História Sempre Foi Você - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Camreng!p, Fifth Harmony, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p
Exibições 827
Palavras 3.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei
Boa leitura

Capítulo 16 - Events


11 de setembro de 2001 

O som estridente do telefone tocando na cozinha cortou o silêncio do apartamento, e Camila levou alguns momentos para tirar a cabeça do livro e voltar para Londres, no presente. Procurando desesperadamente algo para usar como marcador, ela por fim tirou sua faixa de cabelo, colocando-a entre as páginas enquanto seu cabelo caía livremente sobre suas costas.

Ela atravessou a sala correndo e chegou à cozinha assim que o telefone parou de tocar. Não era a primeira vez que isso acontecia, mas a frustração ainda a fez ranger os dentes quando percebeu que sua corrida louca tinha sido em vão. Sentindo o estômago roncar de fome, decidiu fazer um sanduíche. 

Enquanto ia até a geladeira, foi interrompida outra vez pelos toques agudos do telefone. Ergueu o receptor, falando um “Alô” alto. 

– Camila? É o Josh.

– Você acabou de me ligar? – ela mordeu o lábio em confusão. Ele só deveria ligar amanhã.

– Não, acabei de escapar de uma reunião. Você está bem?

– Por que não estaria? 

– Está assistindo às notícias? – havia um burburinho no fundo, e ela se perguntou quantas pessoas haviam naquela reunião.

– Não, estava no quarto, lendo. O que aconteceu? 

– Houve um acidente de avião em Nova York. Dois aviões, na verdade. Eles bateram no World Trade Center.

– Ah, meu Deus, Josh! É do lado do prédio do meu pai – a mão dela tremia enquanto apertava o telefone, como se fosse uma corda de segurança que a ligasse ao pai.

– Está um caos lá, ninguém sabe de nada. Fui chamado para o escritório de Londres para atender aos telefonemas à noite, então estou saindo agora. Tento ligar pra você quando chegar lá. 

O coração de Camila parou. Ela só queria que o namorado viesse para casa, segurasse-a em seus braços e dissesse que ficaria tudo bem. Ela desligou o telefone e caminhou no automático até a sala, o braço estendendo-se roboticamente para ligar a televisão. 

Ela não conseguia se sentar para assistir à cobertura, e seu estômago se revirava enquanto via o desastre transmitido na tela. Todo seu corpo tremia e um soluço escapou de sua garganta ao ver o público e os jornalistas em pânico. Já estavam descrevendo os ataques como um “ato de guerra”.

Não era só por seu pai e por sua família que estava preocupada; havia também Lauren e os Maxwell, e todos aqueles desconhecidos atingidos pela tragédia diante de seus olhos. 

Ainda tremendo, ela voltou para a cozinha e abriu a gaveta que continha as agendas de telefone. Puxando um caderno velho com capa de couro e indo até a página com os números do pai, Camila sistematicamente discou cada um, mas conseguiu a mesma resposta todas as vezes. 

Sinal de ocupado.

Tentando de novo e de novo, podia sentir as lágrimas começarem a escorrer pelo rosto enquanto apertava os botões em frustração, sabendo mesmo antes de apertar o último número que só ouviria uma resposta morta e monótona.

Continuou insistindo mesmo assim. Mordendo o dedão, ela procurou até chegar na letra J. Correndo o dedo pela página, encontrou o número que estava procurando e discou rapidamente, o coração ficando mais leve ao ouvir o som familiar do sinal de discagem vibrando pelo aparelho.

– Alô?

– Clara? É a Camila – assim que ouviu a voz gentil de Clara, as lágrimas começaram a escorrer mais rápido. Outro soluço abafado escapou da sua boca, e ela ouviu Clara inspirar em resposta. 

– Querida, você teve alguma notícia do seu pai?

– Não. Não consigo falar com ele. Ouviu alguma coisa de Lauren? – o coração dela martelava dentro do peito. Camila não tinha certeza se queria ouvir a resposta de Clara.

– Não, não sabemos de nada. Michael está trancado no quarto tentando descobrir alguma coisa. Ele está ligando pra todo mundo que conhece. 

– Quando era o voo dele para São Francisco? 

– O voo era hoje de manhã, Camila – ela podia ouvir Clara chorando agora, a emoção pontuando cada palavra. – Não sabemos a que horas saía o avião, ou qual a companhia. 

Camila começou a se balançar para a frente e para trás na planta dos pés, estabelecendo um ritmo que era de algum modo reconfortante. 

– Sinuhe está com você?

– Ela está organizando uma festa em Hertfordshire. Só volta à noite – Camila fungou quando pensou na mãe. 

– Você está sozinha? Ah, Camila… – Clara parecia horrorizada com a informação. – Vou mandar alguém pegá-la. Não pode ficar sozinha num momento como esse. 

 

Assim que chegou em Cheyne Walk, ela foi guiada para dentro da casa por Clara e Chris, os dois quase a carregando até soltarem-na gentilmente num sofá macio. Os olhos deles estavam vermelhos e brilhando com lágrimas, enquanto se despediam da vida como a conheciam. Eles tentaram não expressar o medo que sentiam por Lauren.

– Michael está tentando descobrir notícias do seu pai – Clara disse, sentando-se e assistindo à tevê no mudo. – Ele tem contatos na embaixada e no gabinete do Estado. Estão fazendo tudo o que podem, mas está uma bagunça por lá. Ninguém consegue falar com ninguém, todas as redes de comunicação estão cortadas. Vai demorar um bom tempo até descobrirmos alguma coisa. 

Camila podia sentir uma dormência cair sobre a pele enquanto continuava assistindo à cobertura na tevê. Ela não estremeceu quando a filmagem de um terceiro avião atingindo o Pentágono foi transmitida, nem quando um quarto caiu num campo na Pensilvânia. Só ficou sentada, com os olhos arregalados, a boca ainda respirando, o coração ainda batendo. Não queria ver as imagens dos aviões em loop contínuo, mas não conseguia desviar o olhar. Era como ser hipnotizada contra a vontade.

Eles ficaram sentados, assistindo, e continuaram quietos, até que um baque alto veio do escritório de Michael. Era como algo sendo jogado contra uma parede. Houve um som claro de algo quebrando, seguido pelo lamento frenético de um homem.

Clara ergueu-se e correu para o escritório. Camila e Chris observaram-na enquanto ela se movia, os rostos congelados de pavor.

Quando Clara chegou à porta, ela foi aberta por Michael. O rosto normalmente suave dele havia desaparecido, substituído pelo de um homem desesperado. A camisa estava torta, o cabelo desarrumado. O que realmente quebrou o coração de Camila foi a expressão no rosto dele. Pelo resto da vida, nunca se esqueceria daquela expressão. Era uma mistura de medo e infelicidade, frustração e impotência. Era um pai lutando pela filha. 

– O quarto avião estava indo para São Francisco – ele sussurrou. Camila recomeçou a tremer. Ela abraçou o corpo numa tentativa de fazê-lo parar, mas em vez disso começou a balançar para a frente e para trás de novo. 

– De onde saiu? – Clara perguntou.

– Newark. 

– Michael… – a voz de Clara era um lamento. Ela jogou-se nos braços do marido, os soluços aumentando enquanto ele a segurava forte. 

Camila começou a balançar a cabeça, como se estivesse tentando negar o que estava acontecendo. Ela olhou para Chris e o viu sentado com as mãos cobrindo a boca. Os olhos azuis dele encaravam-na diretamente. 

– Vocês têm certeza que ele iria sair de Newark? – ela sussurrou para Chris, agarrando-se a qualquer centelha de esperança, como um homem no mar procurando um colete salva-vidas. 

– Não sei. Acho que meu pai não sabe qual voo ele iria pegar. Mas ele já voou de Newark antes.

Camila olhou para a tevê e viu no canto direito da tela que eram quase duas e meia.

– Taylor! – ela sussurrou, tentando não olhar para o abraço desesperado de Michael e Clara. – Se eu sair agora, consigo pegá-la na saída da escola – Camila precisava de ar fresco, e do senso de propósito que aquela tarefa lhe daria. Distância e tempo eram o que ela mais desejava.

– Vou com você. Não quero que ela fique sabendo por outra pessoa – Chris sussurrou.

– É melhor avisar que estamos saindo? – Camila olhou para Clara de relance. Era como se ela e Michael estivessem em sua própria bolha. O olhar de Chris seguiu o dela, e sua expressão desmoronou outra vez ao ver a tristeza deles à sua frente.

– Pegue seu casaco, eu aviso que estamos indo buscar Taylor. 

 

Sua mãe estava acordada quando Lauren entrou, sentada no sofá de seda na sala de estar. Ela ficou contente ao ver que a mão dela não estava ao redor de uma taça de vinho, embora estivessem pálidas e tremendo, como o resto do corpo. O cabelo claro de Caroline caía ao redor do rosto, e seus lábios estavam vermelhos e secos de tanto passar os dentes por eles.

– Vou tomar um banho e já volto – Lauren disse a ela. Ela olhou-a com olhos azuis vidrados.

– Depressa, querida. Não gosto de ficar sozinha. 

O banho era uma necessidade. O cabelo de Lauren estava coberto de poeira, e sua pele coçava pelo efeito do vento e dos detritos no ar. Mais que tudo, ela queria lavar as lembranças do dia, e vê-las descer pelo ralo junto com a água cinza. Infelizmente, era mais fácil lidar com a sujeira do que com os pensamentos. 

Ela desceu com o cabelo ainda molhado. A mãe não tinha se movido; continuava encarando o mesmo ponto na parede, olhando fotos da família e dos amigos. Fotos de tempos mais felizes, quando a vida era previsível e boa, e o mau era só um conceito em livros antigos. 

– Foi terrível lá? – até a voz de Caroline parecia ter morrido. Ela falava com os lábios finos e secos.

– Não foi agradável. Eu doei sangue, então fui ver o… – ela não conseguia pronunciar as palavras, embora suspeitasse que, em algum momento, seria preciso.

– Há alguma esperança? 

Lauren sabia que ela estava perguntando se havia mais sobreviventes sendo resgatados. Ela balançou a cabeça. 

– Por favor, não me deixe sozinha, Lauren – uma lágrima solitária emergiu do canto de um olho, desceu pela bochecha e caiu do queixo, deixando uma mancha no sofá de seda. – Sei que disse que não queria que você fosse para a Califórnia antes, mas estou falando sério. Acho que não consigo aguentar isso sozinha. 

– Não estou indo a lugar nenhum – ela sentou-se com ela, tomando a mão dela na sua e apertando-a de leve.

– Eles estão dizendo que vão emitir certidões de óbito em breve, se os corpos não forem encontrados. Tentei ligar para os nossos advogados, mas eles não atendem. Eu não sei o que fazer. 

– Vamos dar um jeito. Tento ligar pra eles amanhã – ela coçou a cabeça, os olhos voltando-se para o armário de bebidas. A garrafa de whisky chamava-a como o canto de uma sereia. Lauren tentou ignorar o desejo; não queria incentivar a mãe a começar a beber de novo. Não quando ela estava sóbria pela primeira vez em quatro dias. 

Ainda apertando a mão dela, ela perguntou:

– Daniel já veio? 

– Consuela o levou para almoçar, e disse que ele estava mais calmo, mas ainda não quer falar com ninguém.

– Vou procurá-lo daqui a pouco. Ele não devia ficar sozinho.

– Ele me disse que não quer a herança, que não quer nada de Leon – a voz dela falhou quando disse o nome do marido morto. 

– Ele está de luto pelo pai. Não sabe o que está dizendo – Lauren fechou os olhos por um instante, tentando imaginar como se sentiria se Michael tivesse morrido no ataque. A ideia abriu um buraco em seu coração. Só Deus sabia o que Daniel estava sentindo.

– Ele vai ser dono da maior parte da Maxwell Enterprises, então muitas pessoas vão depender dele. Eu sei que ele vai desmoronar – Caroline tomou o rosto da filha nas mãos, puxando-a para perto até poder encará-la nos olhos. – Você sabe que Leon deixou uma parte da empresa para nós também. Você precisa ir até lá e proteger nossos interesses. Leon gostaria que você estivesse no comando, pelo menos até Daniel estar pronto.

– Eu já falei com o diretor financeiro; decidimos alugar uns escritórios em outra parte da cidade por enquanto. Vamos nos encontrar amanhã para discutir os arranjos temporários – Lauren não disse que havia falado com seu amigo e pedido demissão de uma empresa que eles ainda nem tinham montado. O detalhe não parecia importante num momento como aquele. 

Cedo na manhã seguinte, antes de sair para se encontrar com o conselho diretor da Maxwell Enterprises, Lauren se sentou no escritório forrado de madeira do padrasto falecido e usou o computador de última geração para ler seus e-mails. Era a primeira vez que fazia isso desde 10 de setembro, e ficou surpreso ao ver tantas mensagens não lidas lá. Passando os olhos pela lista de remetentes, viu que a maioria era de amigos, possivelmente preocupados com a segurança dela e querendo se certificar de que ela estava bem.

Perto do pé da página, ela leu as palavras “Camila Cabello”. Só ver o nome da amiga lá fez algo surgir dentro dela, como se uma pequena lâmpada estivesse sendo acesa na caldeira da sua alma.

                                                                                                       ***

De: [email protected]
            Para: [email protected]
           Assunto: Você 

Lauren, 

Odeio ter que te escrever esse e-mail. Odeio que não possa estar aí pra te apoiar, e que nem consiga falar com você por telefone. Tudo sobre essa situação é horrível e estou ficando louca tentando imaginar como você deve estar se sentindo agora. 

Passei o 11 de setembro com sua família e fiquei admirada não só pelo amor e preocupação ferventes que eles têm por você, mas também pelo apoio que me deram no momento mais difícil das nossas vidas. Eles te adoram, e o alívio que sentimos ao saber que você e meu pai estavam a salvo é indescritível.

Mesmo assim, ficamos profundamente tristes assim que soubemos que seu padrasto tinha morrido na tragédia. Sinto muito, mais do que você imagina. Se precisar de um amigo para conversar, ou um ombro para chorar, estou aqui, dia e noite. É só ligar. 

Você sabe disso, né?

Amo você, minha amiga. Queria estar aí para te abraçar agora, e assim que nos encontrarmos outra vez, tenha certeza de que o apertarei forte com meus braços magros. Ficarei extremamente feliz de ver sua cara feia.

Não se preocupe em responder. Tenho certeza que tem centenas de e-mails como esse de suas admiradoras. 

Camila 

                                                                                      ***

De: [email protected]
            Para: [email protected]
            Assunto: Você

Camila,

Obrigada por suas palavras. Num momento como esse, o que eu mais quero é um pouco de humor. Tem tanta coisa acontecendo aqui, agora, não só em Nova York, mas na minha vida também, e saber que a normalidade ainda existe no resto do mundo é reconfortante. 

Meu pai me disse o quanto você fez naquele dia, o modo como cuidou de Taylor e apoiou Chris, apesar dos seus próprios medos. Então posso dizer categoricamente que, quando me abraçar, estarei te apertando com ainda mais força de volta. Posso sugerir que pratique suas técnicas de respiração até lá? 

Tenho uma reunião agora, mas tentarei escrever mais em breve. 

Amor,
             Lauren

                                                                                                   ***

Uma hora depois, Lauren chegou à sala de conferências improvisada na cobertura do prédio recém-alugado para a Maxwell Industry. Os membros remanescentes do conselho diretor estavam de pé, em grupos, falando depressa, os olhos arregalados enquanto contavam histórias sobre o dia em que suas vidas tinham mudado irrevogavelmente. A maioria deles não estava no escritório no dia do acidente, mas o choque de quase terem sido pegos estava marcado em seus rostos enquanto conversavam, os olhos caindo sobre Lauren assim que ela entrou na sala. Eles a mediam como uma possível substituta para Leon Maxwell. 

Respirando fundo, Lauren endireitou os ombros e foi até a cabeceira da mesa de conferências, dando passos lentos e calculados. Puxou a cadeira, deliberadamente arrastando-a pelo chão e fazendo todos os olhos se voltarem para ela.

– Senhoras e senhores, sugiro que comecemos. Temos um negócio para gerir – enquanto todos se sentavam, Lauren permaneceu de pé, movendo os olhos pela sala.

Ela encarou cada membro do conselho. Alguns pareciam céticos, outros esperançosos. Os mais espertos entre eles mantinham uma expressão neutra enquanto retornavam o olhar, de modo que ela não pudesse ler seus rostos.

– Como todos vocês sabem, Leon Maxwell, dono dessa empresa, está desaparecido, presumivelmente morto. Na ausência dele, estou aqui representando os novos donos, meu meio-irmão, minha mãe e eu mesmo. Posso ver que alguns entre vocês não estão convencidos de que eu possa substituí-lo e virar a sorte dessa empresa. A esses, eu digo: ou você está comigo, ou está contra mim. Se não quer trabalhar aqui, ficarei feliz em aceitar seu pedido de demissão agora mesmo. 

Lauren parou, correndo os olhos pela mesa para ver se algum deles aceitaria a oferta.

Todos permaneceram em silêncio.

– Fico contente por termos acertado isso. Como meu padrasto, espero que trabalhem duro e exigirei lealdade de vocês. Nosso negócio sofreu grandes danos na semana passada, assim como os Estados Unidos. Mas o espírito de companheirismo e determinação que vi nas ruas tem sido absolutamente incrível. Se pudermos canalizar a mesma coragem nessa empresa, acredito com sinceridade que poderemos reconstruí-la, tijolo por tijolo, e torná-la uma companhia de que Leon Maxwell teria bons motivos para se orgulhar. 

Lauren notou algumas cabeças assentindo às suas palavras. Ela permaneceu estoica, sem se permitir um suspiro ou mesmo um instante de emoção enquanto falava com eles. Não queria demonstrar qualquer fraqueza.

– Agora, quero que vão e motivem seus subordinados. Marcarei encontros individuais com cada um de vocês, e faremos planos para o futuro. Estou ansiosa para trabalharmos juntos.

Depois de agradecê-los pela atenção, Lauren finalmente se permitiu sentar, tentando esconder o tremor de suas pernas. Todos começaram a aplaudir, e se levantaram numa ovação genuína. 

A primeira pessoa a abordá-la foi Joe Garfield, o diretor financeiro. Amigo próximo de Leon, seu rosto estava marcado pelo luto enquanto apertava a mão de Lauren, sussurrando as condolências usuais e encarando-a de frente. 

– Obrigado, senhor – Lauren respondeu, perguntando-se como, em uma questão de dias, ela havia se transformado em uma mulher que estava sob a mira de todos, alguém que deveria saber como conduzir um negócio multibilionário.

Joe deve ter notado o nervosismo de Lauren, ou talvez o tremor em sua mão enquanto a apertava. De qualquer modo, o homem ficou com pena dela. 

– Se qualquer um desses filhos da puta criar problemas pra você, me procure. Te darei toda a ajuda que puder.

– Agradeço o apoio, senhor. Obrigado.

Olhando a folha de papel à sua frente, Lauren viu que sua assistente temporária tinha marcado reuniões individuais com os membros do conselho. Todo o seu dia estava ocupado até as oito da noite. Estava claro que sua vida não era mais sua.

Se ela falhasse, estaria decepcionando dezenas de pessoas, funcionários, clientes e acionistas, que estavam confiando nela para tornar a empresa um sucesso. Falhar não era uma opção.


Notas Finais


Volto mais tarde


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