História Sentimento Oculto - Capítulo 25


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Categorias Henrique & Juliano
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Tags Henrique&juliano
Exibições 237
Palavras 1.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Orange, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de ler lembrem do que eu disse no primeiro capítulo...
Não temam, por aqui todo casal fica junto..beijinhos ❤😍

Capítulo 25 - Não me esqueci de quem eu sou...


Fanfic / Fanfiction Sentimento Oculto - Capítulo 25 - Não me esqueci de quem eu sou...

Henrique se escorou no carro e se desmanchou em lágrimas.

- Henrique - Tirei suas mãos dos olhos e ele deitou a cabeça pra trás, o choro era alto. - Pelo amor de Deus não fica assim. - Ele me abraçou forte, por um longo tempo. Aos poucos o choro foi cessando.

- Eu não podia chorar na frente dele Flávia - Henrique me olhou, seus olhos sem brilho, tristes. Partindo meu coração ainda mais. - Eu não aguento, não aguento ver alguém dessa forma, não aguento ver isso em uma criança. Eu não aguento isso, esse menino tem que se curar, eu preciso fazer alguma coisa.

- Amor calma - Pela primeira vez tal palavra saiu da minha boca. Esfreguei seus ombros e ele me encarou fraco - Você não tem o que fazer, só rezar e pedir muito pra Deus ajudar e tudo vai dar certo.

- Ei, bora cara - Juliano disse sem jeito.

                   ~~~❤❤❤~~~

Henrique parou o carro em frente a porteira e me olhou, suspirou fundo.

- Flávia pelo amor de Deus, me diga o que você tem. Não aguento mais o seu silêncio. - Minhas lágrimas me venceram, molhando meu rosto rapidamente. - Amor, fala comigo, o que tá acontecendo com você?

- Eu... - Apenas baixei a cabeça, não tinha forças. Henrique não merecia saber.

- Flávia - Henrique segurou meu rosto nas mãos e encarou meus olhos - Já provei que te amo, esperei por você, tô o tempo todo com você. Vivo dizendo que te amo, e amo com todas as minhas forças, é amor que não cabe no meu peito.

- Para - Gritei tapando os ouvidos com as mãos - Eu não quero ouvir.

- Qual é o seu problema em? - Henrique gritou, me chaqualhando pelos ombros. Meu  choro piorou - Caramba, você não deve sentir nada por mim mesmo, tá arrependida? Arrependida de ter se entregado? Eu não te obriguei a nada Flávia.

- Para de gritar - Grito mais alto, voltando a chorar. - Não grita, você no sabe o que diz.

- Então fala porra - Ele socou o volante e passou as mãos no rosto, então diminuiu o tom de voz - Você não me ama, é isso né? Você se arrependeu - Ele mordeu os lábios, a expressão extremamente triste - Nunca disse que me ama, eu vivo dizendo pra ver se ouço isso de você, que seja uma vez. Nunca me chama de amor. Vive se esquivando quando toco em assunto do tipo, você não me ama. Não sou besta Flávia.

- Eu... - Apenas neguei com a cabeça. Henrique não sabia o que dizia - Eu não mereço você. Você merece alguém que te faça feliz. - Henrique voltou a morder os lábios e assentiu olhando pra fora, como se já esperasse por isso.

- Entendi - Ele não me olhou. - Desce Flávia...

- Henrique - Segurei seu braço.

- Desce Flávia - Ele repetiu sem me olhar, fechou os olhos e as lágrimas lhe venceram. Me sentia o pior ser humano do mundo. Mas preferia ver Henrique com raiva de mim, do que vê-lo sofrendo.

Pov.Henrique

Flashback On*

- Bu - Sussurro no seu ouvido, vendo-a virar depressa, os olhos arregalarem ao me ver.

- Henrique? - Sua voz saiu falha.

- Tá longe em - Me refiro a sua distração, Flávia sorriu tímida e virou de costas. - Tá tudo bem? 

- Uhum - Foi a única coisa que me respondeu.

- Por que fugiu de mim ontem? - Pergunto sentando na grama, deixando apenas os pés na água. Flávia ficou em silêncio... - Flávia... Olha pra mim - Me olhou sem jeito - Por que você saiu correndo?

- Eu não quero - Ela olhou para o lado, encarando a água correndo nos seus pés.

- Não quer o que? - Arqueio a sobrancelha, mesmo sem ela me olhar.

- Não quero me envolver com ninguém - Flávia diz baixinho.

- Tá... - Assinto ao mesmo tempo que ela me olhou - Só não sei aonde um simples beijo leva a você se envolver com alguém.

- Você nunca entenderia - Flávia suspirou mordendo o canto do lábio, a deixando ainda mais linda... Deus!

- Então me explica - Volto a arquear a sobrancelha. Flávia soltou a respiração profunda e voltou a virar de costas... - Poxa, já vi que você é bagunçada... - Flávia não respondeu, começou a chutar água e num deslize acabou caindo sobre a pedra lisa...

- Sua doida - Levantei Flávia depressa, e o seu riso gostoso e farto enquanto estava nos meus braços me fez sorrir por dentro... - Maluquinha - Ela desfez o riso aos pucos, seus olhos nos meus, seus braços seguravam meus ombros... Os olhos grandes e claros, ainda mais belos com tanto brilho...

- Você é linda - Digo baixinho e rouco, colocando seu cabelo atrás da orelha. Flávia apenas me encarava. Sentia sua respiração pesar a cada proximidade do meu rosto - Não sai correndo não...

Flashback Off*

- Qual é o seu problema menina? - Pergunto a mim mesmo, me vencendo pelas lágrimas enquanto jogava pedrinhas naquele mesmo rio, sentado na grama.

- Ei. - Senti meu ombro ser tocado, olhei pra trás dando de cara com Lucas.

- E aí - Respondi fraco, voltando a jogar as pedras. Ele sentou ao meu lado.

- Tá tudo bem? - Não respondi - Flávia entrou em casa chorando, você tá chorando...

- Sua irmã não sente nada por mim véi - Respirei fundo e apoiei os braços nos joelhos, encarando a grama verde - Sou louco pela Flávia. Criei um sentimento por ela que nunca senti por ninguém - O olhei de lado - Eu amo sua irmã, amo com todas as minhas forças... Você não tá intendendo. Parece que conheço ela a muito tempo, amo que chega a doer cara. Mas ao mesmo tempo não parece nem seis meses, parece uma semana. - Baixei os olhos de novo e mais uma vez as lágrimas rolaram depressa - Mas ela não sente nada.

- A Flavinha é toda boba por você cara, não diz isso... - Neguei com a cabeça.

- Se isso for verdade, qual é o problema dela então? Por que é tão distante de mim?

- Cara - Lucas respirou e baixou a cabeça - Eu acho que isso é um detalhe que só ela pode dizer.

Pov. Flávia

- Filha - Minha mãe segurou uma mão minha por cima da mesa, meu pai outra - A gente precisa conversar, precisamos nos preparar pra volta, não da mais pra adiar.

- Vocês duas - Lucas entrou furioso na cozinha, apontando pra mim e minha mãe. Sua voz estava alterado, seus olhos vermelhos, de quem chorava - Não é justo o que vocês tão fazendo com o Henrique - Gritou socando a mesa - Ele tem o direito de saber, ele tá sofrendo, ele acha que você não sente nada por ele Flávia.

- Lucas para - Grito fechando os ouvidos. 

- Para você, se você não contar eu vou contar. - Ele gritou.

- Agora chega - Meu pai se alterou batendo na mesa - Quem você pensa que é pra falar assim com a sua irmã e a sua mãe rapaz?

- Quem elas pensam que são pra enganar o cara desse jeito? - Apontou as mãos pra nós, olhando para o meu pai - Caralho, vocês tão sendo cruel, ele ta sofrendo.

- Ele vai sofrer mais ainda se souber da verdade seu ignorante - Me levanto mas minha mãe me segurou - Eu vou embora, posso não voltar mais e ele vai acabar me esquecendo, mas eu te proíbo de falar Lucas.

- Ele vai ficar do seu lado palhaça... - Ele apontou para a cabeça.

- Ele não merece Lucas - Digo aos soluços - Ele não pode parar a vida dele, não por mim.

- Maldito câncer - Meu irmão colocou as mãos na cabeça, desesperado - Maldito tumor. Eu só quero a minha irmã de volta, só quero a minha irmã curada...





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