História Sempre em Seu Coração (Adaptação - G!P) - Capítulo 2


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Amor, Aventura, Camila Cabelo, Camren, Camren G!p, Drama, Fifth Harmony, Intersexualidade, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Romance, Sedução
Visualizações 150
Palavras 1.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, eu sei que pedi a opinião de vocês para um próximo capítulo e mantenho o pedido, mas estou ansiosa e vou dar um gostinho a mais para poderem decidir se querem a fic, boa leitura, bjs.

Capítulo 2 - Problemas


 

— Naturalmente você não irá renovar o contrato dele. O Banco Jauregui não tem lugar para operado­res de fundo incompetentes.

O rosto magro, moreno e belo de Lauren Jauregui estava franzido com um ar severo. Para uma banqueira internacional muito ocupada, essa conversa parecia uma perda de seu valioso tempo.

Allysson, sua diretora de RH, limpou a garganta.

— Pensei que... talvez uma conversinha pudesse pôr Evans novamente nos eixos...

— Não acredito em conversinhas e não costumo dar segunda chance — frisou Lauren friamente. — Nossos clientes, observe bem, também não dão se­gunda chance. A reputação do banco se baseia em seu desempenho lucrativo.

Allysson Brooke refletiu que o próprio renome mun­dial de Lauren como uma perita em economia global e produção de rendimentos mostrava ali sua explica­ção. A bilionária ítalo-suíça Lauren Jauregui era a herdeira de nove gerações ininterruptas de banqueiros priva­dos e reconhecido por todos como a mais brilhante. Notavelmente inteligente e bem-sucedida, Lauren, en­tretanto, não costumava ter compaixão com empre­gados com problemas pessoais. Na verdade, ela era tão temida quanto admirada por sua impiedosa falta de sentimentalismo.

Mesmo assim, Allysson ainda fez uma última tentati­va de intervir em favor do desafortunado membro da equipe.

— No mês passado a mulher de Evans o aban­donou...

— Sou a chefe dele e não sua conselheira — revi­dou Lauren, encerrando bruscamente o assunto. — Sua vida pessoal não me diz respeito.

Tendo resolvido a questão com a diretora de RH, Lauren deixou seu luxuoso escritório pelo elevador pri­vativo e desceu para o estacionamento no subsolo. Quando deslizou para dentro da sua Ferrari, conser­vava uma expressão implacável de desdém na boca bem delineada. Que tipo de homem deixa­ria a perda de uma mulher interferir em seu desempe­nho profissional a ponto de destruir uma carreira promissora? Uma inaceitável fraqueza de caráter e uma vergonhosa falta de autodisciplina, avaliou Lauren, ba­lançando com desprezo a altiva cabeça morena.

Um homem que se lamentasse por problemas pes­soais e esperasse um tratamento especial por causa deles era sempre completamente condenado por Lauren. Afinal, a vida por si só era um desafio e, devido a uma infância infeliz e severa, Lauren sabia disso melhor que ninguém. Sua mãe havia desfeito o casa­mento e abandonado a filha quando ela ainda era uma criança de colo, e qualquer vestígio de cuidado terno e amoroso havia desaparecido de sua criação da noite para o dia. Colocada num internato aos 5 anos, ela só tinha tido o direito de visitar a própria casa quando suas notas na universidade atingiram as altas expectativas do pai. Criada para ser dura e insensí­vel, Lauren havia aprendido ainda muito jovem a não pedir nem esperar favores de nenhuma espécie.

O telefone de seu carro tocou quando ela estava parada no congestionamento de trânsito da hora do almoço em Genebra, lamentando-se pela decisão de não usar sua limusine com chofer. O telefonema era de sua advogada, Dinah Jane. Quando se tratava de assuntos mais confidenciais, ela preferia utilizar os discretos serviços de Dinah ao invés da firma legal da família.

— Eu creio que é meu dever, como sua repre­sentante legal, avisar que chegou o momento de uma certa conexão ser discretamente desfeita.

O tom de Dinah era quase jocoso.

Dinah havia sido colega de Lauren na universidade, e ela geralmente apreciava o vivo senso de humor da outra. Embora ninguém mais tivesse um tal nível de intimidade com ela, Lauren não estava disposta nesse momento a ingressar num jogo de adivinhação.

— Vá direto ao ponto, Dj — apressou ela.

— Estive pensando em falar sobre isso há um tem­po — Dinah hesitou, embora isso não fosse seu hábito. — Mas estava esperando você tocar no assunto pri­meiro. Já faz quase quatro anos. Já não é hora de dis­solver seu casamento de conveniência?

Pega desprevenida por essa lembrança, e exata­mente quando o fluxo do tráfego voltava a se mover, Lauren tirou o pé do pedal. A Ferrari deu uma guinada em uma súbita parada e provocou impacientes buzinadas, mas ela não deu vazão a nenhuma das imprecações de raiva que estavam na pon­ta de sua língua.

Do alto-falante do carro a voz bem modulada de Dinah, numa total ignorância do efeito que havia provocado.

— Estava pensando que podíamos marcar um en­contro ainda essa semana porque a partir da próxima segunda-feira vou tirar férias.

— Essa semana é impossível para mim — Lauren respondeu automaticamente.

— Espero que não tenha sido uma intromissão mi­nha levantar essa questão — observou Dj, com um certo embaraço.

— Dio mio! Eu já tinha até me esquecido desse assunto. Você me pegou de surpresa! — afirmou Lauren, com um riso de pouco caso.

— Pensei que isso fosse algo impossível de acon­tecer — comentou Dinah. .

— Terei que lhe telefonar depois... o tráfego está inacreditável — disse Lauren e encerrou a conversa sem levar adiante o habitual bate-papo.

Sua boca bem delineada estava rígida. Dinah tinha tido razão em tocar no assunto do casamento, que Lauren não havia visto outra saída senão contrair, quase quatro anos atrás. Como poderia ela ter deixado de lado a necessidade de quebrar aquele pequeno víncu­lo com um divórcio? Considerou que levava uma vida incrivelmente ocupada e recordou-se então da situação ridícula que a havia levado a ludibriar os termos do testamento de seu avô por meio de uma esposa falsa.

Seu avô Lorenzo tinha sido um trabalhador com­pulsivo até os 60 anos, mostrando ser um autêntico banqueiro Jauregui. Mas depois da aposentadoria se apaixonara por uma mulher com menos da metade de sua idade e havia passado por uma avassaladora mu­dança de comportamento. Deixando de lado todas as reservas, Lorenzo adotara as filosofias da Nova Era e havia mesmo casado com a jovem cavadora de ouro. Seu comportamento indigno havia con­duzido a anos de afastamento entre ele e o filho, o conservador pai de Lauren. A própria Lauren, entretanto, havia mantido seu apego pelo velho homem e mantivera contato com ele.

Há quatro anos Lorenzo havia morrido e Lauren fi­cara estupefata com os termos do testamento de seu avô. Naquele excêntrico documento, Lorenzo havia estabelecido que no caso da neta não se casar dentro de um certo período, o Castello Jauregui, residência tradicional da família, deveria ser doado ao Estado ao invés de herdado por seus descendentes. Lauren, certa­mente, lamentara ter dito ao avô que, como as chan­ces de um casamento feliz na sua própria opinião eram quase nenhuma, ela não estava visualizando a possibilidade de casar e gerar um herdeiro antes da meia-idade.

Embora Lauren tivesse sido educada para desprezar o sentimentalismo, havia assim mesmo guardado memórias infantis de animadas e alegres visitas ao Castello Jauregui. E mesmo sendo rica o bastante para comprar uma centena de castelos anti­gos, tivera que admitir que o Castello tinha um peso especialmente forte nos seus sentimentos. Os Jauregui haviam habitado o Castello, situado acima de um vale remoto, durante séculos, e Lauren ficara horroriza­da diante da ameaça de que a propriedade deixasse de ser da família, talvez para sempre.

Uns dois meses depois, quando estivera em Lon­dres a negócios, ela havia discutido com Dinah pelo telefone celular os complicados problemas criados pelo testamento do avô. Mesmo estando naquela hora num local público — na verdade estava num salão aparando o cabelo — havia presumido que pelo fato de estar falando em italiano a conversa estava sendo tão privada quanto se estivesse falando de seu escri­tório. Descobriu que estava errado quando a esteticista que cortava seu cabelo entrou arrojada­mente na sua conversa, primeiro para lamentar pelo "estranhíssimo" testamento de seu avô e, depois, para oferecer a si mesma como uma "falsa" esposa, de modo que ela pudesse manter o Castello Jauregui na família.

Em síntese, a jovem Camila Cabello havia lhe vendido sua mão em casamento em um acordo estritamente de negócios. Que idade teria ela agora?, Lauren pensou. Vinte e três anos completados no último dia de São Valentino, respondeu sua memória sem hesitação. Ela podia apostar que Camila ainda aparentava não ser muito mais velha que uma adolescente. Ela era pequena, mas maravilhosamente cheia de curvas, e pelo menos sua maneira de vestir com certeza teria continuado a seguir as extravagâncias da moda. De preto da cabeça aos pés, botas altas e maquiagem de vampiro, ela se lembrou com um sorriso expressivo ao invés de desagrado. É estranho como uma vampira pode parecer tão sexy, refletiu distraidamente. Antes que o sinal de trânsito abrisse, ela puxou a carteira e com seus longos e ágeis dedos apanhou a foto que Camila havia lhe dado. Uma foto acompanhada de uma irônica dedicatória — "Sua esposa, Camila" — e com o número de um telefone atrás.

"Algo para você se lembrar de mim", ela havia dito, balbuciando como um riacho transbordando porque ela já sabia e Camila tinha de alguma forma percebido que, além de qualquer necessidade legal de controlar seu paradeiro, ela não iria mais procurar nenhum outro contato pessoal com ela.

"Beije-me." Aqueles seus imensos olhos haviam suplicado em um convite silencioso.

Com total firmeza ela havia resistido à tentação. Elas tinham feito um acordo de negócios que devia permanecer isento de sexo: Dinah a havia advertido que se ela consumasse aquilo que fora essencialmen­te apenas um casamento no papel estaria se sujeitan­do a uma reivindicação no sentido de arcar com o sustento dela.

Ela devia ter apenas imaginado ter sido tentada por ela, disse Lauren a si mesmo, irritada. Que espécie de atração ela poderia ter suscitado nela? Havia lar­gado os estudos aos 16 anos. Era uma moça sem boa formação, com origem de classe pobre trabalhadora. Dio mio... uma cabeleireira! Uma pequena e risonha cabeleireira, com no máximo um metro e sessenta de altura e totalmente sem interesses culturais ou quer sofisticação! O que havia de comum entre elas era apenas sua humanidade! Finalmente ela se permi­tiu olhar para baixo, para a fotografia. Ela era bonita, fez questão de lembrar a si mesmo, preocupa­da por estar tão absorvido por esses pensamentos. Procurou atentar para o fato de que as sobrancelhas dela eram muito retas e pesadas, seu nariz médio. Mas independente disso, os olhos verdes e brilhantes de Lauren ainda se detinham no ar alegre e travesso dos olhos dela e no vivo e amplo sorriso que havia na viçosa boca pintada de cor de amora. 

 


Notas Finais


O que acharam? Despertei em vocês a curiosidade para próximos capítulos ou posso descartar esse fic/projeto? Comentem, favoritem e compartilhem a fic se vocês gostaram. Bjs.


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