História Sempre e Sempre - Capítulo 24


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Categorias Inuyasha
Personagens Inuyasha, Kagome, Kikyou, Personagens Originais, Rin, Sesshoumaru
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Palavras 2.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Me desculpem a demora, prometo não demorar tanto para postar o proximo cap, aproveitem.

Capítulo 24 - Capítulo 24


Capítulo 24

 

Kagome acordou de seu sono profundo, estava sentindo uma dor terrível nas costas e um gosto muito amargo na boca. Nunca antes sentiu o corpo tão pesado, parecia que um caminhão tinha atropelado várias e várias vezes, só isso poderia justificar tamanha dor. Tentou, com muito esforço, abrir os olhos, mas suas pálpebras estavam muito pesadas para fazer o simples movimento de abrir. Quando finalmente conseguiu, a sua visão estava toda embaçada, como se tudo ao seu redor estivesse envolto de uma densa neblina branca.

Seus olhos deviam estar muito sensíveis, pois a luz estava tão clara e forte para Kagome que não conseguia distinguir nada, muito menos onde estava exatamente... Parecia estar flutuando, entre as nuvens. Teria morrido? Bom, talvez sim, afinal se encontrava num lugar tão branco que dava dor nos olhos... Bom, pelo menos tinha certeza que não estava no inferno. Tentou se sentar, apesar da dor, mas não conseguiu fazer nenhum movimento... Só então percebeu que estava praticamente amarrada a cama e seu braço estava conectado a inúmeros fios de equipamentos, que aparentemente estavam a monitorando.

Agora sabia como um gato se sentia ao ficar enrolado num novelo de lã... Provavelmente se tentasse se mexer ainda conectada aquilo tudo, poderia lhe machucar muito ou até acabar se enforcando... Mas pra que toda aquela fiação? E as maquinas de monitoramento? Será que tinha virado um robô? Não! Isso era impossível... Esse tipo de coisa só é possível em mangás e animes. Mas, pensando bem, era melhor tirar logo a duvida... Quando ela tentou tocar no rosto, percebeu que havia algo no seu nariz, um tubo de oxigênio. Fechou os olhos por alguns minutos, para se acostumar com a claridade e conseguir enxergar melhor... Após abrir os olhos conseguiu ver um pouco melhor. Viu que sua mão esquerda estava recebendo soro e uma bolsa de sangue diretamente na veia e o outro braço estava conectado aos equipamentos eletrônicos, incluindo um de monitoramento cardíaco. Bom, agora sabia de onde exatamente aquele som irritante, que lembrava um bipe, se originava.

Isso fazia a teoria de "estar no branco e lindo céu" ir por água abaixo, ou o estaria no hospital e ainda viva, ou o inferno tinha uma parte especial para recuperar ferimentos... Bom, iria torcer para estar ainda viva. Mas o que houve? Não se lembrava de como ou o porquê estava ali... A quanto tempo esta ali? Começou a forçar a memória, o que havia feito para ir parar ali? ... O que aconteceu nas ultimas 24 horas? Começou a forçar sua memoria, lembrava-se de ter ido ao medico, que iria visitar sua família, mas Inuyasha a "sequestrou" no caminho e... Não se lembrava ao certo o que houve depois disso, apenas de sentir uma forte dor e de tudo ficar escuro e desmaiou.

Lembrava-se que escutara algumas vozes ao seu redor, mas lhe pareceram muito longínquas... Alguém a chamando... Uma mão quente segurando a sua... Alguém fazendo ficar em posição fetal e logo em seguida sentiu algo fincar na sua coluna... Parecia que estavam injetando água fervente em suas costas... Depois tudo ficou mais confuso. Escutara alguém dizendo "não podemos salvar os dois", "está morrendo", “Rápido, temos de tira-lo”, "nasceu", "não está respirando", "está perdendo muito sangue", "enfermeira!”...

Kagome se desesperou, começando a conectar fragmentos de sua memoria... Pelo que conseguiu entender, seu filho nascera, mas o que aconteceu depois? ... Tentou com todas as forças lembrar se escutou algo que indicasse que seu filho estava bem, qualquer som... Não se lembrava de ter o escutado chorar... Apenas de sentir algo estar sendo arrancado de si, e sentir um imenso vazio. Começou a ficar mais nervosa ainda, e tentou sair da cama, mas não estava conseguindo mexer as pernas. Tentou novamente se sentar, mas devido àqueles fios que estavam a prendendo seus braços, impedindo de se movimentar muito. Estava nervosa demais para se importar com consigo, e começou a arrancar todos os fios que estavam conectados a ela... O soro fora um pouco mais complicado, já que a mão dela parecia estar mumificada de tanta tirar que a envolviam para manter o soro no lugar. Quando estava quase conseguindo a tirar, alguém a impediu, lhe segurando as mãos, e não eram humanas... Pela marca yokai nos braço, soube de imediato quem era... Mas não tinha coragem de o olhar. Como poderia o encarar agora? Tudo estava acabado! Ela não estava mais grávida... Perdera seu bebê... O filho deles morrera... O sonho acabou!

– Se quer tanto tirar o equipamento, chame alguém para lhe ajudar. - comentou Sesshoumaru, a impedindo de continuar com aquilo, segurando a mão dela. – Tenha mais cuidado ou vai acabar se machucando, e acarretará em um maior período aqui no hospital.

– Sesshoumaru, eu... Eu...

– Você me assustou. - falou Sesshoumaru, a interrompendo - Eu saio para tomar um café por 5 minutos, na maquina de bebidas, mas quando olho no painel de monitoramento de pacientes da enfermaria, vejo que não há mais sinal algum dos equipamentos que estavam conectados a você... Ainda bem que foi um alarme falso, ou cabeças iriam rolar...

– Desculpe... - falou Kagome, com a cabeça baixa – Não foi minha intenção.

– Tudo bem, deve ter ficado assustada ao acordar com isso tudo conectado a você. - comentou ele - Posso chamar o enfermeiro e tirar o soro, caso ainda queira. Se estiver se sentindo bem, podemos ir embora hoje mesmo. Irei falar com o médico pra saber se pode continuar o tratamento em casa.

– Eu não sinto minhas pernas... - falou Kagome começando a chorar. E colocou a mão sobre a barriga - Não sinto mais meu filho... Ele não está...

– É lógico que não o sente, o tiraram numa cirurgia de emergência. - comentou Sesshoumaru, pegando um lenço do bolso e entregando pra ela. - Não precisa chorar assim, suas pernas vão melhor logo. A anestesia que levou na coluna foi a do tipo pra yokai, demora um tempo pra passar em humanos... Uma anestesia normal não ia funcionar em você, naquele estado.

– Não é isso! - gritou Kagome tentando aguentar a dor e o desespero que estava lhe corroendo por dentro - Preferia perder mil vezes o movimento das pernas do que ter perdido o nosso... O meu bebê.

– É isso que a preocupa tanto? - indagou Sesshoumaru, virando-lhe o rosto, fazendo-a olhar pra ele – Não tem porque chorar Kagome, você não o perdeu o bebê. Ele nasceu e está perfeitamente bem no berçário.

– O que disse? - indagou Kagome, sem acreditar.

– O bebê está vivo, nasceu e é perfeito. - respondeu ele pegando o lenço dela e secando o rosto dela - É um menino forte, apesar de ainda ser um pouco pequeno, mas não aparentou sequelas por seu nascimento prematuro.

– Mas, eu pensei que... Eu pensei que...

– Ele está bem, nasceu como yokai, mas de forma humanoide, por isso sobreviveu sem maiores consequências. Se você tivesse entrado em trabalho de parto quando ele estivesse na forma humana, ele não teria sobrevivido. - respondeu Sesshoumaru – Ainda bem que não era lua cheia.

– Não minta pra mim... Por favor. - pediu Kagome, não conseguindo acreditar nele - Sei que meu bebê nasceu, mas não estava respirando... Ele nem chorou... Ele nasceu morto...

– É lógico que não iria chorar, é o meu filho. - comentou Sesshoumaru, dando um leve sorriso para Kagome - Você não o escutou chorar porque o levaram rapidamente para limpa-lo, o aspirar* e fazer alguns exames, mas posso lhe garantir que tem ótimos pulmões e sabe gritar como ninguém... Creio que herdou esse talento da mãe dele.

– Eu quero vê-lo. - falou Kagome, ainda sem poder acreditar. Tinha que o ver pra ter certeza. – Preciso vê-lo! Me leve até ele!

– Ainda não é a hora, vou chamar o médico. - respondeu Sesshoumaru a fazendo se deitar novamente - Ou pelo menos chamar o enfermeiro para lhe tirar esse soro... e provavelmente tomar um banho, depois lhe levarei até ele.

– Mas eu estou bem, eu só quero vê-lo, por favor. - pedia ela, tentando novamente se sentar – É só tirar o soro e...

– Kagome, vou chamar o medico para avaliá-la e o enfermeiro pra tirar o soro. Se ele disser que você está bem, lhe darão um banho e eu a velarei até a maternidade. - falou Sesshoumaru calmamente

– Porque tudo isso... Eu não quero esperar! Preciso vê-lo! - falou Kagome irritada - Com ou sem você, eu vou sair daqui e...

– Kagome, você está na UTI. - falou Sesshoumaru sério – Não conseguirá sair daqui sem a avaliação do medico.

– UTI? – indagou Kagome assustada

– Você quase morreu, precisou de uma transfusão de sangue e teve um coma induzido. – respondeu Sesshoumaru - Faz uma semana que você está inconsciente... O medico tem que ter certeza que não irá por sua saúde em risco, por isso irá a avaliar. Obedeça-me e irá ver nosso filho daqui a alguns minutos.

– Certo... – falou Kagome, desistindo de insistir. Pelo menos agora sabia que seu filho estava vivo...

Sesshoumaru saiu do quarto, voltando com o medico e o enfermeiro. Depois de uma longa avaliação, o medico deu permissão para Kagome ser transferida da UTI para um quarto normal. Com cuidado o enfermeiro lhe tirou o soro, e a colocou na cadeira de rodas... A levando para seu novo quarto, uma suíte com instalações muito melhores. Após entrar no quarto, Kagome foi levada diretamente ao banheiro, deixada sozinha. A porta foi fechada, e com esforço saiu da cadeira de rodas e foi até o chuveiro. Quase não conseguirá se manter em pé, começaram a tirar aquela horrível "roupa de hospital" dela... Quando de repente sentiu um braço envolve-la pela cintura. Só então ela percebeu que não era o enfermeiro que entrara no banheiro, e sim Sesshoumaru.

– Mas o que... Onde está meu enfermeiro?

– Ele está ocupado na recepção, mas já separando uma roupa limpa para você. - respondeu Sesshoumaru - Prefiro que eu mesmo lhe dê um banho, não quero ninguém mais lhe tocando, além de mim.

– Mas vai acabar se molhando... - comentou Kagome

– Tudo bem, eu também preciso de um banho. Faz dias que eu não saio do lado da sua cama. - comentou ele, sem dar muita importância.

– Ficou ali ao meu lado até agora só por estar preocupado comigo? – indagou Kagome, tentando olhar pra ele, mas se sentia tonta ao levantar a cabeça – Eu estava em estado tão grave assim?

– Foi pela transfusão de sangue. - respondeu Sesshoumaru, a apertando mais o braço ao redor dela, a mantendo em pé

– Como assim?

– É meu sangue que corre por suas veias agora. - respondeu ele - Você perdeu muito sangue, a hemorragia era muito grave. Você já estava acostumada com minha energia sinistra, e como você tinha perdido todos dos seus poderes de sacerdotisa... Então foi mais sensato arriscar. Demos-lhe sangue suficiente para lhe curar, mas não para arriscar sua natureza humana.

– Demos? Quem mais me doou sangue?

– Seu irmão Souta veio ajudar. Tive de chamar e contar o que houve. - respondeu Sesshoumaru - Sua família esteve aqui durante todo esse tempo, eu os hospedei num hotel perto daqui, afinal seu avô e sua mãe não tinham como aguentar ficar 24 horas num hospital, não são tão resistentes... e creio que o hospital não se manteria em pé com eles aqui.

– Obrigada. - respondeu Kagome, sorrindo, tentando imaginar o que ele teve de aturar com sua família.

– De nada, mas faça o valor de controlá-los quando vierem. - comentou ele - Seu avô ficou me ameaçando com papeis espectrais de exorcismo e sua mãe insistiu em tocar em meus cabelos e orelhas. E eu não vou comentar o que fizeram com o resto da equipe do hospital...

– Agora tenho certeza que eram eles mesmo.- comentou Kagome rindo - Eles também fizeram isso quando o Inu...

Sesshoumaru abriu a torneira de imediato, era um sinal claro que não queria que conversassem nada a respeito de Inuyasha. Bom, era melhor evitar aquela conversa mesmo, afinal se ele soubesse o porquê ela havia entrado em trabalho de parto por causa dele, certamente Inuyasha acabaria assassinado. O banho memorou poucos minutos, mas fora muito relaxante... Era como se a alma também estivesse sendo lavada de toda a culpa e medo que estivera sentindo a horas atrás, quando achou que tinha perdido seu bebê.

Depois de voltar para o quarto, e ser totalmente vestida, ela foi colocada na cama e ficou aguardando Sesshoumaru se trocar, minutos depois ele a colocou na cadeira de rodas e a levou até a maternidade, onde podia ver todos os recém-nascidos. Haviam várias crianças ali, humanas, yokai e meio-yokais, e Kagome ficou procurando entre eles o seu bebê, quando seus olhos se foram atraídos para um bebê yokai relativamente pequeno, com cabelos negros. Ele estava mexendo os bracinhos, agitando as mãos no ar... o que a fez sorrir.

– Aquele é o nosso. – falou Sesshoumaru, apontando para o bebê que agitava os braços.

– Ele é tão pequeno... - comentou Kagome

– Mas forte como qualquer criança descendente de yokai. - comentou Sesshoumaru - Não sabe como Jaken ficou desapontado ao ver que meu filho tinha cabelos negros, ao invés de prateados. Mas ele tem outras características minhas, minhas marcas yokai e olhos dourados.

– Ele é lindo... - respondeu ela emocionada – Quando vou poder pegar ele no colo?

– Quando o levarem para o seu quarto poderá ficar com ele no colo. - respondeu Sesshoumaru, e a levou para o quarto novamente. Mas quando entrou no quarto, haviam vasos de flores e balões por todo o lado. Nos balões haviam escrito "parabéns mamãe", "felicidades", "boa sorte"...

– Mas o que...

– Avisei seus amigos sobre o bebê. - respondeu Sesshoumaru - Não eram permitidas visitas, fora os familiares, mas isso não os impediu de mandar flores, cartões de felicitações e balões. Também enviaram brinquedos e roupas...

– Me sinto num jardim... - comentou Kagome olhando todas aquelas flores

– Espere até chegar em casa , você ira se sentir como Alice no Pais das Maravilhas. - comentou ele

– Vai ter algum chapeleiro maluco por lá? - - indagou ela animada

– Não, mas Jaken ira dar conta desse papel. - comentou Sesshoumaru - Rin está tão ansiosa que ninguém consegue a controlar. Tentou fugir da escola e ir pra o hospital para lhe ver, além de tentar entrar na maternidade e pegar se ‘irmãozinho’... Mas agora que você se recuperou, ela poderá vir junto com seus aparentes mais tarde, já devem ter sido avisados que acordou. Agora é hora de você descansar um pouco.

– Mas...

– Não tente argumentar comigo, eu sei o que é melhor pra você. - respondeu ele e pegando no colo e a colocando na cama - Mais tarde trarão o bebê, por isso é melhor você ter forças pra o segurar no colo, a estar relaxada para poder finalmente o amamentar apropriadamente. Ele deve estar ansioso para lhe conhecer.

– Como conseguiram o alimentar?

– Não pergunte. – respondeu Sesshoumaru dando um leve sorriso – Agora chega de conversa e durma um pouco. Eu lhe acordo quando trouxerem ele para o no quarto.

Kagome não teve argumentos para contestá-lo, afinal realmente estava se sentindo cansada depois de todas aquelas avalanche de emoções confusas que estivera sentindo em tão pouco tempo... Era melhor realmente dormir um pouco. Afinal aquele pesadelo tivera fim, seu bebê estava vivo, e era tudo que lhe importava.

–x-

Sesshoumaru só saiu do quarto quando teve a certeza que ela havia adormecido. Tinha uma ligação para fazer...

– Inuyasha, liguei pra informar que tanto o bebê quanto Kagome sobrevieram. Ela acabou de voltar a si... Vou lhe avisar, se tentar se aproximar da minha família novamente, eu juro pelo túmulo de meu pai que vou arrancar seus pulmões, coração e o que tiver dentro de seu crânio com minhas próprias mãos. - falou Sesshoumaru ao telefone, o desligando em seguida, sem dar qualquer oportunidade de seu meio-irmão falar. Não o deixaria se aproximar, nunca mais, por culpa dele quase perdera Kagome e o bebê, custasse o que custasse, ele iria manter Inuyasha longe. Mesmo que tivesse que quebrar a promessa que fizera a seu pai, ele iria mata-lo.


Notas Finais




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