História Sempre Você... (Camren) - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Exibições 1.091
Palavras 1.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey bolinhos! Não me matem! Prometo compensa-los por fazê-los esperar!
Aproveitem o capítulo, beijoooooooo...

Capítulo 20 - Cami...


—Bom dia, Tay...

—Ei, a Mila te derrubou da cama?

—Engraçadinha...

Sento a mesa ao seu lado depois de cumprimentar meus pais que sorriam de nossa interação.

―E falando nela, Camila ainda está dormindo, filha?

—Ah não, ela só tá arrumando umas coisas, nós vamos a praia depois do café...

—Tô dentro!

—Não me lembro de tê-la chamado, sua intrometida!

―Olha ela, mãe!

Dona Clara só fazia sorrir vendo a implicância repleta de carinho com que Taylor e eu nós tratamos. Sempre foi assim, mesmo quando crianças e ela bem mais nova que eu.

—Vai ficar aí com essa cara sem dizer nada? Lauren não quer me levar a praia!

―Você já não tem dez anos de idade!

—Paaaaai!

—Pare de fazer isso com sua irmã, ela vai com você e pronto! ̶ diz em tom “bravo”.

―Nem vem! Não sou obrigada!

—Não é obrigada a quê, amor? Bom dia...

—Taylor quer ir com a gente.

―Nós vamos adorar ̶ afirma sorrindo para minha irmã.

—Mas ela vai atormentar nossa vida, amor!

—Sairemos assim que terminarmos de comer.

Ignorada por minha própria esposa e ainda tenho de suportar o ar de satisfação de minha irmã.

―Como é mesmo a história de você não ser obrigada hein Laur?

—Cala a boca.

Acho que em todos esses anos o clima nunca esteve tão leve durante uma refeição. Não uma em que minha mãe e Camila estivessem presentes, pelo menos.

—Você precisa comer mais que isso Lo...

—Nem tô com fome.

—Não foi um pedido. Precisa se alimentar, tenho te achado pálida esses dias.

—Depois de uma vida toda só agora você percebeu que essa daí caiu num balde de pó de giz e nunca se lavou?

―Tá vendo, né pai? Queria me obrigar a levar essa pirralha comigo, mas deixa-a dizer o que quer!

—Bom não é exatamente uma mentira...

Só consigo encara-lo tentando demonstrar o quanto achava aquilo injusto.

—Depois reclama que nunca venho pra cá. É claro, fica de proteção com essa daí!

―Ahh qual é Laur? Todos sabem que eu sou a preferida do papai e que você sempre foi a bonequinha da mamãe.

Não posso evitar olhar para a mulher mais velha que sorri abertamente, demonstrando estar feliz como há muito eu não via.

—Viu como tenho razão? Nenhum dos dois negou nada!

Mas eu já não a ouvia. Ver minha mãe e sentir sua “aura” leve, despreocupada e saber que isso se deve a minha visita fez-me sentir bem e mal, ao mesmo tempo. A saudade que sinto de estar “em casa” nunca foi tão forte quanto nesse momento. Embora tenhamos nos afastado demais nos últimos tempos eu ainda a via como um exemplo e ela ainda me tinha como sua “filhinha”. Não ter mais essa relação estreita com a mulher que me trouxe a vida e que, sem hesitar, entregaria a sua por mim dói absurdamente.

―Tá tudo bem, amor?

Encontro os olhos confusos de minha esposa e aperto sua mão.

—Agora está.

Deixo um beijo em sua bochecha e tento me concentrar nesse momento buscando não pensar quanto tempo esse “agora” duraria.

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—Lauren! Coloque um moletom, sua pele tá refletindo demais!

Perdi a conta de quantas piadas diferentes Taylor fez sobre minha cor desde que pisamos na areia quente da praia.

—Amor, vem você precisa de mais protetor.

—Camz, eu já passei!

―Precisa de mais. Vem cá.

Ouvindo a risada de minha irmã e suas amigas (acho que estar entre um casal já não é tão divertido para ela) vou até Camila que espalha aquela papa branca e grudenta por meu corpo.

—Não sou criança, eu posso fazer isso.

―Fazer errado, né? Sim, porque nas únicas duas vezes em que você não me deixou passar o resultado foi uma semana toda vermelha e com a pele ardida.

Cruzo os braços na altura do peito fazendo um bico enorme.

—Depois diz que não é criança...

—Você tá debochando de mim!

—Eu nunca faria isso senhora Jauregui!

—Lauren a gente vai dar um mergulho, vocês vem?

Olho ansios para Camila que apenas nega com a cabeça.

—Vá com elas...

―Sem você não tem graça Cami...

—Cami? Nossa, há quanto tempo você não me chamava assim...

Entendendo que esse momento é só nosso as outras garotas se afastam em direção à água.

―Gosta?

—Humhum. Faz-me sentir cuidada.

—E não é só o que tenho feito? Cuidado de você, te mimando em tudo, hein?

Sento-me atrás de seu corpo deixando-a entre minhas pernas e apoio meu queixo em seu ombro.

―É. Você é a melhor coisa que me aconteceu Lo. Eu não gosto dessa cidade, detesto o clima daqui, porém, ela me trouxe você e por isso sempre será especial para mim.

—Sabe que ainda me lembro da primeira vez que viemos aqui juntas?̶ observo já rindo baixinho em seu ouvido.

―Ahhh não! Essa história de novo não! ̶ pede, mas já sem conseguir conter a expressão divertida que se forma em seu rosto.

“Lauren! Lauren me tira daqui! Eu não quero virar comida de peixe!”.

—Eu não disse isso!

―Ahh você disse exatamente isso dona Camila. E com a voz mais engraçada possível!

—Eu não sabia nadar e você me deixou sozinha!

—Eu me afastei por menos de três metros, garota! E quando penso que não você estava gritando feito uma louca só porque uma alga enroscou no seu tornozelo!

―Mas podia ter sido um tubarão!

—Camz ̶ faço uma pausa deixando clara a minha incredulidade—A água estava abaixo da sua cintura, qualquer tubarão que se prese teria vergonha de nadar até ali!

 ―E daí? Nunca viu o filme original? Um tubarão branco atacou um garotinho na enseada!

Reviro os olhos para sua “lógica” apertando sua cintura.

—Você é uma boba.

―E você me ama assim mesmo...

—Culpada...

Ficamos assim, olhando uma para a outra dizendo sem palavras tudo o que nossos corações gritavam em silêncio.

—Laur! Laur!

Com muito esforço consigo desviar meus olhos de seu rosto perfeito e tento focar a visão em minha irmã que acenava espalhafatosa em nossa direção sinalizando para que nos juntássemos a elas que, vai saber onde arranjaram, brincavam com uma bola enorme.

—Vamos?

Levanto e estendo minha mão para ajuda-la.

―Você cuida de mim?

Junto nossos corpos e toco a ponta de seu nariz como costumava fazer antes, sempre que desejava demonstrar o quanto agia como boba ao perguntar algo tão óbvio.

—Com a minha vida.



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