História Sempre Tem um Lado Bom - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Jill Valentine, Rebecca Chambers
Tags Chris Redfield, Jill Valentine, Raccon City, Resident Evil, Stars, Valenfield
Exibições 28
Palavras 4.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Um pouquinho de intriga, briga, ciúmes e amor *--*
Se divirtam!

Capítulo 25 - Duas Opções


            -Cara, não é a toa que não queria me dizer onde morava, essa cidade é muito sem graça, Jill.

Eu o encaro sem saber o que fazer para me livrar dele e sinto alguém do meu lado enrijecer e sei que tenho que arrancar o Erick daqui antes que cadeiras e mesas voem.

            -Como me achou aqui?

            -Contratei um detetive.

            -O quê?

            -Um detetive.

Eu o encarei feio, mas pareceu que aquilo só foi razão para ele rir da minha cara e fazer meu estresse triplicar.

            -Nossa, não tem nada para fazer nessa cidade!

            -Então por que não volta para sua?

            -Porque não tem você lá... O lugar pode ser sem graça, mas por você já vale a pena.

Eu desvio sentindo uma negatividade enorme ao meu lado esquerdo e uma vontade de puxar briga vindo do meu lado direito. O Erick quer fazer de tudo para provocar o Chris e vai conseguir...

            -Fui visitar sua amiga ontem... Ela me deixou entrar na casa dela, sabe.

            -Que bom.

            -Eu vim para visitar você.

            -Eu não convidei.

            -Nossa... – Ele riu – Você voltou a ser azeda como quando te empurrei na piscina, credo.

            -Ah, então confessa?

            -É claro que sim... Acha que eu ia deixar escapar uma morena linda que fica um espetáculo de biquíni?

Sinto que o Chris simplesmente para de respirar do meu lado, parecendo o único jeito dele ficar sem avançar no Erick.

            -Imagina se tivesse me contado que era policial... Nossa, eu tinha te sequestrado e nunca mais deixaria ir embora.

            -Qual é o problema de ser policial?

            -Nenhum, é justamente ao contrário... Uma morena linda e policial é muito sexy.

Alguém do meu lado esquerdo se contorce na cadeira e meus pensamentos entram em agonia sem saber o que fazer.

            -Agora entendo porque perguntou se eu estava roubando as toalhas... Mal me conheceu e já queria me prender.

            -Força do hábito.

            -Podia ter usado suas algemas em mim... Eu ia adorar.

Ele piscou para mim e desviei sentindo que alguém do meu outro lado estava prestes a voar para meu lado direito.

            -E pensar que você dizia que não era de beber, mas foi só eu te dar um vinho caro que você mudou de ideia... – Ele ri – Você foi a primeira garota que se hospedou no meu hotel, entrou no meu carro e foi para minha boate e continuou sem me dar moral, eu não podia te deixar escapar. Por isso estou aqui.

           -E quando seus hotéis e suas boates não deslumbram uma garota, você a embebeda e a leva para o seu quarto com ela quase inconsciente e tenta se aproveitar?

A voz do Chris soou friamente... Como ele sabe disso?

            -Não tentei me aproveitar, ela estava sóbria o suficiente para tirar minha camisa pelo menos.

            -Incrível só você lembrar disso e ela só lembrar de desmaiar.

Como ele sabe disso? Essa conversa está tomando um rumo muito perigoso...

            -Acha que eu arranquei a roupa dela e a minha com ela desmaiada?

            -Acho que você é um playboy mimado que tem tudo na mão e quando encontrou uma garota decente que te rejeitou mesmo com seu dinheiro, você tentou embebedar ela para conseguir o que queria.

Quando eu levantei o olhar, vi o Barry com uma expressão de completo desespero também sentindo o clima ficar tenso, o Joseph apesar de preocupado tinha um sorriso parecendo esperar que acontecesse e o Brad estava encolhido apenas revezando olhares entre eles.

            -Pode ser... Mas eu estou aqui para pescar essa garota porque não sou estúpido e idiota para fazer algo que dê chance dela escapar e ter que correr para outra cidade para poder chorar em paz.

O que eu faço? Se eu deixar esses cutucões continuarem, eu aqui no meio serei alvo de pancada também... Como o Chris soube de tudo? Será que a Rebecca contou? Só pode ter sido ela, mas por quê?

            -Com uma mulher como a Jill, eu jamais bancaria o imbecil e pegaria outra. – Ele sorriu – Não curto fazer garotas chorarem... E detesto os que fazem isso.

Eu levanto brava e puxo o Erick da cadeira e ele sorri todo animado levantando as sobrancelhas para mim.

            -Anda, você queria conversar, então vamos para fora.

            -Demorou para me arrastar para fora, hein, Jill.

Eu o empurrei para a porta de saída e ele foi todo sorridente mesmo sabendo que não era nada do que queria. Quando chegamos lá, ele vira para mim e eu o encaro feio.

            -O que você quer Erick?

            -Você, Jill.

            -Não! Eu já disse que não sinto nada por você, por favor, vá embora.

            -Não me peça isso, Jill... Me dá uma chance.

            -Não Erick, não!

            -Você vai ficar com aquele idiota de novo? Achei que estava magoada pelo que ele fez com você!

            -Eu ainda estou, isso não tem nada a ver... Vá embora, seu lugar não é aqui.

            -Meu lugar é onde você estiver... Volte comigo. Me deixe te mostrar o mundo que posso te dar Jill, prometo que não vai se arrepender.

            -Eu não quero o seu dinheiro e nada que venha com ele... Eu deixei isso bem claro para você.

            -E por isso estou aqui... Jill, você não sai da minha cabeça, não posso te perder.

            -Erick, você nunca me teve para me perder!

            -Então me dá uma chance... Saia comigo, pode ser por aqui mesmo, mas me dá essa chance, por favor.

            -Não quero sair com você e nem com ninguém.

            -Não vou desistir fácil, Jill.

            -Então você só ganhará meu ódio! Erick, você fica provocando o Chris para ver se ele parte para cima de você ou não, acha que gosto disso? Fica me expondo na frente de todo mundo como se algo tivesse rolado e você sabe que não! Só está me fazendo ter raiva de você...

Ele finalmente para de falar e me olha parecendo começar a pensar.

            -Ainda ama ele?

-Você já perguntou isso e eu já dei a resposta.

            -É que eu não entendo como pode amar um idiota desses.

            -Você não entende porque nunca se apaixonou...

Viro e vejo o Chris se aproximar ao falar com um olhar gelado para ele e parou a um passo de nós, sem desviar do Erick.

            -Eu posso não ter uma carrada de hotéis, mas tenho o que você mais quer, que é o coração dela.

            -E eu vim aqui justamente tirar isso de você.

            -Eu adoraria ver você tentar.

            -Então veja.

Em um segundo o Erick me puxou e me beijou, mas isso não durou dois segundos e fui arrancada dele e quando olho eles começaram a brigar para valer.

            -Parem com isso!

O Chris acertou o primeiro soco, o segundo e o terceiro, mas levou o quarto no rosto. Droga! Se alguém o ver puxando briga no meio da rua, será a ruína dele!

Corri de volta ao bar e caminhei sem chamar a atenção até nossa mesa com os demais parecendo tensos então sorri e apontei para fora.

            -Vocês podem dar um pulinho lá fora? Os dois tão se pegando e não acho que vão me ouvir se eu continuar a pedir que parem... – Eu ri.

Eles me olham nervosos e levantam rapidamente indo para lá e reparo que o Forest na outra mesa repara o fervo e vai de atrás de nós. Quando chego lá fora vejo o Chris em cima do Erick que com certeza estava perdendo agora e corro até lá. Forest e Barry agarram o Chris que se debate para ir para cima dele e Joseph segura o Erick que levanta e tenta ir para o Chris.

            -Repete o que você disse seu imbecil! – Chris se exalta.

            -Vou tirar ela de você... Você vai ver.

            -Nunca!

            -Ela vai ser minha e você vai ficar aí chupando o dedo.

O Chris tenta avançar para ele de novo, mas o Erick se desvencilha do Joseph parecendo calmo e encara o Chris que o olha com um ódio profundo. Os dois estão machucados, mas é evidente que o Erick tem mais sangue no rosto do que o Chris.

            -Se sua melhor arma é um vinho caro, melhor tentar mudar de tática.

            -Na verdade minha tática é ela ver como você é instável... E ela já viu. Então você já começou me ajudando, obrigado.

Chris tenta avançar para cima dele e vejo que Forest e Barry têm dificuldade para segurá-lo e vou até lá ficando na frente dele, mas ele não olha para mim.

            -Chris, já chega, por favor.

            -Ele te embebedou, Jill... Forçou a barra, tudo o que ele quer é você na cama dele, não te dá valor nenhum.

            -Não importa, só deixe disso... Se acalme.

Ele virou para mim e sorriu sarcasticamente, então me encarou parecendo sentir dor.

            -Vai defender ele?

            -Não.

            -Mas parece que você não se importa com o que ele tenha feito... Gostou de acordar numa suíte cara com um milionário?

            -O quê? Não!

            -Não está parecendo.

Ele puxou bruscamente os braços se desvencilhando do Forest e do Barry e me encarou me fazendo encolher.

            -Se é ele quem você quer, eu não vou atrapalhar, é só me dizer.

            -Eu não quero ele! Só quero que pare com isso...

            -Então vá com ele para cuidar dos machucados que eu fiz... Quando eu estava tentando te defender.

            -Para, Chris!

        -Vá com ele e com seus hotéis, Jill... Você não merece um zé ninguém como eu depois de ter conhecido esse príncipe encantado que quase te forçou e você ainda o defende de mim.

Ele saiu dali e eu fui de atrás e puxei em seu braço, mas ele me encarou ainda mais feio com os olhos vermelhos de raiva e tristeza.

            -Chris...

            -Fique com ele... Realmente admito que você merece bem mais mil hotéis com vistas bonitas do que um cara que só pode te dar uma vista sem graça em uma montanha qualquer.

Ele sai dali em direção ao carro e minhas lágrimas fluem sem consentimento, quando ele arranca e some de vista abaixo a cabeça com as mãos em meu rosto e me entrego as lágrimas... Eu não precisei fazer muito para terminar de estragar o que ainda tinha sobrado de nós dois.

Se ele continuasse a brigar aqui e uma viatura viesse? Ficar badernando na rua, mesmo sendo um policial, ele seria detido e imagine só como influenciaria no currículo dele.

            -Jill, ele não merece você...

Sinto a voz próxima a mim e me viro subitamente com raiva daquele homem que tive o desprazer de conhecer.

            -Vá embora, Erick! Já disse que não quero nada com você, vá embora!

Eu saio dali, mas ele me alcança me puxando pelo braço e vejo que os outros acompanham, mas eu o empurro sozinha.

            -Me deixa em paz! Você foi a pior coisa que podia ter me acontecido!

Ele não diz mais nada e eu dou as costas saindo de lá e pegando meu carro para ir para casa. Eu tremia de raiva do Erick por ter acabado com qualquer chance minha com o Chris e tremia de raiva pelas coisas que o Chris tinha dito para mim.

 

...

 

Quando chego em casa vou direto para o banho e durante todo o processo eu choro de raiva e desconto em tudo que vejo pela frente, fazendo metade da minha casa ficar no chão após uma agressão.

Vou para cama e lanço longe o urso do parque e a foto também e encaro brava a cortina com pouca claridade e minha mente corre... É minha culpa? O Chris tinha razão em dizer o que disse? Se realmente o baile aconteceu como ele disse, ele praticamente não teve culpa, aí eu fujo sem ele poder se explicar e quando volto praticamente trago junto um cara que esfrega na cara dele que quer me tirar dele e conta tudo o que aconteceu da pior maneira possível, o provocando o tempo todo, o alfinetando e torturando... Ele explodiu. Eu só queria que ele se acalmasse e achou que eu estava defendendo o Erick... Ele entendeu errado a minha atitude. Por pior que seja, vou ter que procurá-lo amanhã e deixar isso claro, e se depois não quiser mais saber de mim... Aí só me restarão as lágrimas.

É isso, falarei com ele amanhã. E ele vai me ouvir, porque eu o ouvi ontem então ele me deve isso.

Fechei meus olhos e minha mente e mesmo com cenas da briga relampejando em minha mente, consigo apagar...

 

...

 

Levanto mais cedo do que de costume e fico pronta vinte minutos antes, disposta a falar com o Chris antes de entrar na delegacia e resolver de vez nossos problemas ou acabar com tudo de vez.

Quando chego lá seu carro ainda não está, então espero. Cinco minutos são o suficiente, porque já vejo ele estacionar e então sem pensar mais, eu saio do carro e vou em direção a ele que não parece notar minha presença até trancar o carro e se virar dando de cara comigo.

Ele estava um pouco roxo na bochecha e tinha um corte na boca, com certeza efeito da briga de ontem. A expressão dele era quase impossível de distinguir em um só sentimento, porque ao mesmo tempo que vinha raiva, vinha dor, mágoa, tristeza e saudade.

            -Vai me ouvir?

            -Não acho que tenha mais para ouvir, Jill.

            -Você só ouviu o que você quis ontem.

            -Só ouvi o que você deixou claro.

            -Chris, eu não estava defendendo ele! Eu só tive medo de que alguém passasse e visse vocês dois lá, isso afetaria apenas você.

            -É, porque um playboy milionário não arrumaria problemas.

            -Exatamente.

            -Pois é, Jill... Mas não me soou só isso.

            -Chris, eu não ligo para ele, não quero saber dele e desde o primeiro momento eu deixei isso claro é ele quem fantasia.

            -É, a Rebecca me contou... Procurei ela ontem para me esclarecer tudo.

            -Que bom... Então você já sabe de tudo que aconteceu lá.

Apesar de ouvir tudo o que precisava, ele continuou com a mesma expressão, não parecendo querer dar o braço a torcer ou simplesmente não me querendo mais por perto.

            -Por que você continua assim?

            -Assim como?

            -Mal me olha e continua com essa cara de nada faz diferença.

            -Porque talvez nada faça.

            -Como assim?

            -Jill, eu não posso te dar metade do que ele pode... Não acho justo eu te privar de ter o que merece.

            -O quê?

            -Talvez realmente ele seja o melhor para você.

            -O melhor para mim é o homem que EU quero para mim.

            -Então talvez eu deva te deixar em paz para você começar a querer ele e não um cara que não pode te dar nada.

Então é isso? Ele quer acabar com tudo com a desculpa de que mereço alguém melhor?

            -Essa é sua desculpa?

            -Como assim?

           -Se você quer me manter longe, não use aquele idiota como desculpa, se quer fugir disso antes de começar direito, seja franco e diga que é VOCÊ quem não quer mais nada.

            -Não sou eu.

            -Você é um covarde mesmo... Demorou meses para me jogar o papo de apaixonado e agora na primeira oportunidade, foge.

            -Jill, eu quero o melhor para você.

           -Sim! E realmente acho que não é você. Porque me fez a promessa de que eu não iria mais chorar por você e é só isso que faz... Só me decepciona, Chris.

Ele me olha de um jeito que juro que pode escapar uma lágrima de seus olhos e antes que eu comece a fazer isso, dou as costas a ele e vou decidida em direção ao escritório.

Se ele não quer mais saber de mim, ótimo... Vou procurar alguém que queira para esfregar na cara dele.

Quando chego vejo o Barry que acena, mas eu apenas concordo e vou ao telefone puxando a lista telefônica. Joseph também estava ali e pareciam conversar antes de eu entrar, mas agora analisavam cada ação minha.

Há dois lugares apenas que ele pode ter se hospedado e ligarei para o menos pior no olhar dele, tomara que ainda não tenha ido embora.

            -Hotel Blue, posso ajudar?

            -Sim, gostaria de falar com um hospede.

            -Qual o nome?

            -Erick... – Eu penso – Shane.

            -Sr. Shane pediu para não ser incomodado por ninguém.

Bingo, ele está lá.

            -Diga para ele que é a Jill, ele vai querer falar comigo.

            -Um minuto.

Sinto os olhares dos outros para mim, mas encaro o telefone decidida curtindo a presença deles porque sei que vão contar para o Chris.

            -Jill?

            -Erick...

            -Você está bem?

            -Sim, estou ótima... Queria saber se seu convite de ontem para sair ainda está de pé.

Eu o escuto rir do outro lado e me dá uma faísca de alegria saber que pelo menos alguém eu ainda deixo feliz com minha presença.

            -É claro que sim.

            -Excelente... Te espero às oito horas na minha casa.

            -Perfeito.

Eu desligo o telefone sem querer falar mais e me jogo em minha cadeira passando mil coisas em meu pensamento e quando o Chris entra sem olhar para mim, eu o encaro feio com vontade de fazer meu computador voar na cabeça dele e vejo que o Barry nota meu olhar agressivo.

            -Bom dia.

            -Bom dia, Redfield.

Eu desvio dele e olho para o meu computador. Sei que o Barry vai contar e se ele não tentar me impedir até lá, talvez realmente não seja para ser... Talvez realmente não tenhamos nada a ver e nossos futuros estejam bem separados.

Sinto uma dor ao pensar nisso, ao pensar em conviver com ele como se nada tivesse acontecido e principalmente em ter de vê-lo sair com outras garotas. Me embrulha o estômago pensar nisso e quando o Wesker entra, seguimos novamente para academia.

 

...

 

Tentei me concentrar ao máximo hoje, focando totalmente no trabalho, porque hoje tínhamos que treinar todas as habilidades em fases e mesmo eu não tendo dificuldade em nenhuma, eu me mantive concentrada e adorei notar os olhares de desconcentração dele e principalmente ver o Barry o chamando ao vestiário na hora do almoço.

A Rebecca me bombardeou com perguntas e eu contei tudo o que tinha acontecido e ela pediu desculpas por ter contado tudo, mas alegou que não se arrependia porque ele tinha que saber antes que o Erick contasse a história da maneira dele. Eu concordei e fomos almoçar.

À tarde voltamos ao escritório com uma papelada imensa para preencher e novamente me foquei naquilo sem nem olhar na direção dele, tentei fingir que não estava ali e eu impressionantemente consegui durante alguns minutos. Acho que minha raiva me impede de chorar e meu desejo de vê-lo vir falar comigo me sustenta.

Quando quase deu o horário, a voz “simpática” e “amorosa” pronuncia meu nome e reviro os olhos mentalmente.

            -Jill, eu preciso de um favor...

Wesker empurra uma papelada para minha mesa e já me lembro de que estou ocupada hoje e que esse é um ótimo momento para dar ênfase nisso, mas com cuidado nas palavras porque já gafei com o Wesker na semana passada.

            -Para amanhã...

            -Que horas?

            -Amanhã.

            -Eu tenho um compromisso hoje à noite... Mas eu posso vir um pouco mais cedo amanhã e ficar mais tarde se precisar, posso entregar mais tarde?

Minha vontade era dizer que não faria nada porque não sou obrigada, mas já testei a paciência dele na semana passada, então vou me comportar.

Ele me olha desconfiado, mas sem traços de braveza.

            -Um compromisso?

            -Sim.

            -Não pode adiar?

            -Não, isso é muito importante para mim e já está confirmado.

Dei ênfase em cada palavra e vejo a tensão que se cria ao nosso redor, mas ajo como se não notasse nada.

            -Tudo bem... Mas vai ter de entregar na mesa do Irons.

Ah, que ótimo.

            -Por quê?

            -Porque já salvei sua pele semana passada dizendo que teve uma emergência e teve que sair mais cedo... E isso é o máximo que faço pela vida inteira de alguém. Então se vire para explicar o atraso, porque ele prefere os relatórios com suas palavras.

Ah, então além de tarado, ele também é responsável por me tornar uma secretária? Bom saber disso...

            -Pode deixar... Obrigada.

Ele vai para mesa dele e vejo que o Chris desvia, sem continuar suas coisas, apenas encara a mesa e não posso ver sua expressão daqui.

Eu sorrio perversamente em ter a chance de esfregar isso na cara dele... Pense bem, Chris, porque esta pode ser sua última chance.

 

...

 

O restante da tarde passou e nada de ganhar ao menos um olhar do Chris... Assim como eu tentava fingir que ele não existia, ele parecia tentar fazer o mesmo comigo. E pensar que eu tinha certeza de que viria falar comigo depois de saber que eu vou sair com o Erick... Não acredito que me sacrifiquei pela causa, afinal, não quero sair com o Erick e realmente admito que usei isso para alfinetar o Chris, mas pelo jeito ele não está nem aí e será indiferente com o que acontecer hoje.

            -Até amanhã.

Digo para eles e saio desanimada de lá seguindo para o meu carro e esperando ele aparecer, mas nada dele... Ele não se importa. Ligo o carro e vou para casa.

 

...

 

Tomo banho da forma mais lenta possível e me arrumo com um desânimo cruel, mas tento dar tudo de mim porque pelo menos o Erick se anima com minha presença... Pelo menos alguém se anima com a minha presença.

Coloco um vestido bordô, uma sandália preta de salto e deixo o cabelo solto sem ânimo algum de arrumá-lo. Me maquio bem, coloco um pouco de perfume, arrumo a bolsa e vou para sala esperar.

Minha expressão de enterro não vai ajudar em nada, mas não consigo me distrair... O Chris que se dizia tão apaixonado, não liga nem um pouco se eu sair com outro e realmente chegar a rolar alguma coisa. Porque ele sabe que o Erick vai tentar e insistir e não vejo o porquê não ceder hoje, já que não tenho ninguém por quem me preservar.

Ouço batidas fortes na porta e vejo que está dez minutos adiantado... Não me surpreende esse fogaréu todo. Levanto e tentando melhorar a cara sem sucesso, abro a porta.

Meu coração dispara ao ter a visão que tanto desejei hoje, o Chris ali parado ofegante e com uma expressão de desespero.

            -Jill, não faz isso...

Vou me manter firme, preciso me manter fria pela demora dele.

            -O que você quer?

            -Não saia com ele, por favor.

            -Você disse que era para eu ficar com ele, não disse?

Ele se aproxima de mim e eu me afasto, com ele fechando a porta e me olhando com um nervosismo evidente.

            -Eu não suporto te imaginar nos braços de outro homem... Não suporto isso.

            -Você que está me jogando nos braços dele, Chris.

            -Eu sei, mas não posso viver com isso...

Ele se aproxima de vez e me puxa para ele, me olhando nos olhos e sinto minha mágoa ressaltar com ele tão próximo.

            -Você é minha... Só pode ser minha e de mais ninguém.

Então me beija... Um beijo molhado e desesperado. Sua boca vinha na minha com uma saudade e um desejo claro, o fazendo me puxar para mais perto e me pressionar contra a parede e beijar meu pescoço sem se conter.

            -Eu preciso de você, Jill... Não posso mais viver sem você.

Ele volta a me beijar e eu retribuo com a mesma intensidade e o mesmo desespero, então ele me puxa para cima dele e entrelaço minhas pernas ao seu redor e ele me leva para o sofá me deitando nele e deitando por cima de mim.

Não sei quanto tempo durou, mas ele me beijava com um desejo que me deixava louca e aquele fogo nele me fazia delirar. Ele levantou meu vestido para tirá-lo de mim e eu cedi, mas antes de passá-lo por meus braços, alguém bateu na porta e eu parei. Ele veio me beijar e eu me entreguei de novo, mas ouço mais batidas.

O que você está fazendo Jill?

Deslizo rapidamente debaixo dele e me esquivo de seus braços, me afastando do sofá de costas para ele, ajeitando meu vestido e meu cabelo. O escuto levantar e vir por trás de mim, mas eu me afasto, tentando conter minha respiração ofegante.

            -Por favor, Jill... Eu amo você, minha pequena.

            -Agora que vem me dizer isso?

            -Não vá com ele.

            -Eu esperei por você o dia todo!

Mesmo com nós dois sussurrando, minha raiva e mágoa eram grandes.

            -Me perdoe pelo que eu disse... Por favor, não vá com ele, não posso suportar isso.

            -Devia ter pensado nisso antes.

            -Eu amo você, Jill... Por favor, não desista de mim. Eu só queria seu bem, mas sou egoísta demais para isso e te quero só para mim.

Eu ri sem alegria e ouço mais uma vez uma batida desanimada de alguém que provavelmente já ouviu que tem uma discussão rolando aqui dentro.

Eu vou para lá sentindo o nervosismo do Chris aumentar e abro a porta vendo o Erick encostado na lateral da porta com uma expressão não muito boa. Ele passa o olhar direto por mim e fixa no Chris. Seu rosto está bem mais machucado, seu olho está roxo, a boca partida e a testa também, parecendo ter apanhado bem mais do que conseguiu bater.

Olho para o Chris de novo que vira os olhos em minha direção parecendo implorar para eu não ir com o Erick, então desvio dos dois.

Qual dos dois você escolhe, Jill?


Notas Finais


Espero que tenham gostado povo!
Até amanhã!
Bjooon ;-)


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