História Sempre! (Katniss e Peeta) - Capítulo 9


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Effie Trinket, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark
Tags Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes, Josh Hutcherson, Katniss, Peeta, The Hunger Games
Visualizações 93
Palavras 1.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Helloooo, depois de cerca de um milhão de anos (sem brincadeiras) aqui estou. Obrigada pelos comentários, podem acreditar que eles me motivaram a voltar a escrever esta história. Aliás saudadineeeas de the hunger games. Desta vez realmente espero terminar a história antes de sumir de novo kkkk.

ps: A musica do cap. é missing do for king and country.

Capítulo 9 - Missing.


Fanfic / Fanfiction Sempre! (Katniss e Peeta) - Capítulo 9 - Missing.

“ Lembre-se, nós somos loucamente apaixonados um pelo outro, então não há problema algum em você me beijar sempre que tiver vontade.” Eu lembro das palavras dele durante o 74º jogos vorazes. Isto foi a tanto tempo atrás, a situação era diferente e acima de tudo devo lembrar de que éramos outras pessoas, pessoas que não existem mais, que são como fantasmas agora. Não creio que seja inteligente da minha parte beijá-lo sempre que me der vontade. Isto é medo? O que é isto dentro de mim? Isto importa agora?

— Katniss! — Sua voz escapa e sinto algum tipo de arrepio estranho tomar conta de mim. Sua mão está em meu pescoço como se tentasse segurar minha cabeça e então simplesmente ele para de me beijar. Isto é quase como quando estávamos nos tuneis subterrâneos e sua voz começou a ecoar junto com a dos bestantes como se ele fosse um deles, o que não está longe da verdade. Seus olhos estão fixos em meu rosto como se agora ele estivesse muito longe de onde alguém pudesse alcança-lo. Tento voltar a beijá-lo, pois sei que ele voltará a mim, mas ele simplesmente me deixa cair no chão, para longe dos seus braços. Encolhido contra uma parede da cabana de madeira ele tem suas mãos nas têmporas. — Isto não é real. Não é... real. — Repete continuamente para si mesmo.

— Peeta, eu estou aqui! — Tento me aproximar, mas ele estica seu braço fazendo um gesto me impedindo de prosseguir.

— Não! Não chegue mais perto. — A bruta sensação de que ele está em um estado de dor agora mesmo, me deixa um pouco enjoada. Por que? Por que justamente ele? O garoto que não queria ser nada além do que ele mesmo, que não queria ser uma peça nas mãos da capital? Então por que ele? Isto não é pessoal no final, não é?

— Isto é tão perigoso. Me desculpe. Eu não sei o que estava fazendo. Eu estou me retirando agora. — O vejo se levantar e rapidamente se conduzir rumo a porta a abrindo. O ar gelado se difunde de imediato pela pequena cabana me fazendo tremer convulsivamente. Posso ver o chão lá fora antes verde coberto de uma camada branca espessa. É tão escuro que não posso entender onde ele está com a cabeça.

— Por que?

— Por que, o que?

— Isto! — Ele olha para fora e apenas posso ver sua nuca.

— Eu matei alguém Katniss. Alguém que não merecia. E eu tentei te matar mais de uma vez. Você se esqueceu disto? Como você poderia ser tão tonta?

— Eu tentei te matar uma vez também com a colmeia, não estamos quites?

— Isto soa como um jogo para você? — Seu rosto adquire uma expressão realmente zangada quando ele se vira para me ver.

— Não! Isto não soa como isto para mim. — Há um silencio repentino entre nós quase incomodo como se os milésimos de segundos durassem uma eternidade e logo ele se vai fechando a porta com força atrás de si. Deixando o vazio atrás de si.

Quando acordo naquela manhã a luminosidade irrita meus olhos e eu os forço a abrir. Sinto que meus músculos estão duros, quase petrificados e posso ver que o fogo na lareira se apagou sozinho durante a noite. Realmente me sinto mal como se pudesse partir em mil pedaços como uma simples pedra de gelo. Tento reacender o fogo para me esquentar antes de partir e fico mais uma hora sentada no piso olhando para o nada.

Vou pelo meu caminho de volta comendo lascas de carne desidratada e pão, pois meu estomago já reclama de fome. Os pássaros parecem ter desaparecido dos galhos das árvores, pois sequer posso ouvir o seu cantar alvoroçado de todos os dias. É difícil caminhar quando minhas botas afundam além dos meus tornozelos na neve fofa e branca, tudo agora tem aquela mesma coloração não importa o quão longe se olhe. Me pergunto se ele está bem, se chegou bem, e tudo isto deixa minha boca com um gosto estranho. Quando olho para baixo há um grande rastro de sangue que vai se estendendo por metros e metros. Tento respirar diante da coloração escarlate que vai enuviando meus pensamentos sãos. Minhas mãos estão tremulas e o frio que antes eu sentia apenas se alarga, estico o meu braço e toco aquilo fazendo as pontas dos meus dedos se tingirem. Por que isto me lembra dias antigos, dias que eu sequer quero recordar? Antes de sequer calcular estou correndo seguindo o rastro. Não posso imaginar perde-lo de novo, não posso imaginar perder qualquer coisa mais. 

— Peeta! Peeta! — Grito esperando que ele possa me responder e indicar onde está, mas sequer há qualquer barulho. O vento frio passa por meu corpo. Quanto mais me movo vejo que estou mais próxima do lugar onde ficava a antiga cerca do doze. Ele deveria ter me escutado, ele deveria. Meus músculos estão doloridos, mas me forço a continuar seguindo em frente a maior velocidade que consigo, mas algo simplesmente me faz parar bruscamente. Há uma enorme possa de sangue logo a frente. Meu estomago se embrulha, e meus joelhos fraquejam e eu apenas caio. Minhas mãos atingem a poça de coloração forte e estou coberta daquele liquido como se estivesse agora impregnado em mim. Com tanto sangue, nenhum ser vivo poderia ter sobrevivido aquilo. Estou arfando em busca de ar, é como se aquilo nunca pudesse parar. Aquilo tomaria tudo e a todos e algum dia me tomaria também. Quero apenas desvanecer no vento gélido e me tornar cinzas. Atrás de um tronco de árvore posso ver algo. Me arrasto pelo chão deixando uma longa marca sobre a neve e quando finalmente vejo minha boca se abre em surpresa.

Há um cervo morto certamente pelo ataque de um animal carnívoro. Tudo o que posso fazer é seguir em frente. Finalmente entro no doze e rapidamente atinjo a vila dos vitoriosos, não há mais nada em mim que me faça sentir, não há mais... Parado conversando com um enorme sorriso no rosto ele está com os braços cruzados na frente do peito, parece nunca antes ter estado melhor.  Aquilo causa algo na minha cabeça como um estalo estranho. Antes que pudesse medir qualquer coisa minha mão atinge seu rosto com o punho fechado. Não é como se Peeta houvesse me visto chegar de modo que suas expressões se tingem de surpresa e suas bochechas queimam em vermelho.

— Eu pensei que você... Que você... Não faça isto de novo, você me escutou? — Gritei, porém ele segue me olhando fixamente sem prestar qualquer movimento, sinto meus olhos um pouco nublados como se pudesse começar a chover em mim. Há um clima diferente. Me viro de lado vendo Effie Trinket parada vestindo roupas muito mais modestas do que ela costumava vestir nos tempos de Capital. Seu cabelo tem um tom loiro pálido como a primeira vez em que a vi pessoalmente, quando chamou o nome de Prim, porém agora não tem um volume tão alto, mas certamente que ela tão pouco teria algum dia em sua vida um estilo comum. Eu jamais imaginaria que em algum momento ela de fato retornaria a aquele lugar por qualquer que fosse o motivo, pois era natural que ela quisesse continuar a levar uma vida que se assemelhava a aquela que ela levava antes de tudo.

— Oh, minha querida. — Seu rosto tem expressões doces. — O que aconteceu com você? — Seu questionamento faz com que haja um clique na minha cabeça e eu olho para mim. Minhas mãos estão cobertas de sangue e talvez haja algo em meu rosto também. Há um barulho de porta se abrindo e de dentro de uma das casas sai Haymitch cambaleando levemente com uma garrafa de uma bebida amarelada.

—Garoto, onde está... — Suas palavras se detêm e de repente ele apenas tem olhos para uma única pessoa. Não posso determinar se é surpresa e choque os mesmos sentimentos que eu sinto agora ao vê-la na minha frente.

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por terem chegado até aqui, espero que de fato tenham gostado do capítulo e nos vemos em breve com certeza. Beijocas no coração de vcs e comentem para que eu saiba o q acharam.


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