História Sentimentos Cruzados - Capítulo 35


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Canário Negro, Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Rainha Hipólita, Selina Kyle (Mulher-Gato), Shiera Hall (Mulher-Gavião), Wally West (Kid Flash)
Tags Amor, Batman, Bruce, Diana, Liga Da Justiça, Mulher Maravilha, Superman
Exibições 207
Palavras 2.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus queridos!❤

Estou uma péssima cumpridora de prazos, eu assumo.
O importante é que o capítulo tarda, mas não falha. ;)

Vocês vão perceber que algumas informações ficaram vagas e superficiais no capítulo, mas há um motivo para isso e em breve tudo se esclarecerá.

Tenham todos uma ótima leitura e leiam as notas finais também!

Kisses❣

Capítulo 35 - Suspeitas


Fanfic / Fanfiction Sentimentos Cruzados - Capítulo 35 - Suspeitas

 

“E então, princesa? O que você tem a me dizer sobre isso?” As palavras ecoavam incisivamente dentro da mente e do coração da amazona.  Em questão de segundos, Diana experimentou uma gama de sentimentos variados: raiva por ninguém conseguir esconder nada do Batman; medo por saber que Bruce se envolveria totalmente nessa história, caso sua suspeita tivesse fundamento; amor por notar além da repreensão uma preocupação genuína no olhar do Wayne; indecisão e cumplicidade, enquanto a mão forte de Bruce mantinha sua mão presa sob a dele.

A cobrança repentina de Bruce pegara a princesa de surpresa. Estavam em um momento em que ela sequer poderia orquestrar uma evasiva para adiar o assunto. Após uma noite de amor inesquecível, uma manhã que começara tão agradável, ela não queria ter que lidar com um assunto tão sério e aflitivo. Ainda que fosse inevitável encarar a situação em breve.

Desde que fora despertada do feitiço de Morgana, após ouvir os relatos de Bruce e Shayera, Diana intuiu como uma inspiração divina quem poderia ser o grande inimigo por trás de tudo o que lhe ocorreu. Em um primeiro momento, ela julgou precipitado acreditar em sua intuição. Mas o levantamento de informações que ela fez sobre as ocorrências dos ataques de super vilões, utilizando todos os recursos dos computadores da batcaverna, somado à visita de Selina Kyle na mansão Wayne, ajudou seu coração e sua mente a entrarem em acordo sobre sua suspeita.

Desde quando se hospedara na mansão, ela estava convicta que, além de protegê-la, Bruce queria monitorá-la, da mesma forma que ela temia que Zatanna confidenciasse alguma descoberta em segredo ao Batman e ele lhe omitisse a informação, Diana sabia que o Morcego também tinha suas reservas quanto a ela lhe omitir uma descoberta, um plano ou uma ação em individual.

Neste momento, encarar Bruce exigindo-lhe uma explicação a colocava em uma indecisão ferrenha. Ela não conseguiria mentir para ele, tampouco despista-lo. Os conflitos internos eram inevitáveis. Sendo seus inimigos tão cruéis e poderosos, nem mesmo um guerreiro tão bem treinado e valoroso como o Cavaleiro das Trevas teria muitas chances. Não que ela o subestimasse, mas temia que ele se arriscasse por ela. E ele iria se arriscar, ela tinha certeza.

Diana respirou fundo antes de conseguir organizar os pensamentos e chegar a uma conclusão. Em meio a tantos receios, ela sabia que o mais sensato era ser honesta. Ela tinha plena convicção de que, em uma situação inversa, se fosse Bruce suspeitando de um determinado inimigo, que tinha intenção de eliminá-lo, ele jamais permitiria que ela ou qualquer outro membro da Liga se envolvesse. Entretanto, apesar de entender que, se tratando de questões pessoais, é difícil permitir que outros se envolvam, ela também sabia que ser excluída de algo que diz respeito à pessoa amada é doloroso e mesquinho.

Ela não podia agir baseada na política do Batman. Partilhar sua suspeita era apenas um passo, se estivesse correta aí sim teria muito sobre o que ponderar. Não permitiria que Bruce e nem que nenhum de seus amigos da Liga se ferissem por sua causa.

Diana levantou-se e caminhou pela varanda, inquieta. Bruce apenas virou-se para observa-la e aguardava a manifestação da princesa com uma impaciência velada. A princípio ele queria esperar que ela o contasse espontaneamente, mas dada a sua preocupação latente pelo que poderia estar por vir, não quis mais esperar. Não queria exigir nada dela, mas queria saber mais sobre suas suspeitas. Esta manhã era uma oportunidade perfeita para ela não fugir do assunto. Ele nunca permitiria que ela cuidasse de tudo sozinha, principalmente depois de Morgana quase tê-la eliminado. Ele tinha certeza que Circe e seu aliado não desperdiçariam uma segunda chance e só de pensar nisso seu coração falhava.

― Bruce, você não tinha o direito de hackear as pesquisas que eu andei fazendo. – Diana o acusou ao encará-lo, mas ele sequer fez menção de se defender. ― Contudo eu já esperava que sua generosidade em me dar livre acesso aos computadores da Batcaverna estavam condicionadas a esta inspeção. – Ela cruzou os braços à altura do peito, claramente insatisfeita, nada que afetasse a postura impassível do Justiceiro de Gotham.

― Me preocupou o fato de você ter tentado ocultar as pesquisas de mim, princesa. Mesmo sabendo que eu teria como levantar cada informação, cada correlação que você emparelhou, ainda assim você utilizou de caminhos que mascarassem suas suspeitas. – O tom de voz do moreno não escondia a repreensão.

― Justamente por isso, Bruce. Por serem suspeitas. Eu queria ter certeza antes de te contar ou para o restante da Liga. Se eu estiver correta, como acredito que estou, há algo muito grande por trás de tudo isso, muito mais que uma rivalidade pessoal ou uma vingança. – O olhar da princesa refletia uma preocupação genuína.

― É por isso que não quero que haja sozinha, princesa. Você precisa confiar em mim. Seus inimigos foram ousados na primeira oportunidade, só falharam por uma resignação de Morgana. E, pelo histórico de Le Fay, ela nunca foi uma feiticeira de retroceder. De fato, há algo grandioso por trás de tudo isso. – A voz de Bruce falhou ao sentir um nó se formando em sua garganta. A intuição do Cavaleiro das Trevas não o traía. O perigo era iminente. Ele queria dizer que temia por Diana, mas não foi preciso, seu olhar não negava a inquietação que pulsava em seu peito e isso trouxe um afago ao coração da princesa. Ele se importava com ela.

― Há muitas lacunas nas descobertas que vocês obtiveram de Morgana. Eu não tenho tempo a perder, Bruce. Preciso de respostas. Enquanto Zatanna e Senhor Destino não trouxerem pistas de Circe, eu vou seguir minha intuição e continuar investigando por conta própria.

― Nós vamos investigar juntos, princesa. E isso não se discute. – Diana bufou e deu as costas para o moreno, não fosse a tensão do momento ele até se divertiria com a cena. Bruce era sedutoramente autoritário e isso irritava e encantava a princesa proporcionalmente. ― Agora, me conte, por onde você pretendia começar?

― Pretendo. – Ela voltou a encara-lo, com um olhar decidido. ― Eu vou à Atlântida. Aquaman me pareceu suspeitar de alguma coisa devido o envolvimento de Circe. Nós somos de cultura grega, talvez haja algo na biblioteca de Atlântida, algum conhecimento dos antepassados do povo atlante que me esclareça o que Morgana disse sobre eu ser a ‘escolhida’.

A simples menção de ir Atlântida fez com que a expressão facial de Bruce demonstrasse uma insatisfação imediata. Na última vez que Aquaman esteve na Torre da Liga, para possivelmente despertar a princesa, havia demonstrado uma disponibilidade exagerada em ajudá-la. Pelo menos sob a perspectiva do Homem Morcego.

― Você não precisa ir até Atlântida. J’onn pode convocar o Aquaman para se apresentar na Torre da Liga e, se suas suspeitas tiverem fundamento, ele dirá a todos nós algo de concreto. – Diana sorriu pela resistência imediata de Bruce ao sugerir que ela não fosse à Atlântida. Ela não precisava da habilidade de ler mentes para discernir que havia uma pontada de ciúmes incutida na alternativa apresentada. Percebendo o divertimento nas íris azuis da princesa, Bruce se esquivou. ― Eu acho pertinente sua intuição sobre Aquaman, também notei que ele parecia ter alguma suspeita, mas por que não ir à Themyscera? Imagino que a Rainha das Amazonas também possa lhe esclarecer algo.

Diana franziu o cenho ante a menção de seu lar e de sua mãe. É claro que ela havia pensado em ir até a Ilha Paraíso, mas como uma segunda opção. Ela não queria levar riscos para suas irmãs e nem preocupação à sua mãe. Já estava temerosa o suficiente por seus inimigos poderem fazer algo de mal a seus amigos da Liga, além disso, Circe odiava Hipólita, conhecendo bem sua mãe, assim que soubesse do envolvimento da deusa, ela não iria se eximir de se envolver nessa história.

― Se eu não obtiver respostas com Aquaman, aí sim irei à ilha. Mas eu quero evitar envolver minha mãe e minhas irmãs nisso. Circe odeia minha mãe e ele odeia todas as amazonas. Já tem pessoas que eu amo demais envolvidas nisso tudo, se eu puder evitar envolver mais alguém que amo, eu vou evitar. – O semblante da princesa exibia uma profunda angústia ao pensar nos riscos que estavam à sua espreita e poderiam atingir a quem ela amava.

Bruce lia nitidamente cada sentimento de receio através dos olhos azuis tão sinceros, ele queria dizer à princesa que entendia sua angústia, seus motivos, afinal de contas ele sempre pensava assim e por isso mesmo afastava as pessoas que amava, para não perdê-las em uma investida inimiga. Mas ele não queria que Diana o afastasse, queria que ela se sentisse segura para contar com ele.

Ainda que estivesse aflito e preocupado com a possível articulação grandiosa se formando contra a sua princesa, ele percebeu que o momento não era propício para alimentar inquietações. Era notório como a tensão exalava pela postura da princesa. Ela sempre tão imponente e pronta para o combate, parecia pressentir que desta vez teria pela frente uma luta como jamais tivera.

Ele estendeu o braço para toca-la e puxa-la para perto de si. Ela se deixou levar, intrigada ante o gesto inesperado. Ele a sentou em seu colo, segurou-lhe o delicado queixo com uma das mãos, enquanto a outra repousava possessivamente sobre a sua cintura. Eles tinham muito com o que se preocupar, mas agora que ela parecia disposta a não lhe ocultar suas ações e suspeitas, Bruce concluiu que poderiam se permitir a um momento de relaxamento. Na verdade queria que ela se sentisse protegida, que se convencesse de que ele estava ali, com ela e para ela.

― Vou pedir ao Superman para reunir outros ainda hoje para compartilharmos sua suspeita. Não se aflija, princesa. Eu não vou poupar esforços para ajuda-la a se livrar de seus inimigos. – Diana por vezes detestava o instinto superprotetor de Bruce, o que não era o caso neste momento. Agora ela só reconhecia em suas palavras e em seu gesto o seu par, seu herói, um companheiro para toda e qualquer situação. ― Mas, por hora, ainda temos algum tempo livre juntos. Acho que podemos mudar de assunto e aproveitar o tempo de outra maneira, não? – Ele contornou a face perfeita da morena com as costas da mão, fazendo Diana fechar os olhos para se deleitar melhor com a carícia.

Por um instante Bruce não se reconheceu. Estava sendo gentil, sensível? Logo ele cuja frieza e indiferença já estavam tão naturalizadas em sua postura? Ele não sabia. Essas ações e reações eram efeitos do amor que a princesa lhe despertara.

“Então é isso que o amor faz”. Diana pensou, enquanto sentia tanto afeto fluindo do homem que conseguia inspirar temor até nos piores vilões da humanidade aquecer seu coração, aliviar sua tensão e fazê-la esquecer, por um espaço de tempo, tantas preocupações.

― Bruce... – Ela sussurrou ao abrir os olhos e encarar o moreno sedutor examinando-a. ― Eu já disse que te amo hoje?

― Não contei quantas vezes. – Ele abriu um sorriso convencido.

Ela segurou o rosto dele entre as mãos, fingindo estar brava com a provocação pretensiosa, mas falhou categoricamente ao fitar os olhos acinzentados lhe convidando para um beijo.

Um beijo foi o que veio em seguida. Um beijo de amantes, de cúmplices, de namorados que estão se descobrindo, se entregando. Um beijo de quem sabia que não podia mais viver sem o outro.

 

***

 

No mundo inferior, em uma das grutas que acomodam o trono do deus dos mortos, tio e sobrinho se fitavam havia longos minutos. Enquanto um ponderava tranquilamente sobre quanto tormento poderia causar, o outro se enfurecia, impaciente para saber se conseguiria uma aliança.

― Então, posso contar com o seu apoio? – O impaciente quebrou o silêncio, irritado com a parcimônia de seu possível aliado em mais uma empreitada.

Se o reinado de Hades não fosse totalmente baseado na infelicidade e no tormento, o que poderia parecer um sorriso se formando em sua face, sobreposta à sua real imagem, enganaria facilmente um leigo, dando-lhe a ideia de que ele estava se divertindo.

― Você sempre me surpreende, sobrinho, mesmo conhecendo toda a história, é irônico que meu irmão tenha criado sua própria ruína.

― Parece que deus é justo não é, tio? – Ares não disfarçava a expressão de desprezo ao fazer menção ao próprio pai: Zeus, o deus de todos os deuses.

Ares, filho de Zeus e Hera, sempre teve o desprezo do próprio pai. O implacável deus da guerra contava apenas com a consideração da mãe, uma vez que era a encarnação da própria ira da esposa apaixonada e constantemente traída por Zeus.

Além de Hera, Hades era outro representante do seleto grupo que conseguia se relacionar com Ares, isso porque o deus da guerra era responsável pela grande proliferação de almas que caíam nos tormentos do Tártaro.

― Eu realmente estou em uma fase em que prefiro me eximir de atritos familiares, mesmo que já tenha me envolvido indiretamente nisso há anos atrás. – Hades lembrou-se de quando ajudou Hipólita a moldar uma criança de barro, durante o período em que foram amantes. Naquela época, ele havia usado a Rainha das Amazonas para colocar em prática um plano para destronar Zeus. Falhara em seu intuito, mas, sem saber, contribuíra indiretamente para a origem da campeã dos deuses.

― Não tente bancar o irmão abnegado agora, titio.

― Ares, meu sobrinho predileto, você não faz ideia da dimensão do conflito que quer instaurar. Mas, se faz tanta questão de seguir com isso, terá meu apoio. Mesmo porque, se você for capaz de derrotar a amazona, eu sairei lucrando de várias formas.

Ares não deu atenção à pequena resistência e ao alerta do deus dos mortos, estava cego de ódio, cobiça e sedento por vingança. Além de nutrir uma autoconfiança exacerbada.

― É claro que eu sou capaz de derrota-la. Eu sou um deus e ela é apenas um empecilho para que eu conquiste meu objetivo.

A fúria gerada pela simples menção à amazona irradiava ao redor de Ares. A fúria, o ódio e a sede de vingança que marcavam sua personalidade e eram nutridas pelos homens sanguinários constituíam a fonte de seu poder, mas por muitas vezes também a sua ruína. Ser o deus dos mortos dava a Hades condições de enxergar isso, já que recebia muitas almas que se perderam nesse caminho, entretanto ele não tinha nada a perder ao apoiar o sobrinho.

― Não banque o autoconfiante diante de mim, Ares. Se você tivesse tanta certeza de sua vitória não teria feito aliados e não traçaria tantas estratégias para desestabilizar a amazona antes de ataca-la.

― Justamente por ser o deus da guerra sei que um combate não se ganha apenas pela força. A vitória é certa, tio. Mas vai ser divertido ver a amazona sofrer, ela já frustrou muitos planos meus no passado. Minha vingança será completa.

― Parece que as derrotas que sofreu de Atena no decorrer dos séculos lhe ensinaram alguma coisa. – Hades debochou, lembrando ao sobrinho como a deusa da sabedoria derrotou sua fúria irracional e desmedida com habilidades e sábias estratagemas no passado. ― Lembre-se, sobrinho, você é um deus, mas não é invencível. E ela é a escolhida.

Ares bufou, fazendo os poços do Tártaro tremerem e se aquecerem com a força de sua ira.

― Não se esqueça também, tio. Ela é a escolhida e eu um predestinado. Ela tem um coração, eu não.

Os deuses se encararam com um olhar de pura maldade e cólera. Hades apertou os ombros do sobrinho como um pai que se orgulha de um filho. A aliança estava firmada e uma grande batalha estava por vir.


Notas Finais


Continua...

Nenhuma surpresa no capítulo de hoje, eu suponho. Mas ainda há muito por vir.
De agora em diante introduzirei um pouco de mitologia grega tradicional e adaptada, segundo o universo DC, à trama. Porém farei também algumas mudanças no desenrolar da estória para dar sentido ao meu roteiro.
Terei o cuidado de sempre deixar uma notinha explicativa quando isso acontecer. Se algo ficar confuso não deixem de me questionar.

No mais, só tenho a dizer que vocês são lindos demais.

Até breve! =D


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