História Sentaku - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Jiraiya, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Drama, Sasusaku, Suspense
Exibições 83
Palavras 3.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi~~~~~~~~~~~Tudo bem, gente?
Eu tenho uma Short Fic para postar há um tempo, mas só agora tive tempo.
Fiz ela. ESTÁ PRONTA. Então eu vou demorar muito pouco para postar o próximo capítulo, isso, claro, se vocês gostarem. Porque não faz sentido postar fics sem leitores, né? haha
Então, como algumas pessoas que acompanham/acompanharam minhas fanfics, eu sou uma pessoa meia do mal e adoro fazer JUS aos personagens. Mas desta, não vai ser vitimismo e etc. A estória será curta, mas objetiva.
Nós próximos capítulos vou explicar a visão dos personagens e algumas coisas que deixei em oculto sobre eles.
Enfim. Espero que gostem. É um projeto baseado em alguns filmes, e em um tema que eu ATORO.
Devo adiantar que contém partes um pouco ~pesadas~ e se você não gosta, apenas não leia.

Bom, é isso. Espero que tenham uma boa leitura. <3

Capítulo 1 - Who are you now?


 

 

O sol já dava os seus primeiros sinais quando, da sacada, uma jovem espreguiçava-se do alto de seu apartamento. Enquanto os raios leves chegavam até sua pele, ela apenas respirou fundo e se deixou levar pela paz que tanto amava. Aquela vida que tanto amava. Vida essa, que a trouxe para um mundo de felicidade e sonhos.

Com os olhos fechados, sentiu outro corpo encostar-se a suas costas. O cheiro de shampoo masculino agora se misturava com a brisa suave, a sensação de paz em seu interior apenas aumentou. Mãos grandes envolveram sua cintura, lábios macios acharam a região do seu pescoço segundos depois.

- Bom dia. – sussurrou o homem cujo agora distribuía beijos por todo o seu ombro.

- Bom dia. – devolveu com um sorrisinho bobo. Não demorou muito para que virasse para trás e encontrasse aqueles olhos que ela podia jurar que nunca se cansaria de olhar e admirar. Olhos de Uchiha Sasuke.

- Você está bem? – perguntou ele, atencioso, postando uma mão na lateral do rosto mais perfeito que já havia visto na vida. Olhos verdes e cintilantes o encaravam atentamente.

- Até agora sim. A parte triste é a hora que você parte.

- Eu prometo que vou voltar o mais rápido que puder. – ele informou, suspirando. – É só por mais um tempinho, Sakura. Eu sei que isso é desgastante, você não faz ideia do quanto eu sinto sua falta. Mas é uma questão de...

- Necessidade. – Sakura completou, desanimada. – Eu entendo, amor, é sério. Mas entender é uma palavra bem distinta de “não querer”.

- Eu estou fazendo o máximo que posso. Em breve eu serei somente seu. – ele disse, segurando suas mãos.

- Você dizendo esse tipo de coisa me faz parecer uma amante. – ela zombou. Sasuke soltou um riso e depois a puxou para um abraço.

Ah, seus braços. Toda vez que ele a puxava para abraçá-la, era como se tudo a sua volta simplesmente sumisse. Só existia a batida do seu coração contra seu ouvido, sua respiração no topo de sua cabeça, seu cheiro, sua voz, somente ele.

- Chega a ser assustador. – Uchiha deixou o riso morrer para dizer em um tom afetado. Sakura levantou a cabeça para vê-lo, os dois se encararam por meio segundo. – Não da pra me imaginar fazendo tudo isso com outra pessoa. Você entende isso?

- Acho que sim. – ela respondeu. – É o mesmo comigo. A onde eu conseguiria achar um cara que faz a melhor massagem nos pés?

- Então é só pra isso que você me quer?

- Sua comida é maravilhosa também.

- Tem mais algo que eu não saiba? – ele perguntou, fingindo indignação.

- Eu amo quando você lava a louça depois da janta. Me excita.

- Te excita? – ele repetiu, sem conseguir conter o riso. – Então me responda.... – seu tom agora mudara radicalmente. Não foi preciso esforços para sentir as mãos dele saindo de uma posição “descente” e agora deslizavam pela lateral deu seu corpo, indo de encontro a sua bunda, enquanto a outra emaranhava o máximo de cabelos possíveis da nuca. Corpo pequeno e frágil fora puxado contra seu peitoral. Sakura já conseguia perder o equilíbrio, a respiração acelerar. Viu os lábios entreabertos dele se aproximando vagarosamente, roçando de leve nos seus, a causando arrepios. Um aperto ou outro no seu traseiro, sua pélvis já sentia o endurecido de dentro de seu short, e aquele maldito beijo tinha que acontecer ou ela enlouqueceria. –... Esse tipo de coisa também te excita?

Claro que ele não teria resposta. Ao invés disso, Sasuke apenas sondou sua expressão perdida, orgulhando-se de saber exatamente seus pontos, e sem mais como conseguir esperar, atacou-a. Língua saindo em busca da sua em urgência, enquanto as mãos dela encontraram seus ombros como porto de segurança.

O som estridente que ecoou das portas de vidro do quarto até tentou ser ignorado, mas o barulho parecia aumentar a cada instante.

- Você pode atender, se quiser. – Sakura disse entre os lábios, mas ele hesitou. Continuou acariciando-a, estava pronto para erguê-la, não queria parar agora, mas o som por outro lado... – Amor... – ela soltou, mais uma vez, o afastando de leve pelo peitoral. – Pode ser importante.

Sasuke a olhou, um pouco ofegante, lábios vermelhos, cabelos bagunçados, foi quase puxado de volta, mas controle em relação a beleza dele era algo que ela conseguiu com o tempo.

- Espera só um minuto, ok? – ele pediu, um pouco sem jeito. Odiava quando esse tipo de coisa acontecia e sabia que não poderia recusar ligações assim, mesmo que fosse uma imensa vontade. Ele adentrou rapidamente e foi até a cabeceira, pegando o aparelho que rodopiava e berrava. – Uchiha.

Sakura observava-o, ainda de longe. Até sua mania de andar pelo quarto enquanto falava no celular era intrigante. Cada vez que se pegava pensando em tudo que aconteceu anos últimos dois anos, era como se tudo fosse surreal. As lembranças eram vívidas, mas a emoção de tê-las vivido parecia se sucumbir enquanto o tempo passava... Talvez porque dois anos ainda fosse muito pouco ao lado dele. Afastou os pensamentos mais profundos de sua mente assim que viu o corpo de Sasuke voltar. Pela expressão dele, algo bom não era.

- Me desculpe. – ele se adiantou, cabisbaixo. – Preciso mesmo ir agora.

- O que aconteceu?

- Uma das empresas de NY aceitou o nosso contrato. – ele explicou, paciente. – Como representante, eu preciso fechar o negócio ainda hoje.

- Entendi.

Esconder a tristeza que era saber que ele partiria era sempre impossível.

- Ei. – Sasuke deu mais um passo em sua direção, ficando próximo novamente. Ele também odiava deixá-la. – Eu vou voltar o mais rápido que puder. Nós temos aquela festa fantasia para ir amanhã, lembra?

- Lembro. – ela concordou, tentando sorrir.

Não era o suficiente ainda. Mas ele não sabia exatamente o que quebraria aquele clima. Segurou seus ombros com carinho, olhando fundo em seus olhos.

- Eu te amo.

- Eu também te amo, Uchiha. – respondeu, antes de beijá-lo levemente. – Estarei te esperando.

Aquelas eram as palavras que ele precisava ouvir sempre. Não entendi muito bem, mas se sentia muito melhor em ouvi-las. Se sentia melhor em saber que ela estaria ali.

(...)

Sakura:

- Obrigado pela ligação, Haruno.

- Por favor, Jiraya, seja direto. – eu pedi. Apesar de estar sozinha em casa, minha voz ainda continuava baixa e a cautela fazia parte da minha respiração.

- Enviei um grupo disfarçado para examinar o local, mas não foi encontrado muita coisa. As informações que você me mandou estavam certas?

- Sim, estavam. – respondi, convicta. – Eu mesma fui até o bar verificar.

- Parece que temos um grande problema, então. – ele disse. – Hyuuga Neji está desaparecido novamente.

- Nenhuma pista de onde ele possa estar?

- Nenhuma, Haruno. Por isso conto com você novamente. – ele respondeu, quase em uma suplica.

- Você me prometeu que seria somente dessa vez.

- Me desculpe. Mas nós precisamos de você agora mais do que nunca. Minha proposta ainda está de pé, por favor, não pense individualmente, mas como a profissional que você é. Pessoas correm perigo, o seu estado corre perigo. Como pode tentar levar uma vida normal sabendo que a qualquer momento tudo pode dar errado?

Passei uma mão pelo rosto, já afogada naquelas palavras que ele sabia me atingir como ninguém. Busquei meu ar, eu não podia simplesmente virar as costas e sabia disso. Eu estava lutando pela minha liberdade, pela vida que eu estava tendo e não abriria mão disso.

- O que você quer que eu faça? – perguntei, depois de segundos de silencio.

- Eu sabia que poderia contar com você. – Jiraya soltou um riso nasal do outro lado da linha e eu apenas esperei. – Cheque seu e-mail confidencial.

- Quantos de vocês estão aqui no Japão?

- Somente dois. – ele respondeu. – Mandei para te dar cobertura.

- Certo.

- Vigilância. Não é só porque está longe e não pertence mais a equipe que não precisa manter o cuidado necessário.

A campanhinha da porta tocando me fez entrar em alerta.

- Preciso desligar agora. Farei o possível. – me despedi.

- Ok, Haruno. Aguardo seu contato.

Desliguei o celular e o escondi em um fundo falso de um quadro e andei até o hall para atender a porta. Do olho mágico, quase urrei ao reconhecer o rosto do outro lado.

- Amor! – exclamei, assim que abri a porta.

- Surpresa! – Sasuke abriu um sorrisinho lindo e beijou minha bochecha. Uma garrafa de champanhe estava em sua mão.

Apesar da incredulidade de estar o vendo tão cedo, eu era apenas um protótipo inteiro de felicidade.

- Porque voltou tão cedo? – perguntei, sem conter minha curiosidade. Ele sorria, um sorriso que eu nunca tinha visto, mas ainda assim era perfeito.

- Eu voltei porque tenho que te dar uma noticia maravilhosa. – respondeu, colocando a garrafa sobre a mesa de centro e sentando-se no sofá. Ele deu duas batidinhas ao lado, chamando-me para sentar ao seu lado, e eu o fiz no mesmo momento. Não sabia o que era, mas tinha certeza que seria realmente bom.

- Eu fui promovido. – ele disse. Arregalei os olhos e coloquei uma mão na boca. – Não vou precisar mais representar o produto em outros países. Agora ficarei aqui, só com você.

- MEU DEUS, SASUKE! – eu gritei, o puxando para um abraço desajeitado onde todo o meu corpo caía por cima do dele. Ele riu um pouco, mas eu estava realmente eufórica demais para notar qualquer coisa. – Isso é maravilhoso!

- Sim, isso é. – ele concordou. – Agora nós vamos ter mais tempo, isso não é ótimo?

- Sim! – respondi, o dando alguns beijinhos pelo rosto enquanto suas mãos descansavam em minhas costas. Talvez ele estivesse cansado. – E esse champanhe é pra comemorar?

- É. – ele me empurrou com carinho de volta para sentar e se levantou. – Vou encher duas taças pra gente. – avisou, e depois de um beijo rápido, se afastou para cozinha.

Oh. Eu estava realmente feliz. Sorrindo e não conseguia desfazer isso. Me levantei assim que ele sumiu de meu campo de visão e corir para o banheiro do corredor. Ajeitei meu cabelo, verifiquei meu sutiã e lavei um pouco meu rosto pálido.

Tudo daria certo agora. Depois que eu pagasse minha última divida com Jiraya, eu finalmente me veria livre da MSE para sempre. Poderei viver como uma pessoa comum sem o receio de isso acabar, ao lado de Sasuke, que agora também havia recebido uma benção no trabalho. Nada de viagens desgastantes, saudade, segredos. Será só eu e ele, juntos, fazendo a nossa vida valer a pena.

Quando escutei o barulho de vidro ecoar da sala, percebi que estava tempo demais me encarando no espelho e voltei para sala correndo. Sasuke já enchia as duas taças, os olhos dele se levantaram para mim de uma forma extremamente sexy. Foi inevitável não olhar sua camisa social branca dobrada até os pulsos, enquanto no peitoral, um solitário botão havia sido aberto. Caminhei até o sofá onde nós estávamos a pouco e me sentei. Não havia nada de errado, tudo começaria a dar certo agora. Em silêncio, ele caminhou até a mim e me estendeu uma taça.

- Obrigada. – agradeci, dando um sorrisinho leve e o vendo retribuir. Ele bateu o copo no meu, seu olhar parecia me penetrar inteira.

- Um brinde a nós. – ele disse.

- Um brinde a nós. – repeti.

E então, tomamos de uma só vez todo o líquido. Mal consegui aproveitar o gosto delicioso em minha boca, e vi Sasuke se curvar com pressa sobre mim, tampando minha boca com a sua. Suas mãos me puxaram para ele, fazendo-me se levantar desajeitadamente e escorar em seu corpo, enquanto sua boca parecia querer me engolir. Consegui entrar no seu ritmo segundos depois, ainda surpresa pela reação tão inesperada e já sentindo o efeito entorpecente que somente seus toques me proporcionava. Quando ele finalmente desceu beijos pelo meu pescoço, consegui retomar meu ar com dificuldade, e fechei os olhos com força quando seus dedos alcançaram minha intimidade, loucos para invadi-la. E não demorando muito, foi isso que ele fez, fazendo-me soltar um gemido quando dois de seus dedos penetraram seu avisos.

- Sasuke ... – sussurrei no ouvido dele, fazendo-o arrepiar.

Ele parou seus movimentos, quase entrei em protesto, mas suas mãos me ergueram em seu colo, boca colada na minha novamente, e agora andávamos aos beijos até a porta já aberta do nosso quarto. Fui jogada na cama, o homem a minha frente parecia estar completamente fora do controle enquanto praticamente rasgava a camisa social para tirá-la. Dei um sorrisinho por achar engraçado sua impaciência, mas logo ele estava se livrando da calça com uma rapidez assustadora, e depois fez o mesmo com meu short e calcinha. Apenas observei-o em um desejo que estava me dando um terrível desejo, e esperei que ele caísse em cima de mim novamente. Minha cabeça rodou um pouco, talvez fosse o excesso de tesão que ele me instigava, mas quando seu tronco ficou a meu alcance, procurei seus lábios com urgência, precisava daquilo mais que tudo.  Ele me penetrou forte. Abafamos os gemidos entre os beijos, as investidas eram rápidas, certas e fundas. Minha região ficando molhada a cada segundo, enquanto seu deslizar se tornava ainda mais gostoso, mais sentido. Envolvi meus braços em seu pescoço, o puxando para mim, ouvindo sua respiração ruidosa em meu ouvido, enquanto ele me invadia tão forte que eu me sentia completamente preenchida. Suas mãos seguravam as minhas para cima, como se quisesse me prender, o corpo dele se mexia com tamanha intensidade, parecia uma maquina, que nunca pararia.

Céus.

Eu iria gozar.

Apertei meus lábios, mas era impossível controlar os gemidos altos e fortes. Quando pensei que iria explodir, senti ele sair de dentro de mim e segundos depois me puxar para beirada, me virando de costas bruscamente. Tentei ver seu rosto, mas ele parecia animalesco demais para trocar qualquer palavra, o que não era um problema de fato. Eu estava tão louca quanto ele, tão possessa quanto ele, e incrivelmente feliz de vê-lo daquela forma. Suas mãos agarraram meu quadril, levando minha bunda de encontro a seu pênis e que entrou com facilidade devido a umidade.

Um gemido beirando a choro escapou da minha garganta enquanto eu agarrei os lençóis, procurando algo que eu não queria achar. Sensação mais tenebrosa e imensa não existia. O quadril chocava-se com força contra minha lombar, fazendo um barulho que enchia o quarto, se misturando as suas arfadas, aos meus gemidos, as nossas respirações. Apertei o rosto contra o travesseiro quando ele aumentou a velocidade das investidas, fazendo-me achar que choraria de verdade. Meu ventre pesado, uma sensação de alivio estava próxima e eu precisava senti-la, desesperadamente precisava. Minha visão se tornou turva, tudo parecia estar rodando rápido demais, era estranho e ao mesmo tempo maravilhoso. Me encolhi assim que senti meu orgasmo vir forte, me desmontando. No mesmo momento, Sasuke parou. Provavelmente me sondava enquanto eu estava caída na cama, com uma fraqueza estranha nos braços. Não demorou muito tempo, e ele me virou de frente para ele. Nunca esqueceria aqueles olhos, nem se eu tentasse fazê-lo.

Ele estava suado, cabelos bagunçados e colados um pouco no rosto devido ao suor. Quando seu corpo caiu para o lado, eu levantei o tronco. Um desconforto estranho tomava conta de mim, talvez tenha sido o efeito de tudo que Uchiha causava, eu realmente não sabia.

- Vou ao banheiro, tá? – informei, vendo ele encarar o teto com a respiração ofegante.

- Ok.

Levantei com certa dificuldade, realmente não fazia ideia do que estava acontecendo e perdia o equilíbrio a cada instante. Andei até a metade do quarto em direção ao banheiro, mas tudo simplesmente embaçou. A tempo, me segurei em no batente da porta, tonta.

- Sasuke. – o chamei. – Eu não estou... – virei o rosto  para trás na tentativa de vê-lo, e apesar de todo o embaço, consegui o enxergar. – Bem. – completei, apertando os olhos para tentar trazer minha visão.

Ele não respondeu nada. Seu corpo se moveu até a cabeceira da cama, ele tirou algo de lá. Um remédio talvez, algo que pudesse me ajudar. Coloquei uma mão na cabeça, mas minhas pernas fraquejaram e eu caí sentada, encostada na parede. Sem forças para dizer nada, apenas sentindo minha consciência indo embora, as últimas coisas que vi, foram suas pernas se aproximando, e ao lado, uma corda sendo arrastada.

(...)

A sala estava escura a não ser pela pequena luz que piscava bem em cima da cabeça da garota. Um cenário de filme macabro seria bem implantado naquele local. As paredes num tom branco, já gasto, para que não fosse notada que se tratava de branco estava ali. O Chão estava sujo de sangue já seco e velho. A sala não tinha nada além de uma única cadeira no meio dela. Ao lado da pequena porta, estava um grande painel preto de vidro, se não fosse pela situação precária, aquele local poderia ser facilmente reconhecido como uma sala de interrogatório. E foi justamente isso que ela deduziu assim que conseguiu despertar. Com o corpo preso por correntes envoltos do tronco da cadeira, Sakura olhava em volta totalmente horrorizada. Não lembrava como havia parado naquela sala, nem de quem a colocou lá dentro. 
Balançou a cabeça negativamente, não poderia ser verdade, não poderia estar passando por aquilo. No entanto, já tivera experiências demais na vida para saber que aquilo tudo era mais que real. O medo tomou conta de sua estrutura, ela estremeceu. Vagava pelo cômodo, em busca de algo, o coração acelerado e a pior sensação que já sentira estava sobre si. Sua mente trabalhava muito rápido, lhe dando imagens, flashs, cenas, ela se recusou a conciliar um fato com o outro e prendeu o choro.  Não, aquilo não podia ser verdade. Deus, não podia.

A imagem fraca de Sasuke andando em sua direção com uma corda estava a destruindo.  Olhou para seu pulso preso, havia uma marca de corda avermelhada ali. Ela sabia o que aquilo significava, mas seu interior parecia estar em choque. Suas feições, seus sorrisos, sua frieza. Só agora ela estava refletindo tudo que havia acontecido – sabe se lá quanto tempo atrás já que não sabia a quanto tempo estava ali –. Buscou sua calma, seu raciocínio, o que de fato era realmente boa, e mesmo sendo quase impossível controlar seus impulsos, se deteve.

 Sasuke? – sua voz trêmula se fez presente e nada foi escutado de volta. A luz no teto fazia barulho de mal contato e mais nada além disso era escutado. – Sasuke, você está aí? – voltou a pronunciar, sentindo um calafrio passar pelo seu corpo. Sakura não queria acreditar, não podia, não conseguia. Tudo que se dizia respeito a ele era sempre nebuloso. O homem com quem era casada se chamava Uchiha Sasuke, e ele era uma pessoa comum. Droga! Ele era um homem comum, não era? Foi por isso que ela havia o escolhido para ter uma vida. Mas agora isso estava morrendo aos poucos, morrendo junto com ela.

Sua certeza de que havia a descoberto estava cada vez mais evidente.

A certeza de que ele era um deles, estava cada vez mais evidente.

Ela queria chorar, mas era forte. Mesmo incrédula e abismada, não seria frágil.

- SASUKE, DROGA! – ela gritou, sem conseguir controlar as emoções mais afloradas de sua alma. – APAREÇA!

Aquele champanhe... A cada segundo que passava, ela achava mais uma pista que fazia tudo aquilo ter sentido. E doía mais. Era esperta o suficiente para perceber isso em qualquer situação alheia. Mas com o cara que amava? Quando é que ela conseguiria imaginar que o inimigo estava do seu lado o tempo todo?

- APAREÇA! – ela repetiu alterada, agora achando uma câmera discreta no alto do cômodo. Fixou o olhar nela, sentia que estava sendo observada muito antes de vê-la. – PORQUE ME TROUXE AQUI? VOCÊ É UM DELES, NÃO É?

Nada foi ouvido.

A raiva começava a tomar conta de seu medo. Ela não estava nem aí se era uma cadeira de tortura. Nem que pessoas tinham morrido ali, ou até mesmo ela morreria. Naquele momento, estava possessa. Queria ver o rosto daquele homem para ter certeza que tudo aquilo era realmente real. Estava com medo de fazer isso, porque havia algo vago e pequeno no interior.

Queria que fosse engano.

Mas sabia que não era.

Quando o barulho da porta começou, ela rapidamente se atentou aquela direção. Não desgrudou os olhos e nem piscou. Apenas respirou fundo e sentiu uma gota de suor deslizar sua testa.

- Boa noite, Sakura. – escutar aquela voz no meio de todo aquele tumulto foi a pior coisa que aconteceu em sua vida. Vendo o dono dela passar para dentro da sala, seu corpo se encolheu na cadeira.

Doía como o inferno. Seu peito, seu coração, sua alma queimava. Toda e qualquer pergunta que ela pudesse ter havia sido aniquilada.  Nada saiu de sua boca. Ela simplesmente não conseguia pensar enquanto o encarava com aqueles olhos que transbordavam tanto carinho, mas que agora pareciam duas bolas opacas e sem vida.

 

- Você é uma espiã. – ele disse, tirando dela ainda mais surpresa negativa. – Provavelmente deve saber como nós trabalhamos, já que somos seu alvo. – tom frio era algo irreconhecível. Aquele homem não era Sasuke. Talvez, nunca tivesse existido aquele Sasuke. – Você tem 10 minutos para me dizer para quem trabalha. Caso contrário, iremos tirar essa informação de você. De qualquer jeito.


Notas Finais


E então, merece capítulo dois? ><


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