História Sempre Fui Sua - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Selena Gomez, Zayn Malik
Tags Selenagomez, Zaylena, Zaynmalik
Exibições 27
Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meninas, que bom que estão gostando haha, e pra falar, o Zayn tem um motivo sim para tratar a Selena desse jeito.

Capítulo 6 - Chapter 6


– O que ela está fazendo aqui? – Arrancada da minha contemplação interna, vi Zayn se escorando na entrada, entre a sala de sinuca e a escada. Ele estava com os braços em cima da cabeça, com as mãos apoiadas nos dois lados do batente.

Recuperei o fôlego. Vê-lo cara a cara me fez esquecer de tudo. De Madoc, de suas revelações… Merda! Sobre o que a gente estava conversando mesmo? Não conseguia me lembrar.

Mesmo indignada com Zayn, não conseguia deixar de reparar como os músculos do seu peito liso se esticavam em seus braços. Meu corpo reagiu involuntariamente enquanto um calor começou a tomar forma no meu ventre e subiu até o pescoço. Fiquei na França por um ano, e vê-lo novamente tão próximo fez com que o meu estômago desse um mortal duplo de costas.

Seu cabelo e olhos castanho-escuros pareciam fazer sua pele brilhar. As sobrancelhas bem retas acentuavam sua presença ameaçadora. Olhar para ele deveria ser um jogo. Quem conseguisse parar de olhá-lo primeiro ganhava.

Ele ficou em pé seminu, usando apenas uma calça preta com uma corrente de carteira pendurada no bolso. Sua pele estava bronzeada e seu cabelo, bagunçado de uma forma ousada. Suas tatuagens saltavam aos olhos, uma no antebraço e outra na lateral do torso. Era possível ver sua cueca boxer azul e branca quadriculada acima da calça, que estava meio larga por causa do cinto desafivelado ao redor da cintura.

Desafivelado. Fechei os olhos.

Lágrimas estavam enterradas atrás das minhas pálpebras e a magnitude de suas ações veio com tudo. Ver esta pessoa que me odiava o bastante para me machucar dia após dia fazia meu coração doer.

Ele não vai acabar com meu último ano, jurei a mim mesma. Ao tentar segurar as lágrimas, minha respiração ficou vagarosa. Minha mãe diria: Sobreviver é a melhor vingança.

Por baixo de um braço, vi Sam dando uma olhadela, com uma expressão cômica semelhante à do Dobby agachando-se atrás do Lúcio Malfoy. Por baixo do outro braço, uma morena sensual – que acreditava ser a tal da Piper – se espremia igual a um gato que acabou de comer um canário. Reconheci-a vagamente da escola. Ela usava um vestido vermelho coladinho, aberto na altura do pescoço, com sapatos de salto alto pretos e assustadores. Mesmo com os seis centímetros adicionados à sua altura, ela ainda batia no queixo do Zayn. Ela era bonita em… bem, todos os quesitos, acho.

Zayn, por outro lado, parecia pronto para comer um bebê vivo com aquela expressão carrancuda. Sem fazer contato visual comigo, ele deixou bem claro que estava conversando com Madoc e não se dirigia a mim.

Intrometi-me antes de Madoc abrir a boca.

– Ela queria dar uma palavrinha contigo.

Cruzei os braços sobre o peito e fixei meu olhar, tentando parecer mais forte do que era. Zayn fez o mesmo e, enquanto seus lábios não se moviam, seus olhos estavam entretidos.

– Fale logo. Tenho convidados – ordenou ele.

Ele entrou devagar na sala e se posicionou do outro lado da mesa de sinuca. Madoc e Sam entenderam a deixa e correram de volta à cozinha. Consegui notar Madoc de relance, batendo na cabeça do Sam.

O controle que eu estava desesperadamente tentando manter ameaçava se romper. Depois da epifania causada pela confissão de Madoc, comecei a odiar Zayn mais do que nunca. Era difícil olhar para ele.

– Eu. Tenho. Convidados – repetiu Zayn, me encarando, irritado.

– Eu sei, estou vendo. – Espiei em volta dele até a entrada onde a morena estava parada. – Você pode voltar a recepcioná-los em um minuto.

Zayn ficou com uma expressão um pouco menos carrancuda. A morena finalmente entendeu a insinuação, andou até Zayn, cujos olhos não paravam de me encarar, e beijou ele na bochecha.

– Me liga – sussurrou ela.

Seu olhar permaneceu voltado para mim enquanto continuava ignorando-a. Depois de hesitar por alguns momentos, ela andou pela sala, girou nos calcanhares e partiu. Não é à toa que os caras agem como idiotas. Garotas desse tipo deixam eles fazerem isso.

Ao me recompor, levantei a cabeça.

– Tenho que acordar daqui a cinco horas para um compromisso em Weston. Estou pedindo educadamente para você abaixar a música. – Por favor, não seja um babaca, por favor não seja um babaca.

– Não.

Tanta oração para nada.

– Zayn – pausei, mesmo sabendo que fosse perder –, vim aqui amigavelmente. Já passa da meia-noite. Estou te pedindo gentilmente. – Estava tentando manter a calma no meu tom de voz.

– Já passa da meia-noite em uma sexta-feira. – Ele manteve os braços cruzados sobre o peito, parecendo entediado.

– Você está sendo insensato. Se eu quisesse acabar com a música, eu poderia chamar a polícia reclamando do barulho ou poderia ligar para a sua mãe. Estou vindo até aqui porque te respeito. – Olhei pela sala vazia. – Ué, cadê a sua mãe? Não a vi desde que voltei.

– Ela não fica mais aqui por muito tempo, e não vai vir no meio da noite só para acabar com a minha festa.

– Não estou pedindo para você “acabar com a festa”. Estou te pedindo para diminuir o som – expliquei, como se ainda achasse que havia alguma chance de Zayn ceder.

– Vá dormir na casa da K.C. aos fins de semana. – Ele começou a dar voltas na mesa de sinuca e jogar as bolas dentro das caçapas.

– Já passa da meia-noite! Não vou incomodá-la a essa hora da noite.

– Você está me incomodando a essa hora da noite.

– Você é tão imbecil – o sussurro escapou dos meus lábios antes que eu conseguisse detê-lo.

– Cuidado, Selena. – Ele parou e me encarou. – Você ficou fora durante um tempo, então vou te deixar sair dessa e te lembrar que minha boa vontade não vai muito longe com você.

– Ah, por favor. Não aja como se a minha presença fosse um incômodo tão grande. Eu te aguentei muito mais do que devia com o passar dos anos. O que você poderia fazer comigo que ainda não fez? – Novamente cruzei os braços sobre o peito e tentei parecer confiante.

Meu antigo nervosismo vinha da minha incapacidade de lidar com ele. Ele era esperto e pegava as coisas no ar, e eu sempre perdia quando discutíamos. Mas não tinha medo dele.

– Gosto das minhas festas, Selena. – Ele deu de ombros. – Gosto de ser entretido. Se você acabar com a minha festa, então terá que me entreter. – Seus olhos semicerrados e a voz rouca provavelmente deveriam ser sensuais, mas acabaram saindo ameaçadores.

– E que tarefa nojenta, se puder me dizer, gostaria que eu fizesse? – Generosamente acenei pelo ar como se estivesse falando com um Duque ou um Lorde. Talvez o idiota quisesse que seu banheiro fosse limpo ou que suas meias fossem dobradas. De qualquer modo, ele só conseguiria meu dedo do meio apontado bem na sua cara.

Perambulando até mim, Zayn pegou na ponta do meu casaco e disse:

– Tire isto e dance no meu colo.

Meus olhos se arregalaram.

– Como é? – soltei um sussurro rouco. Ele estava tão perto de mim que meu corpo vibrou com tanta energia. Ele mantinha a cabeça na mesma altura que eu, mas seus olhos escuros estavam direcionados para baixo, com um olhar penetrante. Eu estava bastante consciente de seu corpo, de sua pele nua, e então imagens de uma dança em seu colo começaram a fluir. Ah, caramba. Odeio ele, odeio ele, lembrei a mim mesma.

Zayn notou o emblema do Seether no lado esquerdo do meu casaco.

– Vou colocar Remedy. Ainda é a sua música favorita? Você dança rapidinho pra mim e depois acabo com a festa. – Ele levantou o canto da boca, mas a frieza continuava em seus olhos. Ele queria me humilhar novamente. O monstro precisava ser alimentado.

Será que não chegou a hora de você se vingar?

Se eu aceitasse a proposta, Zayn daria um jeito de descumprir o acordo e me faria passar vergonha. Se eu não aceitasse a proposta, entraríamos em um impasse. Em ambos os casos, Zayn estava ciente de que não precisava abrir mão de nada. O idiota percebeu de que eu estava muito perturbada para conseguir pensar em uma terceira opção.

Será que não chegou a hora de você se vingar?

No curto espaço de tempo que demorou para eu tomar minha decisão, dei uma última analisada nele. Que vergonha. Zayn era muito lindo e, em um passado distante, havia sido um bom garoto. Se as coisas tivessem sido diferentes, eu poderia ser dele. Teve uma vez que pensei que era dele. Mas não sacrificaria meu orgulho por ele. Nunca. Mais.

Minhas pernas começaram a tremer, mas me recusava a abandonar minha determinação.

Dei um passo pra trás e gritei dentro da sala de estar.

– Polícia! – As pessoas que estavam dançando começaram a olhar em volta, confusas. – Polícia! Saiam todos daqui! Os policiais estão entrando pela porta dos fundos! Corram! – Fiquei surpresa pelo tamanho da responsabilidade que ficaria nas minhas costas ao levar essa mentira adiante, mas tudo funcionou. Caramba, funcionou!

Um tumulto se sucedeu, e a aglomeração de pessoas reagiu com pânico imediato. Os festeiros, pelo menos os menores de idade, começaram a se espalhar por todos os cantos e pareciam também avisar as pessoas que estavam do lado de fora. O restante pegou a maconha e as garrafas antes de sair correndo. Eles estavam muito bêbados para verificar a área adequadamente e realmente procurar pelos policiais. Então, apenas correram.

Virando-me para olhar Zayn, percebi que ele não reagiu. Ele não tinha se mexido. Enquanto todos saíam da casa dele gritando e rangendo motores, Zayn apenas ficou me encarando com uma mistura de raiva e surpresa.

Aproximando-se de mim devagar, o grande sorriso que se abriu em seu rosto forçou meu estômago a dar uma pirueta. Soltando um suspiro falso de pena, ele declarou:

– Vou te fazer chorar logo, logo. – Seu tom de voz era calmo e decisivo. Eu acreditava em cada palavra.

Respirando demoradamente, meus olhos se estreitaram para ele.

– Você já me fez chorar diversas vezes. – Levantei o dedo do meio para ele devagar e perguntei: – Sabe o que é isso? – Com o dedo do meio, afaguei o canto do olho. – Sou eu, esfregando a última lágrima que você vai conseguir tirar de mim.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...