitulo mas do outro, vai ser o com o ponto de vista de outro personagem.(????) Deu pra entender?
Enfim, acho que eu ja estou falando demais.
Beijinhos e até o proximo capitulo.
<3


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