História Sentenças De Amor - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Chen, Exo, Jongin, Kai, Kaisoo, Kris, Kyungsoo, Lay, Luhan, Non!au, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Exibições 124
Palavras 2.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiiiiii, mais uma vez quero agradecer pelo carinho de vocês, pelos favoritos e pelos comentários, eu fico muito alegre e realizada lendo cada palavra de vocês. Enfim, esse capítulo é um pouco mais curto que o anterior mas já contém alguma revelação, a partir do próximo as coisas vão começar a andar e acontecer rsrs Dedico esse capítulo pra minha melhor amiga, minha soulmate Ana, ainda mais por ela ter ficado até altas horas da madrugada me aturando falar dessa fanfic e por me ajudar com esse capítulo junto da Keth.
Espero que gostem, boa leitura!!!

Capítulo 3 - 2. Menino do capuz


Já haviam duas horas que eu estava dentro daquela sala. Duas horas que eu havia conhecido pessoas divertidas e animadas como nunca havia conhecido antes.


Duas horas que eu descobri que nunca havia me sentido tão estranho, tão abalado e tão fraco simplesmente por causa de uma simples troca de olhares, tudo aquilo estava fora do meu controle.


Eu tinha perdido as contas de quantas vezes eu limpei minhas mãos que suavam frio e tremiam levemente toda vez que eu sem querer – apesar de algumas vezes serem totalmente propositais – olhava para o outro canto daquela sala, onde o menino de rosto infantil, mas de olhar intenso estava sentado.


Todas as vezes que eu tinha a oportunidade, quando todos estavam distraídos, olhando para qualquer bagunça que acontecia, eu varria meu olhar discretamente até onde Jongin se encontrava. Nas primeiras vezes eu encontrava seu olhar preso em mim, ele simplesmente não se importava com aquilo, mesmo que eu estivesse percebendo a sua atitude, o garoto simplesmente não desviava, ele mantinha fixo seus dois orbes negros em mim e eu gelava dos pés à cabeça, sem saber como agir, como sentir, simplesmente virava o rosto sentindo um frio na boca do meu estômago, completamente estranho, completamente diferente.


Depois de alguns momentos, assim que percebi que seu amigo mais uma vez comentara algo em seu ouvido, todas as vezes que eu olhava em sua direção, Jongin não me encarava mais, certas vezes encarava o chão ou mantinha seu olhar perdido, tudo menos prestar atenção no que acontecia ao seu redor.


“Kyungsoo, você tá parecendo estranho, aconteceu alguma coisa?” Luhan sussurrou no meu ouvido preocupado.


Fiquei sem graça em descobrir que minha confusão estava tão aparente no meu rosto, mas agradeci aos céus por ter uma desculpa descente para apresentar.


“Ah, eu acho que é nervoso de primeiro dia.” Ri tentando disfarçar e descontrair aquela situação vergonhosa.


“Eu também tô um pouco, mas respira fundo, vai dar tudo certo.” Luhan sorriu e apertou o meu ombro esquerdo, me passando confiança.


Apenas assenti como resposta e tentei prestar atenção no que acontecia naquele momento. Alguns garotos faziam beat box no meio daquela sala e outros faziam uma batalha de rap que estava bem empolgante para quem mantinha sua atenção focada naquele ato.


Comecei a me envolver naquilo e uma vez e outra soltava gritos empolgados junto com todas as pessoas que ainda estavam ali naquela sala.


Foi então que em um pulo, Chanyeol foi para o meio e também começou a participar de uma batalha. Todos ficamos eufóricos, eu gritava junto com os meninos tentando dar o maior apoio o possível, juntamente pude ver um dos talentos de Chanyeol, ele era um rapper muito bom, a voz grossa e a atitude o mudavam completamente. Quem apenas o olhasse daquele jeito não faria ideia da criança grande que ele era.


No final de tudo, Chanyeol tinha ganhado a batalha e os meninos ficaram eufóricos batendo palmas e gritando, e eu me permiti fazer parte daquilo.



 카디


Passos, risadas e alegria.


A reunião de trainees tinha terminado e a sala onde estávamos ia desvaziando pouco à pouco, cada um indo para suas respectivas casas, outros marcando para irem em algum lugar específico fora dali.


“Eu vou embora com o Luhan, ele tá morando numa rua perto da minha casa.” Sehun se pronunciou na nossa rodinha.


“Ah, tudo bem então, isso é bom porque você já conseguiu uma boa amizade aqui Luhan.” Junmyeon falou com um sorriso no rosto, parecia orgulhoso com aquela situação.


“É, fico feliz com isso.” Luhan encarou Sehun e sorriu brevemente “Foi muito bom conhecer vocês pessoal, espero que fiquemos juntos por um longo tempo e nossa amizade seja boa.” Ele continuou simpático.


Eu não pude evitar de sorri, Luhan passava uma calmaria, uma sensação boa de paz, tranquilidade. Algumas pessoas nascem com esse maravilhoso dom de fazer com que os que estejam ao seu redor se sintam confortáveis não importa em que situação estejam, ele aparentava ser uma pessoa maravilhosa e serena.


“Até mais!” Respondi ainda sorridente e aproveitei e acenei para Sehun que estava ao seu lado, recebendo um sorriso em volta também.


Depois de abraços de Chanyeol, os dois meninos se viraram e se retiraram da sala em que estávamos.


Aqueles dois se dariam tão bem e nem faziam conta daquilo.


“É uma pena que você não mora pro mesmo lado que a gente, mas vamos até a saída juntos.” Chanyeol se dirigiu a mim e colocando seu braço ao redor dos meus ombros.


“Por mim tudo bem.” Falei simplista e seguindo o passo daqueles que seriam meus novos amigos.


Andávamos os três juntos em silêncio até que paramos perto de um menino agachado arrumando algumas coisas dentro de sua mochila.


Era Jongin.


“Você não vai vir com a gente?” Junmyeon olhou aquela cena e estranhou.


“Eu vou embora daqui a pouco, não precisam me esperar.” Ele disse e eu quis amaldiçoa-lo por simplesmente não olhar para quem lhe fez a pergunta e sim pra mim.


O que é que eu tinha feito?


Não correspondi àquilo, simplesmente virei meu rosto e encarei a porta que agora já estava vazia, já que a maioria das pessoas já tinham saído de lá, inclusive o amigo de Jongin não estava mais junto de si.


“Então tá, tchau.” Junmyeon respondeu e seguiu seu caminho, mas não sem acenar fraco para Jongin antes.


Saí andando na frente e não me despedi daquele garoto que tinha a mania estranha de encarar as pessoas, eu não entendia, era só por que eu era novo ali? Se fosse assim ele também encararia Luhan, mas isso não havia acontecido. Eu estava confuso e nervoso, tão cheio de sentimentos conflituosos, pensamentos estranhos e todos eles se direcionavam para apenas aquela única pessoa.


“O Jongin fez alguma coisa pra você?” Chanyeol me perguntou baixo me tirando de meus devaneios.


“Hã? Não, eu hein, claro que não.” Respondi nervoso, pra que ele tava perguntando aquilo?


“Se você diz…” O garoto mais alto jogou as mãos para o alto e decidiu não insistir naquele assunto, eu apenas agradeci mentalmente.


Eu ainda não acreditava que aquele tinha sido o primeiro dia de uma longa jornada, apenas um dia e eu já senti completamente o peso da mudança que ocorreria em minha vida, o quanto de experiência que eu tomaria e quanto nervoso e alegria que eu passaria naquele lugar.


Pude perceber que nada seria fácil, as pessoas pareciam extremamente dedicadas e decididas de seus ideais e sonhos, dispostas a tudo para conquistarem o que todos ali queriam: a fama e o sucesso. Eu já estava ciente daquilo e cada vez mais com mais vontade também de correr atrás daquele objetivo, eu mal esperava para realmente por toda aquela vontade e garra em prática.


“É aqui onde nos separamos.” Junmyeon disse respirando pesadamente no lado de fora do edifício.


“Vamos sentir sua falta Kyungsoo.” Chanyeol falou com um tom manhoso, querendo fazer graça e eu comecei a rir “Qual é seu número? Passa pra gente poder se encontrar com o pessoal outras vezes fora daqui, nós sempre estamos marcando alguma coisa ou outra.” Ele sugeriu amigável e também animado.


“Tá, eu vou pegar meu celular aqui, eu ainda não consegui gravar meu número, não sou muito de conversar por aqui.” Eu falei sendo sincero, recebendo algumas risadas como resposta.


Eu quase nunca usava o celular, não tinha muitos amigos, apenas Hyunsik, que morava do lado da minha casa e sempre que quisesse conversar ele batia na minha porta e passava o dia comigo.


Tateei meu bolso, nada. Vasculhei todos os bolsos da minha mochila, nada. Bolsos do casaco, nada. Eu tinha esquecido o celular, que maravilha.


“Gente, eu acho que esqueci o celular lá dentro, vocês esperam aqui?” Disse nervoso e apressado, com medo de que alguém tivesse pego o celular esquecido e levado para si.


“Tá, vai lá, vamos ficar aqui, sem pressa.” Junmyeon disse calmo tentando passar tranquilidade para mim e eu apenas assenti.


Sai andando em passos rápidos até aquela sala que ficava localizada entre diversos corredores. A minha mistura de desespero e confusão só puderam resultar em uma coisa: eu me perdendo várias vezes naquele lugar que era enorme.


Porra Kyungsoo, acorda…


Resmunguei para mim mesmo e comecei a prestar mais atenção para onde ia me lembrando de quando tinha percorrido aquele mesmo lugar junto de Chanyeol.


Dei um suspiro aliviado quando cheguei realmente no corredor correto, de longe pude perceber que a porta estava entreaberta e um som tocava lá dentro da sala. Decidi andar devagar para não atrapalhar o que estivesse acontecendo naquele lugar. Aos poucos meu campo de visão foi tomado por aquela janela transparente conforme eu andava e quando eu percebi o que ocorria na sala, eu pensei que iria enfartar.


O menino do capuz mais uma vez dançava ali dentro, dessa vez era diferente, eu ouvia a melodia instrumental que tocava, eu podia sentir cada vez mais intensamente aquela performance que acontecia. Eu relacionava seus passos com cada batida, com cada alto, cada baixo, cada parada daquele ritmo calmo e intenso que tocava em um simples conjunto de instrumentos dentro de um aparelho digital. Eu sentia cada vez mais aquele vai e vem de notas, e giros, pulos, rodopios se misturando com as batidas fortes do meu coração.


Aquela situação se tornara mais desesperadora para meu pobre emocional porque o menino de capuz não era simplesmente apenas o menino de capuz no meu pensamento.


Ele não tinha mais capuz, este fora trocado por algo que tornaria toda aquela admiração mais forte e talvez mais difícil de aguentar calado, sem demonstração da minha parte.


Seu capuz foi trocado pelo seu rosto, juntamente com o seu nome.


Nome que eu já conhecera. Nome que veio como uma avalanche trazendo um sorriso, um olhar intenso e milhares de sensações e pensamentos confusos dentro da minha caixa de emoções não tão firmadas e certas.


O menino de capuz se tornou de um pequeno, misterioso enigma junto de uma pequena admiração, para uma grande e avassaladora onda de medo de possíveis sentimentos e dúvidas futuras.


O menino de capuz virou Jongin e eu ainda estava muito em choque para aprender a lidar com aquela revelação.


Depois de alguns segundos, eu decidi respirar fundo e disfarçar a tremedeira que estava acontecendo no meu corpo inteiro, eu precisava pegar o meu celular, eu precisava entrar naquela sala, eu precisava parecer normal.


Dei passos lentos em direção a porta e a empurrei devagar, sem intenção de fazer muito barulho, conseguindo êxito na minha ação.


Infelizmente, eu não me lembrava que naquela sala tinha espelhos e logo que coloquei meu corpo para dentro, Jongin parou de dançar e correu para desligar a música que tocava.


“K-Kyungsoo, o que você tá fazendo aqui?” O garoto perguntou ofegante por conta do esforço que fizera em sua dança.


“Eu perdi meu celular, não sei se eu deixei aqui. Desculpa, eu não queria incomodar…” Falei sem graça por ver Jongin tão nervoso daquele jeito.


Belo de um idiota que eu era.


“Não, tudo bem.” Ele disse tentando sorrir, mas seu nervoso não o permitia ser tão natural como da primeira vez que nos vimos. “Na verdade, eu vi um celular no chão e guardei, tenho certeza que deve ser o seu.” Ele caminhou até a sua mochila e tirou o aparelho preto de um bolso qualquer e veio em minha direção o estendendo para mim.


Dei um suspiro longo de alívio por ter meu celular de volta para mim, se eu o perdesse com certeza levaria um grande sermão dentro de casa e tudo o que eu menos queria era aquilo.


“É esse mesmo, obrigado.” Sorri fraco encarando o celular nas minhas mãos e quando levantei a cabeça encontrei Jongin me olhando como se quisesse me decifrar.


Seu olhar não era intenso como raio lazer que atingia a minha alma, ele só parecia confuso, e aquilo me deixou sério e sem saber o que dizer.


“E-eu vou embora agora, você deveria voltar a praticar…” Falei dando passos para trás, quase tropeçando no próprio chão liso, uma cena ridícula, mas estava difícil me manter íntegro de meus totais sentidos naquele tipo de situação. “Te vejo outro dia.” E simplesmente saí daquela sala sem olhar para trás ou esperar que Jongin dissesse alguma coisa.


Quando decidi que estava já longe demais daquela sala, encostei em uma parede qualquer e encarei o teto, sentindo minha respiração falha e meu coração bater tão forte no peito que parecia que o rasgaria.


“Para com isso, para com isso, para com isso.” Eu repetia enquanto dava leves socos no meu peito. “Eu não tô entendendo, isso não é normal.”


Fiquei um pouco mais um pouco menos do que uns dez minutos parado naquele lugar, respirando fundo, batendo no peito e murmurando coisas desconexas e desesperadas para mim mesmo. No final de tudo, quando senti que aquela onda de nervoso havia passado, coloquei em minha cabeça que todos aqueles sentimentos eram apenas porque eu estava deslumbrado com todo o lugar, com minha nova situação, por ter socializado com tantas pessoas em tão pouco tempo e justamente por conta dessa falta de socialização em toda a minha vida, eu me sentia mais pressionado e assustado por ter que lidar com tanta gente em um grande conjunto de minutos e segundos.


Conjunto no qual parecia décadas quando eu estava na presença de um antigo menino de capuz, o qual agora havia um nome.


E seu nome se tornaria quase meu tudo depois de algum tempo.


Eu só não sabia, mas já sentia, só não gostaria de entender sentimentos.


Porque era difícil, era assustador, era gigante.


E eu mantive em mente que não queria mais gigantes do que os que eu já havia pensado que teria que enfrentar.


Mas o gigante que eu tinha medo se tornaria uma terna borboleta, serena, colorida que apesar de tudo iluminaria duas vidas, trazendo no ar de seu bater de asas um amor.


Um terno e doce amor.


E eu não sabia, mas ele já sabia.


 카디


Chanyeol: Você vai fazer alguma coisa amanhã à noite?


Eu: Não, por quê?


Chanyeol: Ah, já que não vamos ter nada amanhã então eu falei com o pessoal que a gente podia sair pra comer alguma coisa.


Eu: Por mim tudo bem, quando resolver me fala a hora e o lugar que eu vou.


Chanyeol: Pode deixar :)


Bloqueei a tela do celular e o joguei em algum canto da cama e fiquei encarando o teto depois disso pensando em tudo o que tinha acontecido naquele dia.


Eu tinha novos colegas, um sonho em mãos, uma nova vida, uma nova rotina e um novo problema.


Tudo aquilo só tinha acontecido em apenas um único dia, eu não fazia ideia do que aconteceria nos próximos dias, semanas e anos.


Mas eu estava animado com o convite e com certeza faria questão de aparecer naquele passeio.


Talvez eu me acostumaria ainda mais com os meninos e me sentiria mais a vontade para abrir cada vez mais coisas sobre a minha vida.


A noite seria legal, eu sentia e mal podia esperar.


Notas Finais


Até o próximo capítulo!

Meu twitter é selectexo


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