História Sempre Foi Você - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Camreng!p, Fifth Harmony, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p
Exibições 869
Palavras 3.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI

Capítulo 19 - Commemoration


Quando chegaram em La Trattoria, o resto da família já estava sentado ao redor da grande mesa redonda. Os olhos de Lauren  imediatamente buscaram Camila. Assim que viu o rosto dela, a pegou olhando de volta, com uma expressão muito estranha no rosto. 

– Oi, filha. Quanto tempo! – Michael levantou-se e jogou os braços ao redor de Lauren, abraçando-o apertado. Ele deu alguns tapinhas nas suas costas num gesto aperfeiçoado por pais em todo o mundo. Eles tinham se visto outras vezes no ano anterior, e Lauren ainda achava difícil se lembrar da reunião sentimental que tiveram quando Michael viera para Nova York assim que pôde depois do 11 de setembro. Ver o pai chorando abertamente no aeroporto, em público, tinha deixado Lauren desconfortável, mas na época todos estavam demonstrando as emoções, todos estavam com os sentimentos à flor da pele. 

Clara levantou-se e juntou-se ao abraço, deixando apenas Camila sentada, encarando-a com um sorrisinho nos lábios. Lauren foi até ela, estendeu uma mão e puxou-a para perto. 

– Oi – ela sussurrou no cabelo dela enquanto a segurava contra o peito. As mãos dela circularam sua cintura, e seu punho fechou-se na jaqueta de Lauren.

– Oi – ela sussurrou de volta baixinho. 

– Como você está?

– Bem, obrigada. E você? Clara me disse que virou uma workaholic.

– Não tenho escolha, na verdade.

– Bem, talvez eu possa tentar curá-la disso nos próximos dias.

– Me deixou intrigada. Estou livre hoje à noite – Lauren ficou surpreendida com o convite; de jeito nenhum conseguiria terminar a apresentação naquele dia, e realmente precisava acrescentar uns toques finais.

– Tenho que jantar com meu pai às sete. Talvez a gente possa se ver depois? – o tom esperançoso dela fez Lauren sorrir. 

– Por que não me encontra no escritório e me dá uma chance de terminar umas coisas? Podemos ir beber em algum lugar ou algo do tipo. 

Mais tarde naquela noite, Lauren ainda estava desligando o computador quando Camila chegou. Ela ergueu os olhos, encontrando-a de vestido preto, maquiagem natural e um longo cabelo castanho. 

– Há quanto tempo você abandonou o visual gótico? 

Camila riu.

– Não sou gótica desde a faculdade. Ainda prefiro roupas casuais, mas não quero causar um ataque do coração no meu pai. 

– O vestido fica bem em você – a peça agarrava-se ao seu corpo em todos os pontos certos, e a bainha caía até o meio da coxa, expondo suas longas pernas. 

– Você mudou seu estilo também – ela foi até Lauren, um sorrisinho dançando nos lábios, e parou à sua frente. Erguendo a gravata dela, passou os dedos pela seda macia. – Não acho que esse terno veio da Marks and Sparks.

– Marks and Spark’s? – Lauren balançou a cabeça, confusa.

– Marks and Spencer. Tenho quase certeza de que eles não vendem Gucci lá. 

– Você reconheceu o designer? 

Ela riu alto, ainda segurando a gravata, lentamente puxando-a para perto até que seus rostos quase se tocaram. Colocando a boca perto da orelha dela, ela respirou devagar.

– Chris me disse que você não usa outra coisa.

Merda, ela estava ficando excitada só de sentir a respiração de Camila em sua pele. Não sabia se devia se render ou se afastar. Camila tomou a decisão por dela, movendo-se para se sentar na cadeira ao lado da mesa dela. 

– Como vai a vida corporativa? Você parece ótima – ela encarou o terno outra vez.

Lauren fechou o laptop e se virou para olhá-la. 

– Sabe, eu adoro, na verdade. Estou aprendendo rápido, as pessoas ouvem quando falo, e faço as coisas acontecerem. Daqui a uns três anos, há uma chance de eu saber o que estou fazendo. 

– Então não se arrepende de não ter ido para São Francisco? – ela inclinou-se para a frente, apoiando os cotovelos na mesa e encostando o queixo nas mãos. 

– Tento não pensar sobre isso. Meu lema agora é olhar para o futuro. Falando nisso, quais são seus planos pra depois da formatura?

Camila abriu um sorriso largo, os olhos brilhando enquanto pensava no próprio futuro. 

– Recebi uma oferta na Music Train, onde fiz um estágio no verão passado.

– Uau, que ótima notícia! Devíamos comemorar.

– Sim, devíamos – ela concordou. 

Lauren levantou-se e pegou-a pela mão. Elas foram até o elevador, ansiosos para sair do escritório e finalmente passar um tempo juntas. 

Depois de alguns drinques, ela conseguiu fazê-la se abrir sobre Josh. Lauren não sabia por que estava tão interessada em ouvir sobre a separação – se era preocupação genuína por ela ou se só queria uma confirmação de que estava tudo acabado. De qualquer jeito, ficou sentada com Camila, o braço jogado sobre os ombros dela, e Camila encostada contra ela, o rosto contorcido enquanto tentava explicar suas emoções. 

– Ele ficou dizendo que só dormiu com ela porque tinha medo dos seus sentimentos por mim. Que achou que eu não estava comprometida com o relacionamento e queria me mostrar que não se importava. Que tinha mudado de ideia e que tinha sido um erro enorme e que ele estava completamente bêbado. Nem quis me dizer se foi uma vez só ou se o caso já rolava há algum tempo. 

Lauren fez uma careta. Conhecendo a falta de sinceridade de Josh, devia ser a segunda opção. 

Camila virou-se para olhar Lauren direto nos olhos. Seu rosto estava apenas a alguns centímetros dela, e Lauren podia ver a intensidade de suas emoções sob o tom chocolate dos olhos dela. Quando abriu a boca para responder, ficou paralisado pela intimidade que se desenvolvia entre elas. A expressão dela suavizou enquanto ela a encarava, observando a pele dela reagir à proximidade e a cor subir às maçãs do rosto. 

Alguns instantes se passaram à medida que elas se olhavam, Lauren podia sentir um desejo familiar começar a se agitar no estômago. Lentamente, hesitante, ela estendeu a mão e passou os dedos pelo rosto dela. Camila continuou encarando-a, sem piscar. 

– Acho que precisamos ir – a voz dela estava embargada. Seu pescoço movia-se enquanto ela tentava engolir. 

O coração de Lauren despencou. 

– Levo você pra casa.

– Quero ir pra casa com você – ela pareceu surpresa com as próprias palavras. Suas sobrancelhas ergueram-se e o rosto ficou ainda mais corado. 

– Camila… – ela queria se chutar pela hesitação, mas se recusava a ser a pessoa que ela usaria para superar o namorado. – Não sei se é uma boa ideia. 

– Lauren, é uma ideia magnífica – ela pôs a mão na nuca dela, puxando seu rosto para perto. Camila hesitou quando seus lábios estavam a milímetros dos da Lauren. Com a proximidade, ela podia sentir a respiração rápida dela, e aquela tensão familiar começou a se agitar nela. 

O calor da respiração dela banhava sua pele e Lauren fechou os olhos, tentando se lembrar da última vez que seu corpo se sentira tão vivo. Os dedos de Camila continuavam a brincar com o cabelo na sua nuca, enviando arrepios pela sua coluna e tornando quase impossível resistir.

– Vamos. 

 

Quando entraram no apartamento, Lauren jogou o terno numa cadeira no corredor, estendendo a mão para tirar o casaco de Camila dos ombros dela. 

– Quer beber alguma coisa?

– Um copo d’água seria bom. 

Lauren não se moveu, só ficou parado a alguns passos dela, com um meio sorriso, enquanto seus olhos verdes encaravam os dela.

– Realmente quer água?

– Eu adoraria um copo d’água, Lauren. Na verdade, passei o dia inteiro sedenta por um gole de H2O. 

– Não quer vinho, não quer um drinque… você quer água – o tom dela era neutro, embora algumas rugas no canto dos olhos revelassem seu divertimento.

– Se vai ser chato, o que eu quero mesmo é uma xícara de chá. Mas você é americana, então decidi ir com calma. 

– Eu tenho chá. 

– Não acredito em você – ela pôs as mãos nos quadris, abrindo um sorrisinho quando as sobrancelhas dela se ergueram. A expressão dela dizia “Quero só ver”. 

– Tenho chá, tenho leite, e tenho uma chaleira em algum lugar. Minha madrasta é anglófila, Camila. Então, gostaria de uma xícara de chá? 

Em vez de se mover na direção da cozinha, Lauren deu um passo à frente, aquele sorriso torto ainda no rosto. Estendeu a mão para tocar o braço dela. Seu dedo traçou uma linha de fogo, descendo do ombro até o cotovelo, a suavidade do toque fazendo-a sentir um arrepio até a base da coluna. 

– Acho que posso tomar o chá depois. 

– É mesmo? – Lauren fechou a distância entre elas, seu corpo a centímetros do de Camila. Pôs uma mão aberta nas costas dela, e seu calor passou pelo tecido fino do vestido. Por um momento, elas ficaram imóveis, e Camila podia sentir o corpo começar a vibrar em reação à proximidade. Ela ergueu a cabeça e olhou diretamente nos olhos dela, sem saber se estava desafiando ou implorando.

– Sim – ela não tinha certeza se estava respondendo à questão, ou só incentivando-a a se mover. 

Tudo parecia diferente, e tudo parecia o mesmo. Ela era a velha amiga dela, alguém com quem tinha rido e brincado e beijado. Mas a Lauren à sua frente era toda sexy. E aquele terno… Deus, aquele terno! Quando colocou os olhos nela, pela primeira vez, no restaurante, foi como se seu corpo tivesse pegado fogo. Ela estava presa em algum lugar entre familiaridade e agitação, sentindo-se estranhamente ansiosa, embora ao mesmo tempo soubesse que, não importava o que acontecesse, ela não se arrependeria daquilo. 

– Tem certeza? – a mão dela puxou-a para perto, reduzindo o espaço entre elas, até que o peito dela tocava o abdômen de Lauren, o resto do seu corpo quase em contato com o dela. Ela não podia ver o rosto de Lauren, seus olhos chegando apenas até a base do seu pescoço, levemente exposto pelo colarinho aberto da camisa branca. 

– Completamente.

Ela queria entrar sob a pele dela, inalar seu cheiro. Suavemente, pressionou os lábios na parte exposta do peito dela. Então com mais força, puxando de leve a pele, arrastando a língua pela cavidade macia sob o colarinho da camisa. 

– Camila… – a voz dela falhou, pôs o dedo sob o queixo dela, inclinando seu rosto para cima enquanto ela abaixava o dela até elas se encontrarem no meio. Ela pousou as mãos nos seus ombros, os dedos abertos contra o branco da camisa, usando-os como apoio para fechar a distância entre os lábios delas. 

Quando só havia um milímetro entre elas, ela sentiu-a suspirar. Então a boca de Lauren se lançou na dela, toda gentileza esquecida na necessidade de tocar, sentir, consumir. Sua mão apertou a nuca dela, puxando-a para perto até que seus dentes quase rasparam, a boca dela abrindo-se assim que sentiu a ponta da língua da maior correndo sobre seus lábios. 

Ela acariciou o rosto de Lauren. Sua mente estava febril enquanto empurrava o corpo contra ela, querendo sentir sua reação, torcendo para que ela estivesse tão excitada quanto ela. 

– Jesus – Lauren afastou a boca dela, inclinando-se para conseguir olhar seu rosto. Sua mão ainda estava no rosto de Camila enquanto a observava, a intensidade do olhar deixando-a sem fôlego. – Camila, isso é… – balançou a cabeça, sem conseguir articular os pensamentos. Ela sentiu a necessidade de se justificar.

– Sei que a gente não devia fazer isso. E sei que você provavelmente acha que eu só quero superar Josh. Mas passei o dia inteiro pensando sobre isso, e só fiquei com ele para superar você… 

– Dá pra parar de falar sobre Josh quando estou tentando te seduzir? 

– Desculpe – Camila internamente se chutou, perguntando-se por que tinha mencionado o nome dele. Se Lauren tivesse falado de uma ex naquela situação ela teria ficado louca. 

– Vem aqui – ela moveu as mãos e apertou as dela, dando passos para trás até atingirem o sofá, aquele sorriso ainda nos lábios. Camila caminhou silenciosamente pelo piso de madeira, então parou enquanto Lauren se deitava no sofá, puxando-a para cima dela.

Ela precisou erguer o vestido para conseguir colocar suas pernas dos lados dos quadris dela, e de repente percebeu que estava no controle. Lauren estava deitado embaixo dela, olhando para cima, esperando que ela tomasse a iniciativa. Ela adorou o fato de Lauren estar disposta a deixá-la estabelecer o ritmo e conduzi-las. 

Acomodando-se no colo dela, ela abriu os botões da camisa um por um, até que o peito dela fosse revelado. Descendo a mão pelo abdômen, sentiu os músculos duros e as linhas da barriga enquanto ela se enrijecia sob seu toque. Lauren estava respirando com esforço, o corpo movendo-se para cima e para baixo sob a mão dela, enquanto Camila descia até a fivela do cinto. 

– Posso? – ela ergueu os olhos para Lauren, encontrando os dela quando ela a encarou. Lauren estendeu a mão e agarrou o pulso dela, detendo seu movimento. 

– Espere – Lauren ergueu-se até se sentar, aproximando o rosto dela. – Quero ver você primeiro – então puxou a bainha do vestido e ela endireitou-se enquanto ela o erguia sobre a barriga e sobre os braços dela, até que ela estivesse sentada sobre ela usando apenas sutiã e calcinha. 

Um gemido abafado escapou dos lábios de Lauren. Ela passou os braços ao redor dela, soltando o sutiã. Tirando a própria camisa, jogou-a no chão junto com o vestido dela. Então, tomou as mãos dela e trouxe-a contra ela até que os peitos nus delas se tocaram. Pele contra pele, a sensação dos corpos juntos fez os mamilos dela se enrijecerem. Lauren pôs os lábios nos peitos dela, chupando um de cada vez, usando a língua até ela começar a suspirar.

Ela estava tentando abrir a fivela de Lauren outra vez, e quando finalmente conseguiu, passou para os botões da calça, os dedos tremendo enquanto tentava abri-la. Ela sentiu-a sorrir contra sua pele enquanto descia as mãos para ajudá-la, rapidamente abrindo a calça e jogando-a no chão. 

Movendo-se para cima dela, Lauren alinhou seus corpos, e Camila podia sentir sua ereção através do tecido da cueca enquanto Lauren se esfregava contra ela. Naquele momento ela só conseguia pensar que precisava senti-la dentro dela. 

– Lauren, por favor… 

Ela girava os quadris contra ela, e Lauren inclinou-se para beijá-la outra vez. Sua mão direita foi para baixo dela para apertá-la e ela se esfregou contra ela mais um pouco. 

– Eu preciso… 

Ela pôs os lábios num ponto no seu pescoço bem abaixo do maxilar. Era tão sensível que Camila quase gritou de prazer. 

– Deixe eu cuidar de você.

Apoiando-se nos joelhos, Lauren passou as mãos pelos lados do corpo dela até chegar na calcinha, puxando-a para baixo. Assim que a tirou, ela apertou as pernas dela e puxou-a para perto, os lábios tocando a parte interna das suas coxas enquanto se moviam para cima, até começar a beijar e chupar, fazendo Camila se contorcer com a sensação. Deixando a cabeça cair para trás, Camila moveu a mão para baixo, entrelaçando os dedos no cabelo suave e grosso de Lauren enquanto a sentia se mover, o prazer das vibrações chegando ao seu cerne. 

Quando ela estava próxima do clímax, Lauren afastou a boca e, pelos olhos semicerrados, viu-o se inclinar para pegar uma camisinha do bolso da calça jogada e colocá-la. Aproximando-se de novo, alinhou o corpo delas e penetrou-a com um movimento suave dos quadris, a sensação súbita de plenitude levando-a ao clímax, e todo seu corpo enrijecendo em reação ao orgasmo. As costas dela arquearam-se contra Lauren enquanto ela a segurava, beijando-a sem parar enquanto ela ofegava na sua boca. 

– Caralho – era Lauren. A mente de Camila estava tão cheia que ela estava tendo dificuldade em lembrar o próprio nome, muito menos articular palavras. – Querida, está pronta? – ela perguntou. 

Ela assentiu, sem conseguir falar. Deixando-a cair de volta no sofá, Lauren agarrou seus quadris, os dedos enfiados na pele macia enquanto começava a se mover dentro dela, os lábios nunca deixando os dela, cada movimento pontuado por respiros suaves que faziam o coração de Camila martelar dentro do peito. 

Ela passou os braços ao redor de Lauren, as mãos descendo até sua bunda, sentindo os músculos flexionarem-se enquanto elase movia. Camila implorou para ela se mover mais rápido, mais forte, enquanto a puxava para perto. Lauren estava ficando sem fôlego, e afastou a boca para inspirar. Camila olhou bem para a expressão dela, os olhos verdes escuros de tesão, o rosto demonstrando o prazer que estava sentindo. O corpo dela formigava com pequenas explosões de êxtase descendo até seus pés, fazendo os dedos se curvarem. 

– Deus, Camila, eu vou…

– Quero sentir você gozar – as palavras eram apenas um sussurro, mas ela queria que Lauren tivesse tudo, que se sentisse tão bem quanto ela a fizera se sentir. Os movimentos tornaram-se erráticos e duros, até que ela parou de repente, um gemido profundo saindo da sua boca. Deixando o corpo cair sobre ela, Lauren beijou-a com força enquanto se movia mais algumas vezes. 

Camila apertou-a, incapaz de deixá-la ir, de deixá-la se afastar dela quando ela estava se sentindo tão exposta. Como se entendesse a vulnerabilidade dela, Lauren começou a mover os lábios contra seu rosto, seu pescoço, murmurando palavras doces enquanto elas lentamente voltavam à realidade. Ela passou os dedos para cima e para baixo da coluna dela, amando a sensação dos corpos juntos, sem se importar que ela a estivesse esmagando. Ela sentiu-a sair dela aos poucos, os lábios ainda na sua pele, a mão movendo-se para proteger a camisinha. 

– Preciso cuidar disso – Lauren levantou-se e foi até uma porta no outro lado do apartamento que supostamente seria o banheiro. Sozinha no sofá, Camila estava ciente da sua nudez, mas não estava com vontade de colocar a calcinha e o vestido. Não estava disposta a admitir que a noite chegara ao fim. Em vez disso, tirou a camisa de Lauren da pilha de roupas jogadas, colocando os braços nas mangas e fechando alguns botões para manter alguma aparência de recato. A porta do banheiro fez um clique e ela ergueu os olhos, vendo Lauren aproximar-se, uma pequena toalha branca enrolada nos quadris e um sorriso nos lábios enquanto os olhos dela se escureciam em resposta à roupa dela. 

– Gostei da camisa. 

– Obrigada. Gostei da toalha. 

– Obrigado – Lauren estava na frente dela, e ergueu-a até que ela estivesse firmemente em seus braços, o corpo envolvendo o dela num abraço. Ela enfiou o rosto no cabelo dela e murmurou: – Vou fazer aquela xícara de chá agora.

 

 


Notas Finais


Boa noite
Beijinhos


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