História Sempre Tem um Lado Bom - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Jill Valentine, Rebecca Chambers
Tags Chris Redfield, Jill Valentine, Raccon City, Resident Evil, Stars, Valenfield
Exibições 29
Palavras 3.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aííí povoooo!!! Tudo certo?
Gente, passando para dizer que amanhã o capítulo vem um pouquinho mais tarde devido a um compromisso que terei, mas ele será postado, certo? Já tem vários capítulos a mais escritos e prontos para vocês, então não se estressem. Não vou prometer bem a hora, mas não deixarei de postar :-) .
Um forte abraço a cada um que continua acompanhando as loucuras da minha imaginação, muitíssimo obrigada por acompanhar!!! Me deixam muito feliz, até mesmo os que não se manifestam e ficam aí no escurinho heheh.
Boa leitura ! ! !

Capítulo 21 - Voltando para Casa


Não, não pode ser... Isso não aconteceu.

Olho novamente para debaixo da coberta e me vejo apenas de calcinha e sutiã... Eu não me lembro disso, eu estava vestida até apagar. E ele... Ele também. Minha Nossa, o que aconteceu? Será que eu realmente só não me lembro de ter... Continuado... Com ele... Não, não pode ser. Jill, sua estúpida, você não pode ter feito isso.

Não que eu deva satisfação para alguém, mas encher a cara e acordar do lado de alguém estranho no dia seguinte nunca foi um objetivo meu.

Que droga... O que eu faço agora? Tenho que sair antes que ele acorde e me dê a certeza de algo que não quero saber.

Eu afasto as cobertas lentamente sem fazer muito barulho e quando estou em pé, me olho seminua e me cubro com a primeira coisa que agarro no chão e vou ao banheiro trancando a porta e me encarando no espelho.

Isso não pode ter acontecido... Certo? Eu não fiz isso.

Lavo meu rosto e percebo como minha maquiagem está borrada, típico de alguém que se esfregou em alguém... Ah, não. Não, não, não, não, não, não.

Sento no vaso de tampa fechada e forço a mente para me lembrar... Mas nada. Lembro dele me levar para cama, mas tentei afastá-lo, sem sucesso, mas tentei. Eu não queria ficar com ele, muito menos passar a noite com ele.

Por pior que seja, e por mais burrice que seja, só tenho um em minha mente e meu coração... E mesmo que não tivéssemos nada, se realmente isso rolou com o Erick... Não pode ser. Eu AMO o Chris e mesmo o querendo longe, não queria ser tocada por mais ninguém por um longo tempo.

Ouço o trinco da porta mexer e dou um salto arregalando os olhos, então ouço batidas leves na porta.

            -Jill, você está bem?

Ai, Minha Nossa... Não quero encará-lo, vai que ele diz que rolou mesmo, nesse caso prefiro morrer na dúvida do que ter uma confirmação.

            -Sim.

Eu tento manter uma voz calma, mas meu nervosismo se sobressai... Como vou sair daqui agora? Olho para meus braços e para minha infelicidade vejo que o que peguei no chão foi a calça dele... Ah, Jill, que ótimo. O que é que ele vai pensar disso, hein?

Reviro os olhos e ouço ele esfregando o dedo na porta parecendo esperar eu abrir, até que fala calmo.

            -Pode abrir a porta?

            -Não, eu... Eu já saio.

            -Certo... Vou arrumar algo para comermos.

Ouço passos dele se afastando... Será que ele vai sair? É minha chance de ir para meu quarto jogar as coisas na mala e sair dirigindo como louca de volta para minha casa e apagar o que pode ter acontecido aqui.

Eu vou até a porta e a destranco, abrindo bem devagar. Ele não está aqui. Corro até meu vestido e o coloco rapidamente, pegando meu sapato e minha bolsa ao canto, então abro a porta do quarto e vou até a porta.

            -Quer fugir de mim?

Eu dou um salto e viro para ele que sorri sentado em uma cadeira em uma mesa luxuosa, em uma sala luxuosa, em um andar luxuoso. Mas quando paro de analisar o lugar, meus olhos voltam nele e meu nervosismo aumenta descontroladamente com o que ele pode me revelar.

            -Senta aqui, toma café comigo.

            -Eu tenho que ir...

            -É cedo, Jill... Anda, por favor.

Droga...

Eu caminho lentamente até sua direção e quando sento na cadeira a sua frente noto que ele tem um sorriso divertido no rosto, mas desvio. Então batem na porta e ele levanta rapidamente. Não me viro, mas pelos resmungos e pelas rodinhas de um carrinho, imagino ser o café da manhã que pediu. Quando ele encosta o carrinho ao meu lado, puxa a cadeira também, ficando próximo a mim e com os olhos fixos, então ele ri.

            -Jill... Relaxa.

Eu o olho de canto e ele ri alto, se espreguiçando na cadeira e cruzando os braços ao me olhar, então apenas me encolho. Mas ele puxa minha mão para seu rosto me fazendo olhar para ele ainda mais nervosa, mas ele fixa um sorriso no rosto e me olha de um jeito manso... Diferente.

            -Me deixe adivinhar... Você não se lembra.

Ai, Minha Nossa... Não me lembro do quê?

            -E está nervosa porque acha que mesmo colocando na cabeça que NÃO, você bebeu o suficiente para transar com alguém que mal conhece... E agora não se lembra.

Ah, não...

Eu desvio temendo a próxima frase, mas ele puxa meu rosto delicadamente me fazendo olhar para ele que perde o sorriso e fica com uma expressão que eu quase diria que era de abatimento.

            -Não chegou a rolar nada, Jill.

O quê?

            -O quê?

            -Não chegamos lá, se é o que está te atormentando.

Ah, Graças aos céus... Eu suspiro aliviada e ele ri, mas quando vejo, noto que não parece contente e mesmo assim continua segurando minha mão.

            -Você não se lembra de eu ter te trazido aqui?

            -Lembro sim, de eu não querer ficar e você me arrastar para o quarto. Mas só lembro até o quarto e depois nada...

            -Bom, continuamos um pouco... E não tirei minha roupa sozinho, Jill.

Jill, sua tarada... Ele riu provavelmente da minha expressão de agora e continuou.

            -E quase foi, mas você apagou... E não sou o tipo de cara que gosta de transar sozinho, então te deixei quieta e apenas joguei o cobertor para não sentir frio e peguei no sono também depois de um tempo.

            -“Depois de um tempo”?

            -Eu não conseguia tirar os olhos de você... Jill, você mexe comigo de um jeito que...

Ele parou e eu desviei... Ficou me olhando seminua, certo. Melhor do que ter me olhado e me usado nua. Mas ele me arrastou para cá bêbada e falei que não queria nada e ele não me ouviu...

            -Por que me trouxe para cá depois de eu ter dito que não queria nada com você?

            -Porque eu tinha que tentar.

            -Eu estava bêbada e acho que notou isso...

            -Pois é, mas eu não me perdoaria se nem ao menos tentasse. – Ele riu.

            -Não tem graça. Você forçou a barra comigo mal me aguentando em pé e acha divertido?

Ele desviou sem sorrir agora e o encaro feio, mas quando volta a me encarar o sorriso volta e percebo que não o entendo.

            -Me desculpe.

            -Está arrependido?

            -Não.

Ele ri e eu desvio discordando com a cabeça... Isso não vai levar a lugar nenhum, porque pelo jeito ele é acostumado a ter tudo o que quer e a quem quer e não fiz nada com ele, então acho que já foi um beliscão. Eu não queria nada e falei isso até mesmo bêbada e graças aos céus eu desmaiei antes de fazer bobagem.

Eu não fiz nada... Eu tinha perdido minha consciência e... Será que pensei que era o Chris comigo? Nossa, mas pelo jeito chegou perto... Nunca mais vou beber desse jeito, eu juro eternamente.

            -Jill?

Viro para ele que me observa curioso e eu fico carrancuda para não dar muita moral, mas ele carrega uma expressão entristecida.

            -Você tem mesmo que ir hoje?

            -Sim.

            -Não pode voltar semana que vem?

            -Não posso.

            -Não pode ou não quer?

            -Os dois.

Respondo mais rápido do que o planejado e vejo que ele desvia não gostando da resposta e me pergunto o porquê disso incomodá-lo tanto.

            -Eu tenho que ir, Erick...

            -Jill, é sério quando digo que não quero te perder de vista... Por favor, me dê uma chance.

            -Eu não posso... Tenho que voltar e não quero me envolver.

            -Então podíamos ser amigos, enquanto... Se recupera. Vai ver que posso ser um cara legal, eu prometo.

É, mesmo me arrastando para o quarto bêbada... Mas conforme o próprio Chris me disse uma vez: “homens tem a obrigação de tentar”.

            -Sei que é um cara legal, Erick... Mas eu não quero, me desculpe. Aceito sua amizade, mas é só.

Ele desviou o olhar ainda parecendo abatido... Nossa, ele só me conheceu ontem e por que toda essa insistência?

            -Toma café da manhã comigo?

Ainda estou brava pela atitude dele, mas apesar de tudo ele me distrai e não vai adiantar de nada ficar discutindo se vou embora mesmo e não o verei mais.

            -Sim, tudo bem.

Apesar de tudo, agora que sei que só desmaiei e que ele apenas dormiu do meu lado, o peso saiu de minhas costas. É claro que não foi legal dormir aqui, mas eu mal conseguia caminhar sozinha e sei que a culpa é dele por não ter me levado ao meu quarto mesmo depois de dizer que eu não queria nada... Mas como eu disse, não o verei mais mesmo, então é bom acabar de um jeito bom.

Tomamos café e comemos as frutas e geleias deliciosas e ele deixou de lado seu jeito abatido e conversava comigo com um sorriso no rosto e fazia todo tipo de brincadeira, me arrancando gargalhadas.

Quando ele arremessou mais um pedaço de pão para o alto e pegou com a boca, eu aplaudi fazendo o ego dele ir as alturas, mas quando finalmente errou eu ri e ele me jogou um pedaço na testa. Eu o empurrei e ele riu.

Me viro para olhar o relógio e vejo que já são onze horas e ao acompanhar meu olhar ele para de sorrir e desvia. Eu levanto sorrindo e ele me olha estranho, como se não quisesse me deixar ir.

            -Eu tenho que ir... Arrumar as malas e deixar tudo pronto para quando eu ir.

            -Que horas vai?

            -Acho que já depois do almoço. Não quero pegar muito trânsito e até desfazer as malas lá em casa também... E quero dormir cedo para o que eu tenho que enfrentar amanhã. – Eu respiro fundo.

            -Aquele cara trabalha com você?

            -Sim... Mas não é isso. Não só isso.

            -O que é?

            -Eu saí super estressada de lá e acabei sendo grossa com meu chefe que é um mala que me detesta, então talvez eu só vá assinar meus papeis de demissão.

            -Hum, que bom... Aí volta para cá que te dou um emprego.

Eu ri e concordei com ele me acompanhando. Ah, eu não queria ser demitida, apesar de tudo, adoro meu trabalho.

            -Mas e o cara... Me conta o que aconteceu.

Ele falou meio inseguro e todas as lembranças que me atormentavam voltaram e eu desviei... Tudo parece apenas um sonho perfeito e um pesadelo terrível. Quando eu voltar, acho que terei um choque emocional, porque consegui me desligar tanto disso que não sei como vou agir.

            -Me desculpe, mas é que sou curioso.

Eu sento novamente na cadeira e penso se conto ou não para ele... Só não quero voltar a chorar.

            -Ele era só um amigo até semana passada.

            -“Semana passada”? – Ele sorriu.

            -É... Eu descobri que ele era na minha e eu...

            -Você era na dele.

            -Pois é... E resumindo, acabamos nos envolvendo, mas no dia seguinte o vi cedendo em um beijo roubado.

            -Tem certeza?

            -Sim, eu estava lá, eu vi tudo. Ninguém me contou, eu vi.

            -Como aconteceu?

            -Era um baile onde trabalhávamos... E tínhamos que levar acompanhante, mas fui convidada pelo meu chefe. Na verdade intimada.

            -Pelo que te detesta?

            -Sim.

            -Hum... Continua.

            -Ele foi com a sobrinha de um grande amigo que pediu para ele acompanhar a garota que queria muito ir... Eu não liguei para isso, eu confiava nele.

            -Aí viu que ele cuidou muito bem da garota.

            -Eu fui de atrás dele e vi os dois saírem do meio do mato meio discutindo...

            -Do mato? Nossa...

            -Pois é... Aí ela o beijou e ele se afastou, mas na segunda vez ele cedeu. Eu esperei ele se afastar, mas isso não aconteceu.

Eu desviei me lembrando novamente da cena e por um segundo me tele transportei para delegacia e o vi lá a beijando e sendo empurrado para o escuro com ela... Meu coração ardeu e senti meus olhos umedecerem, então desviei.

            -Você o amava?

Eu viro para ele que parece pedir por uma resposta negativa, mas concordo com a cabeça e ele encara a mesa.

            -Se tudo realmente aconteceu assim, ele não merece você.

            -Eu sei...

            -Ele não veio se explicar?

            -Veio... Mas eu não quis ouvir... Não podia ouvir. Não naquele dia.

            -E vai ouvir?

            -Acho que não terei opção... Por mais idiota que possa ser a desculpa, acho que agora eu quero ouvir.

Por mais estranho que isso seja, sim, acho que agora eu quero ouvir o que ele tem para dizer, mesmo que seja uma péssima desculpa, mas precisarei disso para tentar esquecê-lo de vez... Ou talvez... Ele tenha uma desculpa que possa justificar tudo. Será que sou muito idiota em ter essa esperança depois de tudo que sofri pensando o contrário?

Eu olho para o relógio e levanto da cadeira com ele me olhando novamente meio assustado querendo encontrar um jeito de me fazer ficar.

            -Eu já vou indo... A Rebecca deve estar preocupada e pensando bobagens.

            -Vão almoçar aqui?

            -Acho que sim.

            -Almoçam comigo?

Ah, Erick... Não quero cultivar isso, mas ele me olhou de um jeito tão... Meio que realmente pedindo e sorri ao concordar.

            -Claro que sim.

            -Ótimo... Espero vocês lá em mais ou menos uma hora.

            -Não sei se terminamos nesse tempo.

            -Não faz mal, eu espero.

            -Tudo bem... – Eu sorri – Até depois.

            -Até, Jill.

Ele me acompanhou até a porta e a abriu para mim. Quando saí, reparei seus olhos me seguindo pelo corredor e quando virei já no elevador o vi parado na porta com um olhar profundo que passava mil coisas nele.

Quando abri a porta do meu quarto com a Rebecca ouço passos rápidos de alguém parecendo super aliviada, mas sorrindo.

            -Nossa, Jill... Onde você estava mulher?

            -Nem te conto.

Ela sorriu maliciosamente e discordei com a cabeça, mas ela me puxou para o sofá e me obrigou a contar os detalhes e arregalou os olhos também.

            -Tem certeza de que não rolou nada?

            -Ele disse que não... Eu tentei afastar ele, mas eu estava tão grogue que não conseguia nem manter os olhos abertos.

            -Mas... Ele se aproveitou um pouco do seu estado, não é? Isso não foi legal...

            -Pois é... Mas o importante é que não aconteceu nada demais. E vamos embora hoje a tarde, tudo bem?

            -Certo... Você bebeu e acordou no quarto dele, mas se não aconteceu nada. E ele que te levou lá mesmo com você deixando claro que não queria, não achei legal ele fazer isso.

            -Eu também... Mas vamos embora e ele só será uma lembrança vaga.

            -Tudo bem... Pelo menos conseguiu se distrair como queria, não é? Gostou de ontem, de nossos passeios e tudo o mais?

            -Sim, gostei muito... Agora vamos porque temos que arrumar tudo, almoçar e voltar para casa.

Ela sorriu e fomos juntas arrumar todas as coisas e aquela dor em meu peito foi surgindo novamente dentro de mim em apenas imaginar que estarei ao alcance dele mais uma vez... Será que eu devia ter cedido com o Erick? Não, eu não poderia... O Chris, ele... Ele virou tudo para mim em pouquíssimo tempo, mesmo depois de tudo, me sentiria mal em ter ficado com outra pessoa.

Ah, Jill... Deixe de ser boba. Você nem sabe se agora ele não está com a nova amiguinha dele e você aí se preocupando com algo sem sentido.

 

...

 

Depois de malas prontas e já de banhos tomados e arrumadas, descemos para almoçar perto de uma hora da tarde e o garçom já nos indicou uma mesa especial onde o Erick parecia distraído enquanto encarava a taça de vinho. Mas ao nos ver, forçou um sorriso e a Rebecca que agora estava contra ele depois de saber que me levou para o quarto sem eu querer, ficou de sorriso amarelo.

            -Com fome?

            -Bastante... – Eu sorri.

            -Tudo bem, Rebecca?

            -Aham.

Ela sentou desviando dele e vi que ele estranhou.

 

...

 

Comemos muito bem e mesmo o Erick notando a indiferença da Rebecca, ele manteve as brincadeiras e cantadas diretas. Eu apenas sorria e não queria me aborrecer como a Rebecca... Sei que não foi uma atitude legal a dele, mas já tenho muita coisa para me preocupar e não acho que precise me estressar com alguém que surgiu e vai sumir com a mesma rapidez e não aconteceu nada, isso que importa.

            -Vamos, Jill?

            -Ah, certo, vamos sim, já deu nossa hora.

            -Fiquem mais um pouco.

            -Não, temos que ir. – Rebecca disse secamente.

            -Rebecca... – Eu disse.

            -Jill!

É, ela está brava mesmo... E tem razão, já deu para nós aqui.

            -Por que está agindo assim comigo, Rebecca? Ontem você ia mais com a minha cara do que a Jill.

            -Quer mesmo que eu diga o porquê?

            -Sim.

            -Você a embebeda e a leva para seu quarto tentando fazer algo que ela não queria e que deixou isso claro... Eu confiei em você com ela!

            -Não aconteceu nada!

            -É, mas porque ela caiu no sono... Por você, teria ficado com uma garota praticamente inconsciente sabendo da recusa dela.

            -Eu só achei que se rolasse alguma coisa, ela ficaria mais tempo.

            -Você não merece nem mais um minuto com ela.

Ela levanta e sai e eu sorrio pelo lado dela que eu ainda não conhecia, mas quando olho para ele, ele desvia de mim parecendo sentir o peso da culpa... Isso é bom.

            -Me desculpa, Jill... Sei que não devia ter forçado a barra.

            -Então por que forçou?

            -Porque desde o momento em que eu te vi eu sabia que era você.

            -Eu, o quê?

            -Nada, esquece... Eu tentei agir certo de maneira errada. A Rebecca tem razão. É melhor vocês irem, se cuide Jill e me perdoe.

Ele levantou e saiu dali e fiquei parada pensando em tudo que os dois disseram e comecei a rir... Ah, uma diversão, uma discussão sempre é bacana. É claro que a Rebecca está certa, ele agiu muito mal, mas não estou em condição de me estressar com mais isso.

Levanto e saio em direção ao quarto com a Rebeca puxando as malas e sorrindo ao me ver, então carregamos as malas até o carro e depois da ajuda do funcionário conseguimos entrar com tudo no lugar e seguimos com o carro.

 

...

 

Conversamos no caminho todo sobre a viagem, os passeios, as compras e a boate. Ela não comentou sobre a discussão com o Erick e eu também não, acho que nossas mentes se conectaram e concordaram que ele foi uma boa passagem para uma boate luxuosa e só, mesmo isso soando um pouco sem escrúpulos, mas não aconteceu nada para ser lembrado, então ele será apenas o cara que me derrubou na piscina para me conhecer.

Quando deixei a Rebecca em casa, segui para minha e ao entrar em casa com minhas malas noto algo diferente... Mas não sei o que é. Tranco a porta e levo as malas para o quarto para arrumar tudo.

Ao entrar vejo o urso do parque em cima da minha cama... Eu não o fiz voar para o chão sexta-feira? Me aproximo e vejo um envelope próximo a ele. Sento na cama e pego aquilo tirando o que havia dentro e meus olhos se enchem de lágrimas quando olho... Nossa foto.

O sorriso dele me invade e as lembranças daquele dia chegam e a dor também... O dia do piquenique noturno, com aquela vista maravilhosa... A melhor noite da minha vida. Com ele, dizendo o que sentia por mim... Então vem a pior das lembranças e minhas lágrimas voltam com tudo.

Deixo aquilo de lado e vou tomar um banho rápido e colocar uma roupa confortável. Sem fome, vou para cama abraçando meu urso e olhando para foto. Como ele entrou aqui? Ele veio... Realmente veio. A saudade dele me aperta o peito e as lágrimas fluem.

Amanhã vou vê-lo novamente... Como vou agir? O que devo fazer? Tudo o que aconteceu foi real mesmo ou foi apenas uma peça da minha cabeça?

Chris... Amanhã terei você novamente na minha frente. Como será esse reencontro?


Notas Finais


E aí, como será? Muahahah.
Até amanhã!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...