História Senhorita - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Kankuro, Naruto Uzumaki, Shikamaru Nara, Temari
Tags Aventura, Drama, Naruto, Romance, Shikamaru X Temari, Shikatema
Visualizações 58
Palavras 1.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Depois de dois anos sem escrever nada além de trechos e ideias não trabalhados, aqui estou \o/
Antes de começar a leitura, saiba que:

— Esse é o prólogo

— A fic terá seus momentos de ação e comédia (romântica), embora esse cap. diga o contrário por ser mais dramático. Também, né, retrata as cenas finais da história.

— Aceito críticas construtivas, tá? Ficar esse tempo todo parada reflete muito na narrativa (e eu tbm não manjo tanto quanto gostaria :v), então o apoio crítico de vocês será extremamente bem-vindo.

Acho que é só.

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Rendição


O único sinal de vida naquela imensidão de areia era um rapaz carregando uma moça nas costas.

O sol quente do deserto fazia secar o sangue do corte profundo no tornozelo dela, resultado de um descuido fatal dele na última luta contra assaltantes de estrada. Ela não o culpava por aquilo, pois pôde presenciar com os próprios olhos os sacrifícios que ele lidou para garantir sua segurança durante noites inteiras atravessado o deserto com paradas que, ao invés de servirem como descanso merecido, eram dedicadas à defesa do ataque inimigo — exatos trinta e cinco deles durante o percurso desértico.

Como o próprio rapaz, Shikamaru, diria: Ser uma Senhorita fugitiva, de posses e família influente era um saco. Lady Temari sabia muito bem disso. Ter um guarda-costas de elite se fazia necessário desde o momento em que nasceu, e como o último veio à falecer, lá estava ele: Shikamaru Nara; mentalmente condenando o dia em que aceitou aquele emprego de merda. Quem era louco de assinar um acordo arriscado daqueles? Só ele mesmo, e no sentido mais literal da palavra... Afinal, ninguém mais foi corajoso e tolo o suficiente para fazê-lo. Tinha suas razões.

E lá estava ele de novo: um Shinobi de elite tão próximo de concluir sua missão e ao mesmo tempo dos braços da morte prematura que o aguardava na espreita, a mesma transfigurada em possíveis inimigos se aproximando.

Seriam quatro como da última vez? Ou nove, como da penúltima?

— Aaaahhh, que saco! — Shikamaru parou para reclamar. Dessa vez, em voz alta. Muito alta.

— Você, gritando?! — Indagou Temari, erguendo o seu rosto da nuca dele por causa da atitude inédita que acabara de presenciar: Shikamaru falar aquilo senão num sussurro.

— É que tanto faz agora. A gente vai morrer mesmo...

Ele sorriu. Não era aquele sorriso de lado que ele exibia nas vezes em que ela falava algo engraçado durante a viagem, mas sim um sorriso de nervoso; de não sentir mais remorso de absolutamente nada por não se importar com o amanhã, se é que ele poderia vivê-lo.

Evitou os olhos dela e lhe poupou de perguntar o porquê, esclarecendo:

— Meus sentidos dizem que eles estão vindo. Não dá mais, eu desisto. — o sorriso se desfez. Ela sabia que se desfez mesmo sem vê-lo, pois todo o tempo que passaram juntos bastou para conhecê-lo bem. — Eu queria ser o tipo de heroi que luta pelo bem estar das donzelas até o fim da vida, mas não passo de um covarde, e você nem chega perto de uma donzela; no máximo uma brutamontes faladeira.

Temari caiu na gargalhada.

De raiva, medo, insegurança.

Só parou quando viu uma figura apontar do outro lado. É, eles realmente estavam vindo. Na verdade, ele ou ela estava vindo.

— Não acredito que você vai desistir tão perto do final e morrer para uma pessoa só — Temari berrou, desacreditada no rapaz que a carregava e — Aliás, nós nem sabemos se é um malfeitor. Francamente, você é uma mulherzinha. Covarde. Pior que eu!

Temari desceu das costas de Shikamaru, quase caindo de mal jeito no chão. O machucado profundo no tornozelo doía até a alma, mas ela persistiu em seguir em frente, sentindo a areia pelando de quente abraçando seus pés enquanto pelejava uma caminhada apressada.

— Aonde você pensa que vai?!

— Eu não vou erguer as mãos para o alto e me render, não enquanto eu respirar...

"E não enquanto souber quem estava vindo", pensou. A dor de provocá-lo nos seus pontos mais fracos talvez era maior que a física. Esse era um pequeno sacrifício a ser feito.

— Corta essa, Senhorita Valentia… Como se isso fosse resolver alguma coisa! — Shikamaru gritou. Apenas os cactos e montes de areia deram ouvidos.

— Você… Você nem ouse olhar para minha cara quando me encontrar lá no céu!

Era como se seu tornozelo estivesse deslocando a cada segundo levantando areia daquele jeito

"A senhorita acha mesmo que vai para o céu?" Shikamaru se pegou pensando, desatando uma outra risada causada pelo humor infalível da Senhorita Sabaku; mas dessa vez, era puro alívio, porque pelo menos alguém não havia enlouquecido como ele. Partir para cima de um provável inimigo armada apenas com uma kunai qualquer nas botas não era insanidade: Era bravura. Era instinto de sobrevivência.

— Saco!

Shikamaru se pôs a correr na mesma direção de um borrão amarelo mais intenso que o da areia, pois era apenas isso, os cabelos amarelos da garota feroz, que ele conseguia distinguir com sua visão turva. Era fato que ambos não conseguiriam realizar nenhuma técnica ou sequer empunhar uma kunai caso aquele sujeito fosse uma ameaça — E seria, pois ninguém com boas intenções perambularia pelo meio do nada na boca da noite — mas estava decidido à seguir os passos da loira... E pensar que era ela quem vivia em sua sombra até então; sempre ele atacava e defendia, porque esse era seu trabalho. E porque ela era mulher. Naquele momento, duvidou de sua fama de inteligente. Havia agido feito um burro. O mais burro dos burros. Isso poderia até soar como um insulto para os pobres animais que nada tinham a ver com sua perca de ideais.

— Mas que droga, Temari!!! — As palavras rasgaram a garganta seca do Nara.

Aquele arrependimento e desilusão só o fazia crer o quanto aquele dia se repetia idêntico com naquele em que seu mestre morreu.

O vulto amarelo, Temari, desabou no chão.

Definitivamente, aquele dia estava se repetindo.

E era tudo culpa dele.

O Shinobi reuniu todas as forças restantes em seus pés mesmo que estivesse no ápice da exaustão… Que se dane, não podia deixar tudo acabar assim.

Levantou areia mais alto que ela havia feito instantes atrás. O cérebro rodopiando, a inconsciência tomando seus sentidos.

Quando estava quase próximo do corpo esgotado dela, seus joelhos desabaram na areia. Rastejou até aquele vulto que supunha ser a sua protegida e ouviu os gemidos de dor dela. Temari também estava no limite. Shikamaru a abraçou tão, mas tão forte, que aquilo parecia protegê-la de todo o perigo, como deveria ser segundo aquele contrato assinado às pressas.

— Eu não posso morrer aqui...

Estava se repetindo, estava se repetindo, estava se repetindo...

— Você não vai. — O corpo de Shikamaru estremeceu. Deitou-se ao lado dela, usando suas últimas forças. Não queria desabar em cima dela e matá-la sufocada.

— Não minta para mim. Nem parece você mesmo me abraçando desse jeito...

— Eu estou desesperado.

— Eu também. — Ela admitiu, miseravelmente tentando conter as lágrimas.

Era a primeira vez que ele a via chorar daquele jeito. Enlaçar as mãos dela nas suas não fazia seu tipo, mas não podia negar que seria uma morte triunfal.

O desconhecido se aproximava.

Impossibilitado de ver nitidamente, lhe passou pela cabeça ser a morte e sua foice vindo, pronta para atacar. Temari o retirou daquele pesadelo, questionando:

— Shikamaru, me responda uma coisa: você veio porque essa é a sua obrigação ou porque é orgulhoso demais para ser chamado de covarde?

O alguém se aproximava mais ainda. Os passos cada vez mais barulhentos numa corrida curiosa. Nem ele, nem ela, conseguiram enxergar seu rosto. Temari tateou a kunai a qual Shikamaru havia lhe dado dias atrás, de dentro da bota direita. Ele não moveu um dedo não porque não quis, mas porque não podia.

— Temari, você pensa devagar demais pra quem é esperta. — Ele suspirou profundente, vendo o mundo se reduzir à borrões cada vez mais confusos... e escuros. Ele desmaiaria em segundos. — Te responder isso, além de ser um saco, é problemático.

E os passos do sujeito estavam cada vez mais velozes e próximos quando este gritou algo que não pôde ser escutado, porque tudo finalmente ficou preto.


Notas Finais


E aí, o que acharam?
<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...