História Sensações - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Exo!anjos, Sebaek
Visualizações 23
Palavras 872
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Droubble, Fluffy, Misticismo, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Único


— Vocês realmente podem amar? - eu me via amedrontado com a possibilidade de uma resposta negativa.

— Estou aqui, não estou? - Sehun sorriu pra mim e tocou a minha mão.

— Qual a sensação de cair? 

— Me disseram que dói bastante, nós perdemos as asas na queda pois elas queimam durante o processo e ficamos muito machucados quando enfim chegamos.

— E você vai cair por mim, mesmo sabendo disso? Quer dizer, você não está desobedecendo qualquer ordem, não é como quando eu desobedecida meus pais por não querer comer. Você vai desobedecer a ninguém menos que Deus. Sabe, Deus mesmo. O criador de tudo, dono do mundo literalmente. Seu pai.

— Se parar pra pensar bem, ele é na verdade o seu pai e você o desobedece o tempo todo.

Eu arregalei os olhos ao pensar naquilo. Sim desobedecida o tempo todo e agora tinha Sehun e... Ah meu Deus. Literalmente meu Deus.

— Eu nunca pensei dessa forma, na verdade eu nem acreditava que ele realmente existia até... Ter uma prova viva. - ele sorriu e eu desviei o olhar. — Assim... Não querendo ser curioso demais, mas ele é onisciente né... Ele vê tudo mesmo?

— Sim, ele vê tudo, mas não é como se ele te observasse enquanto toma banho, Baekhyun. - ele riu e eu me senti um pouco aliviado.

— Então, ele sabe sobre nós? - Sehun apenas assentiu . — Como ainda não foi expulso?

— Eu posso escolher te deixar e me redimir, ou cair.

— Por que escolheria cair e viver como um humano frágil, por um humano ainda mais frágil?

— Ficar sem você não é uma opção, Baek. Você se tornou o meu céu.

— Shiii. Isso é blasfêmia! - ele riu e acariciou minha mão que ainda era segura pela dele. — o céu precisa de anjos e você decide cair.

— Eu já lutei muitas batalhas, cuidei de muitos humanos. Estou vivo a séculos e nenhum outro humano me chamou atenção como você. Você me fascina.

— Quantos anos você realmente tem? - perguntei com os olhos arregalados. — porque assim, você não parece passar dos vinte e três.

E mais uma vez ele riu de minhas palavras, como se eu fosse tão ingênuo e eu sabia que realmente era. Gostava de quando ele me revelava coisas que eu não sabia.

— Eu tenho pouco mais de trezentos e vinte e três. - Meu queixo caiu e eu o encarei totalmente chocado.

— Que creme você usa? - ele me empurrou com o ombro levemente, até porque no parapeito onde estávamos não se podia fazer muitos movimentos. — Me conhece a quanto tempo?

— Quer a verdade?

— Sim.

— Desde o acidente. Fiz de tudo para que você ficasse bem e te acompanhei desde então. Sinto muito pelo seu cachorro.

Eu assenti tristonho.

— Me conhece a bastante tempo.

O acidente de carro que sofri aos meus oito anos me deixou uma cicatriz no ombro, mas além disso ninguém se machucou muito além do meu cachorro que perdeu uma patinha. Minha mãe ficou em coma por alguns anos e já não havia esperança de que ela acordasse. Foram anos difíceis sem a presença dela e então eu rezei por dias, pedindo pra que ela acordasse e um dia ela acordou.

— Tempo o suficiente pra me apaixonar por você.

— Por que se apaixonou?

— Seu sorriso fácil, seu jeito doce e a calma com a qual sempre tratou a todos. Não se deixava abater, nem mesmo quando sentia que poderia ser engolido pela tristeza. Eu ouvi todas as suas orações.

— Eu pensei que só Deus poderia ouvir.

— Mas você não chamou por Deus, chamou por anjos. E eu estive com você desde então.

— Não vai sentir falta do céu?

— Talvez, mas posso rezar pelos meus irmãos e sentir um pouco da presença deles. Você vai sentir saudade das minhas asas?

— Eu tenho o seu amor. - Sehun me puxou para si, apoiando minha cabeça em seu ombro. — Mas, quando todos forem dormir, me leva pra um vôo de despedida, como fez daquela vez que eu me senti triste?

— Levo.



E Sehun me levou pra voar junto a si. Eu me agarrei a ele e senti o vento nos meus cabelos me fazendo do rir e fechar os olhos. Era a única ocasião em que a altura não importava pra mim afinal eu estava em seus braços.

Eu gostava de sentir quando ele me protegia do vento usando as asas, as penas às vezes me faziam cócegas.


E então ele foi embora.

Sehun sumiu durante meses e meses a fio. Eu não tinha sua presença a muito tempo, quase um ano.

Já tinha desistido, me conformado com a ideia de ele ter escolhido sua casa e seus irmãos. Seria melhor daquela forma.

Prometi não chorar, afinal ele poderia ver e desisti de rezar.


Mas minha campainha tocou e eu fui atender o meu ex anjo, agora tão debilitado.


— Sabe quanto tempo leva uma queda? - ele perguntou com a voz frágil e eu já chorava negando. — Meses. O céu é muito longe.

— Você caiu... Por um humano fraco.

— Eu caí por amor e cairia um milhão de vezes.


E eu o aceitaria todas as milhões de vezes e por Sehun, não me importava de ser fraco, oque ele me oferecia era forte o suficiente por nós dois.



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