História Sempre Fui Sua - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Selena Gomez, Zayn Malik
Tags Selenagomez, Zaylena, Zaynmalik
Exibições 29
Palavras 1.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Chapter 3


HOJE

– Então… como se sente voltando para casa? – Meu pai e eu estávamos fazendo uma videoconferência pelo notebook que ele comprou para mim antes de eu ir para a Europa.

– Ótima, pai. Estou pronta. – Contei com os dedos. – Tem comida, dinheiro, nenhum adulto por perto e você ainda tem cerveja na geladeira lá embaixo. Acho que vai rolar uma feeesta – provoquei. Mas meu pai conseguia reagir na mesma moeda.

– Bom, também tenho algumas camisinhas no banheiro. Pode usá-las, se precisar.

– Pai! – explodi, os olhos bem abertos, chocada. Pais não deveriam usar a palavra “camisinha”, pelo menos não perto das filhas. – Isso… passou… dos limites. Tô falando sério! – comecei a rir.

Ele é o pai que todas minhas amigas gostariam de ter. Ele tinha apenas algumas regras simples: respeite os mais velhos, cuide de seu corpo, termine o que começou e resolva seus problemas. Se eu tiro boas notas, demonstro estar no caminho certo e sigo essas quatro regras, ele confia em mim. Se eu perder sua confiança, perco minha liberdade. Meu pai é militar.

Simples assim.

– Então, quais os planos para esta semana? – perguntou papai, passando a mão pelo cabelo castanho, meio grisalho. Meu cabelo tem a mesma cor que o dele, mas graças a Deus não tenho as mesmas sardas. Seus olhos azuis que já foram vibrantes, agora são vagos e cheios de cansaço, e sua camisa e gravata estavam amassadas. Ele trabalha muito.

Sentei de pernas cruzadas na cama queen size, sentindo-me grata por estar novamente no meu quarto.

– Bom, ainda falta uma semana até a volta às aulas, então tenho uma reunião com a orientadora educacional na próxima quarta-feira para discutir meu horário. Espero que as aulas que fiz a mais no ano passado deem uma forcinha na inscrição para Columbia. Ela vai me ajudar com isso. Também tenho que comprar umas coisas e depois colocar o papo em dia com a K.C., é claro.

Além disso, queria começar a procurar um carro, mas ele pediu para esperá-lo voltar no Natal. Não que eu não soubesse o que estava fazendo. Mas percebi que ele queria dividir essa experiência comigo, então eu não seria estraga-prazeres.

– Queria que você estivesse em casa para me ajudar nas pesquisas para a Feira de Ciências – mudei de assunto. – Acho que devíamos ter feito isso quando te visitei no verão.

Meu pai se aposentou do serviço militar depois que minha mãe morreu, há oito anos, e trabalha para uma empresa em Chicago, a uma hora daqui, que constrói aeronaves e as vende no mundo todo. Atualmente, ele está em uma viagem prolongada na Alemanha, dando treinamentos de mecânica. Depois que meu ano em Paris terminou, fiquei com ele em Berlim para passar o verão. Minha mãe ficaria feliz em saber que viajei e que planejo continuar fazendo isso assim que o ensino médio terminar. Sinto tanto a falta dela, mais ainda nestes últimos anos.

Naquele momento, as portas francesas do meu quarto se abriram totalmente com uma lufada de vento repentina e gelada.

– Espera aí, pai. – Pulei da cama e corri até as portas para dar uma olhada lá fora.

Uma onda de vento constante batia em meus braços e pernas descobertos. Inclinei-me sobre o gradil e vi um punhado de folhas se agitando com a rajada e latas de lixo rolando. O cheiro de lavanda era carregado até as portas, vindo das árvores que decoravam nossa rua, a alameda Fall Away.

Uma tempestade se aproximava, e a eletricidade já preenchia o ar. Minha pele ficou arrepiada, não de frio, mas da sensação de uma tempestade iminente. Adoro chuvas de verão.

– Ei, pai – interrompi-o enquanto ele falava com alguém no fundo –, preciso desligar. Acho que uma tempestade está chegando, tenho que ver se todas as janelas estão fechadas. Te ligo amanhã? – Esfreguei os braços para acalmar o arrepio.

– Claro, querida. Também tenho que correr aqui. Lembre-se que a pistola está na mesa da entrada. Me ligue se precisar de algo. Te amo.

– Também te amo, pai. Até amanhã – falei alto.

Após fechar o notebook, coloquei meu casaco preto do Seether e abri as portas do quarto novamente. Analisando a árvore lá fora, instintivamente minha mente evocou memórias das diversas ocasiões em que me sentei nela para aproveitar a chuva. Dividi a maioria daqueles momentos com Zayn … quando ainda éramos amigos.

Olhando rapidamente para cima, percebi que sua janela estava fechada, não havia nenhuma luz vindo daquela casa que ficava a menos de dez metros. Com a árvore atuando como uma espécie de ponte entre as janelas de nossos quartos, sempre pareceu que as casas estavam, de certo modo, conectadas.

Durante o ano em que estive fora, lutei contra a vontade de perguntar para a K.C. sobre ele.

Mesmo depois de tudo que ele fez, uma parte de mim ainda sentia falta daquele garoto que costumava ser meu primeiro pensamento ao acordar de manhã, e minha companhia constante quando criança. Mas aquele Zayn já não existia mais. Em seu lugar surgira um idiota, rude e detestável que não tinha consideração alguma por mim.

Fechei e tranquei as portas francesas, e puxei as cortinas pretas transparentes. Alguns minutos depois, o céu se fechou com um estrondo e a chuva começou.

Mais tarde naquela noite acordei sem conseguir ignorar o trovão e o barulho da árvore batendo na casa, então acendi a luz à cabeceira e rastejei até a porta para dar uma olhada na tempestade. Consegui ver faróis avançando perigosamente pela rua. Virei a cabeça para o lado o máximo possível e consegui ver um Mustang Boss 302 preto entrando rapidamente na garagem do Zayn.

A traseira do carro deslizou antes de sumir da minha vista dentro da garagem. Era um modelo novo, com uma faixa grossa e vermelha decorando toda a extensão do carro. Nunca o tinha visto antes. Pelo que eu sabia, Zayn tinha uma moto e um Mustang GT, então aquele carro podia ser de qualquer um.

Será que eu tinha um vizinho novo?

Não sabia como me sentir diante dessa possibilidade.

Por outro lado, aquele carro era exatamente como Zayn gosta.

Depois de mais ou menos um minuto, uma luz fraca se projetou no chão do meu quarto, vindo do quarto de Zayn. Pude visualizar uma figura escura se mexendo atrás da persiana.

Meus dedos começaram a formigar.

Ao tentar focar novamente naquele cenário fantástico de vento e cortinas de chuva, meu coração começou a pular com o som das persianas de Zayn se levantando e com o bloco de água caindo do céu entre as duas casas. Apertei os olhos e vi Zayn levantar a janela e se inclinar para fora na tempestade.

Droga.

Como eu, ele parecia observar o espetáculo. Mal conseguia ver seu rosto atrás da densa folhagem da árvore, mas percebi que ele me notou. Seus braços ficaram tensos ao se apoiar no peitoril da janela, e sua cabeça estava curvada na minha direção, sem se mexer. Quase podia imaginar aqueles olhos castanho-escuros me fuzilando.

Ele não acenou ou me cumprimentou. Por que faria isso? É claro que minha ausência não abrandaria seu coração. Eu costumava sentir terror e apreensão quando esse cara estava por perto, mas, agora… sentia uma estranha mistura de nervosismo e expectativa.

Lentamente me afastei para fechar e trancar as portas. A última coisa que queria era vacilar, deixando escapar as emoções que ferviam sob minha aparência tranquila. Durante o tempo em que estive fora pensei em Zayn – mas não fiquei me torturando, imaginava que o tempo e a distância o deixariam mais tranquilo.

Talvez aquela previsão fosse esperançosa demais.

E talvez eu não estivesse tão incomodada com as merdas dele como antes.

 



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