História Sempre Fui Sua - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Selena Gomez, Zayn Malik
Tags Selenagomez, Zaylena, Zaynmalik
Exibições 28
Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Comentem e me digam se estão gostando ou nãoo.

Capítulo 2 - Chapter 2


Planejei ficar longe dele esta noite, e agora ele estava logo atrás de mim. Zayn fazia coisas desse tipo apenas para me intimidar. Ele não era assustador, mas era cruel, queria que eu soubesse que ele estava no controle. De vez em quando, deixo o idiota fazer eu me esconder para não precisar aguentar qualquer situação embaraçosa ou ficar chateada. Curtir pelo menos uma festa era minha principal prioridade durante todo o verão, e agora aqui estou eu novamente, enlouquecendo de medo por antecipação. Por que ele simplesmente não me deixa em paz?

Ao me virar para encará-lo, percebi que os cantos de sua boca tinham se levantado. Mas o sorriso se perdeu em seus olhos enquanto ele colocava uma considerável quantidade de uísque no copo.

– K.C.? Joga um pouco de coca aqui, por favor – Zayn falou para K.C., mas seus olhos continuavam me encarando enquanto ele levantava o copo para ela.

– Hmm, tá – K.C. gaguejou, finalmente olhando para cima. Ela lhe serviu um pouco da bebida e olhou para mim, nervosa.

Como de costume, Zayn nunca conversava comigo, a não ser para me ameaçar. Ele franziu as sobrancelhas escuras antes de dar um gole em seu drinque e ir embora.

Ao vê-lo sair da cozinha, sequei o suor frio que escorreu pela minha testa. Nada tinha acontecido, ele não me dirigiu uma palavra, mas meu estômago se revirou do mesmo jeito.

E agora ele sabia que eu estava aqui.

Merda. 

– Não posso fazer isso, K.C. – Meu débil sussurro contrastava com a força com a qual segurava meu copo. Foi um erro vir aqui esta noite.

– Selena, não. – K.C. balançou a cabeça, provavelmente reconhecendo a rendição em meus olhos. Depois de jogar meu copo na pia e sair da cozinha, avancei pela aglomeração de pessoas enquanto K.C. vinha atrás de mim.

Peguei a tigela de vidro e comecei a procurar pelas minhas chaves. – Selly, você não vai embora – K.C. pediu, cada palavra saindo com decepção. – Não deixe ele ganhar. Estou aqui. O Liam está aqui. Você não precisa ter medo. – Ela estava me segurando pelo braço enquanto eu continuava procurando.

– Não estou com medo dele – me defendi, sem acreditar de verdade nisso. – Só estou… cansada. Você o viu lá. Ele já estava mexendo comigo. Ele está planejando algo. Toda festa que vou, ou toda vez que relaxo na escola, acontece alguma brincadeira de mau gosto ou algo constrangedor para arruinar tudo.

Ainda procurando pelo meu chaveiro colorido com forma de DNA, relaxei a sobrancelha e ofereci um sorriso contido.

– Tudo bem. Estou bem – garanti a ela, minhas palavras escapando muito rapidamente. – Só não quero ficar pra ver o que ele preparou dessa vez. O idiota vai passar vontade esta noite.

– Selena, ele quer que você vá embora. Se você fizer isso, ele vai ganhar. Ele ou aquele idiota do Madoc podem inventar alguma coisa, mas se você ficar e não dar o braço a torcer, aí você ganha.

– Só estou cansada, K.C. Prefiro ir embora agora furiosa do que mais tarde, chorando. – Voltei minha atenção para a tigela. Toda vez que eu encostava em uma pilha de chaves, minhas mãos não me traziam nada semelhante ao meu chaveiro.

– Bom – gritei por causa da música e joguei a tigela de volta na mesa –, de qualquer jeito parece que não posso ir. Minhas chaves não estão aqui.

– Como assim? – K.C. parecia confusa.

– Elas não estão aqui! – repeti, olhando pela sala. Meu dinheiro e celular estavam na bolsa.

Duas escapatórias seguras. Meu terceiro plano de fuga tinha desaparecido, e as paredes pareciam estar cedendo. Palavrões passaram pela minha mente e o cansaço me pegou antes de se transformar em raiva. Fechei as mãos. É claro, devia ter previsto que isso iria acontecer.

– Acho que alguém deve ter levado acidentalmente – sugeriu ela, mas as chances de isso acontecer eram as mesmas de as pessoas irem embora desta festa tão cedo. Acidentes não acontecem comigo.

– Não, eu sei exatamente onde elas estão. – Encarei Madoc, o melhor amigo e escudeiro do Zayn, do outro lado da sala, perto das portas que levavam ao quintal. Ele deu um sorriso malicioso antes de voltar a atenção para uma ruiva que o jogou contra a parede.

Quando parti em sua direção, K.C. juntou-se a mim, enquanto mandava desesperadamente alguma mensagem de seu celular, provavelmente para Liam.

– Cadê as minhas chaves? – exigi, interrompendo seu investimento na trepada da noite.

Ele desviou devagar seus olhos azuis da garota. Ele não era muito mais alto que eu, talvez alguns centímetros, então eu não sentia como se ele estivesse me rondando do jeito que o Zayn fazia. Não me sentia intimidada por Madoc. Ele apenas me tirava do sério. Ele se esforçava para me fazer parecer uma idiota, mas eu sabia que eram ordens de Zayn.

– Elas já estão bem no fundo neste momento. Quer nadar um pouco, Selly? – Ele riu, mostrando seu sorriso estonteante que deixava a maioria das garotas a seus pés. Ele obviamente amava cada momento do meu apuro.

– Você é um babaca. – Minha voz continuava calma, mas meus olhos queimavam de raiva.

Saí para o quintal e dei uma espiada na piscina. O clima estava perfeito para dar um mergulho, e as pessoas estavam se divertindo na água, então andei ao redor da piscina procurando pelo prateado das minhas chaves no meio de todos os corpos.

Zayn estava sentado casualmente em uma mesa com uma loira no colo. A frustração dava nós em meu estômago, mas tentei parecer normal. Sabia que cada pitada do meu desconforto lhe dava prazer.

Identificando o brilho prateado das chaves, procurei em volta por uma vara para puxá-las.

Como não encontrei nada, pedi ajuda para os nadadores.

– Ei, você poderia pegar minhas chaves ali embaixo, por favor? – perguntei. O rapaz olhou para Zayn, que estava sentado, observando a cena quieto, e saiu de perto de mim covardemente.

Ótimo. Sem vara, sem ajuda. Zayn queria me ver molhada.

– Vamos lá, Selly. Tire a roupa e vá pegar as chaves – Madoc gritou da mesa de Zayn.

– Vai se ferrar, Madoc. Você jogou elas lá embaixo, sem dúvida alguma, então por que não vai pegá-las? – Liam, o namorado de K.C., tinha se juntado a ela e estava me ajudando, como sempre fazia.

Tirei os chinelos e cheguei à borda da piscina.

– Selena, espera. Eu pego. – Liam deu um passo à frente e se ofereceu.

– Não. – Balancei a cabeça. – Mas, obrigada. – Dei-lhe um sorriso de gratidão.

Um ano inteiro, lembrei, curtindo a promessa. Iria passar um ano inteiro longe de Zayn.

Mergulhei de cabeça, e a água refrescou minha pele tensa. Meu corpo imediatamente relaxou com o prazer da piscina. Nenhum som, nada de olhares voltados para mim. Curti a paz disso, o tipo de paz que sinto quando corro.

Continuei submergindo. Dois metros e meio de profundidade não eram nada, alcancei as chaves em segundos. Segurando-as fortemente, levantei a cabeça primeiro, hesitante, liberando o ar dos pulmões.

Essa foi a parte fácil.

– Uhu! – Um aplauso ecoou dos espectadores que não estavam, na verdade, torcendo por mim.

Só tinha que sair da piscina e passar pingando pela festa toda. Eles ririam e fariam piadas.

Eu aguentaria alguns comentários, e depois iria para casa e me mataria de comer jujubas.

Nadando graciosamente até a borda e saindo da piscina, torci o cabelo e calcei as sandálias.

– Você está bem? – K.C. se aproximou, o vento soprando seus cabelos escuros e longos.

– Sim, claro. É só água. – Não conseguia olhar em seus olhos. Aqui estava eu novamente.

As risadas. O constrangimento.

Mas a K.C. nunca me culpou.

– Vamos sair daqui. – Ela me deu o braço e Liam nos acompanhou.

– Só um minuto. – Parei e olhei para Zayn, que ainda estava me encarando com olhos castanhos desafiadores.

Fui até ele (sabia que era uma má ideia), cruzei os braços e o encarei de volta.

– Vou embora daqui a dois dias e isso é o melhor que você conseguiu inventar?

Caramba, que merda estou fazendo?

Zayn me lançou um sorriso hostil enquanto distribuía as cartas na mesa.

– Aproveite a França, Selena. Estarei aqui quando voltar.

Sua ameaça me fez querer surrá-lo. Queria desafiá-lo a lidar comigo agora.

Não me agradava nem um pouco a ideia de que sua fúria ameaçadora tumultuaria meus pensamentos durante todo o ano em que eu estivesse fora do país.

– Você é um covarde. O único jeito de se sentir homem é pegando no meu pé. Mas vai ter que encher o saco em outro lugar agora. – Ao largar os braços, minhas mãos se fecharam com mais força, enquanto todos na mesa e na área testemunharam nossa troca de insultos.

– Você continua falando? – Zayn bufou, e risos surgiram perto de mim. – Vá pra casa. Ninguém quer ver sua cara arrogante por aqui. – Zayn quase não fez contato visual comigo enquanto continuava jogando baralho. A garota em seu colo sorria e se jogava mais nele. A sensação esmagadora em meu peito doía. Eu o odeio.

– Pessoal, olha só! – Madoc gritou, enquanto eu tentava segurar as lágrimas. – Os mamilos dela estão acesos. Você deve estar deixando ela excitada, Zayn. – A provocação do Madoc ecoou pelo quintal e todos começaram a zoar, rindo.

Fechei os olhos de aflição ao me lembrar que estava vestindo uma blusinha branca, e que estava definitivamente úmida. Meu primeiro instinto foi cruzar os braços sobre o peito, mas aí perceberiam que tinham conseguido me abalar. Droga, eles já sabiam. Fiquei com o rosto tomado pelo embaraço.

Filho da pu/ta.

Mais uma vez iria embora chorando. Sem dúvida alguma.

Abri os olhos, sentindo-me corada ao ver todo mundo visivelmente bem entretido com o assédio que eu tinha sofrido esta noite. Zayn olhava para a mesa, as narinas abertas, ignorando-me. Seu comportamento ainda me intrigava depois de todo esse tempo. Éramos amigos, e eu ainda procurava por aquele garoto em seus olhos, em algum lugar. Mas que bem me faria ficar presa àquela lembrança que tinha dele?

– Por que ela ainda está parada aqui? – perguntou a loira sentada no colo de Zayn. – Ela é retardada ou algo do tipo? Ela não entende uma insinuação?

– É, Selena. Você ouviu o Zayn. Ninguém te quer aqui. – As palavras de Madoc saíram tão devagar como se eu fosse muito burra para entendê-las.

Minha garganta fechou. Não conseguia engolir e doía para respirar. Isso tudo era demais.

Algo dentro de mim estalou. Fechei a mão e dei um soco no nariz do Madoc. Ele caiu de joelhos, com as mãos no rosto, que jorrava sangue.

Lágrimas embaçaram minha visão e soluços começaram a irromper da minha garganta.

Antes que eles pudessem tirar mais proveito de mim, andei o mais rápido possível até o interior da casa e saí pela porta da frente sem olhar para trás.

Entrei no carro, K.C. no banco do passageiro e Liam atrás. Nem notara que eles tinham me acompanhado. Estava morrendo de vontade de perguntar sobre a reação do Zayn, mas depois percebi que não devia me importar. Que se dane ele.

Olhei pela janela, deixando minhas lágrimas secarem nas bochechas. Liam e K.C. ficaram sentados em silêncio, provavelmente sem saber o que fazer ou falar.

Tinha acabado de bater em Madoc. Tinha acabado de bater em Madoc! A audácia do meu feito era arrebatadora e deixei escapar uma risadinha amarga. Aquilo realmente aconteceu.

Dei um suspiro profundo e expirei lentamente.

– Você tá bem? – K.C. olhou para mim.

Ela sabia que eu nunca tinha feito algo assim, mas amei a sensação de medo e poder ao mesmo tempo.

Caramba, a última coisa que queria fazer agora era ir para casa. Talvez fazer uma tatuagem ou algo assim combinaria melhor com a noite.

– Na verdade, sim. – Era estranho dizer isso, mas era a verdade. Secando as lágrimas, olhei para minha amiga. – Me sinto bem.

Estiquei-me para colocar a chave na ignição, mas parei quando Liam entrou na conversa.

– É, bom, não deixe isso subir à cabeça, Sel. Uma hora você vai ter que voltar para a cidade.

É, ele tinha razão.



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