História Senhorita K - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Prezados leitores,
espero que aproveitem a história e que ela possa, de alguma maneira, conversar com vocês.
Abraço á todos.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Senhorita K - Capítulo 1 - Capítulo Único

-  Já faz alguns meses que estou frequentando o hospital Regional Especial. Tudo começou com uma gripe, que mais tarde se tornou uma pneumonia. Logo minha visita anual para check-up , se tornou visitas frequentes e semanais ao médico. Não sou uma pessoa especial, não tenho bens em meu nome e poucas pessoas sabem o meu, verdadeiro, nome. Prefiro continuar assim, por isso costumo me apresentar como L, e é assim que me apresento hoje a vocês.

                Embora eu tenha concordado em deixar esse cara mandar um recado pela minha rádio, não consigo entender o que ele quer ao contar essa tal história. Afinal, ele poderia simplesmente ter escrito uma carta ou postado na rede social, como as pessoas fazem atualmente. Entretanto, por algum motivo ele achou que assim seria melhor assim e eu concordei. Eu concordei sem nem saber quem é este cara ou o quê ele irá contar.

 Agora só me resta escutar tudo e junto com os meus ouvintes descobrir a história.

                - Antes de continuar a contar minha história, quero agradecer ao Eduardo. Dono desta rádio. Agradeço por me permitir compartilhar esta história mesmo que não me conheça. Aos ouvintes peço que não desliguem ou troquem de frequência. Logo vocês entenderão o que sinto e, espero, que possam compartilhar esse sentimento ao longo de suas vidas.

                Cof.Cof.

                - Voltando a história. Como contei a vocês, estou frequentando este hospital há alguns meses. Porém, essa história não é sobre mim ou, especificamente, sobre a garota que sempre está lá. Porém, é necessário que nos encontrássemos para que eu pudesse prestar atenção para a vida e a empatia.

                - Então, continuando. No dia do meu diagnóstico de pneumonia foi a primeira vez que eu a vi. Ela estava radiante, seu fone de ouvido parecia levar ela a outro lugar. Ela nem ao menos riu ou me olhou com pena quando eu derrubei os papeis do balcão de entrada. E isso me chamou atenção. Todos olhavam para mim, mas ela...Ela nem parecia se importar com a bagunça. E de repente ela caminhou em minha direção e me ajudou a recolher os papeis.  Antes que eu pudesse agradecer ela se virou para voltar ao seu ponto inicial, porém, ela disse algo antes de ir. Não sei se era para eu ouvir, mas eu ouvi. Ela falou: “Não chame atenção”. E se foi.

                - Isso não deveria ter me chamado atenção, uma vez que ela poderia estar me repreendendo. E sinceramente, como a maioria das pessoas, não lido muito bem com repreensões. Entretanto, não foi como a voz dela soou.  Fui para o consultório e escutei tudo o que o doutor me falava. Mas, eu ainda estava um pouco desconcentrado. Ele percebeu e me perguntou, uma pergunta que claramente teve uma resposta negativa da minha parte. Desculpa Dr.Carlos, mas não queria admitir que estava tão mexido com um acontecimento desses. Contudo, assim que saí do consultório eu a vi novamente, sentada em um canto conversando com uma senhora. Elas riam e com isso deduzir serem conhecidas. Provavelmente a menina estava acompanhando ela, já que a senhora usava uma das roupas do hospital.

                - Com minhas visitas mais frequentes ao hospital, fui a notando cada vez mais. Como não tinha coragem de perguntar a ela o seu nome, passei a chama-la secretamente de senhorita K. Já que a única coisa que consegui ouvir foi alguém a chamando “Ca...”,  não terminando quando viu movimentações. É claro que mais tarde descobri o nome dela, afinal, uma pessoa curiosa como eu não descansaria sem ter obtido nenhuma resposta. E foi essa minha ânsia por respostas, que passei a reparar cada vez mais. Até que tive coragem para perguntar ao Dr. Carlos.

                - Nesse dia, eu estava nervoso. Não sabia como reagiria e há o sigilo médico, mas o que descobri daquela garota alegre e bondosa, me fez ficar perplexo.  A pergunta se segui mais ou menos dessa maneira a seguir.

“– Dr. Carlos. Antes de sair, queria te perguntar sobre o que senhor sabe daquela garota que está, quase sempre, conversando com a senhora cujo quarto é o 500. Incialmente pensei que fossem parentes, mas ouvi as enfermeiras discutirem entre ser estranho ou bondosa a atitude da garota de conversar com uma senhora que está tão afetada por algumas doenças. Sei que é falta de educação ouvir as conversas alheias, mas ela me intriga.

- Sr. L. O senhor não devia mesmo prestar atenção na conversa dos outros. Entretanto, vou te contar, embora não devesse fazer isso. Tanto pelos anos em que o conheço, quanto pelo fato que não vou te contar tudo. O resto aconselho que pergunte diretamente a ela.

- Tudo bem. Mas, me conte logo. Minha curiosidade já está a mil! “

-Pois é pessoal, minha curiosidade já estava me deixando sem educação e totalmente a mercê dela.

- Voltando a história.

“ – Calma. Ela é paciente.

  - Ela está doente? O que ela tem? Ela nem ao menos demonstra isso.

- Ah, Sr. L. Ela está doente de si, talvez por isso as pessoas não percebam.

- Como assim, doutor?

- Ela tem tanto medo, que ela vive absorta do mundo.  Como o senhor já deve ter notado, ela anda sempre com fone, conversando com os outros e procurando fazer eles felizes e os ajudando. Porém, poucos percebem que ela precisa de ajuda. É claro que há pessoas que a apoiam, mas ela costuma se sentir um fardo para aqueles que ela ama. Devido a isso ela se esconde aqui.  

- Mas, ela tem de ficar internada? O que ela tem?

- Ela não está internada, apenas gosta de ficar a maior parte do tempo aqui. Segundo ela, se sente confortável. Agora, o que ela tem.... Eu não posso falar. Primeiro, não fui eu quem a diagnostiquei, tenho algumas suspeitas, mas mesmo sendo apenas suspeitas prefiro me abster.”

- Ouvintes, a conversa terminou assim. Ele não me contou mais nada!! Eu fiquei irritado e a curiosidade só aumentou. Passei a observá-la ainda mais, e pensei que estava quase me tornando um stalker. No fim, descobri o que ela ouvia pelo fone do celular. Ela escuta esta rádio. É a única que ela ouve, e ela presta atenção nas letras. A senhorita K, que descobri que o nome é com K mesmo e não Ca, deve estar me ouvindo agora, e não só ela.

Riso.

- E minha mensagem a todas as pessoas, em especial a ela, é: Se ame, seja feliz, faça o que gosta e ajude os outros, mas não deixe a preocupação de todos ser superior a sua. Não se sinta inferior e se arrisque no que ama. Continue sendo especial e fazendo as pessoas felizes, só não esqueça de ser feliz também.

- Observação especial a senhorita K.  Quem sabe não podemos nos conhecer? Espero que na próxima vez que esbarrarmos no hospital, eu tenha coragem de conversar com você. E aqui fica meu pedido: Podemos ser amigos?

Tu.Tu.Tu.Tu.

O telefone da rádio não para de tocar, e agora entendi o motivo de deixar ele falar. Eu não sabia o que ele falaria, mas acho que tive um pouco de empatia com o pedido dele. 


Notas Finais


Obrigada por lerem.
Minha segunda fanfic, mas primeira com personagens originais!!
Peço desculpas se houver algum erro e espero que tenham gostado.
Criticas construtivas são bem-vindas.
Abraço.


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