História Sempre Tem um Lado Bom - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Jill Valentine, Rebecca Chambers
Tags Chris Redfield, Jill Valentine, Raccon City, Resident Evil, Stars, Valenfield
Exibições 45
Palavras 2.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Ainda Não Estou Pronta


Acordei me sentindo muito bem em estar em minha cama novamente. Levanto e vou ao banheiro fazer o necessário, então sigo até a cozinha para preparar o de sempre.

Inacreditavelmente me sinto leve e não me incomodo tanto em me sentar na cadeira de frente com a que ele sentava e nem de encarar o sofá onde ele dormiu. A mágoa e a dor continuam, mas essa viagem, o tempo com a Rebecca e o lugar sossegado me ajudou muito. Todo o estresse do trabalho se esvaiu, mesmo com o pouco tempo que teve para isso... A mágoa não deixei de lado, mas sei que ela irá me acompanhar por muito tempo ainda, pois toda vez que eu olhar para ele as lembranças virão. As boas e a ruim.

Será que virá falar comigo hoje? Tenho medo... Eu acho que aguento, mas é fácil pensar assim tendo passado dois dias longe dele e conseguindo desviá-lo de minha mente por alguns instantes.

Como devo agir hoje? Não quero bancar a chorona frustrada de novo... Só me exponho assim e pareço fraca. Se ele veio, todos já sabem que não estava aqui no final de semana, então direi a verdade, que fui viajar para relaxar e isso me ajudou muito com o estresse do trabalho... Claro, direi isso apenas se eu ainda tiver autorização de entrar na delegacia para algo além de assinar os papeis de demissão.

Que droga, isso vai pegar mal para o meu currículo... Esse trabalho nos S.T.A.R.S. além de ótimo, era excelente para o currículo e uma demissão assim por desacato definitivamente não vai pegar bem. Mas talvez seja um sinal para eu deixar de vez essa cidade.

Levanto limpando as coisas e vou ao carro com minha bolsa de sempre pensando se devia me preparar para um dia de trabalho ou se eu voltaria logo com minhas coisas de lá.

Desvio o pensamento e sigo para delegacia. Estaciono no lugar de sempre e entro normalmente com ninguém me dizendo que estou banida do lugar, mas reparo no carro dele já parado na vaga de sempre. Respiro fundo quando faço a curva do corredor e decido agir como se nada tivesse acontecido, agir como se eu estivesse plenamente bem. Quero que ele saiba que passei bem o final de semana e quero que fique curioso sobre isso.

Imagine se soubesse que passei o final de semana sendo assediada por um milionário que me embebedou e tentou me levar para cama... Se ele quis avançar no bêbado do parque, imagine se soubesse disso e visse o Erick na sua frente. Desvio o pensamento, sabendo que jamais isso aconteceria e entro no escritório reparando que ele e o Wesker não estavam.

            -Bom dia, pessoal.

Eu parei de frente para minha mesa reparando se já tinham mandado queimar minhas coisas, mas tudo estava como deixei.

            -Jill? Onde você estava?

Eu me viro para o Barry que se aproximou e o Joseph faz o mesmo, mas o Brad fica distante e me lembro que o ameacei antes de sair viajar.

            -Passeando... Eu precisava me distrair.

            -Ficamos loucos de preocupação com você... Para onde você foi?

Nesse momento vejo alguém aparecer nervoso na porta e quando me vê seus olhos se amenizam... A dor e a saudade dele me invadem, mas me mantenho firme.

            -Bom dia, Chris.

            -Jill... Bom dia.

Ele tenta se recuperar e se aproxima também, mas volto meus olhos ao Barry e ao Joseph com expressões preocupadas.

            -Gente, eu estou bem... Já disse, saí viajar, foi só.

            -Para onde? – Barry pergunta.

            -Ah, para algumas cidades daqui... Nada demais. Não sei porque se preocuparam, só por causa do meu pequeno surto de sexta-feira?

            -Também... – Joseph desviou – Tem ideia do que o Wesker fez quando você saiu?

            -Assinou a papelada para minha demissão?

Eu ri, mas eles me encararam curiosos e riram também, sendo agora o Barry a começar a falar.

            -Ele riu.

O quê?

            -O quê?

            -Ele caiu na gargalhada... E acompanhamos para não pegar mal, não é.

            -Isso é sério?

            -Sim... – Joseph sorriu – Ele não demitiu você, apenas riu e disse “mulheres são loucas mesmo”.

Eles riram e vi que até o Chris, agora indo a sua mesa e se apoiando nela expressou um sorriso e lutei para desviar antes de nossos olhos se cruzarem.

            -Então ainda trabalho aqui?

            -Pelo que nós sabemos, sim.

            -Certo.

            -Mas Jill... Sério, você nos preocupou muito, não sabíamos mais onde procurar.

O Brad não contou?

            -Fomos até sua casa e... Bom... – Barry parou.

            -Conta para ela o que você e o Chris fizeram, anda. – Joseph riu.

            -O que foi?

            -Nós tínhamos que saber se estava em casa ou não, então usei o lock pick que me deu uma vez...

            -Vocês arrombaram minha casa?

            -Não... Só destrancamos de forma incomum.

Eu reviro meus olhos e percebo que tudo se explica, mas não posso culpar o Barry pela preocupação, apenas agradecer.

            -Agradeço a preocupação, mas eu estava ótima... E achei que o Brad tinha contado.

Nesse momento todos se viraram para ele que desviou rapidamente e fingiu arrumar sua mesa, mas a expressão de fúria do Chris se ressaltou.

            -Você sabia e não disse nada?

Brad olhou de canto e me encarou nervoso.

            -Pô, Jill... Você disse que não era para contar e agora me entrega assim?

Eu ri e o Chris joga o grampeador nele o fazendo dar um berro por ter acertado seu braço e os demais discordam com a cabeça, mas o Barry o aponta.

            -Você não viu como ficamos preocupados com ela? E você do lado, sabendo de tudo...

            -Eu não sabia onde ela estava! Só esbarrei com ela e uma montoeira de mala e ela me ameaçou, eu não podia contar...

            -Se você ficou com medo da ameaça dela, imagine como vai ficar com a minha...

Chris fala irritado e o Barry dá um tapinha em seu ombro o fazendo desviar e Brad se encolher.

            -Era essa atitude que eu estava tentando evitar.

            -Eu disse que podia contar depois, Brad... – Eu desvio – Mas ele não tem culpa. Eu só saí para espairecer e sumir com meu estresse do trabalho.

            -E conseguiu? – Barry sorriu carinhosamente – Está melhor?

            -Muito, Barry... – Eu sorri – Estou muito bem.

Sinto o olhar do Chris em mim e a saudade de seu beijo, seu toque, seu cheiro e seu jeito me queima o peito, muito mais do que a mágoa que eu sinto... Quero tanto seu abraço, seu carinho.

Ah, deixe disso, Jill... Não se esqueça do que ele fez.

Nos arrancando dos papos, Wesker entra rapidamente, mas para ao me ver e levo um banho de água fria mentalmente.

            -Bom dia, Jill.

            -Bom dia.

Eu respondo receosa, então ele se vira e juro que vejo um resquício de diversão em sua expressão.

            -Melhor?

            -Bastante.

            -Ótimo... Se arrumem, vamos para academia.

Sério? Só isso? Os outros me encaram e eu escondo o riso seguindo para academia, sem deixar de notar o olhar fixo do Chris em mim.

 

...

 

O dia passou rápido e mesmo com a Rebecca me dizendo que o Chris não desviava de mim, eu me sentia bem. A mágoa e a saudade doíam, mas eu não me sentia o mesmo lixo de semana passada.

Quando o dia acabou, ela se despediu dizendo que o Joseph a convidou para voltar com ele. Eu saí do vestiário e fui ao escritório pegar minhas coisas e segui para meu carro sem me deparar com ninguém até as escadas onde por pouco não bato de frente com o Wesker que me encara sem mais resquícios de humor.

            -Jill... Acho que precisamos conversar.

            -Me desculpe por sexta-feira, Capitão... Sei que não é justificativa, mas acho que foi um estresse que eu já estava acumulando.

Inacreditavelmente ele me ouviu sem me interromper e respirou fundo.

            -Você é essencial na equipe, Jill... Suas habilidades são indispensáveis, mas não repita isso. Nunca achei que uma atitude dessa viria de você... Então peço que resolva o que esteja te incomodando para não carregar isso para seu trabalho e te prejudicar profissionalmente.

            -Sim, senhor... Me desculpe.

            -Até amanhã, Jill.

Ele saiu e precisei de um momento para me recuperar... Ele “pedindo” algo? Me elogiando? Sendo compreensível? Nossa, se eu soubesse das consequências, teria brigado com ele muito antes disso.

Quando termino de descer as escadas, caminho até o carro e vejo que alguém espera por mim e sorrio quando ele se vira.

            -Barry...

            -Podemos conversar um minuto?

            -Claro que sim.

Abro meu carro e jogo minha bolsa dentro, me voltando para ele que já deixa claro o assunto que quer comigo apenas com o olhar.

            -Como você está, Jill?

            -Bem melhor, Barry.

            -Conseguiu esfriar a cabeça?

            -Sim.

            -Que bom... Acho que esse susto que você deu ajudou bastante, sabe, porque apesar da preocupação, você manteve os nervos do Chris descontrolados o tempo todo.

            -Ótimo.

            -Jill, ele... Não posso mais segurar ele. Não sei quando, mas ele vai te procurar.

            -Eu sei.

            -Tente escutar ele, Jill... Tente. Sei que se der essa chance vai ver que tudo não passou de um mal entendido.

            -Tudo bem, Barry... Se ele vier, vou tentar escutar.

Vou tentar... Acho que realmente é necessário ouvi-lo. Agora de cabeça fria, entendo isso, porque pelo menos a chance de se explicar eu devo dar a ele. Não acho que foi um mal entendido, mas poderei me arrepender se não der a ele essa chance ou não me dar essa chance.

            -Que bom, Jill... Acredite, não tem ninguém que deseja mais do que eu, ver vocês dois juntos.

Eu sorri e desviei achando meio improvável que ele veja isso, mas não vou discordar.

            -Ele me contou tudo o que aconteceu e fiquei feliz por vocês... Ele já sente isso por você há muito tempo e me surpreendi quando disse que tinha contado. E quando ele disse que você o correspondia... Devia ter visto a alegria nos olhos dele.

            -Quando ele te contou?

            -Na quinta-feira me contou meio por cima... Mas final de semana me deu mais detalhes e mesmo com a tristeza no olhar, isso o fazia dar um sorriso. Logo o sorriso ia embora, mas sorria por um momento.

Eu desviei dele querendo ir embora, mas ao mesmo tempo querendo escutar mais sobre o Chris, então a abelha decotada me vem na mente e taco um dane-se.

            -E a sua sobrinha?

            -Ela vai embora essa semana.

            -Ele a procurou?

            -Não... Ele nem foi na minha casa para não topar com ela, ele criou uma raiva tão grande que não quer mais pisar na minha casa até ela ter ido embora.

Eu concordo com a cabeça e sinto seus olhos me estudarem e o sorriso do Chris me invade novamente... Pela milésima vez as lembranças vêm e voo com os pensamentos, mas logo sou arrancada deles.

            -Tem mais uma coisa... Acho importante você saber e acho que deve conversar com ele sobre isso. Só você pode colocar alguma coisa naquela cabeça dura.

            -O que foi?

            -Foi um custo segurar ele sexta-feira, Jill...

            -Por quê?

            -Depois de você ter dito sobre o Irons...

Droga... Não pensei nisso.

            -Jill, ele ficou transtornado... Queria a todo custo ir estrangular o Irons por ter te faltado com respeito.

            -Ele não chegou a fazer nada, só falou bobagens... Não acho que tente de novo e se tentar, sei me defender.

            -Eu sei... Mas foi um custo segurar o Chris. Só consegui manter ele no lugar quando disse que podia te prejudicar se fosse e contasse que você praticamente berrou isso na nossa sala, na frente de todos nós.

            -Foi um bom argumento... Não deixa de ser verdade.

            -Pois é... Mas quando o ver, peça isso para ele. O Chris já brigou com superiores antes, ele é um garoto e tanto, mas tem uma cabeça muito quente.

            -Tudo bem, Barry... Falarei com ele se ele vier.

            -Ele vai, Jill.

            -Então eu falo.

            -Não quero que nenhum de vocês se prejudiquem por coisa pouca... Sempre soubemos que o Irons era assim e isso não vai mudar. Mas nós cuidaremos de você.

            -Eu sei... Obrigada, Barry.

            -Vou deixar você ir agora.

            -Certo... Até amanhã.

            -Até, Jill... Se cuide.

            -Você também.

Ele saiu e eu entrei no carro pensando em tudo que ele me disse. Nossa, eu não tinha pensado no Chris quando falei do Irons... Eu devia ter segurado a língua na frente dele, imagine só se tivesse avançado no nosso chefe.

Eu desvio o pensamento e sigo para casa. Quando chego, deixo uma chaleira no fogão para fazer um chá e vou desarrumar minhas malas, mas meus pensamentos voam ao ver o urso em minha cama e a foto ao lado.

Caminho até lá e o abraço sentindo minha vista embaçar e uma lágrima escorre. Será que não conseguirei esquecer você, Chris? Meu Deus, que amor é esse que me rasga o peito de mágoa e de saudade ao mesmo tempo? Não quero te ver depois do que aconteceu, mas PRECISO de você perto... Isso é mais forte do que tudo.

Não posso fraquejar, depois do que vi tenho que me manter firme e fria. Tenho que recuperar esse estado toda vez que ver você... Não posso fraquejar, você não merece me ter de novo.

Você cedeu... Pode falar o que quiser, mas você cedeu porque eu vi. Se eu ficar com você e tiver que ficar atenta a toda garota que chegar perto, vou enlouquecer... Não posso perdoar você e fingir que nada aconteceu.

Ouço uma batida na porta e reviro os olhos indo automaticamente até lá sem parar para pensar. Quando abro a porta com os pensamentos ainda me dominando e olho para a pessoa parada ali, eu congelo...

            -Chris?

            -Precisamos conversar, Jill.

Ele tem um olhar triste e profundamente abatido, de alguém que não dorme direito há alguns dias. Meu coração para e não sei em que pensar.

Não estou pronta para isso...


Notas Finais


E amanhã o capítulo tão esperado... A explicação do nosso querido, admirável e amável Chris!
Fiquem ligados!
Abração ! ! !


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