História Sempre Foi Você - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Camreng!p, Fifth Harmony, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p
Exibições 1.112
Palavras 2.008
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


To numa correria galera, Semana acadêmica do meu curso e eu sou da comissão organizadora, enfim, voltei

Capítulo 17 - Surprises


29 de junho de 2002

– O que é isso? – Josh apanhou o pacote em cima da cama, enquanto Camila continuava a enfiar coisas na mochila, apertando tudo o que cabia lá dentro. 

Camila virou-se para ele, que tirava uma camiseta do pacote. Ele a desdobrou, revelando uma camiseta vintage de 1973 do New York Dolls, que Lauren lhe mandara.

– É um presente de Lauren. 

– Não gosto que ela fique te mandando coisas – Josh caiu de volta na cama, mexendo os dedos como se estivesse tentando remover todos os traços do presente dela. – É estranho.

Camila parou o que fazia, inclinando-se para acariciar o rosto dele. 

– Ela é só uma amiga, Josh. 

– Amigas não se dão presentes de centenas de libras, Camila. Está na cara que ela é a fim de você. Quer dizer, ela mal consegue tirar os olhos de você. 

Camila reprimiu uma risada. 

– Josh, você sabe que não tem nada acontecendo. Ela mora a milhares de quilômetros de distância, e eu estou com você. Tenha um pouco de confiança, ok? – ela inclinou-se e tocou seus lábios nos dele. – Vou ficar lá até domingo, então não vamos nos despedir desse jeito. 

– Ainda não gosto disso. 

Apesar dos argumentos dela, o mau humor dele continuou até a Paddington Station, onde ele a deixou. Camila deu-lhe um beijo rápido antes de sair do carro, sentindo a irritação dele quando ele respondeu com um beijinho. Mal fechou a porta, ele já acelerou, e ela viu o carro desaparecer no trânsito de Londres. A preocupação por seu relacionamento com Josh causava uma náusea que revolvia seu estômago. 

Assim que sentou no trem, ela suspirou, decidindo que se preocuparia com a briga quando voltasse para Londres. Então tocou o bolso para verificar que a carta de Lauren ainda estava lá, e puxou-a para lê-la mais uma vez.

20 de junho de 2002 

Querida Camila, 

Obrigado pelo presente. Depois de todos esses anos, anos, anos, finalmente receber o prometido CD me fez sorrir como uma louca. 

Quando li a lista de músicas, gargalhei de verdade. Começar com “Wall Street Shuffle” pode ter sido meio óbvio, mas seguir com “Money for Nothing” do Dire Straits foi realmente inspirado. A música final, “All About the Benjamin’s”, do Puff Daddy, é uma das minhas favoritas, na verdade. 

Enfim, para agradecê-la pelo presente, você ficará feliz em ver que gastei alguns Benjamins numa camiseta pra você. Não tenho certeza se é fã do New York Dolls ou não, mas quando vi a camiseta lembrei de você e da noite dos Strokes. 

Vamos repetir em breve, ok? 

Lauren 

Sentada no bar dos bastidores do Festival de Glastonbury, Camila viu Shawn Mendes atravessar o recinto e colocar cinco garrafas geladas de Stella Artois na mesa de plástico grudenta à frente deles. Ela apanhou uma e encostou-se na frágil cadeira dobrável, tomando
um longo gole de cerveja, para o divertimento do resto da banda.

Então, o que achou? – Shawn perguntou, tentando parecer indiferente enquanto puxava outra cadeira, colocando-a tão perto de Camila que as pernas deles quase se tocavam.

– Oficialmente ou extraoficialmente? – Camila provocou, tocando o passe de jornalista pendurado ao redor do pescoço. 

Shawn encarou-a por um instante, estreitando os olhos enquanto considerava as palavras.

– O que eu for gostar mais.

– Estou brincando, seu bobo – ela estava sorrindo. – Vocês foram absolutamente fantásticos. Adorei o novo setlist. É genial. A plateia ficou vidrada em cada nota. 

– Fomos melhores que o Coldplay? – Robert, o baixista, inclinou-se para a frente, o queixo apoiado nas mãos. Ele olhava para Camila com olhos brilhantes e atentos.

Ela não conseguia acreditar em como eles estavam interessados na sua opinião, embora a antecipação deles alimentava seu ego de um jeito extremamente bem-vindo. Não era a primeira vez desde que estivera no festival que uma banda parecia sinceramente interessada no que ela pensava sobre eles. De algum modo, o juízo dela se tornara cobiçado. Ela imaginava que tinha algo a ver com o fato de ser estagiária da Music Train, com o passe deles pendurado no pescoço onde quer que fosse. Todas as bandas queriam uma boa crítica da revista de música mais popular do país. 

– O Coldplay foi excelente, todo mundo estava cantando junto – Shawn ficou pálido com as palavras, e Camila apressou-se em acrescentar: – Mas vocês foram algo excepcional. As pessoas não estavam só cantando, estavam adorando. Se lançando como sacrifícios aos deuses do rock.

Um sorriso largo apareceu no rosto de Shawn. Ele levantou-se e ergueu-a num abraço forte, os lábios descendo para os dela com um estalo alto. 

– Camila Cabello, amo você! Agora, não se esqueça de me chamar de deus do rock em sua crítica. 

– Você sabe que a Music Train tem escritores de verdade aqui, né? Terei sorte se eles publicarem um artigo genérico sem passar por cinco editores antes – ela contorceu-se numa tentativa fingida de escapar do abraço dele. Não que se importasse que ele fosse efusivo; já estava acostumada com isso. Ele era como um garoto de cinco anos entusiasmado, jogando-se em todo mundo, não apenas nela. 

– Falei com seu chefe mais cedo e prometi uma entrevista exclusiva, mas só se você a escrever – ele deu uma piscadinha enquanto se afastava, prestes a se sentar outra vez. 

– Ai, meu Deus! – ela exclamou, tentando não puxá-lo para outro abraço. As pessoas estavam começando a observar. – Ai, meu Deus do Rock, por favor. 

Eles encararam-se com sorrisos semelhantes no rosto. Era difícil acreditar que apenas dois anos atrás ela o vira tocar num pequeno pub, sem ter ideia de que ele se tornaria internacionalmente famoso. Como as coisas tinham mudado. 

– Shawn, querido! – uma voz fina e aguda veio do outro lado do bar. Camila observou divertida enquanto uma loira baixinha corria até eles e se jogava nos braços de Shawn, envolvendo as pernas ao redor da cintura dele e lhe dando um beijo firme nos lábios. 

– Não é a Pinky Jones? – Camila sussurrou para Robert. 

– Ah, sim. Tem sido a nossa cruz o verão inteiro. Toda vez que você se vira, ela está lá. Fica nos rodeando como uma mosca em cima de uma pilha de merda. 

– Que metáfora boa. Especialmente porque compara vocês a uma pilha de esterco – ela respondeu, sarcástica, vendo Shawn sentar-se novamente, puxando Pinky para seu colo. Camila mordeu o lábio inferior para não soltar uma risadinha, fazendo Shawn erguer uma sobrancelha. 

– Você não vai cantar hoje? – Robert perguntou à loira. Pinky riu e balançou a cabeça antes de encostá-la no ombro de Shawn, acariciando o pescoço dele. Camila notou um brilho peculiar nos olhos dele. De repente, percebeu que Shawn Mendes estava apaixonado por uma celebridade Z, a segunda classificada do reality show Rock Star daquele ano. 

Camila tentou deter o sorriso largo que estava ameaçando despontar em seu rosto, porque sabia que Shawn pensaria que ela estava rindo dele, mesmo que não estivesse. Na verdade, um cantinho do seu coração estava se aquecendo com a imagem do amigo sendo conquistado por uma mulher.

– Pinky, essa é Camila Cabello, uma das minhas amigas mais velhas – Shawn ergueu os olhos e piscou para Camila.

– Você não parece tão velha – Pinky respondeu, franzindo a testa em confusão. Camila ouviu Robert começar a gargalhar ao seu lado. 

– Não, querida, ela não é uma amiga velha em anos, é velha porque eu a conheço há anos

– Tenho vinte anos – Camila decidiu que seria mais fácil dizer logo. 

Pinky recompensou a resposta franca com um sorriso deslumbrante, e Camila entendeu exatamente o que Shawn via nela. Seu rosto era honesto e inocente, e mesmo que ela não parecesse ter muita coisa entre as orelhas, o que havia lá parecia gentil e amigável.

– Vocês dois se conhecem há muito tempo? – Camila perguntou, interessada na resposta. Ela suspeitava que conseguiria viver daquela história pelos próximos meses. 

– A gente se conheceu na festa de fechamento do Rock Star. Shawn veio falar comigo e me disse que votava pra mim cem vezes todas as semanas.

A vontade de rir tomou conta de Camila outra vez. Com a reputação de roqueiro dele e o apelo de tabloide dela, Shawn e Pinky seriam um alvo perfeito para os paparazzi. 

 

Camila chegou ao flat de Josh mais cedo do que planejara no domingo. Vasculhando a bolsa de mão, encontrou a chave e entrou no prédio, tentando não respirar o ar rançoso e úmido do corredor. Ela passou a mochila para o ombro, os pés calçados com sandálias pisando no tapete puído das escadas. Lentamente, subiu ao segundo andar, sentindo os músculos ficarem pesados como chumbo pelo esforço. Seu corpo doía. Ela só queria entrar no chuveiro minúsculo de Josh e depois ficar sob as cobertas com ele por algumas horas.

O apartamento estava silencioso, e ela percebeu que sua suposição inicial – de que ele nem tinha se dado ao trabalho de se levantar ainda – estava correta. A carteira e as chaves dele ainda estavam no balcão da pequena cozinha. Abrindo a porta do quarto, seus olhos vagarosamente ajustaram-se à penumbra criada pelas cortinas. Ela pôs a mochila ao lado da porta e deu alguns passos na direção da cama.

Suas pernas reagiram antes da sua mente, como se pressentissem algo errado naquela cena. Camila parou de repente, vendo duas formas adormecidas, os corpos nus entrelaçados sob a cobertura de um fino lençol branco. O braço de Josh estava ao redor da cintura da mulher, sua cabeça enfiada no pescoço dela enquanto ele respirava suavemente. Seu rosto adormecido era a própria imagem da inocência. 

Camila sentiu-se entorpecida. Reconhecia a mulher. Elas tinham se visto algumas vezes quando ela acompanhou Josh e os amigos do trabalho num pub de sexta à noite. Ele a apresentara como sua chefe, e os dois mal interagiram todas as vezes que ela os vira juntos. Mas pelo visto a conexão era mais próxima, e Camila mordeu o lábio numa tentativa de frear um grito que tentava escapar da sua garganta. 

Lutar ou fugir? Ela mordeu o dedo, o rosto contorcido de infelicidade, tentando decidir o melhor a fazer. Deveria confrontá-los antes que eles tivessem tempo de inventar uma história como desculpa? Ou deveria correr do quarto com uma parcela da sua dignidade intacta? 

A decisão foi tomada quando Josh se moveu languidamente, erguendo o braço da cintura da mulher e alongando-o sobre a cabeça, os olhos piscando com lentidão em reação à pouca luz do quarto. Erguendo a cabeça do travesseiro, ele avistou Camila e sorriu, abrindo a boca para dizer algo – e então olhou para baixo e viu a mulher nua, deitada ao seu lado. 

A expressão de horror que passou pelo rosto dele foi quase cômica. 

– O que diabos…? 

– Acho que essa é a minha fala – a voz de Camila estava surpreendentemente controlada, enquanto ela examinava o desastre que era seu relacionamento. 

– O que você está fazendo aqui? Achei que estava em Glastonbury – ele puxou o lençol para cobrir os corpos nus deles. Uma risada subiu pela laringe dela quando Camila percebeu que ele estava tentando culpá-la por aquilo. Então, a risada se transformou num soluço, e ela soube que precisava sair de lá imediatamente.

A razão voltou ao cérebro, superando o entorpecimento, e ela se virou para apanhar a mochila antes de sair do quarto. Ouviu Josh gritar por ela, mas não respondeu, andando mais rápido até atravessar a sala e chegar à porta da frente. 

Era como se seu corpo inteiro tivesse sido atingido por um golpe. Os músculos estavam rígidos enquanto ela descia as escadas correndo, mal notando o peso da mochila enquanto se movia. O coração estava acelerado pelo choque de vê-los lá. Ela não tinha ideia de como conseguiu sair para a rua sem tropeçar.

Camila queria enfiar a mão na cara de Josh Chambers até ouvir o estalo satisfatório dos dentes dele batendo contra a bochecha. Queria subir no colo da mãe como se tivesse cinco anos outra vez, como se um simples abraço pudesse apagar toda a dor. 

Mas, mais do que tudo, queria ir para casa e se enfiar na sua cama de solteiro, puxar as cobertas sobre a cabeça e chorar por horas.


Notas Finais


QUE TIRO NÉ
Maybe volto amanha


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