História Sempre Você... (Camren) - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Exibições 700
Palavras 755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Isso é tudo, pessoal... Até amanhã, eu acho...

Aproveitem...

Beijooo

Capítulo 31 - Passado


Camila

---Devolva! Agora mesmo!

--- Não! E vocês são duas choronas!

--- Kaki!

Pancy, essa menina malvada, pegou o brinquedo da Sofi e isso tá fazendo minha irmãzinha chorar! Eu não gosto de ver minha irmã chorar, mamãe diz que sou a mais velha e que eu preciso cuidar dela, então eu vou cuidar!

--- Você vai dar o brinquedo da Sofi agora ou eu vou quebrar ele na sua cabeça, Pancy Pança!

--- Você não me chama assim, sua cubana magricela!

Eu já ia partir pra cima dela quando a voz da minha mãe grita chamando por mim.

--- O quê?

--- Pra casa, Karla. Traga sua irmã com você.

Encaro a garota de rosto redondo à minha frente tentando me decidir se brigo com ela ensinando que deve falar comigo direitinho, ou se obedeço minha mãe.

--- Vai devolver o brinquedo ou vou precisar te bater?

--- Ui, tô com tanto medo...

--- Kaki...

--- Quieta Sofi! Eu sou a mais velha, eu resolvo!

Ignoro o choro insistente e volto a discutir com a menina mais velha até que a voz de minha mãe volta ainda mais alta e eu  acho que um pouco brava.

--- Karla Camila! Pegue sua irmã e venha pra casa agora!

Mas que coisa! É só atravessar a rua, qual a dificuldade?

--- Vai logo, Camilinha, sua “ mamãe “ tá chamando...

Essa debochada vai aprender uma lição!

--- Você – aponto para ela- Me espere aqui e eu vou te mostrar que manda! Vem Sofi – seguro a mão pequenina e juntas caminhamos até nossa casa.

--- Entre aí é diga pra mãe que eu já venho. Entendeu?

Seus olhinhos brilhando pelas lágrimas, ela concorda.

--- Vou buscar o seu brinquedo. Tá bom?

--- Tá...

Dou-lhe as costas e volto até o gramado a poucos metros dali onde tento convencer Pancy a me entregar os bonequinhos até que perco minha paciência e dou um belo puxão naquela massa de cabelos loiros.

Ela grita e revida, o que acaba em nós duas rolando no chão até que ouço um grito forte, bem alto e então um barulho de pneus, ou eu acho que é isso, pela cena que acontecia.

Quando me viro, tenho o tempo somente de ver minha mãe empurrando Sofia que estava parada de pé no meio da rua e enquanto um carro vinha em sua direção.

Um “baque surdo” e minha mãe é jogada para frente caindo desacordada, como se estivesse dormindo.

--- Mãe!

........................................................................................

--- Sua esposa sofreu traumatismos severos, senhor Cabello. Não há garantias de que se recupere.

Estou sentada numa sala grande, branca e com um cheiro esquisito. Trouxeram minha mãe ainda dormindo para cá e eu não consigo entender nada do que falam sobre ela.

Sofia ficou com nossos avós, mas eu quis vir e não tiveram como me convencer do contrário.

Eu não sei o que está acontecendo, mas os olhos vermelhos do meu pai e a inquietação dos meus tios parece não ser coisa muito boa.

--- Quando vou poder ver a mamãe?

Ele me abraça, mas ainda me deixa sem resposta.

Dias se passaram e não me deixaram ver minha mãe. Disseram que ela estava muito cansada, mas eu não sou boba. Não, eu sou a irmã mais velha, eu entendo das coisas e tudo o que me dizem é que ainda não posso vê-la! Tem coisa errada aí!

Eu tento distrair minha irmã, brincar com ela enquanto a mamãe não volta, mas há vezes em que ela desata a chorar e aí eu nem sei o que fazer, vovó é quem assume então. Sou a mais velha, então preciso ser forte, mas em muitas noites eu choro por sentir meu coraçãozinho doer de tanta saudade... Eu quero a minha mãe...

Dias e mais dias e nada. Ninguém diz nada.

Até que numa tarde em que fui ao hospital com meu pai, eu fingia estar brincando com algumas pecinhas de lego até que escuto aquele homem que usa um vestido branco falar umas coisas estranhas ao meu pai que começa a chorar, me assustando também.

O que é lesão? E hemisfério? Eu nunca ouvi essas coisas, mas isso só faz meu pai chorar mais e se ele está assim, então eu também tenho que ficar.

--- Papai...

Estendo meus braços e ele me levanta em seu colo apertando meu corpo enquanto tenta enxugar meu rosto molhado sem importar-se como seu.

--- Papai...

--- Vai ficar tudo bem filha. Nós vamos ficar bem.

E mesmo sendo criança, eu soube que nada ficaria bem. 


Notas Finais


Mais claro que isso, impossível, bolinhos... E agora? Como estamos?


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